Este espaço nasceu para dar a conhecer a História, estórias e memórias duma aldeia chamada Forninhos (antigamente Fornos). Vem-lhe o nome certamente por lá ter havido fornos/fábrica de cozedura...assim rezam os livros de História, Lendas e Tradições de outros lugares.
Seguidores
terça-feira, 8 de agosto de 2017
sábado, 5 de agosto de 2017
A festa era outra?
Como a festa está quase aí, para os forninhenses repararem/recordarem o que foi durante anos a procissão de Nossa Senhora dos Verdes, o que fomos no passado e o que somos hoje, deixou-vos, umas fotos tiradas no dia 15 de Agosto de 1966, pelo meu primo João Albuquerque:
![]() |
| Havia tanta gente! |
![]() |
| Andores de Santa Marinha e de Nossa Senhora dos Verdes |
![]() |
| A cruzada com o andor do Menino Jesus |
Na página facebokiana da chaminé, foi legendada uma fotografia que diz "Forninhos - Caminhos da Fé - Procissão do Espírito Santo". Um erro lamentável; todos nós somos livres de publicar e legendar, mas se não respeitarmos a nossa vivência colectiva, estamos a defraudar a nossa história.
De assinalar ainda que apesar da Festa do Espírito Santo ser uma demonstração de fé, nenhum andor alguma vez fez parte dessa romaria que se faz sempre na sétima Segunda-Feira a contar da Páscoa. Ou estou enganada?
A foto de que falo é esta:
Quem a legendou é de Forninhos, ou é de fora e foi mal informado? Mas vocês não liguem porque isto sou eu a falar comigo mesma! Nem as respostas às minhas perguntas podem ser dadas em comentários! Não temos tempo!
sábado, 29 de julho de 2017
Ainda a tempo
Aconteceu no passado domingo, dia 23, o "dia da freguesia". Pela 1.ª vez este dia de celebração, ocorreu depois do dia 18 de Julho (apetece-me dizer que quando querem até fazem as coisas direito).
Relembrar o que comiam os trabalhadores do campo foi o mote. Destaco, assim, a mesa cheia de acepipes confeccionados pelos locais, porque de tudo o que vi foi do que mais gostei.
Note-se que o "dia da freguesia" é dia 18 de Julho, foi "instituído" pela Junta de Freguesia há poucos anos e teve a ver com a "Santa Marinha", não teve a ver com os nossos antepassados e sua obra, e devia, mas afinal até o reconhecem, caso contrário, não se valiam do seu trabalho...!
Fotos: XicoAlmeida.
Fotos: XicoAlmeida.
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Pedras bulideiras
Não sabemos ao certo se as pedras bulideiras ou baloiçantes (havendo também outras denominações regionais) são um fenómeno natural - esculpidas pela acção da chuva, sol e ventos - ou se por cima desses elementos houve mão humana (escavando-as e limando-as para que baloicem, mas não mudem de lugar). Certo é que tendo ou não tendo o homem contribuído directamente para a sua formação, estão espalhadas um pouco por todo o país. Devem conhecer alguma, pois são relativamente frequentes no norte granítico de Portugal, destacando-se entre elas as de Alijó, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Montalegre, Candoso (Vila Flor) e Sezures (esta última bem perto de nós, serve de suporte ao marco geodésico).
Já as "pedras bulideiras" de Forninhos não são conhecidas de ninguém, porque ninguém liga patavina, é pena. Como dizia não sei quem "ninguém explora esta riqueza, com que generosamente a natureza brindou esta linda terra.". "Tudo isto daria bom cartaz, mas já duvido se alguém é capaz...".
Fotos do meu irmão David.
Fotos do meu irmão David.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Santa Marinha esculpida em granito
Fundada no dia 1 de Outubro de 1926, de acordo com os registos que existem, a Irmandade de Santa Marinha é a associação mais antiga de Forninhos. Já falamos aqui.
Como ontem, 18 de Julho de 2017, foi inaugurada a estátua de Santa Marinha, localizada no adro, do lado esquerdo de quem entra, parabenizo os seus mentores, que creio foram os três membros da Irmandade, pela iniciativa e, por não mandarem o artista Laijinhas colocar este monumento num lugar público, como inúmeras freguesias o têm feito. Os santos são para estar nas igrejas, ou para virem em procissão pelas ruas, não há necessidade de dedicar-lhes monumentos em lugares públicos!
BEM-HAJA Senhores Mordomos que agora terminaram o mandato.
sábado, 15 de julho de 2017
Telhados
Na aldeia de Forninhos a maior parte dos telhados eram cobertos por esta telha, "canudo, bica, vã, lusa, portuguesa" (não tenho a certeza do nome), pois eles vão sendo cada vez mais raros. Como as casas eram baixinhas e não havia electricidade, para permitir que houvesse mais entrada de luz, colocavam-se algumas telhas de vidro (muito mais caras) entre as telhas de barro.
Dedico, assim, estas poucas linhas a uma reminiscência que já mal se encontra e que só subsiste nalguma casa velha ainda não recuperada.
Dedico, assim, estas poucas linhas a uma reminiscência que já mal se encontra e que só subsiste nalguma casa velha ainda não recuperada.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






