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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Pedras no Caminho? Guardo-as todas...


«Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...».

Se existe alguém que deve ser imortalizado, esse ser é sem dúvida Fernando Pessoa...É este soneto, intenso, que muitas vezes me faz pensar no verdadeiro sentido da vida...!!!
Adoro Pessoa!!! :D
Bom fim-de-semana!
Beijinhos *.*

Memórias - JAN-1971

Antonio Lopes1/08/2010
Olhando para a foto (lado esquerdo para o direito): ZÉ MATELA , ANTONINHO MATELA, LUIS MUDO, ANTONIO CARAU, JOSÉ CAVACA . Dois avós e três tios da PAULA.
-/-
Esta fotografia tem 39 anos…Ano de 1971…foi tirada no dia do meu baptizado. Numa primeira “olhadela” não sei se conseguem reconhecer a Rua, mas trata-te da casa de morada de família dos meus avós paternos. Foi lá onde nasci. Reparem no traje da época...curioso é ainda hoje o tio António Carau manter o seu próprio estilo, o que revela, sem dúvida, um gosto próprio e característico, pois ainda hoje é possível vê-lo com a sua boina "à espanhola".
Houve uma época que todos os rapazes tinham uma boina preta, à medida da cabeça, tinha um atilhozinho no coruto e andava meio de lado. Assim como vemos nas fotos de posteridade do Che Guevara.

PS (Post Scriptum):Não sou entendida em digitalização e formatação de fotos(ainda), mas quem quiser ver a fotografia em detalhes basta clicar em cima da mesma e penso que aí conseguem vê-la melhor.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Convívio: Cabidela (Coelho Caseiro)

É um delicioso prato!

Foi o nosso almoço de 02.JAN.2010,cozinhado a preceito pela D. Iracema e D. Lurdes. Um muito obrigada a estas excelentes cozinheiras :))

Estava mesmo óptimo!

A conversa à mesa versou os mais variados temas: o tempo, a “blogmania”, um cheirinho de política, o falecimento e a grande perda para o nosso concelho do Director do Jornal de Aguiar da Beira: Manuel De Sá, a liberdade de expressão, as alterações na sociedade portuguesa a nível de comportamento, a pobreza, onde o poder era exercido pelos ricos, aproveitando-se para subjugar e também explorar a própria miséria, hoje exercido pelos políticos – a violência psicológica e o assédio moral, o vinho, etc. e tal.
Foi pena outros forninhenses não terem participado:(( pois estes convívios de amigos, em especial, com a presença de várias gerações são muito enriquecedores e fundamentais para manter a cabeça no sítio (entre as orelhas) ;))))

Em Resumo: Bons momentos da vida!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cemitério Antigo


Em Forninhos faziam-se os enterramentos como, aliás, em todo o país, dentro e fora da Igreja Paroquial. Eis alguns exemplos do ano de 1696 (ANTT, Paróquia de Forninhos, Mistos, Lv.1, cx 6, fls. 126):

Clique para ler

Mas uma lei liberal de 1834 proibiu os enterramentos dentro das localidades. As razões da aplicação desta lei tinham a ver com epidemias e cheiros da situação dos cemitérios próximo das casas de habitação. Mas esta lei levou cerca de 56 anos para ser aplicada, porque em algumas aldeias se recusavam a enterrar os mortos no “meio do mato". Outros, zelosos da saúde pública, não podiam tolerar os cemitérios ao pé do povo. 
:))) sorrio, porque seriam tantos os cheiros na aldeia, será que achavam estranhos os do cemitérios?  


Bem ou mal acabamos por transferir o cemitério para fora da aldeia nos anos 40 do Séc. XX, no tempo do Sr. Pe. Albano, mas sem que todos os corpos fossem trasladados e no local e volvido todo este tempo, lamentavelmente, não existe qualquer menção ao cemitério antigo!!
O cemitério público foi então criado no local onde hoje se encontra, de acordo com a lei em vigor que proibiu, assim, terminantemente o enterramento nas igrejas, a bem da higiene, exigindo que o cemitério ficasse, pelo menos, a 143 m (200 passos) de distância das habitações mais próximas, tendo de ser um sítio amplo, arejado, se possível, com ventos a soprarem de norte e nordeste. Isto porque o cemitério era considerado como estabelecimento insalubre de primeira ordem (opinião já hoje modificada), mas que ainda hoje tem algum “peso” na escolha da localização e alargamento dos cemitérios públicos, sendo que o Ministério do Ambiente tem de intervir e, a meu ver, ainda bem.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Igreja Matriz


As obras, os arranjos, melhoramentos, realizados em 2009 na Igreja Matriz são elogiados pelos forninhenses. Mas...Bem sabemos que nunca é bom o corte de árvores e ao que julgo saber, neste caso, não será assim tão grave o corte da árvore que plantaram em frente à entrada principal da nossa Igreja, pois a mesma (como podem ver) retira visibilidade e esconde a beleza da Igreja. Além disso, com o crescimento desta árvore, as raízes da mesma poderão danificar o chão e o muro existente. Esta é a opinião de algumas pessoas com quem me tenho cruzado.

S.M.O. (salvo melhor opinião), qual é o Vosso Parecer?

sábado, 2 de janeiro de 2010

Janeiras 2010

As tradições de uma aldeia merecem sempre ser reavivadas e sobretudo registadas para que não sejam esquecidas.
Forninhos ainda mantém a tradição de pedir as Janeiras: 

  
Em frente das portas, ao fundo das escadas, um começa e os outros vão atrás:
I
'inda agora aqui cheguei
Logo pus o pé na escada 
Logo o meu coração disse 
Q' aqui mora gente honrada. 
refrão
 Muito boas festas nos viemos dar a estes senhores se nos aceitar


E já dentro de casa repetem o refrão
 "Muito boas festas nos viemos dar a estes senhores se nos aceitar"

E segue-se outra estrofe: 

II
Levante-se lá minha senhora 
Desse banco de cortiça
Venha-nos dar as janeiras
Ou de pão ou de chouriça
refrão
Muito boas festas nós viemos dar a estes senhores se nos aceitar-bis
(Canta-se durante quatro ou cinco minutos)


Acabada a cantoria, é hora do copo, da chouriça, duma filhó e por fim os Votos de despedida ou de Bom Ano para toda a família:

Despedida, Depedida
Despedida,vamos dar
Deus queira que daqui' um ano
Nos voltemos a encontrar