Ultrapassada a fase de alargamento territorial e imposição religiosa, no século XIX e por motivos comercialistas, surge a grande vaga rumo ao Brasil, um acto de coragem em arriscar o bem estar familiar e social, em prol de outros anseios económicos e para tal sacrificar o "pé de meia" guardado com sacrifício para algum "achaque" que viesse.
Assim começou a "diáspora " portuguesa tantos séculos atrás, fazendo jus ao termo grego que seria a dispersão de qualquer povo ou etnia pelo mundo. Hoje, a pátria Lusa tem cerca de dez milhões residentes e cerca de cinco milhões (contando com os luso-descendentes) espalhados pelo mundo.
De Forninhos partiam quais fidalgos de pés e mãos encardidas, escondidas no fato a preceito para impressionar na chegada, mas orgulhosos de serem gente de bem, que eram!
Paralelamente à América do Sul, a do Norte também "acenava" convidativa por fervilhar de riqueza na altura para quem para tal tivesse engenho e arte.
Começam a aparecer as "cartas de chamada", quantas vezes forjadas. O meu avô Francisco, por exemplo, para lá abalou e felizmente voltou pensando trazer com ele uma fortuna, mas apanhou a recessão da América e os dólares pouco mais valiam que uma cavaca de pinheiro na lareira.
Males que vêm por bem, caso contrário não teria conhecido este meu avô, conjuntamente com meus pais, a melhor coisa da minha vida na altura. Foi e voltou para a sua casa, coisa que outros tal não puderam fazer.
A maioria adoptou a nacionalidade dos países que escolheram para viver e apenas uma maioria ia regressando, subsistindo traços fisionómicos, nomes de família e costumes transmitidos, parecendo que do outro lado do mar, as raízes se iam perdendo no tempo...
Agora...
Lembram-se de por aqui falarmos da Etelvina de Forninhos, a mulher-homem, brava, lutadora sem medo de nada, nem mesmo pela vida?
Fazia carvão para vender para fora da povoação e teve quatro filhas: Maria Adélia, Maria da Graça, Maria da Conceição e Alzira.
O seu neto Aurélio Fernandes Pereira, encontrou o blog dos forninhenses e enviou-nos do albúm da família umas fotos.
As pessoas mais antigas, dizem que sem desprimor, a mãe dele era a mais nova e a mais bonita de todas.
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| Alzira, filha mais nova da Etelvina |
Agora digam se não vale a pena por "aqui" andar quando as coisas daqui nos levam até lá e na recompensa e força vem tanta emoção?
Da direita para a esquerda: Olímpia e Beatriz (irmãs de sua avó); os noivos são os seus pais. A moça de preto é a Graça, depois uma prima do pai, a seguir a Conceição, uma avó e tia paterna. A criança maior é filho de Maria da Graça e a criança menor é filho da Adélia.
Na primeira foto abaixo, no portão da casa no Ipiranga, bairro de São Paulo, está a sua mãe, que é a Alzira e as três irmãs da avó, a senhora mais baixa à esquerda da Alzira é a Maria. Na foto do meio, a de branco é a sua mãe e a de preto é a sua tia Maria Conceição. Na última foto está a Conceição e o menino é filho da Adélia.
| Graça, filha da Etelvina, vive em Varginha, no Estado de Minas Gerais |
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| Adélia |
Felicidades para esta família fruto da diáspora e sempre bem vindos a Forninhos!










