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sábado, 18 de outubro de 2014

Castanhas Piladas

Altura delas!
Colheitas e lenha arrecadas, vindimas terminadas e nabos e "pão" semeados, pouco vai restando até a vareja, a última "empreitada" do ano a doer. Vão-se apanhando os míscaros e as primeiras paridelas dos ouriços arreganhados, as castanhas. Que vão escasseando, mas tanta história fizeram...e fome mataram...era o pão dos mais desfavorecidos, em muitas casas.

 

Os normais e típicos magustos ainda remetem a lembranças, mas das castanhas boas e sãs que iam às arrobas para o caniço que ficava por cima da lareira, quem ainda se lembra? Possivelmente só quem delas tinha uma fonte de alimento e rendimento.
À semelhança do porco morto, do vinho e cereais, havia que guardá-las e poupá-las para todo o ano, mormente para o impiedoso inverno em que um caldo feito de castanhas secas, um bocado de gordura e migado com uns pedaços de pão de milho esfarelado, era um belo sustento.
Depois de secas, pilavam-se e assim se conservavam para depois de demolhadas se utilizarem na alimentação, cozidas ou em caldo.
A preparação:
A castanha pilada - também conhecida nas nossas bandas por castanha seca - tinha um modo certo de ser preparada. Eram escolhidas as melhores, "sem bicho" e de preferência as martainhas e longais, saborosas e que descascavam-se bem.
Por cima da cozinha com lareira e pilheira de pedra, colocavam um caniço feito de tábuas estreitas, desviadas ligeiramente umas das outras, sendo aí espalhadas as castanhas que o calor e fumo da fogueira ia secando.
Findo o processo da secagem natural (1 a 2 meses), eram retiradas e metidas em canastros de verga, em Forninhos chamados de "barreleiros" por serem os mesmos onde se faziam as "barrelas" para lavar e tingir as roupas...
E os homens de botas ou tamancos calçados, bamboleando-se de um lado para o outro, pilavam-nas, isto é, quebravam-lhes a casca para estas se soltarem.
Cada qual depois as guardaria, conforme o governo da casa e necessidades; e tais sobrando, "duras que nem cornos", ansiavam pelos almocreves que no Largo da Lameira soltavam o pregão:

Quem tem castanhas piladas p´ra vender...
Peles de coelho...peles de cabra...
Ou cornicão ou cornacho...lenticão!
Ferro velho p´ra veeeeender!...

E mais tarde, cantando as Janeiras de porta em porta, la vínhamos com um punhado delas nos bolsos!
E mais tarde ainda, rilhava-se uma castanha no 1.º dia do mês de Maio, uma tradição que se cumpria noutros tempos, ou seja, nesse dia era costume perguntar-se aos miúdos: - já comeste uma castanha hoje? Olha que o burro engana-te! Havia sempre quem as guardasse de propósito para este dia como de resto se explicou aqui.

34 comentários:

  1. Pois é, havia que guardá-las e poupá-las...até há um provérbio que diz que "Do cerejo ao castanho, bem me amanho. Do castanho ao cerejo, mal me vejo". Talvez por isso, com a chegada do Inverno, as nossas avós as secavam, pilavam e guardavam todo o ano para depois de demolhadas as utilizarem na alimentação, cozidas ou em caldo (sopa).
    Adoro estas coisas do antigamente. Adorei o pregão. Gostava que ainda houvesse castanheiros em Forninhos.
    Agora vou ler sobre a tradição do 1.º dia do mês de Maio, que me lembra sempre a minha avó "Coelha" que, nesse dia, ofereceria-me a castanha.
    Um bom fim de semana p todos.

