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quarta-feira, 12 de março de 2014

PERSONAGENS MARCANTES

Sr. José Bernardo e D. Emília em 1955
Das mais carismáticas e marcantes personalidades da nossa terra, à época: Sr. José Bernardo.
Nasceu na vizinha aldeia de Moreira em 1898. Aos 20 anos foi mobilizado para a Primeira Guerra Mundial e destacado para França. Veio a casar em Forninhos com a D. Emília e por cá ficou, tal filho da terra. Montou a sua casa comercial de aldeia - venda - na qual se aviavam os agricultores do que necessitavam e podiam, consoante as posses de cada um.
Granjeou fama não apenas pelo seu comércio, mas sobretudo pelo seu dom e aptidões no tratamento da saúde a quem a ele recorria, fosse da terra ou arredores, nunca apelidado como curandeiro, mas como "médico de fim de semana".
Era respeitado e quase endeusado, pelo bem que fazia como "médico" popular. Naquele tempo, não esquecer, não havia Serviço Nacional de Saúde, nem havia transportes para farmácias e o acesso aos cuidados médicos não era de fácil acesso, como é hoje, apesar de estarmos sempre a reclamar...
O resultado do seu trabalho neste campo, veio mais tarde a ter reconhecimento oficial ao ser-lhe concedida autorização para determinados tratamentos.
Não resisto em partilhar um episódio por talvez ser dos mais marcantes da sua personalidade:
Havia uma senhora que foi acometida pela doença do carbúnculo, que era transmitida por doença de animais herbívoros contaminados e na maior parte das vezes, letal, infelizmente não rara à altura no meio rural.
Vendo a esposa irremediavelmente condenada e sem esperanças, o marido precavido, procurou o Sr. José Bernardo, que também vendia caixões, para encomendar as "quatro tabuínhas" para a mulher.
Inquirido sobre o que se passava com ela, foi-lhe aconselhado que fosse com ela ao médico de Aguiar da Beira, conhecido como Dr. Barbas, mas não havia posses, nem meios... e a mulher estava condenada, assim deve ter pensado o marido.
Sendo assim e sem nada a perder, pediu-lhe que trouxesse a mulher em segredo pela calada da noite (tais actos eram proibidos) e fez-lhe a "sangria" à "queima".
Passados, mais ou menos, 3 meses, encontrou o marido que lhe disse que a mulher estava curada!
A notícia circulou e passou "fronteiras" ao ponto de a Guarda, tal como na Inquisição, o vir buscar e ficar detido no Posto. Interrogado, a princípio ficou calado; depois negou; até que contou o sucedido e exausto exclamou:
- Ficou ou não ficou curada, arrisquei e acertei!
Perante os factos reais deste episódio e à fama que já granjeara, o Dr. Barbas concedeu ao Sr. José Bernardo autorização oficial para tratar feridas, arrancar dentes e tratar de ossos...e sabe-se lá que mais...
Uma homenagem a este Homem que tantos salvou e outros ajudou a prolongar a vida.

Foto, cortesia do seu filho Virgílio.

37 comentários:

  1. Que excelente Post e merecida Homenagem, XicoAlmeida! BEM-HAJAS!
    Eu só já tenho memória da Venda e da Sra. D. Emília que vendia um pouco de tudo: mercearia e lanifícios, vassouras, forquilhas, pás e enxadas, pregos e pioneses, sabão e adubo, petróleo para os candeeiros e até caixões vendia!
    A caixa do correio disseram-me que dantes também era ali e ali se liam e ditavam cartas.
    Por detrás, dizem, era a farmácia e o taberneiro, Sr. Zé Bernardo, virava então médico-enfermeiro: cuidava das feridas, desinfectava, destorcia ossos e dava clisteres, injecções e até aplicava emplastros, para além de arrancar dentes!
    Merecia este Homem uma Rua em Forninhos com o seu nome.
    E não era ele também o "Conservador" da freguesia, já que fazia o registo de nascimentos e óbitos?

