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sábado, 4 de outubro de 2014

Forninhos - O local da Igreja

Exterior da Igreja Paroquial - anos 60 (??)

Há uns anos publiquei esta foto aqui. Liguei-a com a construção da igreja da minha aldeia, mas como não teve a leitura que merecia, novamente trago aos leitores o assunto porque acho que atrás do que a História diz há uma outra história!
Uns 2 meses antes tinha publicado um post que intitulei "Cemitério Antigo". E o que é que o cemitério tem a ver com a nova igreja? Perguntam vocês.
É que no local onde hoje está a igreja matriz ou igreja paroquial, estava ainda o cemitério e admitamos ao lado uma velha capela-mor.
Mas será que a velha capela-mor podia estar ao lado da igreja nova?
Eu não acredito, porque em documento de 1734 que publiquei em Fevereiro de 2012 lê-se: "He cousa pouca não convem estar ali igreija pode ir a Ornelas, ou a Matança - Dandose algua cousa pello currãres, mas não a Ornelas por serem Abbas anexas a Pena Verde". Perante esta visão/informação, colocava-se à data um problema: construir uma igreja maior. O que foi feito em 1797, ou seja, 63 anos depois. Mas e o cemitério que ficava no adro da igreja? Forninhos antes de 1797, em pleno final do séc. XVIII, não tinha um cemitério? Também não acredito! As minhas fontes dizem-me que o cemitério antigo sempre foi no adro, ao lado da actual igreja, entenda-se, da igreja nova (que julgo ficaria na parte que dá acesso à sacristia). Pena não estar assinalado. 
Só se fizessem os enterramentos no cemitério medieval de S. Pedro (podem rir).
Ora, a lei liberal que tinha proibido os enterramentos dentro das localidades é de 1834. Esta lei levou 56 anos para ser aplicada, porque em certas aldeias, inclusive Forninhos, se recusavam a enterrar os mortos no "meio do mato", alegando o perigo de rezar menos pelos mortos, facilmente esquecidos em lugar ermo. No caso da nossa aldeia só o foi nos anos 40 do Séc. XX, no tempo do Sr. Pe. Albano. O cemitério foi então criado no local onde hoje está, mas sem que todos os corpos fossem trasladados.
Pelo que fica dito, de 1734-1797 sofreu a igreja uma profunda modificação para poder comportar mais gente, pequena como era, pelo menos, para os domingos. O que deve ter acontecido, quando se decidiu construir uma igreja maior, foi requalificar a "velha capela-mor" (por norma, renovavam-se os templos e as pessoas não se lembram ouvir falar na "velha capela")...ou então construíram de raíz um novo templo e isto foi feito em 1797, embora há quem afirme que a construção igreja de Forninhos "deve remontar a 1731" já que no cimo do portal está gravada a data de 1731 (?). 
Enquadrando a coisa no resto da História que entretanto fui estudando, é quase certo que foi construída a actual Igreja de Forninhos em 1797 no mesmo local da antiga capela-mor. Esta opinião vale o que vale. 

Documento de 1734 - Visitas Pastorais


De histórico há apenas a assinalar:
1- Segundo a História da Igreja em Portugal, a igreja de Forninhos foi reedificada, com obra concluída em 1797, pois a 2 de Dezembro desse ano era concedida licença para a respectiva bênção, tendo os moradores de pagar, por essa mesma licença, entre o S. João de 1797 e igual dia de 1798, 5.600 réis de selo da bênção. A igreja foi reedificada, "tanto de paredes como de armação... e da mesma sorte a capela mor com a sua tribunal nova, asseada e com toda a decência".
2- "Durante as obras de reedificação, os fregueses serviram-se da velha capela-mor, que ficava ao lado da igreja nova, na qual não cabia a quarta parte do povo da freguesia.".
3- Em 20 de Junho de 1758 (data respeitante à resposta do padre cura ao inquérito paroquial) refere-nos o Baltazar Dias que a paroquial "está próxima do povo" e dotada de um "altar-mor e dois colaterais".
4 - Já depois da construção do cemitério, anos 40, foi subido o corpo da igreja e colocados os sinos, anos 50. Conta-se que nesta altura foi trazida do templo de S. Pedro para Forninhos a imagem de S. Pedro de Verona. Mas essa imagem foi levada para o Seminário de S. José de Fornos de Algodres encontra-se hoje no Seminário Maior de Viseu!
5- O cemitério de Forninhos foi aumentado em 2012 e construída dentro uma capela. Uma ampliação necessária, mas até hoje eu ainda não entendi a finalidade, nem a necessidade da capela!

