Toda a lei há-de ter uma sanção. O pelourinho era um dos instrumentos para a respectiva aplicação. Constando de uma coluna de pedra, no cimo do qual, uma gaiola giratória servia para exposição dos delinquentes. Ali dariam várias voltas sempre de cara para o público, para maior vergonha e confusão, além do castigo que, por seus actos, houvessem a receber. Fraudes, furtos e outros crimes menores ali tinham punição A pena máxima era na forca. «O delinquente, no primeiro delito, recebia 20 açoites com baraço e pregão; pela segunda vez 50 açoites também com baraço e pregão; e pela terceira vez seria publicamente açoitado pelas ruas e travessas igualmente com baraço e pregão.» (Mons. Pinheiro Marques).
Velhos monumentos da autonomia dos concelhos medievos, os pelourinhos fossem lugares da aplicação da justiça, da publicação de leis ou somente padrões da independência local, são hoje um património histórico que pertence aos antigos, aos de agora e aos vindouros.
Forninhos não tem Pelourinho, mas poderá ter um testemunho da aplicação da justiça - a Forca que, segundo diz o povo foi ali "onde matavam os judeus" e para completar ou "decorar" a forca, teria de ser construída a trave onde levaria a corda "fatal".
Por se assemelhar a uma lagareta, há entendidos que consideram esta pedra um lagar destinado ao fabrico do vinho, mas numa visita feita ao local, em 1931, o Sr. Arqueólogo José Coelho de Viseu no seu caderno de apontamentos desenhou e escreveu que era um "penedo de sacrifícios" e o penedo, em Forninhos, continua a chamar-se pelo nome de Forca, pela sua localização ou pela história do sítio medieval de S. Pedro - Forninhos.