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    1. Por este Homem e sua venda/posto de socorros, assentou um dos maiores pilares da vivência de Forninhos. A sua entrega ao próximo não tinha dia ou hora marcada, era quando as dores ou necessidades apareciam.
      Ele sim merece o nosso bem-haja que aqui estendo ao filho, Sr, Virgílio que se dispôs com todo o carinho em connosco colaborar no escrevermos e guardarmos mais uma página da nossa terra. A de seu pai.
      Merecia mais que uma rua, mais respeito!
      Gente desta lavra é que merecia ser homenageada em escritos oficiais, em vez de tanta lanterna, pois foi esta estirpe que acendeu a luz no caminho de tantos!
      Essa gente simples que ainda hoje o respeita na sua memória.

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    2. Desculpa, por lapso ao teu excelente comentário, não respondi à tua questão.
      Sim, ali se faziam registos oficiais em conformidade com as leis regentes na altura, sinal de confiança, empossadas em pessoas de bem e á altura da responsabilidade.

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  2. Linda homenagem a esse homem de bem e que por certo muitos se deliciarão de vê-lo aqui entre as lembranças trazidas por esse blog. beijos,chica

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    1. Eu sou uma que fiquei deliciada por vê-lo aqui. Não o conheci em vida e nunca tinha visto uma foto sua.
      Gostei mesmo muito de ver como era o Sr. José Bernardo, uma homem de quem sempre ouvi falar.
      Beijos**

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  3. Linda e merecida homenagem, Xico!
    Quem faz o bem deve ser lembrado com aplausos, amor e gratidão!!
    O meu abraço pra você e Paula...

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    1. "...Quem faz o bem deve ser lembrado com aplausos, amor e gratidão!!".

      Diz bem, amiga Anete, devia!
      Enfim...
      Abraço grande.

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  4. Olá, Que lindo blog, cheio de cultura e informações iluminadas!
    http://ives-minhasideias.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada Ives.
      Vamos aprendendo uns com os outros, cientes da realidade de que um grão, irá ajudar no caminho que outros que tal sigam, têm menos uma muralha pela frente. Ou uma simples fresta de janela estará franqueada.
      Um abraço.

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  5. Tem muita gente que não é lembrada como ele , que também ajudaram a fazer
    história de suas cidades , que merecem ser homenageadas.
    bjs
    http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

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    1. É verdade. Homens como o Sr. José Bernardo houve muitos por estas aldeias ou cidades e se calhar ainda há, mas infelizmente são esquecidos. Ainda bem que temos o blog dos forninhenses para homenagear a nossa gente, Simone.
      Embora tenha nascido numa outra freguesia, foi em Forninhos que viveu grande parte da sua vida e aqui serviu Forninhos e somou amigos.! Tínhamos de homenageá-lo. Só faltava a foto aparecer e...apareceu;)

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  6. Concordo que é a homens desta estirpe que se deve prestar homenagem, e não aos que levam a vida apenas a cortar fitas.
    Passei grande parte da minha infância na venda da minha tia, não numa aldeia mas num monte isolado no Alentejo; venda que abastecia todos os montes dispersos ao redor, e como tal, local de encontro de gente que levava muito tempo isolada. Grandes recordações tenho daquela grande casa com o forno em frente, onde se cozia o pão para toda a semana.
    O sr. José Bernardo é digno de figurar como figura ilustre de um sítio ao qual pertenceu, pois para além de comercializar os bens essenciais, também teve sabedoria e vontade para ajudar o próximo em termos de saúde, em tempos idos em que centros de saúde nem vê-los e as casas do povo com posto médico ficavam tão longe... É verdade, hoje queixamo-nos muito, mas se há algo que não se compara com a vida daquele tempo é a existência de um Serviço Nacional de Saúde que tem vindo a ser alvo, infelizmente, de grandes ataques nos anos mais recentes.
    Bem hajam por falarem de gente simples, mas que na sua simplicidade e dedicação fez avançar um bocadinho o mundo.
    xx

