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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sepulturas escavadas na rocha


Esta sepultura escavada numa pequena rocha, encontra-se numa mata (pinhal) a sul da lagareta que se encontra perto da Capela de N. S. dos Verdes, em Forninhos. Tem 1,70m de comprimento e 50cm de largura na parte superior e 40cm na parte inferior e a cabeça está virada para nascente.
Já falamos dela aos leitores do 'blog dos forninhenses' em Setembro de 2010 e foi descrita num livro feito de fotos - pág. 42 - a que deram o nome "Forninhos, a terra dos nossos avós", ano 2013, assim:

"Sepultura escavada na rocha de Lagarinhos

Descrição
Sepultura escavada na rocha, não antropomórfica. O corpo do defunto seria colocado na posição de decúbito supino ou dorsal, sem caixão apenas envolto num pano ou túnica (sudário). Esta sepultura seria encerrada com uma tampa formada por uma lage única ou várias colocadas lado a lado.
Cronologia 
Medieval (séc. XII-XIII)".
Mais foi referido:
"As sepulturas escavadas na rocha podem apresentar-se sem o contorno da cabeça e pés, como é o caso da Sepultura dos Lagarinhos, correspondendo ao momento mais antigo da edificação destes monumentos, em redor dos sécs. X/XI. Um pouco mais tardias, do séc. XII/XIII são as sepulturas que apresentam os contornos do corpo humano sendo por isso denominadas de antropomórficas.
(...)
É quase certo que esta sepultura estará relacionada com o povoado de S. Pedro localizado a cerca de 1,5 km a nordeste.". (sublinhados nossos).

Como há uns tempos, recebi no meu e-mail uma foto idêntica, hoje, dia 22 de Outubro de 2014, apeteceu-me publicá-la, pois aqui e ali...outras sepulturas escavadas nas rochas deve haver, quase de certeza...


O que o autor da foto disse é que a encontrou indo para Senhora dos Verdes, próximo a uma lagareta, mas não soube dizer-me se é a mesma lagareta a que chamam "lagarinho ou lagarinhos" ou se foi perto da lagareta da pág. 32 a que deram o nome de "lagar rupestre de Santa Maria". Conto consigo para ajudar a que se perceba melhor...

26 comentários:

  1. Para tanto é que existem as vocações, é preciso gente que saiba fazer tais pesquisas. Um abraço, Yayá.

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  2. Certamente devem existir outras tantas dessas por lá! Interessante! bjs, chica

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  3. Paulamiga

    Já deviam estar catalogadas depois de investigadas se isto fosse um país sério e a sério....

    Qjs

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    1. Sr. Ferreira, não queria dizer: se a Câmara de Aguiar da Beira.....
      A legislação existe, só que não é aplicada pela maioria das autarquias.
      Cumprimentos.

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  4. E fez bem noticiar de novo!
    Vestígios de um passado...que ninguém deseja ver apagado!!!
    Bj amigo

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  5. Bom dia, passado anos sobre as sepulturas que partilha, será que as mesmas estão edificadas e catalogadas pelas autoridades competentes, certamente que é importantíssimo estudos para saber em que anos foram utilizadas, qual o povo que utilizou , etc.etc.
    AG
    http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/

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  6. Olá Paula...
    Fotos boas e que nos mostram interessantes sepulturas da história de Forninhos! Muito diferentes e gostei de saber os detalhes delas...

    Abraços e carinho...

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  7. Ainda bem que 4 anos volvidos, trazes o assunto de volta.
    Pode ser que toque alguma consciencia politica&administrativa, mas...
    Como diz Antunes Ferreira "...se isto fosse uma pais a serio..."
    Como diz o Francisco "...se a Camara de Aguiar da Beira..."
    Digo eu, "se a Junta e o povo..."
    Ainda bem que estas sepulturas sao escavadas na pedra, caso contrario e a semelhanca das que estavam a ceu aberto em S. Pedro, ha muito serviriam de pias para porcos e vacas.
    E assim Forninhos deixa apagar por incompetencia, a sua historia.

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  8. Que interessante, e com ritual. Mas esse assunto me causa arrepios, morro de medo de cemitério. Mas preservar a história e manter viva para futuras gerações é muito importante.
    Bjos tenha um ótimo dia.

