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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Falemos então do "machado" e do "topónimo"

Tinha de acontecer: de tanto falar e pensar no machado, nas moedas e vestígios de telhas que apareceram na Pardamaia ou Pedra Maia (ortografia que consta da avaliação geral) e que fizeram crer ter existido ali uma pequena villa romana, ou, pelo menos de um casal com alguma dimensão, fui reler, para comparação, um artigo que saíu numa publicação promovida pela Associação de Desenvolvimento do Dão (ADD), e o texto da pág. 20 da mini-monografia de Forninhos, do mesmo autor. Ninguém esperava que o fizesse, se calhar. Mas cá vai:

(Clique na imagem para ampliar)

Na Pág. 20, o historiador escreve isto"Deste período, Idade do Cobre (Calcolítico), não são conhecidos sítios na freguesia de Forninhos. No entanto, logo no período subsequente, a idade do Bronze Antigo/Médio (+ou- 2300/1600 a.C.), podemos incluir uma peça muito interessante, recolhida à superfície junto a um muro, no lugar da Pardamaia ou Pedra Maia. Trata-se de um machado plano, provavelmente de bronze, testemunho indubitável que a utilização de novos instrumentos, ia substituindo paulativamente os velhos machados de pedra polida. É um achado isolado, pouco comum, de difícil explicação. É pouco provável que se trate de uma peça perdida, pois seria uma peça rara, de obtenção difícil, que estaria na posse de alguém com poder social.".
Agora, vamos recuar um pouco: 

(Clique na imagem para ampliar)

Nesta publicação promovida pela ADD, o mesmo autor escreve:
"Reavivando a História, do ventre da terra saíram alguns vestígios arqueológicos que testemunham a passagem e vivência de antigos tempos e povos, como é o caso de um machado plano do calcolítico/bronze inicial e de uma moeda romana.".
Se é como o autor diz, que valor então tem uma frase como esta: "Deste período, Idade do Cobre (Calcolítico), não são conhecidos sítios na freguesia de Forninhos."
-/-
De onde virá esta palavra Forninhos?
pág. 47/48 (da monografia) sobre o topónimo "Forninhos" diz isto: "No atual estado da investigação, convém esclarecer que o topónimo Forninhos é uma derivação de Fornos. Esta opinião iniciar-se-ia com o padre Luís Lemos (Lemos; 2001, 230), corroborada mais tarde por Santos Costa acrescentando ainda, que esta localidade foi, a determinada altura da sua história, portadora do vocábulo Fornilhos (Costa; 2008:378). Na nossa opinião, e após uma análise das fontes documentais e bibliográficas, partilhamos da opinião formulada pelos autores referenciados e acreditamos que a derivação para Forninhos ocorre, porventura durante a primeira metade do século XVII.".
Pág. 52:
"E vai ser precisamente nos registos de casamentos, os primeiros datados de 1626, que vamos começar a encontrar a derivação Forninhos."
A dado passo conclui:
"Portanto, como tivemos oportunidade de verificar, Fornos converte-se em Forninhos aquando dos primeiros registos paroquiais na época romana moderna. Desconhecemos em concreto as motivações inerentes à alteração do topónimo, e muito podia ser dito e acrescentado para justificar a atual toponímia, mas sem a segurança de fontes documentais, pilar fundamental da ciência histórica, estaríamos certamente a entrar no campo da especulação e da probabilidade.".
Concordo com o apontamento do historiador: "...muito podia ser dito e acrescentado para justificar a atual toponímia, mas sem a segurança de fontes documentais...".
Mas eu pergunto: se o historiador não tinha fontes documentais (e julgo que não tinha) porque escreveu, na parte final do artigo, esta frase:"Esta povoação já se chamou Fornilhos e tal como Dornelas pertenceu ao extinto concelho de Penaverde." 

Nota Pessoal:
Não sigo o acordo ortográfico, mas como o autor segue-o, respeito isso.

81 comentários:

  1. Boa tarde.
    Mais um post, para grandes relexões, isto para dizer ás pessoas que tenham conhecimento desta História sobre Forninhos ou em longinquos tempos Fornilhos!!!
    Desta história pouco ou nada sei, mas é com agrado que li com atenção o prefacio deste Post.
    São ou não conhecidos "sítios em Forninhos? Forninhos ou Fornos já existia; como não haver sitios " S. Pedro".
    venham daí mais informações, quém as tiver.
    Abraço

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    1. E eu, serip, "só sei que nada sei", entendes? Mas o que vale é que há sempre pessoas que conhecem a nossa terra melhor que nós e hão-de trazer informações acerca dos assuntos em discussão.
      Um abraço tb.

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  2. Ora aí está uma temática que me interessa eque me tem trazido alegrias mas também tristezas .Tristezas sim , porque não for já a dificuldade do tema ainda temos a dificuladade de fazer com que os nossos arqueólogos se entendam....E uma moeda romana em simultâneo com um machado do calcolítico ? No mesmo sítio ? Na mesma camada de terra ? Estranho.....Estão uns séculozinhos entre eles...Bem e mais não posso dizer ...
    Um abraço

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    1. Boa noite.
      É realmente uma tematica interessante, eu acompanhei de algum modo este trabalho, o que me deu prazer, o prazer do procurar saber alguma coisa para poder contar.
      O machado foi encontrado já há algum tempo no lugar da Pardamaia, lugar já identificado neste blog e está localizado, este foi enviado para laboratorio, segundo me informaram, para poderem falar sobre ele no livro.
      quanto a moedas, apareceram pessoas que diziam encontrar algumas em S. Pedro, mas nao as mostraram, nem arquologos nem historiadores as viram.
      Os arqueologos e historiadores que andaram por aqui são unanimes nas suas opinioes e estão transcritas no livro.

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    2. Seria bom dizer-nos se tem a certeza que o machado foi encontrado no lugar da Pardamaia e quanto é "há algum tempo" (se não souber, dou a resposta um dia destes), e se sabe se ainda está em laboratório ou na posse de alguém com poder social.

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  3. GOSTE! Esta será a melhor maneira de conhecer e dar a conhecer Forninhos.
    Vamos lá publicar extratos do livro, analisa-lo e comenta-lo conforme as nossas opiniões.
    Em relação a este 1º post, não opino sobre a publicação da ADD porque não conheço, e creio que o que está aqui em “jogo” é o livro que foi escrito sobre o estudo que foi agora feito.
    Também me parece que “Fornilhos” não cabe na história de Forninhos, mas o autor esclarece que este topónimo surge em outras publicações identificadas e esclarece-nos no último paragrafo, também publicado no post.
    Neste parágrafo, onde se lê “época romana” deve ler-se época MODERNA.
    Quanto á pergunta que fazes no final do post: "Esta povoação já se chamou Fornilhos e tal como Dornelas pertenceu ao extinto concelho de Penaverde."
    Sei que esta frase está em qualquer parte deste livro, possivelmente está associada a outro esclarecimento, vou procurar, mas este artigo ou capítulo termina precisamente no paragrafo onde fazes a pergunta.
    Quanto ao resto que aqui vemos, não vejo mais nada que se possa criticar, mas vou ler com atenção outras opiniões.

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  4. Caro ed santos, muito agradeço a correcção.
    Se não quer opinar sobre a publicação da ADD, tudo bem, mas eu sei que a conhece, porque foi noticia em 2011, no mural da jf Forninhos, e disso me deu conhecimento, lembra-se?
    Foi assim que de tal tomei conhecimento, pois não frequento o facebook, mas adiante...
    O que está aqui em "jogo" é o machado e o topónimo Fornos/Forninhos. A palavra Fornilhos aparece, sim, mas a frase em questão é do autor do artigo da ADD (Monteiro. Na alma d´um povo. Associação de Desenvolvimento do Dão).

