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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Merujes (Montia Fontana)

Hoje, volto para mostrar outra planta comestível, muito vulgar na nossa terra. Esta planta tem o nome científico montia fontana, mas por nós é conhecida pelo nome de merujes,

cresce nas nascentes e ribeiros onde há água corrente e fica comestível no começo da Primavera.

É um vegetal muito tenro, muito parecido com os agriões, mas a folhagem é mais diminuta. Esta plantinha tão delicada e saborosa, em Forninhos é aproveitada para salada.

Acho que não existe comercialização desta planta, mas se fosse possível a sua produção e a sua comercialização de certeza que seria uma novidade nos supermercados do país. Eu seria uma consumidora imediata, pois tenho saudades de uma boa salada de merujes.

Por isso, se queremos uma saladinha de merujes, temos de as ir apanhar, tal como fez o João. Perguntem às pessoas mais idosas onde se podem apanhar em Forninhos as merujes e peguem numa tesoura, saco, balde ou cesta e... bora lá.

Fotos: merujes. Cortesia do João Seguro.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

As farinheiras

farinheiras


Feitas com pão, cortado aos pedacinhos, um caldo de carnes bem apurado, as carnes, diversas, bem desfiadas, sendo as carnes do porco as que mais se salientam e com os temperos especiais que cada dona de casa tem para equilibrar os paladares, segundo o seu costume. Bem fritas ou grelhadas, seja sobre uma fatia de pão ou a acompanhar umas batatas cozidas com grelos, acompanhadas pelo tinto da adega, são as farinheiras um petisco de comer e "lamber os beiços".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

EM BUSCA DO PASSADO...


Aguiar da BeiraForninhosReferência: PT/ADGRD/PAGB07

Titulo: Paróquia de Forninhos [Aguiar da Beira]

Datas: 1634 - 1911

História Administrativa: Povoação e freguesia de Santa Marinha, concelho de Aguiar da Beira.
Por decreto do Rei D. Carlos, de 26 de Junho de 1896 foi anexada ao concelho de Trancoso, pois o concelho de Aguiar da Beira foi suprimido pelo mesmo decreto. Mais tarde, com a restauração do mesmo, por decreto de 13 de Janeiro de 1898, Forninhos passou novamente ao concelho de Aguiar da Beira.

Dimensão e suporte: 164 liv; papel e mf

Nível de descrição: Fundo

Nome do produtor: Paróquia de Forninhos

Fonte de aquisição ou transferência: Documentação (originais) proveniente da Conservatória do Registo Civil de Aguiar da Beira e incorporada neste Arquivo Distrital em 17 de Abril de 1986, 04 de Março de 1992 e 7 de Junho de 2002. Os duplicados foram incorporados no Arquivo em 2 de Novembro de 1992 e a 30 de Junho de 1994, provenientes da Conservatória do Registo Civil da Guarda.

Âmbito e conteúdo: Constituído por livros de registo de baptismos, casamentos e óbitos.
Condições de acesso: Comunicáveis, excepto os documentos em mau estado de conservação

Instrumentos de Descrição: Inventário toponímico por freguesias; Inventário Colectivo dos Registos Paroquiais, vol. I, AN/TT, Inventário do Património Cultural Móvel, 1993, p. 186 – 260; calm

Sistema de organização: Ordenação cronológica por série documental

Existência e localização de originais: Os livros de Registo de Baptismos (1634 - 1696, 1699 - 1847); Registo de Casamentos (1635 - 1849) e Registo de Óbitos (1635 - 1760) encontram-se no Arquivo Distrital de Lisboa.

Existência e localização de cópias: O Arquivo Distrital da Guarda possui o rolo de microfilme nº 623/004, no qual se encontram os Registos de Baptismos (1634 - 1696, 1699 - 1847); Registos de Casamentos (1635 - 1849) e Registos de Óbitos (1635 - 1760).

Originais U. I. Duplicados U. I.

Registo de Baptismos 1627 – 1899 02 liv/mf 1864 – 1910 34 liv/mf

Registo de Casamentos 1626 – 1911 03 liv/mf 1860 – 1910 46 liv/mf

Registo de Óbitos 1633 – 1911 03 liv/mf 1860 – 1910 50 liv/mf


Consulte o inventário para esta freguesia.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Andor: N. Senhora de Fátima (Procissão 1977-AGO-15)

Hoje voltei à minha pasta de memórias e de lá retirei 3 momentos de um dia de festa, 15 de Agosto de 1977, do tempo em que os andores eram bem conseguidos e fazê-los era um acto criativo e de convívio, pois nesse tempo todos por ali cirandavam a ajudar.

