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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Unidos por Forninhos

As terras do interior, todos sabemos, debatem-se com muitas dificuldades, cada vez mais as pessoas procuram o litoral e ainda o estrangeiro, mas verdade seja dita, nada ou pouco tem sido feito para inverter esta situação. A desertificação do interior condena, desde que não se acomodem. Ninguém está condenado ao insucesso desde que lute com afinco e hajam apoios sérios, que embora transversais, sejam transparentes. Mas claro, os forninhenses não podem esperar algo diferente quando se faz o que sempre se fez. É por isso importante fazer diferente, identificar essas diferenças e potenciá-las. Na diferenciação está a possibilidade de despertar curiosidade e atrair atenções. Acima de tudo, é preciso potenciar Forninhos. Basta mais do mesmo!


Este é o nosso propósito, que no ponto de partida se reclamasse  por um Forninhos Unido  e é por isso que deste modo simples vimos dar a cara lavada pela nossa terra, sem apontamentos maldizentes. O que nos poderão criticar, será apenas a nossa honradez uma palavra esquecida... por outrém. 

Por aqui, bem...
Um ou outro amigo no termo condigno, uns conhecidos ao engano por culpa própria e o "anjo" do costume que onde cola não larga...
Tiro o chapéu a alguns termos, tais como "Juntos" e "Futuro".
Pensava que essas premissas tinham ficado na gaveta há 8 anos. 
"Considero" que gosto do cartaz, tipo a modo empresarial: um vinhateiro, uma empresária e um vendedor de sonhos, o resto e com respeito, enche o painel.
Mas pergunto e por serem responsáveis (presumo), afinal como estão as contas da freguesia, será que amanhã as vão tornar públicas?
Será que amanhã vão esclarecer o povo de Forninhos do porquê de andarem a ser investigados pela PJ?

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Um Forninhos fidalgo


Há ano e meio atrás, soube que Forninhos passou a dispôr de mais uma unidade de alojamento, a "Casa de Campo Fidalgos do Dão", na Quinta de Santa Maria, herdade privada de produção vinícola e frutícola, sob a gerência de Fernando Pires.
Congratulei-me naturalmente, com o facto da nossa terra estar tão apetecível para o turismo, ao ponto de ter agora três Casas: "Casa das Camélias da Beira", "Casa da Fonte da Lameira" e "Casa Fidalgos do Dão", inserida numa quinta com um vinhedo muito bem tratado e de que gosto muito e que pode agora turisticamente promover a vindima e o pisar das uvas.
Lê-se ainda por aí que "podíamos ter outra, que só não está a funcionar por culpa da Câmara". Será verdade? 
Arrefeceu contudo o meu entusiasmo, quando soube que esse novo espaço não tem a menor utilização turística e que a pessoa que a gere sequer reside em Forninhos, mas em Lisboa, deslocando-se de quando em vez a Aguiar da Beira para participar nas Sessões da Assembleia Municipal. Será também verdade?
Sei que a estória do turismo rural já é velha e todos sabemos que pelo país rural inteiro alguns proprietários apenas apostaram neste tipo de turismo para justificarem os fundos públicos que receberam para a construção ou remodelação das casas antigas e solares, porque na prática, algumas apenas foram aproveitadas para sua habitação permanente e nunca receberam hóspedes.
Não sei se a "Casa Fidalgos do Dão" foi ou não construída ou remodelada com dinheiros públicos, ainda assim custa-me a aceitar que nos dias de hoje se aprovem licenças e projectos desta natureza e, depois, quem por lá passa encontra a casa fechada, quando cheia traria receita fiscal ao Estado. Só assim se justificaria mais uma casa de turismo em Forninhos. Ou não?
Há muito que digo que muita gente apareceu endireinhada desde a década de noventa não se sabe como, mas como não existe ninguém para fiscalizar anda tudo por lá ao "Deus dará"...
Dizem que alguns até se serviam dos fundos públicos para comprarem uma "bomba" de 4 rodas.

Foto do exterior retirada daqui:http://www.fidalgosdodao.pt/index.php/casa

sábado, 9 de setembro de 2017

Em 1939 o Porto (Forninhos) era assim


Para sabermos mais um pouco dum local que todos nós conhecemos, deixamos uma foto tirada há muito tempo atrás, por António Marques, ao seu sobrinho Virgilinho, a quem pertence esta magnífica fotografia (Obrigada Sr. Virgílio mais uma vez pela colaboração), onde se pode ver o ainda existente Cruzeiro do Porto, mas adorava ver esta fotografia com maior resolução, porque talvez alguém pudesse identificar os adultos.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Vinho, vinho meu...

"Sei bem como se podem mandar amostras para concursos. Às vezes o que lá está dentro não é exatamente igual ao que vai para o mercado"
João Portugal Ramos, Enólogo e produtor de vinhos

1.º concurso de vinhos de Forninhos - 18/07/2010

Sobre a prova de vinhos, naquele dia encontravam-se a conversar na Lameira, o António com o Alberto, mais o Fernando que vive em Lisboa. A determinada altura diz o António:
- Quase não era necessário haver provadores, já todos sabem quem vai ganhar...
- Felizmente que o concurso vale o que vale... Mas se houvesse gente para enfrentar o poder instalado e exigir transparência, outro galo cantaria retorquiu o Fernando.
- Tens razão, diz o  António,  por vezes, é mais fácil estar no nosso cantinho e nada fazer  para mudar as situações.
-Mudar o que está mal, queres tu dizer - retorquiu o Alberto.
- Sim, mas é muito difícil...todos se calam. (silêncio).
Resignados, os três amigos dali abalaram sem mais demoras, pois chover no molhado estragaria a pinga!
Mais à frente, nova paragem, e diz ainda o António para o Alberto:
- Olha lá, achas que o que ganhou outra vez, é de cá?
- Outra vez essa pergunta, responde o Alberto, sabes bem que eles é que percebem da poda. Seja branco ou tinto, está tudo controlado...
Já farto da conversa e a leste destas artimanhas e já com a garganta seca o de Lisboa, o Fernando, quase suplica:
- Afinal, bebemos ou não um bom tinto da terra?
- Nem é tarde, nem é cedo, vamos à minha adega. Dizem ao mesmo tempo os dois.
Foram e demoraram, mas ainda hoje o lisboeta diz que eles mereciam ganhar o prémio de melhor vinho de Forninhos.