Já devia ter publicado este Post, mas...as coisas são como são e o assunto não deixa de ser actual na época natalícia. Falamos do fruto da oliveira, a azeitona, que cai nos toldes, que cobrem a terra gelada, e de onde sai o azeite que cai brilhante da almotolia sobre as "couves-de-cortar", as batatas e o bacalhau da Ceia de Natal.
O azeite é uma gordura que acompanha toda a vida da pessoa:
Com o azeite se tempera o comer;
Com o azeite se conservam os enchidos;
A própria azeitona, como fruto, é um bom conduto (eu gosto);
Com o azeite se untavam as fechaduras das portas para não rangerem tanto;
Em épocas recuadas as pessoas punham azeite nas iluminarias dos altares das Igrejas e alumiavam as casas com azeite (eu já apanhei o petróleo);
Com as borras do azeite, cinza e potassa, fazia-se sabão para lavar a roupa no ribeiro;
etc.
Da importância da colheita da azeitona e do fabrico do azeite falam também os lagares que chegou a haver em Forninhos, portanto, a importância do azeite já vem de longe, mas as couves também têm uma longa história de utilização e este legume é um alimento muito popular na cozinha local. Desenvolvidas a partir da couve selvagem, trazidas sabe-se lá de onde, quando e como e por quem, mas seguramente há muitos séculos. Podem e devem ter sido os Celtas, mas também os Romanos ou outros...




