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quinta-feira, 21 de março de 2013

Poesia, na Primavera

Divulgamos no Dia da Poesia um escrito que fala da Primavera e da 'nossa' serra, num poema recebido por email, do nosso amigo Eduardo Santos:

"JÁ CHEGOU A PRIMAVERA

Já chegou a Primavera,
o Inverno já passou,
quero ir à nossa Serra,
onde o S. Pedro morou.

Já se vêem os malmequeres,
prontinhos a desfolhar,
mal me queres bem me queres,
e nesta pétala vou parar.

A poupa já diz: poupa poupa,
e insiste sem parar,
coitada, da vida sabe pouco,
porque já não há nada p´ra poupar.

O gaio amarelo lá vai dizendo:
viste lá o clero?
lá o vi lá o vi lá o vi,
queria-me apanhar,
mas eu fugi fugi fugi.

SERRA ACIMA

Em cada canto um botão,
uma rosa prestes a brotar,
parecem jóias pelo chão,
que nos convidam apanhar.

Mais acima a cotovia,
concentra a sua melodia,
num saber que é só seu,
neste ambiente de beleza em flor,
natureza, paz e amor, 
sinto-me mais perto do céu."



Juntamos à palavra/poema uma bela imagem do campo, esperemos como promessa de uma boa estação para todos nós.

sábado, 16 de março de 2013

Ainda se lembram?


Tenho a certeza que alguns de vós se lembram.
A foto foi tirada em Forninhos, são capazes de identificar em que casa estarão os convivas?
Recordam-se deste momento e desta gente?
Este momento reporta-se a quê?
Em que ano foi?
Comentem esta "memória".

terça-feira, 12 de março de 2013

A "côngra" e o "tirar o folar"

A Côngra, para quem não saiba ou já se não lembre, acabou de me dizer o Google, é 1) tradição cristã paroquial e dever moral e religioso do crente contribuir financeiramente para a honesta e digna sustentação do seu pároco; 2) o que os habitantes de uma freguesia pagam ao pároco para sua sustentação; 3) pensão que os párocos recebiam pelo seu sustento.


O assunto «côngra» (a palavra correcta é côngrua), significa hoje, acho eu, a contribuição anual, em dinheiro, que cada família (não só forninhense) paga para garantir a sustentabilidade da Igreja. Mas o pagamento da côngra, ao que parece, na altura que não havia moeda, era paga em géneros, então as pessoas pagavam em alqueires de centeio a sustentação do seu pároco. Era estipulado quantas medidas de alqueires cada família pagava, consoante o número de pessoas, para garantir o serviço religioso. Se a côngra não estivesse em dia, havia sanções. Em Forninhos, que eu saiba, o padre só se recusava «tirar o folar» na Páscoa, mas havia párocos que recusavam baptizar, casar, enterrar, caso a côngrua estivesse em dívida. Mas é bem que se diga que também houve em Forninhos casos/ou/casas em que por se tratar de casais «amantizados», além de não entrar Cristo na Cruz, o Sacerdote recusava baptizar e até dar a comunhão...
Agora quero também falar de outra contribuição, digo, generosidade das pessoas. O «tirar do folar» a que chamam agora «visita pascal».
O folar era/é tirado na Páscoa. Hoje é uma recolha de dinheiro, i.é, é «tirado» um envelope com euros dentro. Mas dantes era também uma recolha de géneros alimentares, como: ovos, queijo, pão-trigo, bolo de azeite e outras coisas mais, feita pelo pároco e seus colaboradores. 
Além do folar e da côngrua, o padre em Forninhos tinha direito a casa (casa paroquial e que está hoje ao abandono, diga-se) e muito terreno para cultivo.

sexta-feira, 8 de março de 2013

8 de Março, Dia da Mulher

O calendário destaca este dia como sendo o
DIA DA MULHER


A camélia é, para mim, uma das mais bonitas flores, até mesmo só a folhagem é bela, ainda por cima, como o sol e andorinhas estão a demorar a chegar aqui, é a árvore cameleira que chama a atenção neste mês, especialmente as de sua flor rosa ou vermelha, que dão uma alegria muito especial ao Inverno. Assim, para que o nosso dia tenha mais cor, mais luz e mais alegria, deixo para todas as mulheres bloguistas que nos visitam, esta colorida flor para alegrar o dia de cada uma.

