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terça-feira, 19 de abril de 2022

Flores de Abril, em Forninhos

Com dias tão feios lá fora, é quase uma bênção fruir dos tons que, em Abril, embelezam Forninhos.


Giestas brancas pintam a nossa paisagem 


Quando florescem até parece quererem rivalizar com a neve!!


As ervilhas silvestres florescem em qualquer palmo de terra...


Cerejeira florida...a seguir vêm as saborosas cerejas


E sabiam que a flor do marmeleiro em algumas terras é muito boa de comer ?
Por exemplo Tás-os-Montes.


Esta suculenta encontrei-a numa parede sem herbicidas


FELIZ PÁSCOA  2022 
Pois diz a tradição que se prolonga até à Pascoela!

sábado, 9 de abril de 2022

Retrato de Familia

As fotografias em família eram uma prática comum e recomendada para o álbum de recordações desde o século XIX. Começa aqui a valorização do homem (antropocentrismo), pois até então aos artistas só lhes eram permitido pintar, esculpir ou entalhar imagens sacras. E, claro, os nobres e pessoas mais endinheiradas passaram a encomendar retratos aos artistas e surgem as fotos de família, na melhor pose e com a melhor roupa para mostrar toda a sua nobreza e poder económico.
E eis o retrato dos meus antepassados (hexavô e pentavós), feito pelo pintor visiense José de Almeida Furtado, conhecido por "o Gata" que existe desde 25 de Fevereiro de 1949, no Museu Grão Vasco, em Viseu. De acordo com a documentação existente no museu, este retrato de família pertencia ao Pe. Manuel de Moura Marinho.


Executado em 1826 d.C., a pintura representa o Retrato da Família Assis de Moura Marinho num cenário interior, com amplo cortinado do lado esquerdo do quadro, de cor encarnada e junto a este encontra-se a figura mais velha, sentada de lado, com o braço e mão direita apoiada em cima de uma mesa ou secretária de madeira com tampo verde, segurando uma pena, a escrever numa folha branca. Este homem de tez branca e cabelo  grisalho, é o meu hexavô (6.º avô), Manuel de Moura Marinho. Enverga casaco e calça cinzentos, colete desapertado (vê-se 2 botões) e camisa branca com uma abertura por onde se pode ver a pele. Calça meias brancas e botas pretas. 
À direita do quadro, está de pé o seu filho, meu pentavô (5.º avô), Francisco de Assis Marinho e Moura, de cabelo preto e curto, com a perna ligeiramente flexionada, apoia a mão esquerda no espaldar de uma cadeira e a mão direita segura um papel branco. Veste casaca encarnada com botões em dupla fileira (vê-se 8 botões), calça cinzenta. Da cintura, por baixo da casaca, pende um objeto dourado. Calça meias brancas e sapatos pretos com detalhe retangular em dourado.
Ao centro do quadro está a sua esposa, minha pentavó (5.ª avó), Dona Teresa de Sá Costa (Marinho e Moura). Senhora, de tez alva e cabelos pretos apanhados e rematados por uma tiara dourada. Brincos dourados de argola com uma pérola. Traja um vestido longo acinzentado, aparentando cetim, com a manga curta e o decote quadrado debruados. A saia apresenta duas faixas rendadas de cor preta. Uma encharpe dourada cobre-lhe o ombro esquerdo e vem rematar na cintura. 

pormenor


Clicar para ler melhor

Fontes: 

Para a minha família paterna (parte da avó Dulce): 

Quem foi Manuel Marinho?
Foi um comerciante, mercantil de sardinha, rico proprietário que em Aveiro tinha uma mansão que mais tarde (1842) pertence aos "Rebochos" e era do dono na Costa Nova do palheiro vendido (em 1840) ao José Estêvão, um notável jornalista, político e orador parlamentar que tinha uma predilecção muito especial por esta praia para onde vinha descansar da sua tumultuosa actividade parlamentar.
Primeiramente este e outros palheiros construídos na Costa Nova serviam para salgar o peixe. "O negócio da venda e distribuição deste pertencia a gentes de Aveiro e de Águeda (interior), mercantis que "geriam" os grupos de "almocreves", verdadeiras companhias de transporte e distribuição, a quem era remetida a tarefa de fazer chegar o peixe, lá para o interior do país, para as beiras profundas".