    "Idanhense",
    Aquando da publicação da ADD, a Jf Forninhos noticiou que este machado e moeda foram encontrados num outro lugar, próximo da aldeia abandonada de S. Pedro. Agora "deu jeito" terem encontrado o machado e várias moedas num outro lugar - Pardamaia!!!
    E mais não digo...vamos esperar para ver se, honestamente, nos dizem em que camada de terra foi encontrado o machado e a tal moeda romana e já agora quem possui estes achados.

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    1. Então nao era para se discutir o livro? A publicação da ADD, para mim, bastava ir á procura, mas nao estou minimamente interessado em comentar esta publicação.
      Segundo diz o livro, (pagina 20)

      "Deste periodo, idade do cobre (calcolitico), nao sao conhecidos sitios na freguesia de Forninhos. no entanto, logo ao periodo subsequente, a idade do bronze Antigo/Médio (2300/1600 a.C.) podemos incluir uma peça muito interessante, recolhida á superficie junto a um muro no lugar da Pardamaia ..."

      Quanto a moedas, não me lembro de as ver mencionadas no livro, posso estar enganado tenho de voltar a ler, mas se lá está escrito e me ajudarem, agradeço.

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    2. Não precisa ir à procura, pois a publicação faz parte integrante deste "post", mas se a não quer comentar, não comente!
      E, se só está interessado em vir ao blog dos forninhenses para comentar "o livro" e o prazer que lhe deu tal trabalho, por amor de Deus, comente à vontade, até porque não tem feito outra coisa, neste e noutro post!
      Aliás, as moedas ainda foram mencionadas por si quando transcreveu um trecho da pág. 30, no post "Poupeira". Também foram exibidas no último "Dia da Freguesia de Forninhos". Já não se lembra? Se calhar anda a comer muito queijo lol pois se até colocou um "gosto" na tal publicação da ADD que agora não lhe interessa, nem conhece!?!
      "Quem gosta, gosta sempre" já diz o lema da "Olá".

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    3. Bom, se é para começarem os insultos, desisto já. em principio ainda me convenci que iamos fazer um debate sério sobre todos os temas desta obra, o que ia ser muito interessante para divulgação desta terra, pois há muita coisa que pediamos esclarecer, mas assim NÃO.

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    4. Desculpe ed santos, mas acho que o Sr. é quem tem estado a insultar o blog dos forninhenses e este tema! E sobre o que tem comentado e voltado a comentar, digo-lhe, tenho exercitado bastante a palavra PACIÊNCIA ultimamente consigo, porque o blog dos forninhenses divulga desde 2009 Forninhos ou não?
      Ninguém o insultou, pelo contrário, apenas lhe reavivei a memória sobre o artigo da ADD e moedas. Se não lhe interessa o assunto, não comente, portanto não se faça é de vítima. Quem diz o que quer, ouve o que não quer, não é assim?
      Quer falar de toda a obra num só post? Ou, antes, quer promover a obra que ajudou a elaborar, através do blog dos forninhenses?
      Acho que devemos ir por partes...
      Mas, se tem algo a esclarecer, sobre os achados e topónimo, esclareça de uma vez por todas a nossa plateia!
      Insistir em mentiras é que não é viável. Os factos estão descritos acima, quer no artigo da ADD, quer nas páginas, aqui em debate, da monografia de Forninhos.
      Tudo do mesmo autor!
      E, outra coisa, já que gosta tanto de me corrigir, agradeço que também diga a quem citou o Sr. Pe. Luís Lemos que onde está
      (Lemos; 2001, 230) deve ler-se (Lemos; 2001, 239).
      O Sr. Eduardo está como a história do bêbado, i.é. "O Sr. só vê os tombos que eu dou, não vê os copos que eu bebo".
      SEM MAIS.

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    5. Despertou-me a curiosidade e voltei atrás á procura das moedas transcritas no meu comentário. É verdade que é mencionado as moedas, mas não dizem que as viram, por isso não há fotos delas no livro.
      Devo acrescentar, que eu também ouvi dizer para os arqueólogos, que tinham moedas encontradas em S. Pedro, e quando lhes pediram para as mostrar, disseram que traziam mas não o fizeram. Todos nós sabemos, que a arqueologia não é caçadora de tesouros nem quer peças para valor monetário mas sim para fazer historia, por isso basta-lhes ver, tirar umas fotos e registar. Quanto ao mostrar os achados, as pessoas estão no seu direito, não há nada a dizer sobre isto.

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    6. De facto não há fotos delas no "livro". Mas há foto na publicação da ADD e eu ainda vi a foto delas, projectadas, quer no dia da Apresentação do Projecto "Livro", quer no "Dia da Freguesia 2013". O autor é o mesmo; o machado é o mesmo. Só a moeda romana é que desapareceu, foi?
      Há outras 'coisas' mencionadas que também não aparecem...portanto não vá por aí...porque a verdade é que escreveram que a notícia do achado de moedas na Pardamaia "...faz-nos colocar a hipótese de estarmos na presença de uma pequena villa romana, ou, pelo menos de um casal com alguma dimensão.".
      Se, afinal, não viram as moedas, por isso não há fotos delas, porque então escreveram o que escreveram?
      Afinal até podem ter achado euros!?
      Cada cavadela, sua minhoca.
      O Sr. Eduardo empenha muitos pelos ouvidos, só o que os Srs. arqueólogos e historiadores dizem é que vale! Pois, sempre lhe digo, para um historiador que se preze o artigo da ADD está muito pobrezinho. Idem, conteúdos do "livro". Eu que não sou historiadora conseguia fazer melhor, e desculpe-me a falta de modéstia.
      Depois, se houve pessoas que tinham moedas e não as quiseram mostrar, isso não é comigo, nem diz respeito ao blog dos forninhenses. Até porque como diz as pessoas estão no seu direito de não querer mostrar os achados. Eu, por acaso, não tenho nenhuma, nem nunca tive...nem sequer disse que tinha! Portanto, é bom que se atire a pedra, mas não se esconda a mão, certo?

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  5. Um post cheio de curiosidades importantes! Coisas inerentes a Forninhos que são história e vida!!
    Um abraço p vc e também p Xico...

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    1. Anete,
      Só lhe digo uma coisa: é mais fácil descobrir "onde está o wally", do que saber onde está o machado!

      Um grande abraço meu.

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    2. Vim por aqui novamente ver as novidades no assunto... Que bom que houve UM DEBATE E TANTO...
      Gostei do que me respondeu... Curto essas coisinhas/interesses culturais...
      Bom Domingo... Bjs

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  6. Estos vestigios Arquitectónicos nos dan pruebas del origen del Nacimiento de vuestro Pueblo y muchas connotaciones interesantes más.
    Abraços y Beijos a Miles para vosotros y para mi querido Pueblo de Forninhos.

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    1. Pois é Pedro, mas eu já duvido que os achados foram encontrados na terra dos forninhenses!
      Ainda por cima "...à superfície junto a um muro...". ????
      Todos falam do machado e moedas, mas a verdade é que ninguém sabe aos certo onde foram encontrados.