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  9. Quero acrescentar a este artigo que, segundo as opiniões dos autores que se dedicaram ao seu estudo, a "Sepultura escavada na rocha de Lagarinhos", não antropomórfica, data do séc. XII-XIII. Mas depois por eles é referido que esta Sepultura (dos Lagarinhos) corresponde ao momento mais antigo da edificação destes monumentos, em redor dos sécs. X/XI.
    No meu entender, as mais tardias, são então as do séc. XII/XIII, as que apresentam os contornos do corpo humano sendo por isso denominadas de antropomórficas.
    Afinal qual a sua cronologia?
    Sécs. X/XI ou XII/XIII?
    Certo é que este património histórico, as sepulturas antropomórficas ou não antropomórficas, da freguesia de Forninhos, não mereceu a devida atenção, porque desde o início do projecto "Forninhos, a terra dos nossos avós" só interessava a fotografia do que já se conhecia!
    Por tal, o blog dos forninhenses publica este 'post' para apresentar uma possível 2.ª sepultura aberta numa rocha para eventuais e futuros trabalhos nesta área, pois a este número pode juntar-se mais algumas sepulturas.
    Agradeço todos os comentários e conto ter outros mais...para ajudar a que se perceba melhor também qual a atribuição cronológica.

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  10. Boa noite Paula, imagino que essas sepulturas devido à sua antiguidade e até para estudo dos "arqueólogos", não sei será bem o termo para estudar descobertas mais recentes , deveriam ser catalogadas e preservadas!
    A vossa terra é muito rica em diversidade de interesses, merecia outra atenção e por esse facto aqui estão sempre a alertar!
    Beijinhos,
    Ailime

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  11. As sepulturas escadas na rocha, e um tema que me tem interessado muito, desde sempre!
    Pela nossa Beira encontram-se em muita quantidade, sos, em grupos de duas e tres, ou em necropoles com algumas dezenas, Apontam para a epoca alto e baixo medieval e que sao dos primeiros tempos do cristianismo, mas podem muito bem ser mais antigas! O facto se encontrarem sem restos mortais que nos poderiam dar uma datacao conclusiva, presta-se a muitas duvidas!

    Bem haja e um abraco de amizade.

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  12. Diário da República, 2.ª série — N.º 53 — 15 de março de 2013
    MUNICÍPIO DE AGUIAR DA BEIRA
    Aviso n.º 3852/2013

    SUBSECÇÃO II
    Património Arqueológico
    Artigo 16.º
    Identificação
    Identificam -se na Planta de Ordenamento e no presente regulamento
    do PDMAB as áreas onde são conhecidas ocorrências de vestígios
    arqueológicos, nomeadamente:
    a) Atalaia em Aguiar da Beira — Castelo (CNS 15430)
    b) Arte Rupestre na Fumadinha (CNS 24514)
    c) Mamoa do Vale em Aguiar da Beira (CNS 31957)
    d) Anta de Carapito II (CNS 3976)
    e) Povoado Fortificado de Castelos — Carapito (CNS 7006)
    f) Anta de Carapito III (CNS 3975)
    g) Ponte do Candal em Cortiçada (CNS 2679)
    h) Inscrição em Quinta dos Matos — Coruche (CNS 5198)
    I) NECROPOLE DE S. PEDRO EM FORNINHOS (CNS 1333)
    j) Dólmen de Carapito I — Casa das Moura em Penaverde (CNS 750)
    k) Via em Pinheiro (CNS 26609)
    l) Sepultura de Santa Ana em Pinheiro (CNS 27070)
    m) Lagareta de Santa Ana em Pinheiro (CNS 27072)
    n) Capela de Santa Ana em Pinheiro (CNS 27069)
    o) Sepultura em Moçafra — Souto de Aguiar da Beira (CNS 18971)

    Artigo 17.º
    Conjuntos ou sítios arqueológicos
    1 — As áreas identificadas constituem zonas de potencial arqueoló-
    gico definidas com base em referências documentais, toponímicas ou
    achados arqueológicos.