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    1. Olá Laura,
      Vidas em recordações que nos marcam.
      Recordando contas do passado, do nosso está resolvido, dos outros foi o que foi...enfim!
      Homenagens, "a culpa não é nossa, deviam ter feito...".
      Estamos quase na primavera de 2014 e sinto que na maior parte da minha terra ainda não chegou o Abril da autêntica Primavera, passados tantos anos. Parecem ter vergonha em assumir que os seus foram ajudados por alguém como o Sr. José Bernardo, quando deviam agradecer e exaltar...
      A vivência que tive mais próxima com a realidade nostálgica da minha aldeia beirã, foi a de um "ratinho" nostálgico numa aldeia do Guadiana junto a Olivença.
      Todos dignificavam as suas figuras ilustres de contos e lembranças, por algo que houveram sido outrora. Respeito em duas línguas, ali só com um coração.
      A minha terra, em que nem uma missa por alma de quem...é apagada pela festa de alguém!
      Um abraço, Laura.

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    2. Não desanimes, não é pela falta de participação de pessoas da nossa terra que podiam aqui contar um episódio de vida ou até simplesmente fazer uma pergunta, que o nosso blog deixa de ser participado e se encher de história.
      Mas uma coisa deu para perceber ao longo de 4 anos, quer os naturais, quer os descendentes, não têm orgulho nos seus progenitores, que tudo fizeram para que tivessem uma vida melhor. Alguns, em crianças, até foram medicados pelo Sr. Bernardo, mas ainda hão-de pensar que foram tratados num qualquer Hospital ou Centro de Saúde, daí que não sabem o quão é importante valorizar estes homens de antigamente que se dedicaram à saúde das populações.
      Deves saber, Xico, que o Sr. José Bernardo faleceu antes do 25 de Abril de 1974, logo, antes da implementação do Serviço Nacional de Saúde, pelo que este homem que trabalhou quase toda a sua vida em prol da saúde da população forninhense sequer viveu para ver.

      Abraço para ti e tb para a Laura.

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  7. Linda homenagem.
    Fez-me lembrar o meu avô que esteve na Primeira Guerra Mundial em França.
    Também ele um grande Homem,cheio de sabedoria
    Tanta história que eu ouvi o meu avô contar desses tempos.

    Beijos

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    1. Olá Natália.
      Apreciei o seu comentário porque todas as terras tiveram ex-combatentes da Primeira Guerra Mundial.
      O Sr. José Bernardo, disseram-me, que nem era muito de relatar as suas aventuras por terras francesas, mas toda a gente sabia que foi enfermeiro na Guerra de 1914 e soube aproveitar os seus conhecimentos para ajudar o próximo em termos de saúde
      Beijos.

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  8. Figuras que definem a história de uma terra!
    Beijinhos

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  9. Oi Xico,
    bela homenagem à uma figura de destaque, que muito fez pelo seu próximo, com certeza seus familiares ficaram felizes por essa carinhosa e justa lembrança.
    Abraços!

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  10. UM EPISÓDIO...

    Há muito que eu e a Paula andávamos obcecados sobre o modo como homenagear esta ilustre figura que eu ainda conheci em criança.
    Havia que procurar a oportunidade e quando tal se deparou, foi segurada com unhas e dentes. Numa conversa sentida com um familiar sobre o Sr. José Bernardo, tanta coisa foi abordada e contada que ficam entre nós e quem fez o favor em tal partilhar. Quem sabe se conjuntamente com tanta história e tantas estórias reais aqui registadas, tal nos leve um dia a fazer a Obra da nossa terra. Pedidos não faltam, mas...
    Mas não resisto em partilhar um episódio desta conversa, talvez por ser dos mais marcantes da sua personalidade:
    Havia uma senhora que foi acometida pela doença do carbúnculo, que era transmitida por doença de animais herbívoros contaminados e na maior parte das vezes, letal, infelizmente não rara à altura no meio rural.
    Vendo a esposa irremediavelmente condena e sem esperanças, o marido precavido, procurou o Sr. Bernardo que também vendia caixões, a encomendar as "quatro tabuínhas" para a mulher.
    Inquirido sobre o que se passava com ela, foi-lhe aconselhado que fosse com ela ao médico de Aguiar da Beira, conhecido como Dr. Barbas, mas não havia posses nem meios e ela já estava condenada, deve ter pensado o marido.
    Sendo assim e sem nada a perder, pediu-lhe que trouxesse a mulher em segredo pela calada da noite (tais actos eram proibidos) e fez-lhe a "sangria" à "queima".
    Passados mais ou menos 3 meses, encontrou o marido que lhe disse que ela estava curada.
    A notícia circulou e passou "fronteiras" ao ponto de a Guarda , tal como na Inquisição o vir buscar e ficar detido no posto. Interrogado, a princípio ficou calado, depois negou, até que contou o sucedido e exausto exclamou: "ficou ou não ficou curada, arrisquei e acertei!".
    Perante os factos reais deste episódio e à fama que já granjeara, o Dr. Barbas concedeu ao Sr. José Bernardo autorização oficial para tratar feridas, arrancar dentes e tratar de ossos.
    E sabe-se lá que mais...