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    1. Ainda um ou outro vai sobrando. Castanheiros, claro!
      Memorias que pessoas antigas e reais, escolhidas "a dedo" para nao transmitir enganos e se um pormenor for menos consistente, tal sobra na vontade do dizer "acho que era assim...".
      Curioso o modo como nos falam destas coisas e da semantica cantarolada das mesmas.
      Sabes Paula, o que mais admiro nestes registos da nossa terra, sao a forma ou modo em como os mais antigos recordam com mais felicidade do que com raiva, os tempos passados.
      "Eram outros tempos, duros mas mais felizes..."
      Assim e neste tema, poderemos por reverencia deixar um acrescento a esses modos antigos, do modo das castanhas serem alem de apanhadas e guardas, motivos de ainda hoje serem lembradas pela tradicao ligada a coisas costumeiras do dia a dia caseiro e ao mesmo tempo "aqueles" sonhos de garotos ansiando pelo dia do "burro" e ter ja a castanha pilada guardada no bolso. Nao fosse o animal morder...
      Aproveitemos o que resta do "cerejo ao castanho".

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  2. Oi Xico, um texto novíssimo p mim, mas sempre gosto muito de saber coisas daí... Costumes do passado e mesmo hábitos de agora que admiro/valorizo demais. Gostei de saber das castanhas piladas!
    Um abraço e boa noite p você e Paula...

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    1. Coisas boas de ambos os lados.
      Cada qual a sua maneira e tradicao no modo de saber aproveitar o que a natureza apela a arte e engenho...
      Beijinho, Anete.

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  3. Muito aprendo por aqui.
    Repito-me,dizendo que adoro estes relatos de tradições. Não conheço praticamente nenhuma.

    Adoro castanhas piladas.

    beijinhos.

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    1. Para quem nao conhece praticamente nenhuma destas tradicoes, adorar castanhas piladas, promete!!!
      Pegue nelas e desfrute, deixe correr a imagincao.
      Beijinho.

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  4. Adoro saber dessas tradições ,usos e costumes daí que vocês tão bem nos mostram e trazem! abração,chica

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    1. Tambem adoramos e partilhamos por serem boas.
      Simples amiga Chica!
      Beijo.

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  5. Não conhecia essa tradição do 1ºdia de Maio.
    Lembro-me bem de outra do 1º de Maio,a minha avó acordava-me sempre antes do sol nascer para não deixar entrar o Maio e não ter sono durante o ano.Xico e Paula será que na vossa aldeia também tinham esta tradição?
    Beijos para os dois e bom fim de semana.
    Natália.

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    1. Amiga Natalia, quase acabado o fim de semana e o "burro" ficou para tras e o novo ainda demora. Havia a tradicao de facto, segundo ditos de neste dia se estar atento. Afinal "crendices" saborosas. Vou pedir a Paula, mais perita em monografia que responda.
      Beijinho.

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    2. Olá Natália
      Bom comentário que acrescenta mais um pouco ao nosso saber. Nós por Forninhos só comíamos a castanha por causa do burro e só sei que, em algumas terras mais para Norte, o Maio está associado às Maias (as Maias são as flores das giestas amarelas). Segundo essa tradição, na noite de 30 de Abril para a dia 1.º de Maio, põe à entrada das portas, pelo lado de fora, ramos de Maias para que a fome não entre na casa e o ano seja farto.
      Beijos e passe 1 boa semana!

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  6. Está chegando a época das castanhas. Cá no Brasil, são cozidas na panela de pressão e usadas em pratos doces e salgados, tal como o pinhão, típico do sul do país cujo sabor é parecido. Um abraço, Yayá.

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    1. Por ca muitas coisas se podem "trabalhar" na cozinha, como em outros paises e continentes.
      Do bacalhau ate as castanhas piladas, imagine!
      Desconhecia que fossem cozidas na panela de pressa, apesar da dureza das mesmas. Experimente deixar que fiquem a demolhar de um dia para o outro e coza durante uma hora na mesma agua.
      Se quiser caldo, tal tera...ou o que quiser.
      Abraco.

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  7. Xico,

    No Brasil, é costume comer castanhas nas festas natalinas. São cozidas com um pouco de sal, na panela de pressão. É delicioso! Deu uma vontade de comer. Mas, se achar por aqui, deve ser a preço de ouro. Risos.
    E, pensar que comi tantas, e não sabia como eram cultivadas. Sabia que vinham de Portugal, só isso.
    Por causa de posts interessantes como esse, e de grande aprendizado, não dá pra ficar longe dessa blogosfera.
    Lindo Domingo pra todos!