    Deixo a pergunta, o que tem sido feito de modo serio, exaustivo e profissional de arqueologos de relevo para estudar este patrimonio, que alem de loca e municipal, tem (tal querendo), amplitude nacional...Nada!
    Apenas "remedeios" para a fotografia e esbanjar de dinheiros.
    Bem podem esperar as sepulturas, pois pelo andar, delas nao vai rezar a historia.




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    1. Pois...Março de 2013!
      Aviso n.º 3852/2013.
      Processo: S - 01333 (CNS 1333).
      Segundo o portal do arqueólogo "O sítio foi identificado, em 1989, com a abertura de um caminho vicinal entre as povoações de Penaverde e Forninhos, que pôs a descoberto diversos vestígios arqueológicos, nomeadamente três sarcófagos antropomórficos em pedra (que na altura da descoberta conservavam ainda as ossadas in situ), assim como vários blocos graníticos de proporções consideráveis, talhadas, pertencentes a um edifício religioso.".
      Mas já antes de 2012, 2013, 2011...diziam "à boca cheia" que o Presidente da Junta da altura, reencaminhou o caso para a CM AGB.
      Perguntava eu já em 14/Set/2010:
      "Provas?
      A ser verdade, então, há que imputar responsabilidades também à Câmara. Mas sem uma prova que de facto houve reencaminhamento não me posso pronunciar sobre…".
      Cá está, agora, a prova de que não houve reencaminhamento algum!
      Muita mentira se diz em Forninhos, mas ainda bem que no decurso de uma visita ao local em 2012 a Necrópole de São Pedro "de Verona" está em "Vias de Classificação para SIM - Sítio de Interesse Municipal".
      Só não percebo porque havendo conhecimento de, pelo menos, uma sepultura rupestre escavada numa rocha - relacionada com o povoado de S. Pedro - tal não foi objecto de interesse por parte de todos aqueles que estão a ser pagos para cuidar de tudo o que seja cultura e património, a começar pelos órgãos autárquicos de base, sejam as Juntas de Freguesia, sejam as Câmaras!
      É que este processo S - 01333 respeita aos sarcófagos em granito encontrados no cemitério medieval de S. Pedro que membros da Junta de Freguesia de Forninhos, em 1989, escavacaram, partiram e destruíram e ainda consentiram que particulares levassem umas quantas urnas!
      Com uma actuação diferente tudo poderia ter sido diferente, ou não?
      Os que foram pagos para contar/escrever a história da terra dos nossos avós, também são outros tais...fazem um catálogo de fotos e têm o desplante de fotografar só o que lhes é indicado por "A" e por "B"!
      É que pelo que publicaram está-se mesmo a ver que tipo de influências houve...
      Foi do género:
      Aqui há uma lagareta... ali está outra... além está mais uma. Ah! Ali também está uma rocha com uma sepultura...bora lá fotografá-la. Etc...
      Não houve, assim, vontade de estudar a datação cronológica, muito menos houve vontade de descobrir outras.
      Houve mesmo desinteresse por parte de quem tem obrigação de zelar pela cultura e pela coisa pública, nomeadamente, e de novo, Junta, Câmara.

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  13. Adoro vir aqui.

    Neste cantinho vive-se a nossa história mais profunda!

    Beijinhos.

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  14. Estas sepulturas, verdadeiras relíquias do passado, encontram-se sem restos mortais, é facto, mas certamente estão relacionadas com a Morte.
    O autor (ou autores) do "livro" escreveu que o corpo do defunto seria ali colocado (falo da Sepultura de Lagarinhos) apenas envolto num pano ou túnica (sudário). Fico a pensar também nesta teoria, pois além de haver contradições na datação, esta teoria também deixa muito a desejar...
    Será que a ausência de tampas, não pode muito bem indicar que o cadáver era cremado depois de muito bem adereçado?
    O uso de incinerar os cadáveres também é uma hipótese!
    Só estou de acordo com o(s) autor(es) quando dizem que a sepultura estará relacionada com o povoado de S. Pedro localizado a cerca de 1,5 km a nordeste, porque segundo a história este tipo de sepulturas rupestres, estas que se encontram por aí perdidas por matas e montes, estiveram integradas num tipo de povoamento disperso que precedeu a romanização, o qual terá dado origem ao actual povoamento.
    Para mim estas sepulturas são lusitanas e funcionaram, estou em crer, até à instalação do cristianismo (séculos II e III DC). Cronologicamente pertencem à época do ferro.
    Bem-haja Ailime, Al Cardoso e Mona Lisa pelos vossos comentários.