Feliz Dia da Mulher!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Festa das Arrematações - 17.FEV.2013

Chegam-nos estas fotos das "Arrematações", nome popular chamado ao Leilão de carnes, enchidos e outros produtos, realizadas em Forninhos no passado dia 17 de Fevereiro, para partilha com quem não pode ir assistir e participar:

Pela mostra, vemos que o dia esteve cinzento e de chuva  
e que valeu o tolde do tendeiro "Zé P.", mas
mesmo com um tolde estendido por cima, tipo barraca, 
 a Festa atraiu pessoas de todas as idades
 que estiveram em ameno convívio, como estava previsto

O resultado das contas foi já divulgado e sabemos resultou um saldo positivo de € 820,00 a favor da Irmandade. Num futuro próximo será restaurada a imagem da padroeira de Forninhos, Santa Marinha, e ainda a Santa Bandeira (antiga). 
*
Saudamos assim os organizadores e participantes neste evento que aqui se regista e bem-haja Ricardo pelo envio destes momentos que fazem já parte da história deste dia que esperemos continue com Gente de bem conviver.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Apelo aos Forninhenses


Caros leitores forninhenses e amigos de Forninhos:
Aqui lhes deixo um email que recebemos do Sr. Jaime Froufe Andrade, que pode ser do interesse dos ex-combatentes da freguesia de Forninhos e do concelho de Aguiar da Beira, assim como dos concelhos límitrofes:

Caro camarada Combatente Forninhense!
Venho com muito gosto convidar-te a visionar uma história de guerra por mim vivida há mais de 40 anos, em Tete, Moçambique, e que ainda está à espera de conhecer um epílogo: procuro um ex-guerrilheiro da Frelimo para lhe dar um abraço e devolver-lhe algo que lhe pertence.
Se gostares conforme espero, nesse caso peço-te por favor que divulgues este episódio. Há um conjunto de razões com raízes fundas em mim que me levam a fazer-te este pedido.
Uma dessas razões facilmente a descortinarás através do visionamento do vídeo publicado no Youtube:


Entretanto, permite-me ainda chamar-te a atenção para um detalhe relevante da história. Trata-se de uma imagem do referido guerrilheiro (natural de Cuamba, ex-Nova Freixo, Niassa) que segue em anexo. Eu não costumava levar máquina fotográfica para as operações, mas dessa vez aconteceu. Ainda bem, digo-o agora.
A imagem (para mim) é dolorosa por destapar um dramatismo não ficcionado. Se a tivesse de legendar, escreveria:

Ecce homo - Eis o homem a quem devo um rádio e um abraço.

Esta história teve tratamento jornalístico em duas peças de televisão. Se tiveres curiosidade em ver essas peças farás o favor de digitares no Google: o rádio de Jaime Froufe Andrade. Há ainda disponível na net uma reportagem feita pela BBC Radio London. Deixo-te também esse link, admitindo que pretendas também consultar esse trabalho jornalístico:

Sem outro assunto, apresento-lhe os meus melhores cumprimentos.
Jaime Froufe Andrade
_ /_

Caros amigos, espero que todos ajudem o Sr. Jaime Froufe na sua busca, visualizem o vídeo e deixem aqui um comentário. A mim ocorre-me, de momento, dizer que é fantástico estabelecer contactos através deste simples blog. Infelizmente um grande número de leitores forninhenses desconhece que "o novo blog dos forninhenses" liga Forninhos ao mundo. Pena, pois!