Seguidores

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Santo António,13 de Junho



Santo António é um santo muito venerado em Portugal, creio que por ter nascido em Lisboa e ser, portanto, português, embora os italianos digam que é de Pádua, a terra onde morreu. Então hoje publico uma foto da imagem existente na igreja da minha terra: Forninhos,
 que se supõe ser a mesma que ficava, em tempos recuados, no altar mor com Santa Marinha e São Sebastião. Actualmente tem honra no altar dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.
Vestido de franciscano, hábito castanho, Santo António quase sempre aparece de pé carregando um menino no colo, que uma tradição antiga diz lhe ter aparecido sobre um livro grosso, pouco antes da sua morte e, por acaso, é com o menino sobre o livro que se apresenta na nossa igreja matriz.
Feliz Dia de Santo António!

sábado, 9 de junho de 2018

Um lençol esburacado


O monte lembrava um lençol esburacado.
Se a neve derretera aqui, conservava-se emaçarocada além, à volta de sargaços e tojeiras e onde quer que houvesse farfalha.
O sol, às vezes, vinha uma nuvem e cobria-se.
Mas ele voltava a correr alegre e ruivo pelo mundo, mais bonito que o novilho duma vaca ratinha, ainda mamão, a pinchar o prado.
As águas desciam dos altos tagarelas como nunca, e pelas eiras os passarinhos debicavam, muito grulhas, as espigas esbanjadas pelos palheiros.
Havia nuvens e mais nuvens no céu, brancas, rebolonas, em bandos.
Tocava-as um ventinho repontão, e davam ideia de belros de ovelha, carmeados, antes de enfardar.
O mundo era como Lázaro ao atirar com a mortalha aos quintos.
Por toda a parte, caminhos, matos e árvores, a neve derretia.
Pinheiros e carvalhos, se do lado poente continuavam cabisbaixos e oprimidos pelo seu peso, à outra banda erguiam já ramos desembaraçados.
A morte branca rodara por esta vez.

AQUILINO RIBEIRO
O Malhadinhas
(1958)

Bem sabemos que a primavera já chegou e que o verão está aí mesmo à porta, mas como este ano ainda há neve na Serra da Estrela, o sol ainda está timido, escondido e com  medo de dar o ar da sua graça, lembrei-me desta passagem, já que tudo indica que finalmente na próxima semana o céu já vai ficar pouco nublado, o sol vai aparecer e as temperaturas vão começar a subir, para o meio da semana já vamos sentir calor.
A morte branca rodara por esta vez, assim escreve Aquilino nessa obra-prima que é O Malhadinhas.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Dia da criança

Hoje é o Dia Internacional da Criança. A data estabelecida não é uniforme, mas em Portugal, como em muitos outros países, o dia 1 de Junho foi o escolhido e, como este blog vive muito de recordações e memórias, aproveitamos a data para mostrar umas fotos antigas de meninos e meninas de Forninhos que cresceram em diferentes tempos e diferentes mentalidades:

Graça e irmão Luís (já falecidos)


o XicoAlmeida e irmãs: Lurdes e Lena.

o meu pai (Samuel) e irmã (Natália)

João e irmã Augusta (Joana).

Uns partiram, outros cresceram e amadureceram, mas uma certeza fica: as crianças são sempre crianças.

domingo, 27 de maio de 2018

Depois de alguns dias...

Estivemos ausentes por alguns dias, mas estamos de volta para recuperar o tempo perdido. Na verdade, nada se perde. Ganha-se.
Então...no decorrer deste período (cerca de duas semanas, em relação ao último post onde demos conta do programa de festas em louvor do Divino Espirito Santo) o XicoAlmeida colheu umas fotografias das terras agrícolas ao redor de Forninhos,


onde o agricultor colhe o suficiente para ele e família, 
em toda a roda do ano.


Além de boas árvores de fruto, como as cerejeiras, a cultura hortense principal é: 
milho, feijão, batata,

pois a cultura do centeio e trigo, já acabou. Lá aparece -muito raro- uma ou outra leira dele, mas já não é como dantes. Nem admira, o padeiro traz o pão e o trigo à porta.


 Aqui, um exemplar de casebre em granito para animais, arrumações, palhas, etc...


Estamos no fim de Maio. As cerejas começam a ter cor de amadurecimento. 
Alguma dela até já se come...


...por tal facto,  vê-se no cruto das cerejeiras caravelas para espantar a passarada, principalmente, os estorninhos, que nesta altura do ano fazem questão de "ajudar" na colheita.

À beira das casas ainda há latadas (parreiras), 
que fornecem bagos de cachos que se vão defazer no lagar


Mas a sua cultura principal é nas vinhas.

E termino com uma quadra do hino da nossa terra: "No concelho é a primeira/na produção de bom vinho/É uma terra hospitaleira/tem de tudo um bocadinho".