      Beijos**

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  7. Bom dia.
    Bons relatos que se avizinham, mas as respostas ainda são mero ocaso, falo por mim, pois ainda não vi esse tal livro, por isso não sei o que contem, espero em breve adquirir um exemplar.
    Agora e uma vez mais reintero a pergunta já feita; Onde se encontram os objetos bem referênciados na foto acima?
    Talvez no museu de Viseu!!
    Abraço

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    1. Olá amigo Pires.
      Não gastes dinheiro em donativo para a "Coisa". Eu já li e vi as fotos. Ofereço-te o meu e em troca depois pagas um copo no Zé Coelho.
      Como a 2ª. edição já deve vir legendada...pode ser que encontremos por lá alguma referência aos nossos avós...de Forninhos!
      Se quiseres fotos com os achados, também se arranja, desde o machado às moedas, que tirei no dia da freguesia e me intimaram a não publicar.
      Isto é que vai aqui uma açorda!
      Quanto aos achados, seria bom investigar...
      É que há quem tenha museus particulares de coisas desaparecidas...
      Um abraço.

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  8. Deixa lá, serip, que não perdes nada. Sobre a origem do topónimo "Forninhos" nada dizem.
    E, sobre o Machado, dizem que foi achado na Pardamaia. Agora.
    Mas em 2011 foi noticiado que foi achado próximo de S. Pedro, no vale em direcção ao alto dos Valagotes.
    Tu que conheces bem Forninhos, sabes melhor do que eu, a distância que vai do alto dos Valagotes-Pardamaia!
    Pertinho, não é? LOL
    O problema desta gente é que devem pensar que em Forninhos só há analfabetos ou então querem apagar a memória dos mais velhos!
    Aprendam a conservar a memória, respeitando a herança dos nossos antepassados!
    Vão saber junto dos mais velhos, da proveniência das telhas no lugar da Pardamaia e deixem-se de divagar sobre o que teria sido há cerca de 2000 anos...
    Quem sabe onde está o machado plano da idade do Calcolítico (agora, da idade do Bronze) e moeda romana que saíram do ventre desta terra?
    Moeda e Machado foram achados próximo da aldeia abandonada de S. Pedro?
    O Machado é do Calcolítico? Ou, é da idade do Bronze e foi achado no lugar da Pardamaia?

    Abr./Paula. .

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  9. Boa tarde.
    Até parece que foi desenterrado o machado de guerra!
    Escalpelizei os comentários e não vislumbrei qualquer insulto, vejo sim é muito vedetismo, não é sr, Eduardo?
    Convenhamos que por vezes se torna chato com tanto fundamentalismo em defesa da "Coisa". Por vezes diz o que não sabe e cala o que sabe. Afinal, independentemente da idade ou local dos achados, aonde se encontram estes? Diga-nos, pois deve saber, afinal não andou por lá em missão...?
    No dia da freguesia, a Dra. Fátima disse-me que estavam com eles. O Sr. fala em laboratório, enfim...! E não se arrelie que fica mais velho, mas não nos tome por tolos, uma coisa é analisar o que foi escrito, outra é fazer propaganda gratuita, para isso tem o querido facebook da Junta de Freguesia, que assiduamente frequenta.
    E a palavra Fornos/Forninhos vem de onde?
    Se até lhe parece que “Fornilhos” não cabe na história de Forninhos, porquê então abordaram esse vocáculo?
    Foi só porque aparece noutras publicações ou foi só para gerar ainda mais confusão?

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  10. pois... Eu não devia responder, mas lá vai. Então acha que transcrever trechos do livro para que as pessoas avaliem é vedetismo? eu acho que não, é informar, nao é inpingir as nossas ideias, deixamos as pessoas avaliarem por si, nao sao burras, esse tempo já lá vai há muito.
    Eu falo do livro porque me ensinou muito sobre Forninhos, Forninhos onde nao nasci mas que adotei como minha terra e as suas gentes me receberam de braços aberto, já lá investi parte do meu trabalho, coisa que muitos que se dizem tao defensores da sua terra o nao fizeram, é só de paleio.
    seria bom que me nao provocasse muito que eu nao o faço consigo nem com ninguem, mas estou cheio das suas provocaçoes.Agora já basta, será melhor ficarmos por aqui.

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    1. É preciso "paleio" de facto!
      Questiono sobre achados e topónimo e o Sr. incomodado, atira-me com o património (não é a primeira vez...). é seu, ainda bem, bom proveito.
      Ou para se ser defensor da terra tem de se ter património?
      Quando me propôs a venda da sua casa e eu tivesses aceitado, como era, comprava o direito a falar e o Sr. calava-se?
      E não me venha com ameaças.
      Mais: tanta mentira vem na "Coisa" que a reduz à mediocridade!
      Olha a novidade...claro que custa ouvir, mas "auguentem".

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  11. Ainda sobre o machado: é associado a outros achados na região
    “é um achado isolado, pouco comum, de difícil explicação. É pouco provável que se trate de uma peça perdida, pois seria uma peça rara, de obtenção difícil, que estaria na posse de alguém com poder social. Estávamos num período em que o homem dava os primeiros passos na metalúrgica, sendo que o achado deste machado se poderá antes relacionar com um deposito ritual feito provavelmente nas proximidades do local do achado. De contexto idêntico, não podemos deixar de referir o achado de uma espada, deste mesmo período, no vizinho conselho de Fornos de Algodres, a espada do Pinhal dos Melos, apenas a 9,5 km a sul.”(avós. pag 20)

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    1. É verdade que é mencionada uma espada, mas não dizem que a viram, por isso não há fotos dela no livro.
      Tal como é mencionado que são ainda visíveis os restos da capela de S. Pedro e não mostram fotos de tais "restos" também. Enfim...
      REPITO: INSISTIR EM MENTIRAS NÃO É VIÁVEL.
      Mas se, agora, quer falar da espada e não do machado...Força...
      Só que eu tenho mais uma coisa a dizer: Se é verdade que o machado foi encontrado em território nosso, seja no vale em direcção ao alto dos Valagotes, seja na Pardamaia: O SEU A SEU DONO.

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  12. Sr. Eduardo, acho que o Sr. é que quer impingir as suas ideias. As pessoas não são burras, é facto, e já perceberam há muito onde quer chegar...!
    Se não fosse o blog dos forninhenses, se calhar, nunca tinha acompanhado o "livro". Digo eu, que sou burra, sabe?
    Esse tipo de "conversa", o de impingir ideias aos outros foi muito utilizado durante o Estado Novo para calar os opositores ao regime. O Sr. quer fazer o mesmo, é?
    Porque é que o Sr. não faz um post sobre...?
    Não é Contribuidor do blog?
    Sempre gostava de ver que trechos ia publicar para mostrar mais de Forninhos, que o blog dos forninhenses já o não tenha feito!
    Publique as suas ideias e seus conhecimentos e não as ideias e conhecimentos dos arqueólogos ou historiadores.
    Recue no tempo...leia alguns conteúdos do blog, nomeadamente seus comentários e diga-nos o porquê de agora, só agora, mudar de ideias!
    E nem vou responder ao que diz sobre os seus investimentos, pois todos os que são de Forninhos bem os conhecem e sabem o que se passa...
    E chega mesmo de paleio.
    Se quer defender os arqueólogos, os historiadores, a Junta, etc...defenda. Só que estranhamente no facebook da Junta de Freguesia nada diz e vem para aqui insultar o blog dos forninhenses. Repito: insultar o blog dos forninhenses, que sempre divulgou a história, estórias e memória de Forninhos.
    Se o livrinho lhe ensinou muita coisa. Palmas.
    É sinal que afinal pouco sabe sobre a terra que adoptou ou não sabe tudo!

