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sábado, 8 de junho de 2019

Divino Espirito Santo - Dias 9 e 10 de Junho

Já está na rua há quase um mês, o cartaz da festa do Espírito Santo 2019. Forninhos convida quem a nós se quiser juntar. 
Esperamos por si! Porque só quem nunca foi à festa do Espírito Santo é que não sabe o que perde...em Forninhos não há festa mais bonita!


Manhã cedo, começam a chegar ao Santuário gentes de longe, em cumprimento das suas promessas, dar é importante, mesmo que a dádiva seja pequena.
Mas o  momento alto é por volta das 11h00, com a chegada das procissões, irmandades de várias paróquias, pena a fotografia colocada no cartaz ser minúscula. Juro, que às vezes não percebo: a festa é publicitada como sendo em honra do Divino Espírito Santo e depois o que vemos publicitado em grande escala são os patrocínios que se associam a esta festa!! A parte religiosa encontra-se cada vez mais ofuscada pelos animadores de baile e pelos patrocinadores!
Isto não é uma crítica, apenas é uma constatação fácil de ver em qualquer dos programas de todas as festas do nosso concelho que se encontram afixados nos mais variados lugares.
Todos sabemos que as festas são feitas para divertir as pessoas e darem lucros, reconheço o esforço de quem as promove, mas a parte religiosa que faz parte intrínseca da nossa cultura, que é uma espécie de catálogo de identificação da nossa vivência, está desprezada por todos nós. Repito: todos nós!
Estamos a tempo de parar e pensar.
Se não respeitarmos a nossa cultura, a nossa vivência colectiva, estamos não só a defraudar a nossa história, como estamos a construir um futuro que facilmente desabará. 
Depois da missa campal, segue-se o almoço nos pinhais. Família e amigos juntam-se para celebrar os valores que cimentam a nossa vivência em sociedade.
Dar amizade e alegria é o mais importante das festas. Reconhecer e agradecer uma qualquer benção é um acto de grande humildade e humanismo. Saber dar e receber são valores superiores.
Venham daí! De certeza que ainda chegam a tempo.

sábado, 1 de junho de 2019

Cantigas de roda



01.Junho.19 - DIA DA CRIANÇA, em Portugal

Uma imagem, de algumas crianças de Forninhos, nos anos de 1960, para elas e para todas as outras, neste dia vai o nosso obrigada, por tudo o que fizeram naquele tempo em que as antigas cantigas de roda ecoavam na aldeia:

Ai, ai, ai,
minha machadinha!
Quem te pôs a mão,
sabendo que és minha?

Outras vozes de crianças, respondiam:

Sabendo que és minha,
também eu sou tua.
Salta, machadinha,
pró meio da rua.

Enquanto isso, carros-de-bois chiavam pelas ruas, umas vezes indo, outras regressando dos campos.
E baliam ovelhas e cabras, vigiadas pelo pastor, entre toques do sino - do Anjo ou Trindades.

Foto retirada da monografia de Forninhos, pág. 79 que ofereço à Anete do blog  "ciranda de frases".

sábado, 25 de maio de 2019

Água-Pé, o vinho dos pobres

Tirando os pedintes que andavam de porta em porta e os ciganos que não tinham poiso certo, os jornaleiros eram os mais pobres das vivências de antigamente na nossa aldeia. Nada tinham de seu, que não fosse a força braçal, tão últil para os trabalhos da gente abastada.
Acontecia que o jornaleiro por não ter posses para preparar uma refeição, comia e bebia aquilo que o patrão lhe dispunha em cada ocasião. E, como os ricos são, regra geral, avarentos, dispunham ao pobre jornaleiro pão duro e barolento, uma sardinha conservada à força do sal e uma tira amarelada de toucinho rançoso e o vinho era o das borras do pipo ou algum já muito avinagrado, pois esses trabalhadores não podiam passar sem o exilir H2O roxo e bebiam tudo o que lhe viesse aos queixos. 



Só que jornaleiros havia que exigiam boa pinga durante a jornada de trabalho, lançando, se caso fosse, o ultimato de que, sem bom trato não tocariam na enxada nem na rabiça do arado. Quantas vezes não se ouviu "pão barolento, vinho vinagrento, sardinha salgada, cava tu enxada"
O ideal seria uma botelha de vinho tirado do pipo grande, do qual o patrão se servia, mas isso nem pensar! 
Valia então aqui muitas vezes a perspicácia de alguns patrões. 
Em Forninhos, por exemplo, havia um patrão que fornecia aos jornaleiros água-pé, um vinho mais fraco, menos alcoólico, que podia beber-se em maior quantidade e era o que geralmente os trabalhadores dos ranchos e campanhas consumiam no trabalho do dia a dia e também às refeições, por tal, a rotularam num pretérito não muito distante de vinho dos pobres (em alternativa, há quem a chame de champanhe dos pobres, dado que, por vezes, a água-pé tem um ligeiro pico que pode passar por gaseificado).
Conta-se até que esse patrão, na hora do jantar (hoje o nosso almoço) tocava uma corneta para um familiar do seu trabalhador ir buscar ao seu armazém água-pé. A água-pé era fundamental, para o trabalhador prosseguir com as suas tarefas, ao ponto de fazer parte do "contrato da jorna".

domingo, 19 de maio de 2019

Um olhar sobre a paisagem

Mas o nosso passeio a pé, não ficou pelo "desencanto da serra", mais para diante num caminho que é muita a subir, de longe avistamos um colmeal e um apicultor nos seus trabalhos, que fotografamos. Afinal a paisagem não é só calhaus, a paisagem é sempre diferente a cada passada...


Dei um leve tratamento para se conseguir ver melhor (mais perto) as colmeias e o apicultor.


Não é demais dizer que ficamos bem contentes e continuando o nosso passeio pela serrania, encontramos muita e variada flora com interesse apícola.

FIM

sábado, 11 de maio de 2019

O Desencanto da Serra

Há umas semanas atrás, tive a possibilidade de apreciar as belas flores que nascem nos montes, mas deparei-me também com este cenário que as fotos documentam. 
Numa terra onde o ouro é a natureza com as suas belas paisagens, urge mentalizar as pessoas para a importância de preservar esse nosso tesouro. Comportamentos como este só mostram desinteresse pelo património e bem comum, contribuindo para ficarmos cada vez mais pobres.




Provavelmente os poluidores não vão ler, mas ao menos que sirva esta divulgação para mandar limpar.

sábado, 4 de maio de 2019

Flores dos Montes

Os montes de Forninhos e de muitos lugares de Portugal encontram-se revestidos de tons primaveris, assim, aqui deixamos estas singelas flores fotografadas no último fim de semana de Abril quando passeamos pelos caminhos que vão até à nossa serrania, onde a natureza encanta.


Desejamos a todos um bom fim de semana.
Paula&Xico.