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  15. Acho incrível como uma aldeia como Forninhos, para além do património natural, gastronómico, religioso, e das mais variadas tradições, apresentar também tantos vestígios de antiguidade; não só nas casas de pedra, mas também outros exemplos , como estas sepulturas escavadas na rocha.
    A ausência de tampa é realmente um aspecto curioso. Talvez pudesse ter a ver com a cremação, como a Paula sugere.
    O passado diz tanto, mas deixa sempre tanto por dizer!
    Já tinha saudades deste tipo de posts, sempre com substância!
    Bom fim de semana para todos!
    xx

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  16. "Isto", o blog, nao tem agrados, antes pertinencias defensoras de uma historia aqui estudada e trabalhada, decorridos quase meia duzia de anos, de poucos para todos na diversidade dos seus temas (para tal basta ver as "etiquetas).
    Milhoes procuram atraves construcao da arvore geneologica, saber as suas raizes familiares. Aqui procuramos "o sentir" de quem somos, donde vimos e para onde vamos. Esqueco a ultima, pois talvez apontasse para o abismo da nossa historia, a nao ser que alguem a tal desinteresse ponha cobro! De tal ainda acredito, nem que a batalha dure mais outra meia duzia de anos, mas.....
    Mas a batalha tera muito mais trabalho e partir para patamares mais elevados, degraus de responsabilidade superiores ao marasmo da nossa Junta de Freguesia em "agarrar" e "promover" o vasto patrimonio arqueologico que superintende e tem obrigacao de cuidar.
    E acreditem ou nao, pelo que escrevo e sei que nao perdem, neste momento, a centenas de quilometros, numa "tasca", rebenta a raivosa exclamacao de "outra vez este filho da p...".
    Confesso que Forninhos nunca teve da chamada "gente ilustre", gentes de armas e ou de letras, mecenas generosos e desinteressados, mas agora a abundancia vem colorida e paga. Paga para quem come e bebe de "borla, seja em accoes socias, particulares camufladas (a maioria) e na vergonha de quem participa "eu nao era para ir, mas fui porque...). Estou a "ver" a cara de quase todos...
    Entao esses "principados" educacionais, alem da fe crista (que comungo), nao deveriam "aproveitar a sabedoria dos antigos e nas suas palavras alicercar a historia de Forninhos...
    A riquissima arqueologia nao deveria ser estudada, catalogada, preservada e ser um motivo de orgulho...
    Os Achados nao deveriam estar na sua terra, Forninhos...
    Tenho lido sobre as obrigacoes das autarquias nesta materia , mas comeco a pensar que o melhor sera investigar de cima para baixo (nem sempre mais dificil como pode parecer) e ver as razoes, politicas ou pessoais da cultura ser vendida, a troco do nada...

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    1. Falou e disse, Xico. Só dito por alguém que verdadeiramente sente a terra sua e dos seus antepassados.
      "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura"....É o que se deseja, pelo menos.
      xx

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  17. Xico...lamento não ter colocado a receita dos "ovos no ninho"...pareceu-me (e isto é defeito) que as imagens falavam por si!
    Mas é muito simples...numa frigideira...põe um fio de azeite e leva a cozer lentamente...os legumes que aprecia (eu uso e abuso dos da horta)...e tempera a seu gosto...depois é deixar escalfar lá uns ovinhos e "voilá"!