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    1. Quando vi este post, julguei que era para falar do livro "Forninhos, terra dos nossos avós" aceitei o desafio e fiquei convencido que muitas dúvidas iriam ser dessipadas, e até mesmo muitos dos forninhenses que estão fora e ainda nao tiveram acesso ao livro, gostariam de ver falar dele e discuti-lo. Mais uma vez me disiludi, desisto, nao vale mais a pena, espero que outras pessoas que por ventura vejam que estou errado, continuem a fazer aqui os seus depoimentos.
      Se ofendi alguem, foi sem intençao e peço que me desculpem.
      Eu tenho 70 anos, já é tempo de tomar juízo.

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    2. Julgou mal, pois!
      Devia comentar era o "post" e as dúvidas aqui colocadas. Em lado algum se lê que era para falar do livro "Forninhos, terra dos nossos avós". Portanto, viu o que quis ver, começando logo por dizer que não comentava o artigo da ADD por não o conhecer e, depois, porque não lhe interessava minimamente!
      Então e os leitores que não têm na sua posse todas as páginas? Limitam-se a comentar o quê?
      O Sr. Eduardo, é que "conduziu" este post, pensando que talvez tendo em conta a sua idade tudo podia dizer e nós respondia-mos "Amén".
      Digo e volto a dizer: tenho exercitado bastante a palavra PACIÊNCIA ultimamente consigo, porque é demais, é chata, a sua maneira de defender coisas que não tÊm defesa.
      O livro/ou/monografia também tem coisas positivas, nem tudo é negativo, mas o Sr. Eduardo quer a todo o custo que não se apontem os defeitos/falhas/disparates, por isso, desiste, estarei errada?
      Eu sou uma que reconhece o trabalho da Junta de Freguesia (executivo anterior, entenda-se), que foi fazer e acompanhar a candidatura, vê-la aprovada, mas a obra em si tem muitos defeitos, inverdades e meias verdades e nota-se perfeitamente que não foi revista por quem os acompanhou. Há ali erros que saltam à vista...
      Eu não participei, porque não quis. Não quis estar associada a algo com que não me identificava. Se ainda fosse para escrever realmente um livro sobre a terra e memória dos meus antepassados, aceitava, assim: NÃO.
      Não sei se o Sr. Eduardo se lembra, mas no último Espírito Santo apresentou-me a Dra. Fátima e pediu-me para conversarmos. Fi-lo, falando-lhe da importância da tradição do Voto e Ladaínhas. Sabe o que me disse? Que tinha de tirar fotos, de mãos postas e com terços!!! Só.
      Portanto, eu de certo modo, sem querer, colaborei. Mesmo, em Agosto último, quando o Sr. Eduardo veio falar comigo sobre o topónimo Fornos/Forninhos e que "eles" andavam com a ideia errada de que Forninhos nunca foi Fornos, disse-lhe simplesmente isso:
      - Vão ao Arquivo Distrital da Guarda consultar os Assentos de Nascimento, Casamento, Óbito.
      Mentira?
      Eu sei que o Sr. Historiador sempre achou que nunca fomos Fornos, tendo-me dito na "Apresentação" que nos documentos antigos onde se lê fornos o S (no fim) quando é prolongado, significa que é uma palavra com diminutivo.
      Portanto, Sr. Eduardo, cada um vê o que quer ver e, aqui, igual. O Sr. entendeu que o "post" era para comentar o livro e não quis ver/ler mais nada...
      A mim, não me deve um pedido de desculpas, mas não esqueço que tenta a todo o momento menosprezar o meu trabalho, dando a entender que o que importa é o livro.
      Tenho pena que queira, outra vez, desistir, mas na qualidade de administradora não posso admitir que queira usar este blog para promover/divulgar essa obra. Há outros meios e os forninhenses que estão fora acabarão por dele ter conhecimento, mesmo que não leiam, visualizam as fotos.
      Sem rancor,
      Um abraço.

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  13. Cacos espalhados por todo o lado e de tal forma que não se conseguem encaixar e resolver o mistério: como apareceu Forninhos?
    Como diz o ditado "não há fumo sem fogo", afinal o que fumegava, a carqueja para chamuscar os porcos, os fornos do pão centeio ou as "fábricas" de cerâmica?
    A "Coisa" nada esclarece, pois nada tinha para transcrever e a Wikipédia sobre o assunto nada diz e contratar mais uma irmandade de académicos sairia muito caro.
    Os mais velhos ainda contam que ouviram de quem ouviu a quem ouviu, mas não há fotos, de que o nome veio das fumarolas que salpicavam as nossas serranias.
    Aqui entra a saudosa e aqui já exposta tia Etelvina. Sim, a mulher/homem, carvoeira, que punha em sentido, com o cigarro no canto da boca, os homens.
    Conhecia os montes e arbustos como ninguém e dela saíram carradas de carvão. A sabedoria, dizem, já vinha detrás, perdendo-se a linhagem dos seus antepassados (pena não haver fotos...). Claro que na senda de desvendar o mistério, chegaríamos aos primórdios do tempo .
    Voltemos a séculos atrás e vejam se não faz algum sentido esta teoria.
    Paremos no alto da Matela em frente ao latoeiro Vasco, ainda esta terra era um pequeno lugarejo e as pessoas olhavam para baixo, para Forninhos e o que viam? um pequeno aglomerado, salpicado por colunas de fumo e deslumbrados diziam: Olha os forninhos!
    E assim ficou, até hoje: Forninhos!

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  14. Um post interessante que mexeu com os ânimos e espero haja entendimento!Tudo de bom! bjs ainda praianos, quaaaaaaaaase acabando,chica

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  15. É verdade. Um post interessante, mas ao qual nem toda a gente dá valor. Procurei não fazer uma postagem muito grande e nem muito curta, mas de modo que as pessoas percebessem o que aqui estava em causa: saber da origem dum machado encontrado em território forninhense e saber da origem do topónimo "Fornos/Forninhos" também.
    Parece que não entenderam o conteúdo e quiseram antes trazer ao leitor respostas sem nexo!
    Isto de escrever um post é completamente novo para alguns, eu sei, mas não custa nada cingir-nos ao tema, porque só assim conseguimos construir com qualidade o nosso arquivo.
    Quando as pessoas pura e simplesmente menosprezam o tema, querendo apenas falar do que lhes interessa, é normal que nos sentimos "tocados" com as coisas que vamos lendo...
    Digamos, chica, que este foi um post de partilha de sentimentos também.
    Beijos e continuação de boa praia.

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  16. Admiro a sua disposição para a pesquisa e publicação dos fatos históricos de Forninhos. A arqueologia deve ser preservada, principalmente na Europa, local do berço da civilização moderna. Um abraço, Yayá.

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    1. Obrigada Yayá pelas suas palavras. Não contavam é que eu fosse reler, como fui, para comparação, a publicação promovida pela ADD do mesmo autor!
      Um abraço, Paula.

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  17. Como gosto de ver artigos assim , é uma viagem ao passado , como os povos viveram ,o que faziam , como foi , imagina, é muito curioso.
    http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

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    1. Para alguns, sei que este artigo é de somenos importância, por tal, ter o apreço de pessoas como a Simone é bom e incentiva-me a continuar.
      Obrigada. Bjo.

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  18. Un blog muy interesante! Saludos!

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    1. Obrigada pela visita e por me seguir.
      Saudações forninhenses.

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  19. So gostava de acrescentar algo do que veio mencionado num comentario acima: A espada de bronze do Pinhal dos Melos, foi encontrada na freguesia de Fornos de Algodres, municipio do mesmo nome, existe e conhecem-se varias fotografias da mesma, eu proprio tenha algumas!
    Encontra-se depositada no Museu Nacional de Arqueologia, sito em Belem, Lisboa, e, ate seria interessante, que voltasse a casa, agora que em Fornos existe um pequeno "Museu Arqueologico": CHIAFA!

