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quinta-feira, 4 de julho de 2013

O Rosmaninho


Quem passeia pelo campo, durante os meses de Primavera e Verão, fica encantado com a paisagem florida e quase sempre nas caminhadas encontra os rosmaninhos, que nascem e crescem espontaneamente nos caminhos ou matas, florescem ano após ano, sem receberem nenhum tipo de cuidados.
Os rosmaninhos portugueses são todos eles pequenos arbustos lenhosos, facilmente identificáveis pelo aroma e pelas espigas violetas que coroam a pequena copa. Os da fotografia são os bravos rosmaninhos, digo “bravos rosmaninhos” porque na verdade existem outras espécies de rosmaninho. 
E, neste dia quente de Julho…em que o compromisso do trabalho não nos permite respirar ao vivo o seu perfume, ofereço aos meus amigos leitores uma lufada de ar fresco neste arranjo de rosmaninhos, em tons nobres de lilaz ou violeta e perfume característico (parecido, mas não muito, ao da alfazema da perfumaria). 
Segundo a nomenclatura empregue pela taxonomia botânica, todos os rosmaninhos pertencem ao género Lavandula L.

Foto: ed santos, bem-haja meu caro amigo.

21 comentários:

  1. Obrigada, Paula, pelos Rosmaninhos... Lindos e gosto demais do perfume de Alfazema...

    Um abração e Muita Paz!!!

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  2. Benvinda essa lufada de ar fresco, ainda por cima tão bela e perfumada.
    E da nossa terra!
    O rosmaninho é especial e quem o não recorda pelos nossos campos e serras...
    Imortalizado por ser especial.
    Já Fernando Pessoa dizia:

    " Rosmaninho que me deram,
    Rosmaninho que darei,
    Todo o mal que me fizeram
    Será o bem que eu farei."

    E também Amália no Cheira Bem, Cheira a Lisboa, cantava:

    "...Se chove cheira a terra prometida,
    Procissões têm o cheiro a rosmaninho..."

    E em Forninhos, pelos Santos Populares, respirava-se o ar perfumado de rosmaninho que exalava das fogueiras.



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  3. São lindos e agradeço daqui a lufada cheia de carinho.

    Gosto muito desse tempero, aqui uso ,como os italianos, bas batatas ao forno, entre outros... beijos,lindo dia! chica


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  4. olá Paula cheguei cá e li com agrado o seu trabalho sobre o rosmaninho, também eu tenho no meu espaço ribatejano o dito rosmaninho e o alecrim com que gosto também de fazer alguns temperos, até colocar no azeite e vinagre, em carnes assadas no forno e principalmente no borrego e uma boa tachada de coelho!!!

    1 beijinho Lídia

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  5. Olá bom dia!
    As encostas ficam uma maravilha, lindas de se ver e todas perfumadas.Quem gosta de cozinhar agradece esta dádiva.
    Um abraço.
    M. Emília

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  6. Olá Paula, Tal como o alecrim, o rosmaninho nasce no monte sem ser semeado... Mas é muito agradável o seu cheirinho e também o seu sabor na culinária.
    Meu abraço,
    Manuel Tomaz

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  7. É verdade, no âmbito da culinária, o rosmaninho (e alecrim também) é bastante utilizado para dar um sabor mais requintado, em especial, às carnes.
    Obrigada pelo vosso interesse, o que muito me incentiva, pois tento sempre colocar algo que possa ter interesse para os leitores, visto ser essa a intenção da partilha, não acham?
    Devido ao rosmaninho, também o mel de Forninhos é muito bom :))
    O nosso mel caracteriza-se por uma cor amarelo limão muito clara, aroma suave e sabor não muito doce. Mantém-se líquido, sem cristalizar, durante anos.
    Tenho uma amiga que todos os anos me pede para lhe trazer 1 frasco de mel de Forninhos, segundo diz, não há melhor :))
    Se conseguir umas fotos, um dia, trago aqui um post sobre a apicultura, a arte de trabalhar as abelhas, em Forninhos.

    Abraço Grande p/ Todos!

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  8. Aire Fresco que nos traen estos Romeros desde mi querido Portugal...Preciosa Fotografía.
    Abraços.

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  9. Ah, que saudades daqueles montes a quem o rosmaninho em flor, tingia de cores violeta.
    As abelhas bailando sobre aquela espiga em forma de penacho, para o Albino nos presentear com aquele mel delicio, puro e natural. Com sabor a rosmaninho.
    Mesmo o chá da flor para acalmar os nervo e aliviar as dores de cabeça.
    Tudo caseiro.
    E no dia de Páscoa, os carreirinhos a enfeitar as ruas limpas e perfumadas pelo seu cheiro.
    E quando lá se chega, à aldeia, poder sentir que ainda se mantém um pedaço de Portugal muito natural e genuíno.
    Até nos seus provérbios:
    "não há sábado sem sol, nem rosmaninho sem flor, nem casada sem ciúme, nem solteira sem amor".
    Milagres do rosmaninho.

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  10. Sempre gostei muito do cheirinho do rosmaninho . Quando passo em sítios e que vem o cheiro a rosmaninho , logo me traz saudades ..Plantei rosmaninho no meu jardim ,mas nao tem nada a ver com aquele da minha terra ,nem o cheiro e o mesmo .