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  11. Esta figura marcante tanto quanto sei até mereceu na década de 90 uma pequena homenagem, se não me engano, por parte da Casa do Concelho de Aguiar da Beira, foi afixada na parede da casa do Sr. Vírgílio uma placa. Não está muito visível, mas está lá.
    Se poucos deram por ela? É capaz.
    Mas a personalidade de uma pessoa vê-se quando consegue vencer o esquecimento "...aqueles que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando..." assim cantou o nosso grande Luís de Camões, e o Sr. José Bernardo nunca esteve esquecido, apenas não tínhamos conseguido o que queríamos - uma fotografia para o "memorial da nossa gente".
    O episódio que mete o carbúnculo e GNR, é digno de registo!
    Acho que podemos publicar esta passagem no artigo, pois neste sítio dos comentários pode não ser vista por todos os visitantes.

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    1. Pegando em Camões e para os doutos desta era na busca de se auto-idolatrarem, complemento o canto:

      "Ó glória de mandar, ó vã cobiça
      desta vaidade a quem chamamos Fama!

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  12. Boa noite amigos, uma personalidade que decerto ficou gravada no coração dos Forninheses de outros tempos pelo bem ao seu semelhante! E quem assim contribuiu com os seus dons naturais para o bem comum deve e merece ser lembrado! Belíssima homenagem. Bjs Ailime

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    1. Olá ilime.
      Claro que fica gravado em nós pelo modo agradecido e respeitoso com que os nossos mais antigos se referem a este senhor de forma sincera.
      E claro, acreditamos e também agradecemos as suas dádivas para os nossos.
      Um abraço.

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  13. Un Gran Homenaje al Sr. José Bernardo. Un Gran Hombre que dignifica a los Humanos.
    ¡¡¡Hola!!!¡¡¡Ya estoy aquí, de nuevo!!!Un poco tarde, pero se me han acumulado los asuntos propios y otros extraordinarios de Actividades que tenemos que ir desarrollando. El Próximo Viernes, día 28, publicaré mi Entrada de esta Nueva Etapa...Espero Te guste.
    Un Abrazo desde Asturies.

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    1. Se o sr. José Bernardo foi um grande homem, tu também o demonstras na tua luta por causas humanitárias,.
      Cá te esperamos, hombre!
      Abraço.

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  14. Estes sim, Xico, são os tais portugueses do antanho e que enobreceram e engrandeceram o nosso património. Os de hoje, muitos deles nem com todos os mestrados, salvando, claro, honrosas exceções.
    Isto é o Portugal profundo mas belo.
    Abraço, bjis para os dois!

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    1. Manuela,
      Os mais novos sabem de cór o nome por ouvirem falar aqui e ali em uma ou outra circunstância. Os mais velhos de sobejo... como sendo estes os "verdadeiros" portugueses do antanho.
      Parecem ter vergonha em vez de ficarem gratos a quem tanto ajudou os antes deles, eles e os depois deles.
      "Podre" agradecimento" de alguns.
      Abraço, amiga.

