Seguidores

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Flores de Forninhos

Buganvílias em Forninhos
como vos tinha prometido aqui está a prova disso
e que belas são.


Aqui estão duas das muitas variedades de Buganvílias,
que se encontram numa varanda de Forninhos.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

16.SET, Festa da Santa Eufémia


Foi nesta Segunda-Feira que na Fonte Fria, localidade perto de Forninhos se celebrou a festa da milagrosa Santa Eufémia. Este Santuário, tal como o de Nossa Sra. dos Verdes em Forninhos, é palco de romaria duas vezes por ano, e hoje cá estamos a fazer a procissão em sua homenagem. Diz o povo que esta Santa apareceu no monte do milho (vide monte ao fundo) e que a trouxeram para o sítio onde hoje se encontra, mas ela voltou para o monte do milho. O povo voltou a trazê-la e esta voltou para o monte, então para que ela não voltasse, prometeram-lhe duas festas por ano e, assim, ela ficou. Por isso ainda hoje se fazem as festas prometidas, no dia 16 de Setembro (o outro dia é na Segunda-Feira da Páscoa).


Vem gente de toda a redondeza


cumprir as suas promessas


Também vêm os pastores fazer romaria com o seu gado, 


para que Santa Eufémia o proteja


Não faltam também os cavaleiros


Depois das promessas cumpridas, segue-se o farnel, e que bem que sabe ao ar livre


A seguir, quem sabe canta, quem não sabe ouve.



Fotos e Texto: Eduardo Santos, que também usa "ed santos".

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

As buganvílias

Aqui onde eu resido as buganvílias, todos os anos, são uma presença que chamam a minha atenção pela cor exuberante que apresentam e por as pétalas desabrocharem pujantes e talvez por isto é que as escolhi para o 'Post' de hoje que não tem a ver muito com a filosofia do blog dos forninhenses (coisas de Forninhos, tradições, memórias, história, pessoas...), mas tão só como que uma 'homenagem' a todos aqueles que o seguem. Para todos vós...buganvílias:


Não sei se há alguma técnica especial para as cultivar, mas uma vez por ano, todos os anos...o espectáculo repete-se!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Pobres que passavam por Forninhos

Durante uma conversação, apercebi-me que do tempo em que os pobres batiam às portas da aldeia, a maioria de nós ainda não tínhamos nascido. “Mas expliquem-me lá melhor isso dos pobres”, pedi eu.
Os pobres eram homens que passavam por Forninhos anos a fio, três ou quatro vezes por ano, pouco se sabia sobre eles, vinham sem pedir mais do que as pessoas estavam dispostas a dar-lhe e dormiam em palheiras e pátios. Apresentavam-se sujos e andrajosos e ficavam o tempo que queriam, sem que os mandassem embora. Um dia acordavam e seguiam viagem para a próxima aldeia que os acolhia. 
“De onde vinham, se tinham família, se alguém os procurava ou esperava”. Perguntei-lhes.
- O “Toninho das Palhoças” era de Maceira. Carregava farrapos e sempre que lhe falavam na Guarda (G.N.R.) fugia.
- O “Luís da Ablosa” era da Ablosa e porque tinha corpo que dava para trabalhar, fugia a sete pés quando lhe falavam em trabalho.
- O “Funfas” escolheu uma casita na Pardamaia para viver. Foi sapateiro e sabia o nome de todos da aldeia. Forninhos adoptou-o e parecia sentir-se bem, mas um dia desapareceu.
- O “Volver” não me souberam dizer de que terra era, apenas que carregava paus e era muito assustadiço e medroso.
- O “Paulo”, a aldeia conhecia-o assim, já velhinho morreu em Forninhos e aí foi sepultado.
"E mulheres pedintes não passavam em Forninhos?"
Apenas a recordação de uma conhecida por “a Ana das Courelas”, porque era dessa aldeia para os lados da Serra do Pisco, Trancoso.
É assim que pode nascer um artigo...e dei comigo a reflectir sobre a recência destas vidas de pobreza nestes anos, no tempo em que não havia o Banco Alimentar, IPSS ou subsídios.


 Escolhi a fotografia em: http://tempocontado.blogspot.pt/

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Do Baú: "as catequistas e as crianças da comunhão"

Do Baú das Memórias, a nossa conterrânea Darcília Gonçalves disponibilizou ao blog dos forninhenses mais duas fotografias que publicamos para que nos ajudem a identificar as catequistas e as crianças da comunhão de há muitos anos atrás. Lembram-se dos livros "onde está o Wally"? Pois bem, é parecido - só que temos muitos Wallys para encontrar! 

Em pensamento, em conversa ou escrevendo-o nos comentários, vamos dar-lhes nomes...

Das catequistas há rostos que basta olhar com atenção e é fácil...como é fácil, através da imagem, ver como era a Poupeira. Eu acho muito bela, genuína e verdadeira aquela casinha redonda (foi dos meus avós maternos e ainda hoje lá está). O telhado é que foi substituído segundo o gosto dos novos proprietários...as outras da direita desapareceram...ou então têm hoje tipologia diferente!?!
Casas simples, duma arquitectura popular...que nos faz regredir no tempo. 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Os Vedores


Em Forninhos (e em todas as terras, presumo) existe em grande abundância poços e as águas subterrâneas geralmente eram pesquisadas pelos védores (pronuncia-se mesmo assim: com o “e” aberto), que são homens que, por meio de uma varinha “advinham” onde é que se deve abrir um poço nos terrenos de cultura. 
Como fazer um poço era uma grande despesa, não se podia andar abrir buracos em todo o lado até encontrar água, chamava-se então o vedor que com a sua varinha, em forma de forcalha, percorria o terreno, muito concentrado, deslocava-se de um lado para o outro, a vara mexia aqui e ali, mas torcia acolá, sinal de que “há água” e era aí que ir ser aberto o poço. Dos vedores tiveram nomeada no seu tempo, o Padre Valdimiro, tio Carlos Guerra, tio Luís Teixeira, tio Domingos, tio António Casão. E deve haver mais nomes...
Mas cada vedor usava o seu tipo de material, havendo quem usa-se, por exemplo, o seu relógio de bolso, oscilando de um lado para o outro o pêndulo.
E agora expliquem-me lá vocês como os antigos, que não íam à escola, conseguiam detectar água nas profundezas?


Acerca dos poços, uma palavrinha ainda: existe já há bastante tempo uma lei que obriga todos os proprietários de poços a tapá-los, mas vá-se lá saber porquê, essa lei anda a navegar pelas águas calmas do esquecimento! Seria bom que explicassem aos locais a lei, já que por vezes parece que a desconhecem.