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  11. Obrigada pela lufada de ar fresco... bem-vinda neste final de dia tórrido, aqui em Coimbra.
    É feriado! É o dia da cidade, da rainha santa.
    As festas são celebradas nos anos de número par, com procissão e tudo. Nos anos ímpar há fogo de artifício e festejos pagãos.
    Mesmo com tanto calor o povo saiu à rua.
    Gosto de vir a este blogue beber cultura e entrar nos hábitos e tradições da nossa gente.
    Obrigada pela partilha de conhecimentos tão bem ilustrada com excelentes fotografias.
    Teresinha

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  12. Deve ser um sonho passear no campo coberto por essa lindas flores, o perfume deve ser muito bom. Aqui temos os campo coberto por flores amarela, e também uma pé rasteiro que dá frutos delicioso, a gabirova. Vir aqui me faz lembrar de minha infância passada na Solidão, e as coisas que vocês falam lembram meu pai, ele sempre contava casos de sua terra natal.
    Bjos e tenha uma ótima semana.

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  13. Olá Paula, e não é que me fez recuar no tempo e sentir agora ao cair da noite o aroma inesquecível do rosmaninho que tanto aprecio! Obrigada por esta lufada de ar fresco no final do dia que me soube tão bem:)) Beijinhos Ailime

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  14. Na zona onde tenho a minha residência permanente (Viseu) não se encontra este rosmaninho, algum que se vê transplantado em jardins não é igual. Eu mesmo já tentei trazer algumas plantas de Forninhos e planteias aqui mas não vingaram, se me perguntarem porquê? Não sei.
    Há dias estive numa quinta abandonada de um amigo aqui em Viseu, e ao falarmos em rosmaninho disse que se lembra do tempo de criança, que nos montes daquela quinta havia muito e hoje não se vê nem um, o que me leva a pensar que esta planta corre o risco de desaparecer.
    Em forninhos é abundante, nasce entre tojos e giestas por todo o lado, sem ser semeado e cresce sem ser tratado, e é tão lindo nos meses da primavera e aromático todo o ano, que não deixa ninguém indiferente quando se passa pelos carreiros da serra e nos aparece em cada canto, vistoso; lindo e cheiroso, mesmo nesta altura em que o calor aperta e ninguém lhe chega um pingo de agua ao toro.
    Não merecia ser queimado nas fogueiras do S. João, mas como é por uma boa causa, ele lá vem aos molhos serra abaixo para perfumar as moças da aldeia.

    Rosmaninho das fogueiras.
    Onde saltam as solteiras.
    E também mulheres casadas.
    Salta o velho e salta o novo.
    Salta todo este povo.
    Não faltando a garotada.

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    Respostas
    1. Pois é Sr. Eduardo, por isso é que se torna de máxima importância proteger a flora, pois, embora haja muito em Forninhos, este arbusto pode bem desaparecer.
      O salpor, por exemplo, há quem diga que foi desaparecendo!
      Hoje, nós, gostaríamos de ter mais coisas que foram desaparecendo e às quais só agora damos valor, pelas recordações que nos trazem. Se calhar, daqui a uns anos, as crianças de hoje, mesmo sem ter vivido as coisas que nós vivemos, vão lembrar na nossa idade que havia o Rosmaninho, Salpor e o São João (planta do caril selvagem) das fogueiras de S. João.
      Um abraço.

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  15. Quem me dera ter poesia
    E saber o que diria
    Mas disso nao sou capaz
    Quem me dera recordar
    Sentir, brincar e cheirar
    A volta da nossa fogueira
    Quem me dera ser capaz
    E ser ainda rapaz
    E ser ainda capaz
    De andar na brincadeira
    Irmos aos magotes aos montes
    Na noite de S. Joao
    Ver manjericos nas fontes
    Procurar o rosmaninho
    E trazer com carinho
    Como passaro do ninho
    Para a fogueira fazer
    E o cheiro dele a arder
    Tudo dava para ver
    Ele elegante e cheiroso
    Muito mais na procissao
    Na rua tao arrumadinha
    O afilhado e a madrina
    Mais o padre da freguesia
    No tirar do afolar
    Com a rua enfeitada
    Com tudo para lhe dar
    Com tanta , tanta alegria
    Com vontade de cantar
    E temos de recordar
    Sentir e acreditar
    Que Forninhos vale a pena
    Quando a alma nao e pequena.

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  16. A nostalgia desperta dentro de nós, mas ao mesmo tempo é bom lembrar coisas que nos fazem sorrir :))

    Gostei de ler tudo o que aqui disseste, da minha infância em Forninhos tenho também essas recordações.

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  17. Paula,

    Eu fico encantada quando os vejo pelo caminho.
    Além de lindos, o perfume nos contagia.
    Eu pude sentir o cheiro daqui, e imaginar o clima gostoso do verão português.
    Amei essa imagem!
    Abraços.

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  18. Os rosmaninhos são lindos e ainda bem que os meios de comunicação são usados para partilharmos imagens tão belas que servem para cada um de nós notar, ainda mais, o que há à nossa volta.
    Espero conseguir mais imagens de interesse para publicar: de flores silvestres, plantas ou arbustos inseridas na natureza.
    Obrigada ed santos pela partilha e obrigada amigos bloguistas pela visita e comentários também. Assim que arranjar tempo visito todos. Abr./Paula.

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  19. Gosto muito do rosmaninho, mas também recordo o salpório (salpor) e o São João, que nesta altura perfumam os campos de Forninhos.
    Um abraço.

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