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  15. Antigamente os comerciantes das aldeias e vilas eram referências para os habitantes. Dir-se-ia que, normalmente, eram pessoas em que se podia confiar e se tinha respeito. Infelizmente nos dias de hoje, por diversos motivos, isso não se verifica. Mas este vosso conterrâneo, Sr. José Bernardo, pela sua biografia, foi um caso especial. Bem merece esta homenagem!
    Para a Paula e o Xico, o meu abraço,
    Manuel Tomaz

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    1. Obrigada Sr. Manuel Tomaz, pela realidade das suas palavras.
      Já dizia o poeta que "mudam-se os tempos...".
      Pois mudam, perdeu-se o simples e sincero obrigado a quem abnegadamente fazia o bem em prol dos outros e agora o amigo é aquele que faz mais barato, mesmo na saúde, independentemente dos resultados.
      Receba um abraço.

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  16. Vim espreitar se havia notícias. Quando se está bem, volta-se sempre! :)
    Desejo para si Paula um bom fim de semana assim como para o Xico.
    Beijinhos para os dois! **

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  17. Bonita homenagem ao Sr.Jose Bernardo . Eu nao cheguei a conhecer mas sempre ouvi falar dele como um grande Sr . Recordo me bem da sua esposa D.Emilia .Bom fim de semana .

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    1. Há na memória de pessoas de 40 e 50 e tal anos uma quantidade de personagens do antanho, mas reais da aldeia dos idos anos de 1960 e 70 e tal. Hoje damos conta que ainda vivem em cada um de nós, mesmo que já meio apagadas.
      Eu conheci a Sr.ª D. Emília, mas só agora que vi esta foto é que melhor lembrei do seu rosto.
      Com certeza o mesmo aconteceu contigo, como com todos! Bjos.

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  18. Um bonito casal que aqui vemos nesta fotografia.
    Não me lembro do Sr. José Bernardo, lembro-me muito bem da Sra. Dona Emília, cheguei ir muitas vezes à venda dela comprar o que a minha mãe me mandava levar para casa, o vestido da minha primeira comunhão foi alugado à Dona Emília.
    Parabéns Xico, pela bonita homenagem aqui prestada a este casal.

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    1. Não sabia que a Sra. D. Emília alugava vestidos para a primeira comunhão, mas faz sentido...
      Como sabes, o nosso bisavô Coelho que era carpinteiro e fazia caixões, o tecido para forrar os mesmos e as aplicações era tudo comprado na Venda do Sr. José Bernardo e Sra. D, Emília e era ele quem forrava os caixões. Os caixões "dos anjinhos" eram forrados todos de branco e eram aplicadas umas flores em tecido e o dos adultos eram forrados de cor roxo e levavam nas costuras uma fita dourada. Agora que falo disto até me ocorre dizer que este nosso avô, além de carpinteiro, costurava também.
      Os vestidos se calhar é que já vinham de fora.

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  19. Olá Maria.
    Ainda tenho uma ideia do Sr. José Bernardo e do que melhor recordo era quando alguém se magoava ou andava com dor de costas, lá iam para ele deitar um pegão e a notícia circulava: "coitado de fulano, não está nada bem, até já foi ao senhor Zé Bernardo...".
    E quando alguém morria, a mesma coisa: "cicrano já foi aos sr. Zé Bernardo encomendar o caixão...".
    Tratava dos vivos e dos mortos.
    E até as cartas da América ali vinham parar!

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  20. O Sr.José Bernardo foi casado com a D.Emilia em segundas núpcias depois da 1ª mulher ter morrido,e do 1º casamento teve 2 filhas e 10 netos.A D.Prazerinha e a D.Aninhas está imigrou para o Brazil a Prazerinha para Viseu.Do 2º casamento nasceu o Antoninho e o Virgilio e teve penso que mais 4 netos.

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  21. O Sr.José Bernardo foi casado com a D.Emilia em segundas núpcias depois da 1ª mulher ter morrido,e do 1º casamento teve 2 filhas e 10 netos.A D.Prazerinha e a D.Aninhas está imigrou para o Brazil a Prazerinha para Viseu.Do 2º casamento nasceu o Antoninho e o Virgilio e teve penso que mais 4 netos.

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