    Um abraco a todos.

    Quanto ao facto de Forninhos ter sido Fornos nao a duvida nenhuma, so tem que consultar os forais antigos de Pena Verde seculo XIII (D. Sancho I) e XIV (D. Dinis) e as Inquiricoes da Beira e Alem Douro, de D. Afonso III 1258!

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    1. Amigo Al Cardoso, pelo menos vocês sabem onde está depositada a espada do Pinhal dos Melos. Já os forninhenses não sabem onde está, nem onde foi achado, o machado e moeda romana também. Nem têm fotografias, pelo menos, eu não tenho, nem conheço ninguém que as tenha.
      Num comentário acima foi dito que a arqueologia não é caçadora de tesouros... quer sim para fazer historia...ver, tirar umas fotos e registar. Mas, a verdade, todos sabemos que não é assim, caso contrário o machado há muito tinha voltado à casa a que pertence!
      Já o Sr. Pe. Luís Lemos sobre uma edícula que estava na posse do Sr. Dr. José Coelho, dizia, e muito bem: "Se naquele tempo houvesse em Penaverde um pouco mais de cultura - as pessoas que a tinham estavam ausentes - em vez de ter saído para longe, poderiam ter ficado entre nós, num pequeno museu local instalado na antiga casa da Câmara.
      Apetece-me dizer o mesmo em relação ao machado do Calcolítico (agora da idade do Bronze) e moeda romana.

      Em relação ao topónimo também eu não tenho dúvida nenhuma. Mas, sabe, é aí nos documentos antigos que está o busílis.. Para o Sr. Historiador (que acha que nós somos ignorantes e temos dor de corno) quando aparece "Fornos" deve ler-se "Forninhos" porque o "S" do fim sendo prolongado, significa que a palavra é um diminutivo!
      E os ignorantes somos nós!

      Um abraço amigo meu.
      Paula.

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    2. Bom dia para si e para todos que nos leem.
      Volto aqui porque sou realmente um curioso, embora não passe de um candidato a aprendiz de arqueólogo e gostei de saber onde se encontra a tal espada mencionada no livro.

      É legítimas as populações reclamarem os achados encontrados nas suas localidades quando estas têm um local onde as possam preservar, e como diz: já existe um museu em Fornos de Algodres, era legitimo e normal que fosse aqui o seu lugar, e no museu nacional que pusessem uma réplica ou foto com indicação da proveniência, assim como também sou de opinião que qualquer achado, objeto ou bem cultural que pertença a Forninhos deve estar em Forninhos, mas em que local?
      No livro também é referido o castro de Santiago em Figueiró da Granja que surge em destaque num contexto geral desta região.
      Já quanto á edícula votiva mencionada no comentário em baixo,
      já a vi, está exposta no espólio de José Coelho, exposto na casa do miradouro em Viseu, com uma indicação da sua proveniência (Penaverde-Aguiar da Beira).
      Um abraço especial para Al Cardoso.

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    3. Em que local?
      Pense bem, até porque um dia, mais precisamente, no dia 02.06.2013, o Sr. num comentário, porque eu escrevi que sempre fui a favor de um museu para Forninhos, mais por razões sentimentais, pois nesta terra viveram os meus avoengos, escreveu isto:
      "Eu também já fui um defensor acérrimo de museu, mas pensando bem… Um museu para mostrar alfaias agrícolas? Os nossos objetos caseiros? Será mesmo isto que as pessoas querem ver?
      (...)".

      Afinal em que ficamos?
      orninhos não tem um museu, mas não é por isso que o seu património tem de ser guardado fora da terra. Dou-lhe um exemplo: nunca foi preciso guardar em terra alheia o "O Quadro do Milagre".

      Correcção: a edícula é mencionada no comentário acima!

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    4. Obridado pela correçao. Carreguei no sitio errado, esta resposta digia-se ao comentário de Al- Cardoso.

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    5. De nada!
      A opção "Resposta" existe e está aberta à participação de todos os que assim quiserem responder, só que não dá para intervalar respostas, daí que a sua resposta ficaria sempre depois da minha resposta. Se só se queria dirigir a Al Cardoso tinha outras opções, pois o blog dos forninhenses não é privado.
      A opção "Comentários" também existe e também pode fazê-los.

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    6. Bem haja pelos cumprimentos amigo Eduardo Santos. Um abraco tambem para si!
      Quanto a um museu em Forninhos, nao seria mal pensado, ate porque tanto quanto sei, existem muitas coisas, mas nao creio que fosse muito visitado, normalmente os pequenos museus regionais, sao de maior interesse para os locais e para de uma forma geral, nao se perderem os achados!
      Creio que temos todos, muito mais a ganhar com uniao do que com a desuniao, foi pena essa uniao nao ter acontecido, antes da feitura do livro, que de qualquer maneira espero poder adquirir!
      De facto e devido ao que tem sido aqui exposto, parece que o autor desse livro, usou termos que nao tem nada a ver com a nossa regiao, o que foi pena. Quanto aos achados nao me posso pronunciar por desconhecimento.

      Um abraco a todos e juntemo-nos, pois assim podemos fazer coisas maiores e melhores!

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    7. Bem-haja também amigo Al. Cardoso pelos cumprimentos e a minha retribuição, é sempre bom ouvir palavras sensatas.
      Eu não tenho, nem nunca tive nada contra os museus, antes pelo contrario, acho que devem existir e ser criados pelas autarquias ou associações, criadas com o fim de preservarem o património local, mas já ponho reticencias a um museu propriamente dito, com os seus custos que podem ser elevados para uma autarquia com poucos recursos e poucas probalidades de muitas visitas como seria em aldeias como a de Forninhos, a não ser, como já o tenho afirmado, se cria-se projetos ambiciosos que cativasse os turistas, mas isso não se vislumbra no horizonte. No entanto, não sou contra, como se quer fazer entender, de que todo o património seja preservado em espaço criado para o efeito, coisa que não existe, e aí sim, vamos recolher e guardar em sítio que até podia ser na junta onde não falta espaço.
      Quanto ao livro, eu não queria falar mais dele aqui, porque parece que cada vez que se fala, cai o carmo e a trindade, mas posso-lhe garantir que vai gostar quando o ler. Foi criado pela EON-Industrias Criativas Lda. E escrito por pessoas com formação académica. Não será por ventura um lapso como o da carqueja que lhe tira o mérito e importância para o nosso conhecimento desta nossa região, pelo para mim que gosto de conhecer.
      Eu, atualmente só tenho um, mas vou arranjar outro, para ter o prazer de lho oferecer quando cá vier.
      Um abraço.

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    8. "...O cerco ao Quartel do Carmo, no dia 25 de Abril de 1974, pelo Movimento das Forças Armadas chefiado por Salgueiro Maia, rodeado por milhares de pessoas que apoiavam a revolução. Dentro do Quartel estavam refugiados Marcelo Caetano e dois ministros do seu Gabinete. O cerco iniciou às 12:30 e às 16:30 Marcelo Caetano anunciou que se renderia...".

