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sábado, 24 de setembro de 2016

Forninhos - Clima ameno

Apesar das divergências, a minha terra até tem um clima muito ameno. Claro que no Verão o calor é mesmo muito e no Inverno o frio até corta, mas numa manhã de Outono como a de hoje, Forninhos mostra um tempo bem mais ameno que outras terras vizinhas, segundo o levantamento que agora mesmo fiz (11h00) na net:

Aguiar da Beira:
Temperatura 17 ºC
Precipitação: 0%
Humidade: 64%
Vento: 6 km/h

Sequeiros (Aguiar da Beira):
Temperatura 18 ºC
Precipitação: 0%
Humidade: 64%
Vento: 6 km/h

Carapito (Aguiar da Beira):
Temperatura 19 ºC
Precipitação: 0%
Humidade: 60%
Vento: 8 km/h

Maceira (Fornos de Algodres):
Temperatura 18 ºC
Precipitação: 0%
Humidade: 76%
Vento: 6 km/h

Matança (Fornos de Algodres):
Temperatura 20 ºC
Precipitação: 0%
Humidade: 60%
Vento: 8 km/h

Penaverde (Aguiar da Beira):
Temperatura 19 ºC
Precipitação: 0%
Humidade: 60%
Vento: 8 km/h

Forninhos (Aguiar da Beira):
Temperatura 21 ºC
Precipitação: 0%
Humidade: 60%
Vento: 8 km/h

Dornelas (Aguiar da Beira):
Temperatura 20 ºC
Precipitação: 0%
Humidade: 60%
Vento: 8 km/h

Cortiçada (Aguiar da Beira):
Temperatura 19 ºC
Precipitação: 0%
Humidade: 60%
Vento: 8 km/h

Sezures (Penalva do Castelo):
Temperatura 20 ºC
Precipitação: 0%
Humidade: 60%
Vento: 8 km/h

Infias (Fornos de Algodres):
Temperatura 19 ºC
Precipitação: 0%
Humidade: 71%
Vento: 8 km/h


Forninhos abrigado por montes

Nas redondezas as temperaturas são abaixo das da minha aldeia e as altitudes são acima, vejam: Forninhos 698 metros de altitude; Penaverde 746 metros de altitude;  Carapito 870 metros de altitude; Aguiar da Beira 781 metros de altitude. Sabemos que a altitude de Dornelas também é maior que a de Forninhos, a de Sezures também: 740 metros de altitude, tudo fica mais alto que Forninhos e só para sul é que os números descem, por exemplo: Infias 630 metros de altitude. 

domingo, 18 de setembro de 2016

A César o que é de César

Clique para ler

Segundo informação inserida no Jornal "Mais Aguiar da Beira", no dia 22 de Setembro a Câmara Municipal vai proporcionar aos idosos do concelho uma viagem gratuita a Braga, para visitar o Santuário do Sameiro.
Não é muito nosso hábito (meu e do Xico) comentar as acções da Câmara Municipal de Aguiar da Beira, até porque Forninhos antes da "era" da informação já se podia glorificar de que as notícias num ápice chegavam/chegam a todo o lado. No entanto, neste caso, tenho mesmo de deixar aqui esta notícia, pois na aldeia corre que o passeio é organizado pelo "Centro de Dia" e quem o dirige, a Sra. Mariana Vaz (outra vez esta senhora!!!) na socapa andou a convidar/telefonar a quem quis e excluiu quem lhe apeteceu! 
Mas se as inscrições podem ser feitas junto das IPSS ou da Junta de Freguesia da área da residência, qual é o motivo, também, porque a Junta de Forninhos, ou quem a representa, escondeu dos outros "fregueses" este passeio?
A Sra. Mariana Vaz está acima de toda a gente que existe na aldeia?
É que todas as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, institucionalizadas ou não, podem inscrever-se, porque o passeio não é direccionado apenas aos utentes do Centro Social e Paroquial de Forninhos nem deve a Sra. Mariana Vaz tirar proveito/louros!
É uma falta de respeito perante toda a aldeia não se darem a conhecer este tipo de iniciativas!
E é tão fácil ser-se justo!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Forninhos na História da Diocese

Volume 3

Já saiu a História da Diocese de Viseu, uma obra de cariz historiográfico, em três volumes. Forninhos é a freguesia mais bem representada no que tange ao número de fotografias, que o João Nunes a pedido do coordenador da obra, Doutor José Pedro Paiva, pediu para publicar, precisamente no 3.º volume da obra.  Para nós uma honra.
Mas perguntam os meus visitantes, leitores, seguidores, quem é o João Nunes? 
João tem raízes em Forninhos (os seus avós maternos eram de Forninhos) e foi meu colega na década de 1970, na escola primária, fez parte do projecto de investigação e foi do arquivo  d'O Forninhenses que escolheu umas fotos respeitantes à romaria da Senhora dos Verdes, da década de 1970 e outras relativas à Primeira Comunhão e Profissão de Fé:


cedida por Augusta Albuquerque (Joana)
cedida por Céu Guerra (Guerrilha)
e cedidas por Darcília Gonçalves.

Espero que gostem de ver/saber Forninhos numa obra deste género, imaterial como se diz agora, que será seguramente relevante para a nossa terra. Bem-hajam a todos!

domingo, 11 de setembro de 2016

Em Setembro ardem os montes e secam as fontes

Há uns anos publiquei o post "Medidas preventivas para defesa da floresta" e que se mantém hoje actual, pelo que volto ao tema, porque na altura ficara mal explicado, é que coincidência das coincidências, houve um incêndio em Forninhos, na noite da publicação, tendo ardido 2 casas.