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  18. Respondendo à Laura e Xico com a mesma resposta: em Forninhos, as possibilidades de desenvolvimento são escassas porque não existe indústria. Mas acho eu que o desenvolvimento turístico podia muito bem ser impulsionado, uma vez que há património para tal, o que, diga-se, já foi bastante divulgado neste blog: vestígios da antiguidade, património natural, religioso, gastronómico, arquitectura tradicional, tradições, etc...e tal...
    Mas só para não sair do tema, uma vez que temos uma serra com história, porque não criar um percurso pedestre?
    Acham que uma caminhada anual, em que a maioria dos caminhantes (e não caminhantes - estou tb a ver a cara de quase todos) vai para comer à borla, deve manter-se?
    Para quê?
    Para depois "desculparem-se" por lá terem ido porque...
    Uma série de desculpas esfarrapadas, cuja conversa agrada, mas a mim não convence...!
    É que sequer assumem que vão lá para comer...!
    Não era preferível manter todo o ano um percurso limpo por entre locais de interesse e sempre ao dispôr de quem por lá queira caminhar?
    A mim tanto me faz, até porque não tenciono participar em mais nenhuma; eu para caminhar, basta acordar e ter vontade. Felizmente até conheço alguns caminhos e carreiros. Digo isto, só porque como há em Forninhos 2 casas de Turismo Rural, que ainda vão recebendo turistas, acho que a autarquia bem podia ajudar, aproveitando o que temos ao dispôr.
    Criar um percurso pedestre, por exemplo, não seria assim tão difícil, nem ficava assim tão caro, acho eu!
    Mas em Forninhos a desvergonha e a falta de respeito, chegou ao desplante de venderem um? terreno com vista para a Serra da Estrela e uma passagem secular, para não dizer milenar, que dá acesso a S. Pedro que agora tudo aparece integrado em propriedade particular.
    Antes era de todos e não de ninguém. Hoje são de alguém!

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    1. Concordo, embora não conhecendo, pelo que aqui tenho visto, Forninhos tem de facto potencialidades turísticas, que mais não fosse por toda a zona envolvente. Além disso, as pessoas cada vez se interessam mais pelo contacto com a natureza.
      xx

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  19. Paula e Xico, passando para vos desejar um bom domingo.
    Beijinhos,
    Ailime

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  20. Procurei, e não encontrei! Aguiar da Beira é mais um concelho, que não tem museu!... De que é a culpa? Dos autarcas, que por lá passaram; ou do povo, que neles há quarenta anos vota? Se não tem museu, não tem responsáveis na autarquia que zelem pelo património do concelho. Sei, que não havendo quem ame a sua terra (mesmo com museu) tudo se perde, pois o povo na sua maioria não dá valor ao património colectivo que abunda na região da Beira, e tudo se vai perdendo infelizmente para todos. Parabéns à Paulo por estes chamados de atenção: pode ser que consiga despertar as consciências, quer dos autarcas, quer do povo.

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    1. Sabe Francisco, já perdi o conto das vezes que alertei para a criação de um museu, mas como sabem que é um sonho meu, quem tem obrigação de zelar pela cultura e pela coisa pública, não liga patavina e assim bens nossos como um machado e moedas,encontram-se presentemente no espólio de quem só eles, autarcas, sabem!
      Mas, no caso, a culpa é do povo também, incluindo as pessoas ausentes, que permitiram que tenham saído para longe, quando poderiam ter ficado entre nós, num pequeno museu a instalar na antiga escola primária, por exemplo.
      Mesmo as urnas que foram levadas por particulares há muito deviam ter sido recuperadas para ser musealizadas ao ar livre, claro está! Mas não...não vale a pena, passados tantos anos (1989-2014) convencer esses particulares a devolvê-las...e os votos?
      Sobre o despertar as consciências, penso que alguns leitores conterrâneos começam a "acordar", já outros estão mais interessados em parabenizar os autarcas e enquanto não se verificar uma reviravolta nesse sentido «nada feito».
      Um abraço e, uma vez mais, bem-haja pela sua visita comentada.

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  21. Anónimo10/27/2014

    Xico, penso eu que, essas sepulturas devem ter sido feitas pelos Mouros , que habitaram essa região , lembro de que qdo fui pela 1ª vez a Portugal, meus pais , minha irmã e eu fomos até São Pedro, e lá tinha uma gde pedra com dois assentos ,com vista para vale, e minha mãe sempre comenta que, qdo era criança brincava por ali , enquanto os adultos trabalhavam na lavoura , e ´la achava restos de cacos de pratos, colheres,e garfos com 2 pontas apenas, tenho 1 foto tirada nesse assento, vou te mandar, bjss


    ZITA MARIA ALMEIDA

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