      Adiante lhe explicarei o porquê desta introdução, mas antes deixe-me dizer o motivo de responder a resposta a resposta: é também um direito que me assiste, fazer esta afronta, embora pouco educada para o blog, ao qual peço desculpa, mas não resisti. Já tinha avisado que me "estavam a tirar do sério..." e o sr. tirou!
      Deixe que de uma vez por todas lhe diga, está transformado, ao ponto de ao expôr-se perante um povo adoptivo que o recebeu de braços abertos (não tenho vislumbrado grandes manifestações...) e lhe agradecer desta forma, defensor do contrário do que é apanágio de Forninhos, e se é você a dar a cara pela "Coisa", não será por falta de interesse! O mesmo interesse que porventura tinha aquando do seu investimento direccionado para o turismo rural, talvez daí o seu frenesim no interesse em propagar o nome da minha terra, e alinhando com quem alinhou, poderia dar lucro!. Apenas a sua visão toldou-se, na mania de se darem caroços de azeitonas na esperança de virem comprar o azeite, ou seja, primeiro chegam os turistas, depois arranjam-se atractivos. Claro que meras conjecturas minhas...
      Agora sim, remeto-o para a introdução, já que falou no Carmo, caíu o regime do obscurantismo, parecido com o que semeiam, mas ficou o edifício que tal como Forninhos resiste e resistirá à intempérie.
      Na "vossa" luta quem sabe, talvez apareça o machado ameaçador da vingança e as moedas romanas financiem um museu, não para ganhar dinheiro, mas guardar a história de um povo que merece muito mais. A começar pelo respeito.
      Por último: Valha-nos a Santíssima Trindade que com amigos destes ninguém precisa de inimigos!!
      Já agora e para terminar, deixe-me deixar um conselho mercantilista.
      Criem uma marca da "Coisa", entrem no sistema de Franchising, porque o que foi escrito pode adaptar-se a qualquer aldeia beirã, bastando apenas mudar o nome da aldeia e os avós podem continuar os mesmos. Talvez dê lucro...

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  20. Valeu pela bela aula que tive agora!!
    Abraços.Sandra

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    1. Muito mais há para falar sobre isto, mas dado o contexto vertente...
      Abr./Paula.

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  21. Este comentário foi removido pelo autor.

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  22. Caro PCFM,
    Há algum inconveniente que eu publique o comentário supra, removido por si?
    Gostaria que os meus leitores tivessem a noção clara a quem Forninhos entregou o pseudo-registo das suas memórias, até porque a minha terra não se revê em grosseirismos gratuitos.

    Cpts,
    PMRA (Paula Maria Rodrigues Albuquerque)

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  23. MOMENTO DE REFLEXÃO!

    Corria então o já antigo ano de 1959...
    Ano muito especial para a aldeia de Forninhos, como reza o post aqui publicado em 14 de Abril de 2012. Inauguração da escola primária, restauro da capela da Senhora dos Verdes e claro, um roubo: os "Serafinzinhos". Tudo? Não!
    Inauguração da Luz Eléctrica em Forninhos, com pompa e circunstância como era merecido. Afinal casas e ruas iriam fugir um pouco à escuridão e a vida seria mais alegre.
    Vem esta introdução a propósito da já previsível onda exacerbada de os mentores da "Coisa", quererem a todo o custo branquear negligências, incapacidades e pior, ausência do mínimo rigor e precisão que por respeito devia imperar, ainda mais quando tal trabalho foi pago!
    Passados todos estes anos, teimosa e aleivosamente há quem continue a praticar os velhos rituais do obscurantismo, a todo o custo, aliás como convém a quem o sentimento de culpa vai mirrando a consciência, agravado por já ser público a incongruência no terreno das endeusadas capacidades académicas.
    Assim, pé-ante-pé, encapuçados em siglas ou falsos nomes, lá aparecem na vertigem da noite, tentam soltar um grito de insatisfação, mas que a garganta conspurcada reduz a um simples e agonizante ruído grotesco.
    Sentem que abusadoramente utilizaram em proveito uma simples, mas genuína aldeia beirã, chegando ao cúmulo e até em prova contrária, controlarem o espólio que a ela pertence por direito próprio.
    Afinal, tal como as crianças faziam, chupam o rebuçado, tocam a campainha e fogem!

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    1. Agradeço os teus comentários!
      Alguns, sabem que sempre fiz, sobre coisas antigas desaparecidas, publicações, nomeadamente sobre o roubo dos Serafinzinhos em 1959 e, digo-te, até criei expectativas que no capítulo "a fé" sobre estes anjinhos falassem.
      Mas sobre "a fé" qualquer dia podemos também falar, transcrevendo trechos do Forninhos dos nossos avós, se houver interesse e interessados, pois é um tema tabu para muitos.
      Para já, também não vou revelar o encapuçado, até porque quem acompanhou historiadores e arqueólogos sabe decifrar a sigla.

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  24. Muito interessante ! Seja uma aldeia ou uma cidade, acho que muitas terras deveriam ter um museu, mas como ele não existe alguns achados que possam ser encontrados acabam por ser desviados para outros locais, numa espécie de círculo vicioso.
    xx

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    1. Defendo um museu para Forninhos, desde 2009, porque o que eu tenho visto é que cada vez mais deixam levar tudo, agora até objectos de valor arqueológico!
      O que querem, Laura, é que ninguém diga nada...e quando se diz algo sobre, logo vêm defender que ficam melhor guardados, mas longe dos olhos dos forninhenses.
      Desculpam-se, agora, com a falta de um museu em Forninhos, pois!
      Quem sabe ainda o mais que foi levado do subsolo daquele chão e de toda a terra de Forninhos!

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  25. Mais que uma vez aqui disse que Forninhos merece e exige respeito e a sua utilização abusiva começa a "tirar-me do sério"!!!.
    Escalpelizando escritos ao longo de mais de 4 anos, aqui deixados, deixem que diga: estou siderado...
    Tento arranjar palavras para compreender e não encontro outra que não seja incongruência!
    Cada vez mais evidente que os sentimentos lamechas se diluem, porquê?
    MEDOS!
    Na voragem de protagonismo, uma ideia e projecto bom, esvai-se, tal tripa rebentada aquando se cozem morcelas, "esta já foi". Pior é que depois há que limpar a caldeira...
    Mas, Aleluia! Temos um museu em Forninhos, senão material, pelo menos imaterial. Decisão magistral, não se gasta dinheiro em burocracias e obras de restauro e adaptação para mostrar o que Forninhos tem e quer mostrar e preservar. Tempos modernos da agenda de bolso.
    Será apenas isso ou falta o conteúdo, os objectos, tantos de vários cariz, os "tais" que andam em peregrinação...
    Será insulto uma terra exigir o que é seu?
    Então rendo-me, subscrevo a petição: melhor pedir indulto para o ladrão.

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  26. Boa noite.
    Neste último, Xico, também estou contigo.
    Reclamemos o que ao Povo pertence; sem museu ou com museu, o que é nosso a "nós pertence".
    Seria insulto se não reclamassemos o que ao nosso povo pertence, os achados encontrados nos "sítios de Forninhos" ao povo pertencem.
    Entreguém-nos.

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  27. Bom dia amigo Serip.
    Nós todos que somos pela verdade sem dúvida estamos de acordo e isto de detalhar a "Coisa" talvez vá gastar ainda algumas tesouras...
    Permito-me pensar uma coisa:
    E se isto dos achados for um embuste (não digo que o seja, mas não é impossível)?
    Tanta coisa achada em locais diferentes, mas nenhuma vista fisicamente, a não ser em projecções no dia da freguesia (Largo da Lameira) e fotos naquela coisa escrivanhada. Ou seja encontraram nem sabem onde e perderam-nas do mesmo modo!
    Intrigante!!!
    A haver lesa património, quer físico quer moral para a nossa terra, não seria caso a ser analisado pelo Ministério Público?
    Um abraço.