28 comentários:

  1. Paulamiga

    O que eu aprendo quando visito este blogue! As estórias da História eram as preferidas do meu falecido compadre José Hermano Saraiva. Tenho de voltar mais vezes aqui para aprender. Um dia em que não aprenda não é dia nem é nada... rrrsss

    Qjs & abç ao Xico

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    1. Não tenha qualquer dúvida Henrique!
      Por isso que não compreendo como hoje em dia há pessoas a "curtir" páginas sem conteúdo!
      Bom fs.

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  2. Adoro ver o interesse e como vocês buscam informações!Lindo! bjs praianos,chica

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    1. Um interesse desinteressado, o nosso, porque há quem busque informações em troca de milhares de €uros.
      Mas chegado a gastá-los/pagá-los, Forninhos poderia ter registado muito do que é a sua história e...as nossas estórias também...
      Assim...ninguém sabe se ao lado da igreja (a nova) existiu uma velha capela. É mais um "mistério" como tantos outros!

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  3. Uma excelente achega histórica que dá que pensar, face à profusão de momentos datados séculos atrás sobre a evolução da nossa aldeia.
    Lendo atentamente o texto e relendo publicações que já fizeste e aqui referes, incontestável que as primeiras obras de reedificação da pequena capela-mor para a actual igreja matriz, teve a sua conclusão em 1797.
    A data de 1731 que figura por cima do arco do porta, poderá significar algum momento digno de registo para com a sua padroeira Sta. Marinha, "nossa" já por alturas do século XV. Certo é que 3 anos depois (1734), as autoridades eclesiásticas face à exiguidade do local de culto, não verem "conveniência" em o mesmo ser utilizado e recomendam aos "fregueses" (paroquianos) que vão ouvir a pregação a outras paróquias.
    Aqui sim, acho que os forninhenses se uniram perante tão grande afronta e partindo daquela pequena capela (teoria pessoal) fizeram obra que levou mais de sessenta anos, mas que orgulhosamente viram ser concedida a licença e benção. Mas já pagaram aqueles milhares de réis, de selo!
    Decorridos mais de dois séculos, nos anos 40 e 50 do século passado, foi a igreja matriz subida em altura e juntamente com outras remodelações, vieram os sinos da nossa terra.
    Por esta altura foi construído o cemitério em sintonia com as recomendações legais vigentes na altura.
    Para trás ficava o velhinho cemitério do adro da igreja, o mesmo onde o meu avô paterno foi sepultado há mais de 70 anos. Dizem que o "avanço" da construção/ampliação da igreja, assenta em boa parte sobre o que foi esse espaço.
    Tantos dos quais descendemos ainda ali repousam desde séculos atrás, mas esquecidos, ignorados, desprezados...
    Acreditem, nem uma única placa que os evoque!
    Tanto aqui se tem falado no povo de S. Pedro e da capela que lá existia. O que fui ouvindo é que das suas ruínas veio para Forninhos muita e boa pedra, uns dizem para a igreja, outros dizem que foi aplicada na construção do cemitério, o mesmo que foi ampliado há pouco tempo. Tem uma capelinha no interior, segundo dizem "doada", só não sei se por respeito aos mortos se por favor aos vivos.
    Bom fim de semana.