Fontes: 

E Francisco de Assis Marinho de Moura, quem foi?
Ainda não consegui perceber se seguiu "as pisadas do pai", mas o seu nome aparece na exposição agrícola de Lisboa, em 1884. 
Expôs pelo concelho de Viseu o seu vinho tinto com a cor "cravo carregado". E podemos ver as quantidades referidas a 100 centímetros cubicos de vinho:

Ano da Colheita:
1882
Densidade do peso por litro: 
991,0
Alcool em Volume - centímetros cúbicos:
11,500
Extracto secco(Gr):
1,920
Tanino (Gr):
0,095
Assucar reductor (Gr):
0,083
Acidos (Gr):
0,476
Grandeabrimento da côr:
--
Coloração:
Cravo carregado

Ainda sobre o nomes de família

Até 1911, no batismo, apenas se registava o nome próprio. Registava-se "Maria", filha de ...e de...Só depois, no casamento, é que seriam acrescentados os apelidos familiares. Se ficasse solteira, ficaria simplesmente Maria para toda a vida. Com sorte, acrescentava-se-lhe um apelido ou alcunha que a distinguia das outras marias.
Muitas pessoas, sobretudo mulheres, por serem menos importantes, eram registadas com o nome próprio, mas depois já não lhes eram acrescentados os apelidos, na altura do casamento, e por isso a avó Dulce, que nasceu em 1855, ficou até morrer (1948) com o nome abreviado "Dulce do Carmo". 

Batismo avó Dulce, em Sernancelhe

A sua mãe, Dona Maria Leopoldina, era da cidade de Viseu e era filha de Francisco de Assis Marinho e Moura e de Dona Teresa de Sá Costa. O pai era de Sernancelhe e chamava-se Constantino António de Sobral e era filho de António Caetano e Maria Santana. Constantino António de Sobral foi escrivão e Tabelião do Julgado de Sernancelhe, na Comarca de Moimenta da Beira, pela carta de 1849-07-04, Registo Geral de Mercês, D. Maria II, liv. 33, fl. 6v-7v.

Fls. 7v-Registo Geral de Mercês, D. Maria II

Posteriormente foi escrivão na Vila de Aguiar da Beira.

Como podemos perceber, a avó Dulce não recebeu os apelidos da parte paterna, nem da materna. E quando casou com o avô José Dias de Andrade não lhe foi acrescentado os apelidos do casamento.
Se algum neto ou alguém de Forninhos quiser acrescentar algo que ouviu sobre a avó Dulce ou porque ainda a conheceu, acrescente...
É para isto que este Blog serve: descobrir...descobrir...descobrir...
Dizia a minha tia Margarida (bisneta da avó Dulce), que o seu filho homem - o tio Abel - e seus descendentes receberam o sobrenome "Sobral" ou "Dias Sobral", por influência do professor Coelho de Dornelas. Já a filha Emília (minha bisavó), que era a segunda filha do casal, já só tinha o apelido "Andrade" e a filha Maria ficou "Maria da Conceição", mas só era conhecida por Maria.
Recordemos as origens da família aqui
E pronto...estou como o Saramago:
"Entendo que cada um de nós é, acima de tudo, filho das suas obras, daquilo que vai fazendo durante o tempo que por cá anda." (Crónica do livro "Bagagem do Viajante), mas certo é que nem todas as famílias têm um retrato dos 5.ºs e 6.ºs avós e eu gosto de saber quais foram os meus antepassados, os seus nomes, imaginar as suas vidas, por onde andaram, o que fizeram para viver/sobreviver...

sábado, 2 de abril de 2022

Os Rebelos

Até ao séc. 19 não tinhamos em Forninhos o apelido Rebelo. Para melhor perceberem fiz o levantamento da genealogia desta família:
António Rebelo, nasceu em Espadanal, Fragosela, concelho de Viseu. Era filho de António Rebelo e Filipa Lopes. Almocreve de profissão, casou em Forninhos a 06-05-1822 com Ana de Andrade, filha de José de Andrade Janela, de Forninhos e de Ana Soares, do Souto de Golfar.


O casal teve duas filhas:

1) Maria de Andrade Janela que faleceu em Forninhos no dia 21-11-1870, tinha 52 anos e deixou uma filha, a Maria do Patrocínio, filha de pai desconhecido, que casou com Luís de Almeida, ambos de Forninhos.

Nota Pessoal: Há ainda um registo dum filho de Maria Andrade Janela, chamado Marcos, nascido a 09-04-1852, filho de pai desconhecido também, mas diziam ser filho de Manuel, filho de Francisco da Costa e de Maria Moreira que se calhar era falecido à data da morte da mãe, pois o registo de óbito de Maria Andrade Janela, diz apenas que deixou uma filha.

