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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cemitério Antigo


Em Forninhos faziam-se os enterramentos como, aliás, em todo o país, no adro da Igreja Paroquial. Mas uma lei liberal de 1834 proibiu os enterramentos dentro das localidades. As razões da aplicação desta lei tinham a ver com epidemias e cheiros da situação dos cemitérios próximo das casas de habitação. Esta lei levou cerca de 56 anos para ser aplicada, porque em algumas aldeias se recusavam a enterrar os mortos no “meio do mato". Outros, zelosos da saúde pública (podemos sorrir...seriam tantos os cheiros na aldeia, será que achavam estranhos os do cemitérios?) não podiam tolerar os cemitérios ao pé do povo. Bem ou mal acabou-se por transferir o cemitério para fora da aldeia. No caso da aldeia de Forninhos só o foi nos anos 40 do Séc. XX, no tempo do Sr. Pe. Albano, mas sem que todos os corpos fossem trasladados e no local e volvido todo este tempo, lamentavelmente, não existe qualquer menção ao cemitério antigo. O cemitério público foi então criado no local onde hoje se encontra, de acordo com a lei em vigor que proibiu, assim, terminantemente o enterramento nas igrejas, a bem da higiene, exigindo que o cemitério ficasse, pelo menos, a 143 m (200 passos) de distância das habitações mais próximas, tendo de ser um sítio amplo, arejado, se possível, com ventos a soprarem de norte e nordeste. Isto porque o cemitério era considerado como estabelecimento insalubre de primeira ordem (opinião já hoje modificada), mas que ainda hoje tem algum “peso” na escolha da localização e alargamento dos cemitérios públicos, sendo que o Ministério do Ambiente tem de intervir e, a meu ver, ainda bem.

1 comentário:

  1. Eu não tenho qualquer memória, recordação, da construção do actual cemitério público de Forninhos, mas lembro-me contarem que quem o construiu foi o avô do Ismael Lopes, marido da Sr. Emília, Sra. de quem ainda me lembro. Foi esse Sr. o responsável pelo corte de pedra, alvenaria e cantaria, para os muros.

    Quando pronto procedeu-se à bênção solene, executada pelo Pároco da Freguesia.

    Penso que seria interessante para todos os forninhenses saber-se mais sobre esse período de transição do Cemitério Antigo para o Cemitério Novo. Se algum dos nossos seguidores puder acrescentar algo mais sobre este assunto ficarei antecipadamente grata pela colaboração e prestação.

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