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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Modos de Dizer: “Um frio de Rachar”

Expressões como “está um frio de rachar” ou “está um frio que corta” são usuais nos dias de muito frio e é quando mais apetece sermos aquecidos pelo fogo de uma bela fogueira:


Com este Post volto às expressões orais, modos de dizer, que não sendo exclusivamente forninhenses, fazem parte da nossa linguagem. Aqui ficam mais algumas frases sábias que o nosso povo usa para se referir aos dias de chuva e de muito vento:

- A propósito dos dias de chuva, há ditos populares que ainda se ouvem, como: “chove a cântaros”; “chove que Deus a dá”; “borriço”;” chuva de molha-tolos” ou "chuva molha-todos"...

- Quando havia muito vento ouvia-se, noutros tempos: "morreu um escrivão para os lados de Trancoso”; "anda o diabo à solta"...

Comentem estas expressões e sugiram mais.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Frutos de Outono: Míscaros

E porque mais do que nunca é importante a transmissão e divulgação do nosso património colectivo, a preservação e transmissão dos gostos, paladares, tradições de saberes dos nossos antepassados, hoje vamos falar de MÍSCAROS, um cogumelo que se apanha no Outono, durante os meses de Outubro, Novembro e princípios de Dezembro:



Agora é só raspá-los com a ajuda de uma faca, para retirar a terra que está junto ao pé e chapéu, lavá-los muito bem e depois deixá-los escorrer.

Para além da imagem aqui fica também uma receita tradicional local de MÍSCAROS COM TRIGO:

Principais ingredientes deste prato sazonal:
- Cebola,
- Míscaros q.b.(cogumelos amarelos q.b.)
- Azeite q.b.
- Sal q.b.
- 1 Folha de louro
- Pão de trigo q.b.
- Água q.b.

Preparação:
Num tacho, faça um refogado com cebola picada, folha de louro e azeite. Quando o refogado estiver alourado, junte os míscaros (previamente bem lavados), deixando refogar até cozer. Junte uma pitada de sal, mexa muito bem e acrescente um pouco de água se necessário. Após os míscaros estarem bem apurados, junte o pão a gosto. Quando o pão estiver bem embebido juntamente com o guisado dos míscaros, está pronto a servir.

BOM APETITE!

domingo, 21 de novembro de 2010

A Azeitona já está preta...e os Tordos já andam nela

A azeitona já está a ficar madura

e a horta só espera a geada e o azeite novo

O alguidar colectivo, que serviu para toda a família comer já se não usa,

mas a panela de ferro e a almotolia do azeite, ainda estão presentes.

O azeite não era usado somente como alimento, mas também para iluminar. As candeias, lamparinas, candeeiros, para iluminar os lares de muitos povos, eram abastecidos com azeite.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A oliveira, a azeitona e o azeite

«Verde foi meu nascimento
E de luto me vesti
Para dar luz ao mundo
Mil tormentos padeci»
Aqui está ela verde com a promessa de contribuir para um bom azeite dourado

Porque continuamos a defender que para compreender o presente é preciso primeiro conhecer o passado, transcrevo um trecho dum livro que li, que podia muito bem ser o testemunho de um qualquer forninhense:

«(...) Depois tínhamos direito às batatas, mas com pouco azeite. Às vezes punha-se a panela das batatas em cima da mesa. No meio da mesma encontrava-se um prato onde o azeite flutuava no cimo da água. Tínhamos o direito de pegar nas rodelas das batatas e de as molhar no azeite mas só de um lado, para poupar o azeite.»

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Destilação do Bagaço em Alambique Tradicional

Este ano mostramos aqui a faina das vindimas em todo o seu esplendor e para dar continuidade a este tema, depois das uvas apanhadas e pisadas, depois do período de fermentação, depois do vinho retirado dos lagares para os pipos, hoje, para as vasilhas de inox, fica o canganho que vai servir para fazer a aguardente bagaceira. Esta tarefa está cada vez mais em declínio e cada vez se faz menos, mas ainda vai fazendo parte do quotidiano da nossa aldeia.


