Num destes dias, levantei-me pela manhã, muni-me de um pau e a máquina fotográfica e ala serra acima. Nada podia ser melhor de que um “ferreirinho” a dar-me as boas-vindas:
Logo mais adiante, um belo espectáculo de salpor no seu auge de aroma, muito lindo e aromático, pena haver tão pouco, e muita gente não o conhecer. Na nossa terra, esta planta é conhecida pelo nome de salpor, tem um aroma intenso que se confunde um pouco com rosmaninho e S. João:
Mais á frente, a representação humana. Rosmaninho, abundante na nossa serra, bonito e cheiroso, cujo aroma só é conhecido por muitas pessoas da cidade, pelos frascos ou sabonetes. E a giesta a conviver ao lado, esta, grande e vistosa, mas muito amarga.
Subimos mais um pouco, (eu, o pau e a máquina fotográfica) e somos brindados com um conjunto de flores, onde se misturam todas as cores, quais delas a mais viva e linda:
Também há aquelas que se querem elevar e desafiar o ponto mais alto da serra:
Como o homem sempre foi o maior inimigo da natureza, aqui está uma mata de eucaliptos:
Vamos descer por outro caminho, mas antes sentei-me num “banco” não foi na cadeira do rei, e aqui apeteceu-me fazer uma rimasinha:
Quando se vagueia pelo monte/E se avista Forninhos no horizonte/Através dum rosmaninho./Eu digo:Que lugar encantador!/Em cada canto uma flor/Que se encontra pelo caminho.
Mais abaixo é tanta a mistura de flores, que entre elas só distingo os malmequeres branco e amarelos, mas são muitas e várias:
Por fim quero lembrar, que todas estas flores são semeadas nascidas e criadas pela natureza selvagem, a sua terra não foi tratada, ninguém as resguardou do frio ou calor, nunca tiveram uma gota de água, a não ser a que cai do céu. Talvez por isso, sejam as mais lindas. Chamem-me tolo, mas é destas que eu mais gosto.