Dizia na altura que "a primeira razão por que ocorrem fogos de grandes dimensões é porque não se limpam as matas e devido à existência de uma excessiva concentração de biomassa que é altamente inflamável". Dei como exemplo S. Pedro, que devido ao facto da serra não estar devidamente limpa o fogo progrediu de forma galopante e incontrolável tendo destruído toda a flora e fauna e que talvez fosse bom aproveitar o Ano Internacional das Florestas (ano 2011) para reflorestar a nossa serra...
Ora o que sabemos é que pouco se fez, e o que se fez foi plantar matas de eucaliptos (um erro histórico do presente), mas depois de ver/ler o que vai ser dito, falarei do que já foi feito para prevenir...
Os anos passados levam-me a considerar que nem tudo foi mau, pelo menos, a serra não voltou a ser castigada pelos incêndios (e já estamos em Setembro) e esta situação poderá ficar a dever-se à falta de pinheiros!
Mas não estamos livres...Forninhos é rodeado de pinhal e grande parte não é desbastado, nem a caruma  e outros resíduos acumulados no solo são apanhados, primeiro, porque não há necessidade, segundo, a idade avançada dos proprietários que ainda exercem alguma actividade agrícola também não deixa e, terceiro, a ausência no estrangeiro ou na grande cidade dos herdeiros, também impede ou dificulta a limpeza das matas e, assim, basta uma ponta de cigarro atirada pela janela do automóvel, por um condutor imprudente, para que o incêndio deflagre. 
Resta-nos, pois, pedir a Nossa Senhora dos Verdes que nos proteja do flagelo dos incêndios. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Os gafanhotos

Também conhecidos por saltaricos porque só se vêem quando...saltam, o gafanhoto, faz-nos sempre lembrar a praga bíblica e o milagre sucedido nos campos da nossa região.



Alimentam-se de folhas de vários tipos de plantas e pelo facto de se alimentarem de folhas o homem vê-os como uma praga por atacarem muitas espécies vegetais de interesse económico.
Apesar disso, os gafanhotos deixaram boas recordações e marcaram a infância de muito garoto que se divertiam primeiro a caça-los e depois na pesca, pois este insecto servia de isco para pescar peixes. São apreciados por diversas espécies de peixes e, por incrível que pareça, a espécie humana desde tempos remotos come também gafanhotos, prova disso são alguns trechos de livros antiquíssimos, como a Bíblia e o Corão. A Bíblica no Livro do Levítico, diz "...mas podereis vos alimentar dos insetos que têm pernas que saltam. Podereis comer, portanto, toda a espécie de gafanhotos e grilos. Mas todos os outros insetos que exameiam, que têm asas e se movem pelo chão com quatro pés, vós os tereis como imundos e proibidos a vossa alimentação..." (Levítico 11: 21, 22, 23).
No Corão diz o profeta: "Aquele que não come os meus gafanhotos, e de meus camelos e de minhas tartarugas, não é digno de mim.".
Ainda hoje, em vários países, há pratos com gafanhotos.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A BOINA À ESPANHOLA

Gosto imenso de coisas antigas e marcantes, coisas que nos tocam, tal como a boina conhecida por basca, mas em Forninhos por boina à espanhola. A sua história está disseminada pela Península Ibérica de modo bravo ou romanceado, mas terá porventura chegado à nossa terra por volta dos anos sessenta, altura do primeiro surto migratório.
A boina, era um adereço relevante dos "passadores" espanhóis bascos, que tal usavam para passarem os "engajados" portugueses pelos Pirineus a "salto" para França.
Nem todos conseguiam a "travessia" e do fracasso faziam redobrar a esperança para novas tentativas, deixando na terra a "moda" da boina dos seus guias como reconhecimento de bravura...a moda pegou e o que começou por ser moda, tornou-se em mais uma componente de identidade e por tal não morrer no esquecimento.


A boina à espanhola, era preta com um espigo na corôa, forrada a seda ou coisa parecida, sendo que meio século atrás, na Feira Nova ou em Trancoso, o seu custo rondava os 5$00 (cinco escudos), dizem os mais antigos. Porventura caras, até porque tinha de vir mais um par de alpercatas, porque para trás ficavam os muito mais baratos carapuços altos e quentes, mas grosseiros para os mais velhos e a eles habituados desde sempre, bem como a imitação da boina espanhola sem fôrro ou as boinitas com pala que embora frias botavam figura nas festarolas.
Tive várias, segundo me diz a minha mãe.
António Carau

Eu e tantos outros da minha idade, mas pela simples razão de sermos uns "corrécios" "bandoleiros", uma tribo de tal não posso esquecer "ladrões" que de vez em quando pilhava o que estava à mão de semear e tudo entrava na boina. Traquinices que as nossas mães mais valia não verem sob pena de haver arrelia séria e por tal muitas vezes as lavávamos no rio e secavam penduradas nos amieiros para estarem lavadinhas para na manhã seguinte estarem dependuradas na nossa mão e louvarmos como imposta mocidade portuguesa, o tirano do Salazar.
Mas também não posso esquecer o meu pai e outros: tio Carau, tio Guerrilha, tio Zé Lopes, tio Forra ...que nas lides da lavoura e mesmo por detrás da rabiça do arado, não a despegavam da cabeça, a não ser aos domingos e dias de festa em que imperava o chapéu; já os rapazotes usavam-na como sedução das raparigas quando a usavam tipo rufia, gingão e malandro em alguns casamentos à espanhola...