Geração de netos (filhos de Maria do Patrocínio e Luís de Almeida):

- Manuel, nasc: 24-08-1967
- Maria, nasc: 12-02-1869
- Maria do Carmo, segunda do nome nasc: 03-02-1873, casou com José Maria Chantre, no dia 26-11-1908
- Manuel, segundo do nome, nasc: 22-12-1874, creio ter emigrado para o Brasil, solteiro, pois  tinha 23 anos, a 28-02-1898, quando pediu passaporte para Santos, Brasil. Segundo os Termos de Identificação para Concessão de Passaportes (Arquivo Distrital da Guarda, página 127) tinha rosto comprido, cabelo preto, olhos castanhos e de altura 1,54.
- Albano, nasc: 23-10-1878, faleceu em Março de 1949. Casou com Antónia Lemos. Este casal eram os pais de Luísa de Almeida, a esposa de Jose Maria Saraiva, que foram os pais da Lucília, Antonio, José e Augusta Saraiva.
- António, nasc: 16-03-1881, faleceu com 15 meses, a 06-09-1882
- Alberto, nasc: 11-03-1883, casou com Felismina Fernandes Chantre, natural de Forninhos no dia 07-02-1925. Esta faleceu em 27-07-1941, em Forninhos.
- Abel, nasc: 14-06-1886, faleceu com 3 meses, a 12-09-1886

2) Josefa Rebelo, que foi a primeira a utilizar o nome Rebelo, mas também era conhecida por Josefa Janela, casou com Francisco Alves de Albuquerque (Luzio), de Forninhos, a 26-04-1852. 


Tiveram geração de filhos, que deram origem aos Rebelos, de Forninhos:

1) 2 meses após o casamento, 30-06-1852, nasceu o António.
2) José, nasceu a 28-12-1854 e casou com Ana de Andrade, da Moradia, Antas, no dia 21-11-1891
3) Luis, nasceu a 30-04-1857
4) Luís, segundo do nome, nasceu a 11-12-1859 
5) Maria, nasceu a 16-11-1861 e faleceu em 17-08-1935
6) Ana, nasceu a 08-04-1864
7) Ana Rebelo, segunda do nome, nasceu a 03-12-1865, casou com Adelino Moreira, no dia 05-02-1899, faleceu em 16-09-1953
9) Antónia, nasceu a 10-03-1868 e em 1908 residia na Quinta da Ponte, Sezures
10) António, segundo do nome, nasceu a 13-07-1871

→ Josefa Rebelo faleceu em Forninhos no dia 23-08-1910, tinha 80 anos e já era viúva. 
→ Francisco faleceu em Forninhos no dia 05-05-1910, tinha 75 anos. 

Geração de netos (filhos de Ana Rebelo e Adelino Moreira):

- Glória Rebelo, nasceu a 07-01-1900, foi batizada em perigo de vida no dia 28-01-1900 (casou com o tio Carlos Guerra)
- José Rebelo, nasceu a 05-10-1901 
- Luís Rebelo, nasceu a 27-10-1903 
- António Rebelo, nasceu a 15-03-1906 
- Maria dos Santos Rebelo, nasceu a 14-06-1910 

Gente bem parecida "os Rebelos"

Pelo nome dos netos já dá para ver as gerações de bisnetos e trisnetos e as ligações de parentesco com várias famílias de Forninhos. Se alguém da grande família forninhense os quiser acrescentar, acrescente.

Foto: Cortesia do Rui Miguel Moreira, neto do António Rebelo. Obrigada Miguel.

domingo, 27 de março de 2022

Largo do "Poder Local" nos anos 60

É com imenso orgulho que divulgo este desenho da minha cunhada Andrea, com todos os pormenores bem parecidos à realidade dos anos 60 do século XX, veja-se as telhas e as janelas da "Escola Velha", o cruzeiro dos Centenário, a torre da cabine de eletricidade na parte de trás do cruzeiro, o lagedo e arvoredo.
Forninhos também pode sentir orgulho por esta iniciativa e expôr o que de bom se vai fazendo.  


Já foi muito depois do 25 de Abril que foram feitas obras de alargamento e calcetamento. No fundo, temos de escolher: ou modificamos os espaços por força da modernidade ou alteramos, melhoramos e preservamos. 
Neste largo, hoje do "Poder Local", Forninhos conseguiu alterar e conservar e, por isso, já não estou tão pessimista.

Parabéns Andrea e continua...

domingo, 20 de março de 2022

Memórias 1961: A Escola Velha

Ora, aqui temos a "escola velha" caiada de branco e, embora não seja possível verificar, com metade do tamanho atual (pois sofreu um aumento do lado contrário há alguns anos atrás e foi construída uma cozinha do lado direito). 
Hoje é um Salão de Festas e é lá que a Junta de Freguesia de Forninhos tem a sua Sede.



Antes deste aspeto degradado, lembram-se os mais velhos que a escola tinha carteiras para dois alunos que tinham ao centro um tinteiro. A escola (não se dizia aula) começava às 09h00 e terminava ao pôr do sol, pois não havia elecricidade. A aldeia teve luz muito tarde, em Julho de 1959 é que foi inaugurada a luz eléctrica. Foi uma festa. Mas uma grande festa...
Em Junho de 1959 tinha sido inaugurada, maior, novinha, bem apetrechada e cheia de crianças, a escola nova, mas já tudo mudou, tanto que a escola nova também já passou à história, as crianças acabaram e fechou portas em 2006. Resta o edifício em degradação.
Lá está também a torre ou cabine da electricidade da aldeia e o Cruzeiro da Comemoração dos Centenários Nacionais, em Dezembro de 1940. Autênticos documentos colectivos que devíamos salvaguardar.
Soube a pouco a conversa...