Houve uma época, em que os andores da Senhora dos Verdes e da Senhora de Fátima, eram decorados apenas com verdura.

Lindo, com a sua aparência leve, a dar o devido destaque à figura da Nossa Senhora, que parecia ter acabado de ali pousar.

As pastorinhas são a Alzira e a Céu e o pastor é o Quiel. Na foto está ainda um menino da Cruzada, o meu primo Miguel, que está com ar de quem observa atentamente o que se vai passando.

Fotos: Festa N. Sra. dos Verdes, 15.AGO.1977, 1.º ano que foram os tractores, Cortesia da família Guerrilha.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Ainda os Rebanhos da nossa terra


Por aqui, embora a tradição já não seja o que era, ainda se vê alguns casos como este, em que as ovelhas fazem romaria em volta da capela tal como as pessoas.

Neste caso que vemos nas fotos, é na santa Eufémia, Santuário que pertence à Matança, concelho de Fornos de Algôdres, mas perto de Forninhos, onde quase toda a gente desta terra se desloca nos dias de romaria, mas sem gado, claro.
Noutros tempos, enfeitava-se o rebanho, lava-se o focinho do animal, aparava-se a lã na cabeça, uma espécie de corte de cabelo, enfeitava-se com borlas (bolinhas de algodão às cores espalhadas pelo lombo) campaínhas com coleira dependuradas ao pescoço e os chocalhos nas cabras, o chibo levava o chocalho maior e, por vezes, os mais vaidosos colocam pequenas campaínhas na ponta dos cornos (chifres), com tudo isto a tocar, fazia uma melodia de encantar.
As ovelhas davam a volta à capela a correr atrás do pastor e quando apanhavam a última, o pastor retirava-se e as ovelhas pegavam, isto é, ficavam às voltas sozinhas até que as parassem.

Hoje não é possível fazer isto neste Santuário porque colocaram cubos de granito no chão e as ovelhas se correrem, escorregam e caiem.

Nota: Fotos tiradas em Abril/2010

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Pastores da nossa aldeia

EM TEMPOS NAO MUITO ANTIGOS, QUEM SE NAO LEMBRA DESTAS IMAGENS!
AS CAMPAINHAS NOS MONTES E OS CHOCALHOS, PARECIAM SINOS DA IGREJA QUE ANIMAVA E VIVIA A NATUREZA. O LEITE, O SORO A COALHADA, O REQUEIJAO E O QUEIJO, AS HISTORIAS DOS LOBOS, A VALENTIA DOS PASTORES, VIGILANTES DO MUNDO. JA NAO HA PASTORES, MAS VIVEM NA NOSSA MEMORIA.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Plantas e Ervas que curam

Dizem que as plantas e ervas que nascem espontaneamente, nos caminhos ou quintais, são as de que mais precisamos. Se assim fôr, na nossa localidade facilmente encontrarmos nas bermas dos caminhos, muitas plantas e ervas, no seu estado mais puro, sem pesticidas ou outros produtos tóxicos. De aromas e sabores variados, elas são simples e ao mesmo tempo grandiosas por ser grande o seu poder curativo. São aproveitadas para a fabricação de remédios, na cosmética, culinária, decoração e outras coisas mais.

Funcho (Foeniculum vulgare)

O funcho nasce nas bermas dos caminhos, perto das povoações. O seu ciclo de vida começa em Fevereiro, com as folhas muito tenras recortadas como agulhas. À medida que a planta vai crescendo, começa a ter maior elegância, podendo atingir cerca de metro e meio. As suas flores são de cor amarela inseridas na mesma altura. Contém vitamina “A” e “C”, contém potássio, cálcio e ferro, é rico em fibras e proteínas, e pobre em calorias, devido a esta particularidade, é indicado para tempero na alimentação, para perdermos peso.

Há inúmeras ervas e plantas da nossa região, cujo o seu uso ainda é muito significativo nos nossos dias. Assim sendo, resta-me pedir-vos que contribuam com o vosso saber e conhecimento sobre o uso de plantas e ervas e também sobre a sua plantação e ciclo de vida, etc. e tal...

Foto de ed santos tirada do Post “Beleza na Serra da Moura Encantada”.