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sábado, 5 de agosto de 2017

A festa era outra?

Como a festa está quase aí, para os forninhenses repararem/recordarem o que foi durante anos a procissão de Nossa Senhora dos Verdes, o que fomos no passado e o que somos hoje, deixou-vos, umas fotos tiradas no dia 15 de Agosto de 1966, pelo meu primo João Albuquerque:

Havia tanta gente!

Andores de Santa Marinha e de Nossa Senhora dos Verdes 

A cruzada com o andor do Menino Jesus

Na página facebokiana da chaminé, foi legendada uma fotografia que diz "Forninhos - Caminhos da Fé - Procissão do Espírito Santo". Um erro lamentável; todos nós somos livres de publicar e legendar, mas se não respeitarmos a nossa vivência colectiva, estamos a defraudar a nossa história.
De assinalar ainda que apesar da  Festa do Espírito Santo ser uma demonstração de fé, nenhum andor alguma vez fez parte dessa romaria que se faz sempre na sétima Segunda-Feira a contar da Páscoa.
A foto de que falo é esta:


Quem a legendou é de Forninhos, ou é de fora e foi mal informado?

12 comentários:

  1. Repor a verdade é atitude correta!
    Realmente era uma bela procissão!!!
    bj

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    1. É, olho para estas imagens e uma das coisas que mais me impressiona é reparar que hoje a parte religiosa encontra-se cada vez mais desprezada por todos nós. Dói ver a míngua de gentes que participa na procissão do 15 de Agosto, quando em 1966 havia tanta gente!
      Quanto à legenda, não sei se a intenção do autor é induzir em erro as gerações vindouras ou se quer só competir com este blog que acho tem prestado um excelente contributo à identidade de Forninhos.
      Bjo amigo.

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  2. O Olhar atento vê os pequenos erros ...Vale colocar em ordem...bjs,chica

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    1. Só lhe digo que quem escreveu o que escreveu, não conhece nada das festas de Forninhos.
      Antigamente a procissão do 15 de Agosto era mais ou menos idêntica à do Espírito Santo, ou seja, sem andores. Mais tarde é que começaram a levar ao ombro três...depois quatro; como tudo na vida se vai transformando hoje vão sete, mas cada andor em seu tractor!
      Bjs e bom fim de semana.

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  3. Uma situação questionante, Paula. De cá, fiquei refletindo no seu texto e fotos apresentadas. A originalidade deve ser sim conservada e respeitada.
    Um abraço neste domingo.

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    1. Pois deve e se ninguém questionar, um erro destes poderá passar a ser aceite por todos como verdadeiro.
      Abraço.

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  4. Meio século passado, estas fotos intemporais trazem pela mão do Sr João Albuquerque, a força e fé das nossas gentes desses tempos.
    Aí, reside a autencidade das nossas gentes, no modo de prestarem tributos (ao tempo, claro), mas o que ainda agora estão vivos, sobretudo os mais velhos, olhando as fotos ficam de "boca aberta", uns ao se reverem, outros a sorrir para os que já partiram.
    Uma coisa as festividades da Senhora dos Verdes, outra e para mim as mais linda pela simbologia que carrega por união de fé e suas Irmandades circundantes à nossa paróquia, a festa do Espírito Santo.
    No tempo das fotos, a ida para o nosso Santuário (património nacional), era em terra batida e a estrada alcatroada, foi feita pelas forças armadas sobre o esquelético corpo do estado novo, o salazarismo.
    Havia o tempo uma panóplia de religiosidade, desde as Cruzadas à Mocidade Portuguesa e a Juventude da Ação Católica, tudo por amor à Pátria ...e autoridade, sendo certo que as nossas festividades continuam a manter as tradições ancestrais advindas de tempos do antanho.
    Tempos mudados, ainda bem que subsiste a festa do Divino Espírito Santo na sua originalidade e por fico amofinado por "o mesmo armado em historiador" depois de tantos erros temporais, trazer este, crasso, nem a carqueja lhe ter servido de exemplo...
    AQUI, tentamos servir o nosso povo, indiferentes a proveitos e interesses e os devaneios saudosistas, que não obscurem os nossos antepassados, dos nados e aqui criados!!!
    Com papas e bolos se enganam os tolos...
    Adorei o tema e a tua coragem e discernimento por antecipares o Carnaval!

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    1. Até dá a impressão que na nossa terra, a igreja precisou marcar o terreno com a JAC ou com os chamados Cursos de Cristandade, para que não houvesse dúvidas sobre qual a marca religiosa da zona, mas o que é certo é que as pessoas tornaram-se fanáticas e doentias.
      Agora é quase igual, só que as fés são outras!
      Embora ache a nossa aldeia não tenha sido das mais atingidas por esses Cursos!
      Se todos questionarem os erros e a ousadia ignorante, as legendas e comentários erróneos que lhe aprouverem hão-de acabar!

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  5. É de lamentar que se deturpe a história de qualquer localidade.

    Beijinhos.

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    1. Estou de acordo com o que dizes, por isso deve haver o cuidado de respeitar o passado dos meios pequenos. Podem até dizer que não há nada de histórico nacional nestes locais, mas é a nossa história e é isso que importa.
      Beijinhos.

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  6. Infelizmente cometem-se muitos erros e muitos deles são quase sempre por pura ignorância.
    Um abraço e boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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    1. E quase sempre as consequências são nulas.
      Boa semana.
      Abraço.

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