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    1. Olha Xico, se nos fiarmos no que escreveu o autor/ou/autores daquele "livro" com muitas fotos..."A construção da igreja deve remontar a 1731, se atendermos à inscrição patente no concheado que compõe o portal do templo...".
      E se atendermos a que Santa Marinha já era a patrona de Forninhos no século XVI, o que indicia uma maior antiguidade?
      O facto do actual templo ter a inscrição de 1731 no concheado que compõe o portal , não quer dizer que não pudesse ter existido um outro mais antigo, mais ou menos, no mesmo lugar!
      Uma coisa é certa, o cemitério tinha de existir antes de 1731 e, a existir, era no adro da igreja!
      Também sempre ouvi da boca de gerações anteriores que da capela de S. Pedro muita e boa pedra foi trazida para o cemitério. Já da "capela-velha" nunca ouvi falar.
      Mas admitamos que em 1731/1734 havia essa capela/igreja pequena para a altura e eu acredito que havia. Será que ficava ao lado ou aqui temos um erro de transcrição?
      É que depois de tanto erro, asneira, falhas, defeitos, mentiras na monografia de Forninhos, a terra dos nossos avós...agora não se pode confiar em tudo o que se lê, ficamos sempre como se diz por cá, de pé atrás!
      Sobre a capelinha do cemitério, é pena os forninhenses não apreciarem História, sempre podiam recordar o período das lutas liberais, pelo menos o desprezo com que o povo olhava a guerra civil e os políticos do tempo e famílias de grande fortuna e bons cavalos.

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    2. Até porque a data de 1731, pode ser a data em que incrustaram o que está por cima do portal. Assim sendo, a construção da igreja pode bem remontar a data anterior a 1731.

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  4. Boa noite Paula, muito bem escrito este artigo e muito bem colocado o assunto que refere!
    Deixo-lhe os meus Parabéns pela forma como continua a defender acerrimamente e com mestria a História de Forninhos!
    Há muitos pormenores que desconhecia, por exemplo, sobre o enterramento dos mortos e que em relação à minha aldeia estou a fazer algumas deduções!
    Beijinhos e obrigada!
    Desejo-lhe um restinho de bom domingo e uma excelente semana.
    Ailime

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    1. Grata pelas suas palavras. A história se não fôr preservada cai no esquecimento e é tão bom partilhar todos estes conhecimentos e fotografias de outro tempo!
      No caso, os nossos antepassados não só tiveram de construir uma igreja maior, como tiveram de transferir o cemitério para fora da aldeia. Talvez na sua aldeia tal tenha acontecido também, pelo menos, com o cemitério.
      Essa lei levantou muita polémica no século XIX, levou muitos anos a ser aplicada, mas quase todas as aldeias acabaram por transferir o seu cemitério para o "meio do mato".
      Na minha aldeia só tenho pena que NUNCA se tenham lembrado de colocar uma simples placa a indicar a localização do antigo cemitério! E é claro que o esquecimento leva à destruição e perda.
      Beijinhos e tenha semana excelente tb.

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    2. Boa noite Paula,
      Na minha igreja (que ainda existe), mas "mutilada", foi-lhe subtraída uma capela que dava para o adro e que estava sempre fechada, onde me diziam em criança estarem corpos sepultados!
      Daí a minha dedução!
      Já tenho alguma idade e lembro-me sempre do cemitério numa das colinas da terra, avistando-se de de quase toda a aldeia, toda ela sobre colinas um pouco acima do nível do Rio Tejo!
      Um beijinho e obrigada.
      Ailime

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    3. Boa noite Ailime.
      Ainda bem que esta página a levou a essa dedução.
      Se diziam nessa capela estarem corpos sepultados, de certeza que as orações ainda eram mais sentidas, imagino (só imagino) o que foi para as gentes de outros tempos ter de enterrar os mortos em lugar ermo e por eles rezar menos!
      Hoje os cemitérios ficam longe das igrejas, é certo, mas melhor situados...em especial o da sua terra!
      Beijos**

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  5. Aqui aprende-se a história de Portugal de uma maneira simples e bonita ,contada por gente que se interessa pela terra onde nasceu.
    Não me canso de dizer.Este blog é maravilhoso.
    Parabéns Paula e Xico.
    Beijinhos e boa semana.