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    1. Ola Lucinha, boa noite.
      As castanhas secas (piladas) vao aparecendo por todo o mundo, talvez para voces, distantes, um produto caro.
      Aqui, uma (trabalheira) que antes de se ter vergonha ou falta de posses de se utilizarem luvas para as apanhar e tirar dos ouricos, era dia de (castigo), para a garotada. Quase se aprendia a andar de (gatas) sob os castanheiros em tempos de invernia.
      A Senhora, mulher de continentes, aquando do frio, encomende e asse na brasa. Acompanhe com bom vinho tinto portugues de preferencia ao domingo e com amigos.
      Vai ser lindo, beijo.

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  8. Olá Xico
    Desejos de bom domingo
    Na verdade no Ribatejo não á castanheiros mas, lembro-me da minha avó comprar castanhas piladas, punha de molho, depois cozia e cozinhava com arroz, já não me lembro bem se era na semana Santa, mas creio ser!!!
    Parabéns por esta partilha bem interessante!!!
    1 beijo Lídia

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    1. Fui procurar. Jamais imaginaria arroz de castanhas e descobri que uma senhora, Dona Noémia de Vialonga, ribatejana de gema, sabe de cor a receita de arroz de castanhas piladas (castanhas descascadas e secas). “Foi uma receita que me foi transmitida pela minha avó Joaquina, que todos os anos pela Páscoa, altura em que não se podia comer carne, nos oferecia castanhas piladas”. A preparação é simples: cozem-se as castanhas piladas em 1,5 litros de água, junta-se uma pitada de sal, uma colher de açúcar e um pau de canela. Quando as castanhas estão cozidas, tiram-se da água e aproveita-se esta para cozer o arroz. Depois do arroz cozido, junta-se na panela novamente as castanhas e polvilha-se o preparado com canela.
      Bem haja Dona Noemia e Lidia pelo enriquecimento gastronomico e cultural.

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  9. Sempre a aprender tradições que fazem do nosso país...único!!!
    Tudo de bom

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    1. "Quem por Forninhos passa
      Leva a saudade no ar
      E tal como em Alcobaca
      Nao deixa de la voltar".

      Bom domingo.

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  10. Boa tarde Xico, lá estamos mais uma vez perante um riquíssimo e belo texto !
    Não sabia como era a preparação das castanhas piladas e também que tinham variadas aplicações servindo para esses caldos que imagino muito saborosos!
    Sim, porque castanhas piladas era coisa que não faltava nas mercearias da minha aldeia, mas eram comidas assim, bem rijinhas!
    Mas que eram saborosas, garanto-lhe que eram! Eu era fã!
    Já em adulta volta e e meia comprava;)), para matar saudades!
    Muito obrigada por nos mostrar essa tradição tão linda da vossa querida terra!
    Beijinhos e boa semana.
    Ailime
    (Quero agradecer-lhe o poema que me deixou sobre a rosa amarela! Lindíssimo e já estou a seguir a autora;))!

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    1. Ola Ailime!
      Tal como disse na introducao do texto, altura delas, as castanhas.
      Confesso que eu pessoalmente pouco sabia acerca deste assunto, tirando claro algumas memorias de meninice. O modo de preparar um prato, vem atraves de perguntas a quem menos anos faltam para cem, que porventura a setenta...
      Coisas de gentes que correram na vida, atras dos "pirralhos" e de coturnos e tamancos nos pes, recolhiam as castanhas, parte do acomodo do ano, para casa e amigos, garotada nas Janeiras e coisa rara e quando dava, vender uns quilos "delas".
      Em miudo, recordo que quando o meu pai tinha uma vaca"toirina" que de desejos tinha de ser levada ao boi para emprenhar, faziamos cerca de meia duzia de quilometros a pe, pelas serranias de S. Pedro em direccao a aldeia do Prado. Paravamos numa casa tipica da Beira Alta, com pateo, escadas de granito e varanda de madeira de pinho. Antiga!
      Enquanto o meu pai e o dono, sr. Ilidio (penso estar certo), falavam dos negocios da lavoura e animais, a dona da casa ia enchendo os meus bolsos das calcas ou casaquito, de castanhas e figos secos.
      Tao marcante quanto isto, recordo a saudosa e amiga senhora Maria Coelha, a avo da "nossa" Paula.
      Gostava de mim como gostava dela. Tinha sempre um mimo e eu, vezeiro, volta e meia aparecia na entrada da casa (sem respeitar o pateo e entrar por ali adentro), antevendo que vinha de bolso cheio...de castanhas e mimos!
      Como a Ailime ve e na semelhanca das cerejas, se por aqui ficassemos, tinhamos de fazer um magusto de castanhas, cruas...
      Beijinho amigo

