Sobre Forninhos, directa ou indirectamente, em 02-v-931 o arqueólogo viseense José Coelho, no seu caderno de notas, sua fl. 57, em resumo, escreveu que "Numa grande área existem abundantes ruínas de construções, cujos alicerces são bem evidentes..."
"Vêem-se a meio do povoado ainda ruínas da cap. medieval de S. Pedro..."
"Ver na folha sgte ara de sacrifícios?"
Estas notas inequivocamente datadas de 1931 referem-se ao Castelo dos Mouros, do sítio medieval de S. Pedro, em Forninhos; a ara de sacrifícios é o que nós forninhenses popularmente chamamos de a forca.
Agora como é que se explica isto?
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| imagem inserida na pág. 30 da monografia |
Como se explica a data de 2-V-932 inserida na fl. 58 do Caderno de Notas de José Coelho?
Afinal José Coelho visitou este local a 2-v-931 ou 2-v-932?
Talvez alguns números e letras estivessem tão claras que deu jeito as reescrever de forma legível. De facto, basta observar atentamente a imagem da pág. 30 da monografia de Forninhos, a terra dos nossos avós, para ver que alguém manipulou o escrito do Dr. José Coelho e ainda acrescentou um ponto de interrogação (?).
Por debaixo do "Penedo de sacrifícios?" está escrito, a maior, "Penedo de sacrifícios" sem qualquer pontuação. A interrogação existe na fl. 57, mas na fl. 58, a existir, seria +ou- por baixo do 8 e não do 5.
Cliquem na imagem, observem bem e digam-me afinal o que a EON&Cp.ª ganharam com isto?
Eu digo: ganharam mais um peso na consciência se é que a têm.
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| Forca, com o Castelo dos Mouros ao fundo |
Por se assemelhar a uma lagareta, definiram este penedo como sendo um lagar rupestre destinado ao fabrico do vinho e azeite, mas se o é...porque então o povo chama a este monumento medieval a forca e não lagarinho ou lagariço como chamam a outros lagares encontrados por perto?
Quem era José Coelho?
Professor, historiador e arqueólogo, José Coelho notabilizou-se pelos seus estudos de história e arqueologia regional.
Ao longo da sua vida foi recolhendo e juntando na sua Casa da Via Sacra um interessante espólio arqueológico. Após a sua morte (7 de Abril de 1977), os seus filhos, ofereceram, em 1979, a coleção de peças e apontamentos (Cadernos de notas Arqueológicas) à Câmara Municipal de Viseu, que se comprometeu a expô-los. Esta coleção esteve patente em várias exposições temporárias desde essa altura, encontrando-se expostas desde 1980 na Casa do Miradouro.