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    1. É muito lisonjeiro o seu comentário, Natália.
      Muito pouca gente de Forninhos participa, e é pena porque muitooos nos lêem, mas como costumo dizer: "cada um é como cada qual".
      Aqui há história e o mais importante é a satisfação de gostar deste simples blog.
      Beijinhos.

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  6. Ainda bem que o trabalho exaustivo de recolha historica de quase meia decada, permite abordar temas que configuram interesse digno de registo sobre Forninhos, nas suas diversas variantes, tal como esta que "toca" a parte religiosa, por tal recuo ao inicio deste blog para o tema em analise.
    Nao me vou alongar, apenas chamar a atencao acerca da antiguidade da igreja da paroquia de Sta. Marinha de Forninhos que, quer documentalmente escrita, quer por "lenda" (a lenda alimenta a historia de um povo).

    "A lenda da Senhora dos Verdes"
    ( aqui publicada em 11 de Novembro de 2009).

    "Certo dia, UNS CAMINHANTES detiveram-se para matar a sede numa fonte. Enquanto bebiam, repararam numa bonita imagem de Nossa Senhora, como colocada ali ao lado.
    Acordaram em PROCURAR A IGREJA DA POVOACAO para a deixar, POIS DE LA DEVIA SER. Assim fizeram. Não sendo de lá, concordou o Pároco em que o melhor seria guardá-la até que aparecesse o dono.
    Misteriosamente, a imagem desapareceu, voltando a ser encontrada meses mais tarde na mesma fonte, mas desta vez com vísivel milagre, por ser Agosto e estar rodeada de neve.
    O povo interpretou a vontade da Senhora em estar naquele local, erigindo uma Capela com a invocação à Nossa Senhora das Neves.
    SECULOS MAIS TARDE, uma terrível praga de gafanhotos assolou as culturas, pondo em causa o sustento da região.
    O POVO invocou a Nossa Senhora das Neves, a praga teve fim, e os campos reverdejaram.
    Em razão do sucedido, como agradecimento, mudaram o título da invocação para Nossa Senhora dos Verdes."

    Agora o que reza o quadro acerca do milagre...

    "MILAGRE QVE FES N.S. DOS VERDES EM AS SEARAS DESTRVIDAS DOS BICHOS E FAZENDO HVA MVI DEVOTA PROCIÇAM OS MORADORES CIRCVM VEZINHOS, FOI NOSSA SENHORA SERVIDA QVE SE APLACASSE ESTA PRAGA. ERA DE 1720.".

    Perante mais estes elementos, procurados, investigados, resta o reflectir, por aparentemente a antiguidade do local de culto da nossa aldeia, ter muitos seculos atras de si. Fica para os "doutos" a gloria de tais quantificar!

    Quanto ao velho cemiterio deixo uma curiosidade invulgar, digamos.
    A ultima pessoa a ser sepultada nele, era irma da que foi a primeira a ser "dada a terra" no cemiterio novo
    Ironia de um fim no esquecimento de vidas.

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    1. Um dia, a 19 de Janeiro de 2011, deu-me para fazer um post "de História", porque achava eu que é importante sabermos a história que a nossa aldeia teve ao longo dos tempos e não é que, por outras palavras, disse exactamente isso?
      Escrevi:
      "Segundo a Lenda de Nossa Senhora dos Verdes a Igreja da povoação já existia. A antiga Igreja de Santa Marinha seria, portanto, de construção anterior à Capela de Nossa Senhora dos Verdes. Diz-se que a Irmandade de Santa Marinha tem cerca de 500 anos.
      E a Capela? Será a primitiva Capela de Nossa Senhora das Neves/Verdes?".