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  11. Há coisas que acabaram mesmo em Forninhos!
    O texto fala do caldo. Por vezes alguém recorda o sabor especial das castanhas secas, piladas, feitas em caldo. Dizem que era uma delícia. Fala-se dele, mas se não fosse este blog, nem sabíamos que se secavam as castanhas em caniços e que as utilizavam na alimentação!
    Só que alguns teimam em não ver, que as castanhas secas foram durante anos e anos uma boa fonte de reserva para os nossos avós!

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    1. Tal como eu, sabes que falar nas coisas antigas, apesar de reais, incomodam sobremaneira.
      Jamais irei perceber o ocultar e tentar apagar memorias que essas sim, deveriam ser recuperadas pelos habitos ancestrais a quem tanto todos devemos e nos criaram, a nos, pais antes de nos, avos antes deles e por ai atras...
      Por mim, tenho orgulho das minhas raizes, e ver ainda coisas marcantes e familiares de muitos seculos atras e a esses familiares continuarei a prestar a minha singela homenagem, tal como aos outros similares.
      Talvez a "maluqueira" de quem preside, resida na ansia da vaidade de mostrar coisas novas, a modo de que trazem sabedoria aos "sabios idosos", mostrando coisas em imagens informaticas e propaladas, sabemos todos nos locais estrategicos.
      Castanhas piladas ou secas...
      Pergaminhos e receitas antigas...
      Secas em ripas...
      Nem vale perguntar, caso tal, tudo se dilui, no ruido dos garrafoes de vinho em cima da mesa, mesmo dos utentes do Centro, sempre os mesmos, acompanhados pela costumeira castanha assada e os assados do Ze Pequeno.
      E o porco assado, um icone, que enche o bandulho dos ainda pais e filhos que delas, as castanhas, andavam ao rebusco.
      Talvez por isso, escondam o que foram, e pior a falta de "cabecinha" e humildade.
      "Quem nasceu para lagartixa, jamais chega a jacare!".

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    2. O problema é que essas pessoas se acharam (e acham) no direito de dizer para o futuro o que merece ser história ou não! Pelos vistos, quiseram (e querem) uma história feita à sua medida.

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  12. Mais um exclente artigo como ja nos habituaram!
    Tambem na minha terra (Vila Cha d'Algodres) havia outrora muita castanha e varios soitos! Agora creio que se contam pelas maos os castanheiros!

    Um abraco dalgodrense de amizade.

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  13. [Vi]lla cham – dista de Fuinhas meya legua da Villa huma e da de Pinhel sette e tem vinte e sinco fogos
    (História e Património das "Terras de Algodres").

    Caro amigo, trago este excerto de um pergaminho da Torre do Tombo, datado de 1640, pelo carinho que nutro pelas terras de Algodres, similares a Forninhos.
    Outrora havia tanta coisa, muito centeio, milho e castanheiros, coisas que sustentavam e arremediavam as casas.
    Por tal, fui "visitar" Vila Cha e encontrei a "Lenda da Ermida de Vila Cha".
    Convido que leiam e talvez percebam em tal aqui trazer a referencia.
    A capela da Santissima Virgem dali nao queria sair,e por milagre guardava as ajudas de pedras e madeiras para construcao noutro local de culto.
    A madeira so poderia ser da melhor, carvalho e castanheiro, sinal que tais abundavam...
    Nos tempos modernos, eles, soitos de castanheiros, desapareceram.
    Preocupante que com tantos "remedios", eles nao tenham vingado.
    Se calhar deixamos de crer com fe e os "milagres nao acontecam...
    Um desabafo amigo Al Cardoso!
    Bem haja pelas suas palavras.