Vamos então espreitar o alambique da família Guerrilha, que sempre foi muito requisitado porque, de facto, eram poucas as pessoas que tinham o seu próprio alambique, e que é um dos poucos que ainda se mantém em funcionamento:






Que belo momento este em que as tarefas são vividas com sentido comunitário



Os participantes estão de parabéns e o blog dos forninhenses agradece à família Lopes pela recolha das fotos que agora ilustram esta postagem.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dia de São Martinho: 11 Novembro

S. Martinho, foi um santo que dividiu o seu manto (agasalho) com um mendigo que estava ao frio. Daí que por este tempo de Outono, costuma haver dias de sol intenso, o Verão de S. Martinho, que é ideal para apanhar as castanhas e fazer os magustos no campo, com os amigos e como o vinho na pipa está já limpo, prova-se nesta altura o vinho novo.


Diz-se em Forninhos "No dia de S. Martinho vai-se a adega e fura-se o pipinho"

Outra sugestão deliciosa é a mistura do sabor das castanhas quentinhas com doce de abóbora:

Experimentem com as castanhas!

Porque penso ser benéfico dar a conhecer os nossos produtos regionais, doçaria tradicional e regional, o melhor sabor das compotas caseiras, contribuam com outras sugestões para esta festa de convívio familiar, escolar e comunitário.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O 1.º Ano já passou: Foi a 9 de Novembro

NOVEMBRO
2009-2010


Atingimos as 119 Publicações
Quase 15 mil páginas visualizadas

Para saudarmos o dia do 1.º ANIVERSÁRIO do nosso aparecimento, nada melhor do que esta imagem, que retrata o quotidiano forninhense no século passado:

Foi com a frase "Há quem diga que para compreender o presente é preciso primeiro conhecer o passado" que nos apresentamos.
Já passou um ano sobre a primeira publicação e pensamos ter seguido o caminho a que nos propusemos, ou seja, dar a conhecer melhor, através deste cantinho virtual, as nossas raízes, a nossa cultura, as nossas referências. Para além da publicação de fotos antigas, que fizeram memória em diferentes áreas, das festas religiosas que levamos a quem não esteve presente, foi também dado destaque a várias tradições já em extinção, embora possam buscar “search” no arquivo, deixo-vos para melhor apreciação uma pequena retrospectiva do que foi este último ano de actividade feita sempre com muita dedicação e alguma imaginação:

- A Nossa Serra, destaque para o Património Arqueológico, Religioso, Paisagístico, Turístico, Mitos e Lendas;
- Património Arquitectónico, com destaque para a Arquitectura Rural que caracterizam as casas rurais de Forninhos, quer habitacionais, quer não habitacionais e Ruas emblemáticas;
- Sabedoria Popular, Modismos e modos de dizer;
- Alfaias Agrícolas, Coisas Nossas;
- Artes Antigas;
- Memorial aos ex- Combatentes de Ultramar;
- Tradições de Natal e da Páscoa, Carnaval, costumes Quaresmais, Santos Populares;
- Gastronomia local;
- Flora, Floresta, Tarefas, Colheitas;
- etc. e tal…
E prontos! Só me resta caminhar com todos, como até aqui…e que o segundo ano seja ainda mais profícuo na divulgação da nossa terra e das nossas tradições.

Posto isto, quero agradecer a todos os que tornaram este blog possível, aos que contribuíram com bom-humor, alegria, raiva, cobardia, paciência, e tudo o resto que nos torna humanos. A todas as famílias forninhenses que não se importaram de partilhar o seu albúm de memórias: Bem-Haja por todas as fotografias que ajudaram a encher este espaço de verdadeira história. Obrigada ed santos por ter mantido “esta casa” a funcionar quando não se adivinhava inspiração, obrigada por tudo o que nem é possível citar aqui, sabe bem a importância que teve nisto tudo. E só mais uma coisa à população que vai lendo. É importante que percebam que este espaço deve ser uma conjugação de esforços em torno dos interesses desta pequena aldeia – Forninhos, a juventude que vem aí merece-o, por isso, O BLOG continua a ser Vosso, colaborem com artigos, opiniões e sugestões.

O PRIMEIRO ANO JÁ PASSOU E QUE VIVA O SEGUNDO!