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  28. …como já referi em comentário anterior, não vou admitir que usem o blog dos forninhenses para promover/divulgar uma obra da Junta de Freguesia de Forninhos!
    Quero, por isso, dizer ao Sr. Eduardo que já é preciso ter-se muita lata, que pelos vistos é coisa que não lhe falta, para vir, uma vez mais, falar da Eon, académicos e, ainda por cima, do mérito de tal obra. Quer promover o “livro”, promova-o, mas não AQUI, porque que eu saiba a Junta também nunca promoveu o blog dos forninhenses e o Sr. Eduardo que sempre lá andou no meio “deles” também nunca se importou com isso. Portanto, são pouco dignas as suas atitudes.
    Não sei se alguém lhe conferiu poderes de “porta-voz”, nem me interessa, mas perante o que tem dito (resposta a que tem direito, porque obviamente tem acesso a este blog) e porque não vou alimentar mais as suas respostas desnecessárias, e como até sabe que o povo quer saber dos achados, o Sr., porque é conivente, diga-nos quem tem o machado e moeda romana e, honestamente, onde foram achados!
    Já agora por último como o Sr. se preocupa com os custos das autarquias, como a de Forninhos, porque não divulga também os dinheiros ganhos e gastos pela Junta, nos últimos 4 anos?
    Sabe porque disso não fala? Porque também é um que alimenta as festas e comezainas e as politiquices baratas, que só destruíram aquilo que Forninhos tinha de bom.
    Obrigada pela atenção.

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  29. E o que dizer acerca do teu comentário a não ser corroborar em absoluto a tua revolta?
    Conversa de amigos deve ser na própria casa e não "abancar" em casa alheia com fogueira acesa para esfregar as mãos do frio.
    Sr. Al Cardoso, em si respeito as suas convicções, opiniões e isenção sobre tantos temas ao longo destes anos que espero continuem por muito mais. Não confundo a árvore com a floresta.
    Agora magoa tanta colagem de intuito promocional que há quem teime em fazer, já quase de modo irracional, até porque se a análise do que está publicado ainda vai no início; olho agora para a pagina 18 da "Coisa", página inteira de uma foto abstracta sem identificação, a mesma que antecede o tema "As Origens".
    Tiro o chapéu a esta conjugação que tudo pode dizer: a ausência de respostas plausíveis para o topónimo de Forninhos e o desvendar do seu segredo, pode residir aqui - no abstracto!

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  30. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Ao seu comentario não vou responder, a sua interpretação fica para quem o lê.
      Quanto á foto da página 18, se reparar na pagina seguinte "origens" encontra no seu canto superior direito uma setinha a indicar a direção da foto que diz: "Base de coluna romana. Capela de Santo Antonio de Valagotes"

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    2. Boa tarde.
      Para quem não ia responder ao meu comentário, afinal acabou por o fazer e "curiosamente sob a forma de resposta ", pena que esta e à semelhança de tantas outras que aqui foram aplicadas, estejam sem esclarecimento, vazias!
      Li a referência na página 19, claro, mas teima em tornear as verdades, não há volta a dar...
      Disse e mantenho que é uma foto abstracta, até por já haver lido a página 33 e vou-lhe recordar o primeiro parágrafo nela constante:
      " Não podemos deixar de referir a base de coluna romana que se encontra no interior da capela de Santo António dos Valagotes cuja proveniência se desconhece podendo ter sido trazida da Pardamaia ou de Penaverde, ou mesmo de um sitio próximo dos Valagotes que desconhecemos".
      Será que teima em não descortinar o óbvio, não há nenhuma resposta cabal que esclareça as questões importantes aqui colocadas!
      Não sabem, porque não fizeram o trabalho de casa, brincaram às "redacções" da carteira da escola, mas faltou a geografia e a história.
      Para elas cabularam. É Pardamaia por todo o lado, coisas do calcolitico, achados romanos, faltam as termas...
      Depois para variar é o "pode ter sido"!
      Será que os académicos podem esclarecer alguma coisa?
      Até por respeito às centenas de pessoas que estão a ler e a acompanhar o assunto.

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    3. Eu gostava muito de discutir alguns assuntos, cada vez que falamos deles e com troca de opiniões, aprendemos sempre alguma coisa, por vezes chegamos a conclusões, outras vezes não.
      Será que podemos falar (escrever) sem azedumes? Como diz e muito bem,há muitas pessoas que nos seguem e acabam por não entender nada do que aqui dizemos, porque não nos entendemos.
      Na minha opinião, o achado desta base romana presente ainda na Capela dos Valagotes, acho razoável a opinião dos investigadores, isto porque nesta localidade não há mais vestígios que nos indiquem que ali tenha havido qualquer ocupação romana, se dissessem o contrário a que seria estranho não era? No entanto, esta é a minha opinião, outros podem ter outra, aceito.

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  31. Boa tarde Paula e Xico, muito interessante este apontamento histórico sobre o machado e a toponímia de Forninhos. Já vi que deu lugar a um diálogo bem vivo o que contribuirá decerto para se chegar à verdade dos factos. Sobre a origem de Fornos, vi na Wikipedia que, por exemplo, Fornos poderá derivar da semelhança com as antas o que no caso de Forninhos poderá ser aplicado e onde até existe uma bastante grande se não estou em erro e de que a Paula há tempos aqui referiu e mostrou. Meu Deus não sei se estou a dizer asneiras, mas este tema é muito interessante. Bjs e bom fim de semana. Ailime

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    1. Gostei muito do seu comentário Ailime, mas de Forninhos não mostrei uma anta, numa fotoreportagem sobre Forninhos, sim, aparece uma de localidade próxima, pertencente ao nosso concelho vizinho: Fornos de Algodres.
      Mas a respeito de uma anta, em Agosto último perguntei eu, em S. Pedro, a um Sr. Arqueólogo, se era possível ter havido uma anta nas proximidades, direcção Forninhos, tendo-me respondido e explicado que NÃO.
      Não sei...fiz a pergunta por causa de um "zum-zum" e talvez Forninhos nunca tivesse mesmo uma Anta, mas até nem é de descartar completamente a hipótese que a origem "Fornos" poderá derivar da semelhança com as antas.
      Também o vocáculo "fornilhos" poderá ser aplicado aos pequenos fornos utilizados pelo povo, mas também a dinamite que se introduz numa fenda para fazer explodir.
      Mas eu também sou uma que acho que “Fornilhos” não cabe na história de Forninhos e, por isso, aproveito para dizer que sobre a origem do topónimo Forninhos há um quadro na Sede da Junta de Freguesia de Forninhos, com referência aos fornilhos que há muito devia ter sido retirado!
      Nisso ninguém repara...