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  14. Meu querido amigo,
    Ainda subi e desci para ver se o meu comentário de fim de semana tinha ficado mas como foi do iPhone, foi-se...
    Mas vou tentar repetir....
    ...e dizia eu..hélas! que aqui está uma tradição que não existe no meu minho.
    As castanhas que são mais que muitas e por isso talvez não se lhe dê a devida importância, só são consumidas nos magustos e muitas vezes em ceias que completavam com uma bela sopa de couve galega, com aquele feijão, chouriço ( se houvesse... e um fio de azeite em cru. hummmm...e claro, empurradas . elas as ditas, com a jeropiga ou água-a pé. faz-se aí a agua-a pé? Pois, se for só empurrar com o verdinho, já sabe o que acontece. Mas, castanhas piladas não. Pelo menos na minha zona, porque se for lá para os lados de Melgaço, Suajo, isso desconheço.
    Mas sabe de que tenho saudades? De, agora na erva molhada do outono, apanhar as castanhas escondidas debaixo da folhagem amarela e vermelha dos castanheiros. Lindo. Ah...e das maçãs doces de S. Miguel...
    Aqui, recordo o que o tempo me esconde e que a memória tenta trazer de volta. graças a você/s!
    Fraterno abraço, Xico
    Outro á Paula!

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    1. Boa noite, amiga Manuela.
      Uma alegria a ver e recordar que o Minho tem belos castanheiros que recordo por altura da Pascoa e subindo em direccao a Mata da Albergaria, Terras do Bouro, sua terra.
      Lindo o seu comentario, lembrando um quadro de Van Gog, legendado por Aquilino Ribeiro...que simbiose!
      E por debaixo da folhagem dos castanheiros que os corvos disputam para enterrar na caruma dos pinheiros, ainda um ou outro tortulho tardio, meio envergonhado.
      Da macieira, por aqui o Bravo de Esmolfe, genuino, que fica guardado no lagar sob palha ate pelo Natal.
      Pelo S. Martinho falamos...
      Beijinho. Nosso.

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  15. Cosidas com canela... ficam tão boas!
    Saudações poéticas!

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    1. Boa noite.
      Tal como o bacalhau, a castanha traduz no seu modo de ser cozinhada, a matriz de cada regiao e suas gentes. Uma parte da ruralidade intrinseca do nosso povo.
      Saudo o senhor e fui "espreitar" a sua obra. Gostei e irei acompanhar,
      Cultural e apelativa.
      Um abraco.

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  16. Boa tarde, conheço bem a castanha pilada, quando era miúdo comia as mesmas, com o passar dos anos e o desaparecimentos das mercearias deixei de consumir, raramente encontros castanhas piladas à venda, lembro-me que existia umas rijas, outras mais macias e do seu gosto agradável.
    AG
    http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/

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  17. Na minha aldeia, Forninhos e podendo estar enganado, nao recordo de estas (castanhas secas) serem vendidas na "venda".
    Na altura abundavam castanheiros e quem tais nao tivesse, depois da apanha da castanha, tinha "o direito do rebusco". Como tal e felizmente nesse tempo, pouco ou muito, todos tinham o seu "quinhao" de castanhas para "governo" da casa!
    Como diz e bem, "a gosto".
    Abraco.

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  18. Só gosto de castanhas assadas, e mesmo assim tenho de beber alguma coisa a acompanhá-las porque acho um fruto demasiado seco. Mas achei interessante a forma como se preparam as castanhas piladas, e o pregão, que soa mesmo a tempos idos.
    Acredito que tenham matado a fome a muita gente, e tal como aqui com as amêndoas, quando existiam muitas amendoeiras, porque agora não existem tantas, também havia o "rebusco" da amêndoa.
    Apanhei muitas quando morei perto da praia do Porto-de-Mós! E figos! Hoje é ó vivendas e hotéis. Enfim...
    xx

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  19. Muito boas, cosidas com arroz!
    Saudações poéticas!

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