      Isso dos cerca de 500 anos ouvi-o da boca dos mais velhos (no dia do Jubileu da Irmandade) e nunca mais tal me saiu da cabeça. Mas é como dizes, e bem, fica para os "doutos" a glória de tais quantificar!

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    2. E fizeste "o trabalho de casa" e bem feito, acredita!
      Nao sendo assim, aquando um dia quiserem fazer algo digno e etnografico sobre Forninhos, em termos de investigacao iriam encontrar um cemiterio vazio de nadas, ate porque os residentes nao sabem o que perguntar por falta de interesse e os "mais velhos" pouco a pouco vao esquecendo a "arvore geneologica" deles proprios e das raizes da aldeia.
      Daqui a alguns seculos, alguns trechos ainda irao sair do blog dos forninhenses, tal como quem viaja na Net em busca de temas do interior da Beira Alta, salta a vista esta pagina extravasada de uma simples aldeia pela autencidade comum a gentes serranas.
      Pelos vistos e sem plagio, parece que neste aspecto do tema estamos de acordo, bom sinal e se tal nao fosse, ninguem morria, pois uma duvida sempre traz algo de acrescido a uma eventual certeza!
      "Arriba que e caminho...".

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  7. Mais um muito interessante e historico artigo, que deixa varias perguntas, e tambem constacta umas quantas realidades!

    Bem hajam e um abraco de amizade.

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    1. Alguns é que não gostam dessas quantas realidades aprofundadas aqui no blog, mas...paciência...este é só mais um artigo histórico que achei bem publicar porque para compreender o presente é preciso primeiro conhecer o passado. A 9 de Novembro de 2009 este blog começou assim.
      Um abraço de amizade tb.

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  8. Histórias que merecem ficar na História.

    Beijinhos

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    1. ...na História que chamo de nova história: porque é uma história que não fica presa somente ao passado, ela estuda, questiona, o que pode ser relevante para a sociedade.
      Beijinhos.

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  9. Paula, que maravilhosa história nos trouxe! Muitas vidas foram transformadas em torno desta igreja! bjs e boa semaninha,

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    1. Olá Anne.
      Quando fiz este post pensei nisso, que mal nascemos logo por lá passamos, primeiro ao colo da mãe ou da madrinha; depois pelo próprio pé.
      Pensei também na sua grandeza e no quanto erradamente achamos que as das cidades é que são grandes por lá caber mais gente!
      Beijos. Boa semaninha tb.

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  10. Fascina-me a facilidade e o entusiasmo com que abordam temas pertinentes como este...e que fazem parte da história do local!
    Um dia...passarei por aí!
    Tudo de bom!!!

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    1. É isso. A receita é entusiasmo...gosto...paciência.
      Vá então um dia conhecer Forninhos e visite a Igreja Matriz. Mesmo de noite é bonita de ver, pois a luz artificial ainda mais destaca a sua frontaria.

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  11. Bom dia. ainda bem que existe pessoas como a senhora, que contribuiu para manter um passado com a historia viva para que a mesma não seja esquecida, é ter a consciência da importância cultural para o futuro.
    AG
    http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/

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    1. Obrigada. Por acaso sou daquelas pessoas que penso que um dia iremos precisar do que actualmente deitamos fora hoje, tanto a nível material como cultural.
      Mas Forninhos parece não saber aproveitar as oportunidades...na minha terra desperdiça-se e estraga-se muita coisa!
      Um abraço meu.

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  12. BELA página de História !!!Adorei !
    Um grande abraço

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  13. Bem-haja. Sinto-me cada vez mais em dívida com os meus visitantes, mas especialmente consigo Idanhense.
    Retribuo o abraço.

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