Foto de João Albuquerque, 11-09-1961.

domingo, 6 de março de 2022

Fonte do Miguel

Aparentemente era uma bica com uma telha canudo, no morro baldio que era o lugar da Eira, igual a outras que havia espalhadas pelas terras. Algumas terão desaparecido pelas alterações que fizeram nos terrenos onde se encontravam, por terem secado as nascentes ou terem deixado de ser utilizadas após o abastecimento domiciliário de água. 
Esta terá ganho o nome "do Miguel" porque foi um homem chamado Miguel que deu esta fonte aos moradores da Lage e Ribeiro, que passaram a lá buscar água para uso doméstico em casa, para o vivo, etc...
Há ainda quem se lembre lá ir todos os dias buscar a água para os gastos de casa e diga: - "Antigamente as famílias tinham muita gente e era preciso ir lá duas e três vezes para dar para as necessidades da casa: para fazer o comer e lavar a loiça, para a gente se lavar e para o vivo; só a roupa é que a íamos lavar à poça ou ribeiro".
- "O empedramento já foi feito pelo tio Daniel Novo (pai da Luzia), pelo tio Carlos Guerra (filho do tio Miguel) e outros vizinhos do Ribeiro e da Lage, mas ficou sempre como obra do ti Miguel Guerra".
- "No tempo dos míscaros íamos limpá-los para a fonte do Miguel porque lá havia água com fartura, nessa altura não havia tanta exploração de água dos lençois subterrâneos".
- "O caminho até à fonte não era fácil, tal como não é hoje! No inverno, quando nevava ou geava, era muito perigoso, porque a gente escorregava, mas quando havia cheias ficava muitas vezes submersa"."Outro contra era a abundância de sanguessugas, eram tantas que as crianças tinham receio de lá ir buscar água".
- Para atravessar o ribeiro com pés enxutos havia um passadiço de pedra". 
- "Agora já está quase seca, mas a Junta ainda a limpa todos os anos".


Família

Miguel nasceu em Forninhos a 21 de Março de 1865, era filho de António Dias Guerra e Rosa de Andrade, ambos de Forninhos. 
Casou com Maria dos Santos Moreira (eram terceiros primos) a 21 de Fevereiro de 1889. 
Foi barbeiro e  autarca da 1.ª República (Presidente em 1918) (Vice-Presidente entre 1921-1922).
Faleceu a 16 de Maio de 1939.

Batismo do Miguel Guerra

Casamento do Miguel Guerra

Filhos do Miguel Guerra:

- Gloria, nasc: 06-11-1889; faleceu a 31-03-1890, tinha 5 meses
- Rosa, nasc: 05-02-1891; faleceu a 29-05-1894, tinha 3 anos
- Bernardino, nasc: 03-04-1894, faleceu a 07-11-1898, tinha 4 anos
- Martina, nasc: 02-02-1897; faleceu a 08-01-1897, tinha 10 anos
- Carlos, nasc: 10-09-1905, que eu ainda o conheci. Teve uma vida anormalmente longa para aqueles tempos...os seus irmãos morreram entre os cinco meses e os dez anos de idade.

Carlos Guerra (filho de Miguel Guerra)

Miguel Guerra teve 4 irmãos de acordo com a informação obtida no registo de óbito da sua mãe, Rosa de Andrade. Faleceu com 45 anos e deixou 5 filhos:

-  Maria de Andrade, casou com José António. O casal teve uma filha, chamada Beatriz, mas que faleceu com 12 anos. 
-  José Guerra, casou com Madalena Fernandes, foram os pais de Antonio Guerra, (marido da tia Maria Lameira) e de Adelina  Guerra. 
- António Guerra, casou com Ana Guerra. Tiveram os seguintes filhos: Adelina, faleceu com 10 meses; Maria, batizada em perigo de vida; faleceu com 4 meses; José; Ana; António, faleceu com 10 meses; Adelina (segunda do nome); Casemiro e Luis.
-Maria dos Prazeres, casou com Antonio Esteves da Fonseca. O casal teve 9 filhos: António; Maria Augusta (faleceu em 8 de Abril de 196 e 6?); Alipio (faleceu com ano e meio); Celestino; Olivia (faleceu com ano e meio); Jose Augusto (faleceu a 21-04-1963); Madalena (faleceu a 20-01-1946); Olivia (segunda do nome, faleceu com 3 anos); Olinda.

Nomes do passado de Forninhos, que ainda permanecem nas conversas de geração para geração...