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  32. Olá a todos! E muito agradeço os vossos comentários.
    Primeiro, muito gostaria de também discutir, sem azedumes, o assunto, para tentar compreender se o machado foi mesmo encontrado na Pardamaia (como afirmam na pág. 20). E digo isto porque aquando da “Apresentação do Projecto – Forninhos, a terra dos nossos avós” o Sr. Arqueólogo falou, sim, da Pardamaia e de lá se encontrarem muitos cacos e que queria lá voltar...blá, blá, blá.
    Para atalhar, não revelou que já há algum tempo tinham lá achado um machado (nota: já havia notícia, em 2011, que o machado e moeda romana foram achados próximo de S. Pedro).
    Não é, portanto, por acaso que eu duvido que o machado tenha sido recolhido na Pardamaia.
    A base de coluna romana da pág.18, é diferente. Há suspeitas, não certezas, que pode ter sido trazida de vários sítios.
    Sobre o Picão/Pardamaia revelo que, como já por aí disse o Sr. Eduardo, quando da abertura duns alicerces, apareceram pedaços grandes de cacos de cerâmica. Nessa altura, não havia acessos a estas tecnologias, mas a palavra foi passando e na aldeia ficaram a saber disso e até se falou que “os antigos” diziam que ali viveu um casal de oleiros ou ceramistas que utilizavam o barro ou argila como matéria-prima para produção de objectos.
    Infelizmente não pode ser confirmado que no sítio da Pardamaia houve uma “olaria” ou "fábrica", mas os Srs. “do livro” deviam ter ido ao âmago, em vez de colocarem a hipótese de uma pequena villa romana, até porque, a meu ver, os únicos vestígios que encontraram foi vestígios de cacos de cerâmica. Mas se são da época romana ou não, já não sei, porque não tenho conhecimentos!

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  33. Quando eu digo que apareceram pedaços grandes de cacos de cerâmica durante a abertura de alicerces, refiro-me a palavras dos irmãos Ricardo e Belarmino que disseram quando da abertura do barracão onde guardam o gado, que todos nós conhecemos, acredito neles, assim como, todos os que os conhecem sabem da sua sinceridade, mas também pelos pedaços apanhados ao acaso como mostraram.
    Os arqueólogos não se baseiam em informações orais mas sim nos vestígios visíveis, e neste caso da Pardamaia, local polemico neste blog, os vestígios estão nos montes de pedregulho que as pessoas foram juntando nos terrenos de cultivo anexos e em volta deste barracão; são bastantes, e muitos escapam á nossa observação mas não passam despercebidos a quem estudou arqueologia durante anos.
    Informo ainda, e para que nao fiquem dúvidas, estes achados e sua divulgaçao foram no ano de 2013.

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  34. Os Srs. arqueólogos não se baseiam em informações orais, claro, sabemos disso, mas EU baseio-o naquilo que ouvi dum Sr. arqueólogo, no fim-de-semana de Páscoa/2012, no dia da Apresentação do Projecto, que disse inclusivé não ir para o terreno analisar cacos, nem fazer escavações, mas que também não disse que encontraram o machado na Pardamaia!
    O local não é polémico (neste blog), nem há problema algum em haver ali uma "quinta agrícola da época romana", o que é polémica (neste blog e no povo também) é terem dito, primeiro, que o machado foi encontrado próximo de S. Pedro e, agora, afirmarem que foi recolhido à superfície junto a um muro, no lugar da Pardamaia!
    Aqui é que está o busílis...
    E, para que também não restem dúvidas, a divulgação do achado do machado e moeda romana não foram no ano de 2013, mas sim no ano de 2011.
    Quando faço referência à abertura duns alicerces, logicamente que me refiro também a esse barracão, mas foi precisamente nessa altura que se falou que ali viveu um casal de oleiros ou ceramistas!
    Mais não sei...mas uma coisa é certa, tanta "Caminhada" por ali passou no caminho da Pardamaia e estranhamente nunca visitamos tal "villa". Porque será? Se até visitamos, repetidamente, todos os anos, quase os mesmos sítios?
    O Sr, Eduardo, agora, até pode acreditar piamente naquilo que ouve ou ouviu dos arqueólogos, mas não se esqueça que qualquer um deles pode ser desmentido por outro que venha a seguir, mesmo que estes que por lá andaram estejam mais perto da verdade! Tem sido assim ao longo dos tempos e nunca deixará de assim ser. Acho eu.
    Aliás, em Forninhos, S. Pedro, temos o exemplo da caverna, do penedo com covinhas e da forca.

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  35. Olá Paula,
    Este seu post deu lugar a imensos comentários, daí concluirmos o interesse que despertou nos "visitantes". Da minha parte, os meus parabéns, pelo seu belo trabalho.
    Abraço,
    Manuel Tomaz

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  36. Muito bem-haja pela manifestação de apreço.
    Hoje já são duas: uma particular (por telefone) e outra (esta sua) em público - o que muito me incentiva a colocar sempre algo que possa ter interesse para os meus leitores, visto ser essa a intenção da partilha.
    Sabe, Sr. Tomaz, se me preocupasse somente com o número de comentários, sabia bem quais os parâmetros que devia "perseguir"! Mas eu quero continuar sem sair do rumo traçado e, principalmente, quero continuar a ser coerente.
    O blog dos forninhenses já me proporcionou muitas coisas boas, alguns amargos de boca também, mas o saldo é francamente positivo, por isso, da minha parte vou continuar remando "contra ventos e marés", pois faz parte do meu ADN.
    Peço desculpa aos meus amigos leitores, mas andava com muita coisa engasgada, e eu sou daquelas que se não falo, não fico bem. Desculpem.
    Um grande abraço meu.
    Paula.

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  37. Parabéns pelo excelente post.
    Pena e como é apanágio a culpa morrer solteira.
    Questões colocadas, respostas evasivas, inócuas.
    O silêncio sepulcral,...nas mordaças da consciência.
    Valeu a pena: sem dúvida, para tal basta ver as "leituras" e pronúncias aqui reflectidas, de discernimento e carinho o que me leva a rematar este capítulo para os avós de Forninhos, com esta frase de agradecimento para eles::
    "GRATIDÃO: JUROS DA CONSCIÊNCIA"!.
    Bom final de semana.

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  38. Este comentário foi removido pelo autor.

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  39. Oi Paula, Ops errei, o comentário acima, saiu na conta do meu filho, ai removi.

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  40. Oi Paula,
    Seu post deu panos pra mangas como se fala por aqui, virou um bom debate, que acompanhei com toda atenção, os comentários e as replicas, e claro fiquei sempre do seu lado, achei suas posições e razões muitos justas e coerentes apesar de não ter muitos conhecimentos sobre o assunto discutido, Paula Você é uma pessoa valente, gostei de ver como tem argumentos convictos para os seus pontos de vista, te admiro muito.
    Saudades do seu cantinho, beijos!!!!!

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  41. Fátima, é um prazer ler as suas palavras!
    Na minha opinião, Forninhos tem uma má relação com as suas coisas e os forninhenses não lhes dá senão uma importância passageira ou muito limitada.
    Veja:
    Em 2011, é noticiado pela Junta de Freguesia (entidade que representa o povo) que foi achado uma moeda romana e um machado plano do calcolítico/bronze inicial. Pelos utilizadores/amigos da Junta nada foi dito, questionado, porque existe medo de falar, de ir contra a Junta e, assim, "gosto" para ali, "gosto" para lá, o assunto foi esquecido.
    Resultado:
    Pensando que ninguém se lembrava do assunto, o que fizeram?
    Escreveram, agora, que o machado é da idade do Bronze Antigo/Médio e foi recolhido num lugar diferente.
    Pensaram mal, porque em Forninhos nem todos têm medo de falar das coisas e nem todos se vendem por pataco e meio.
    Infelizmente há quem dê crédito a esse historiador, quando até sabem que escreveu erros e inverdades, na monografia, além de que nada conhece de geografia local.
    Só concordo com uma coisa, não ter entrado no campo da especulação e probabilidade sobre quando se deixou definitivamente o "Fornos" e passou a ser "Forninhos". Já noutros assuntos, meu Deus, colocou hipóteses em tudo e muito especulou e certezas nenhumas.
    Beijos**

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  42. De tanto me quererem tirar do sério, mal consigo dormir por pensar na origem e desaparecimento da nossa riqueza arqueológica. Tentava juntar as peças do puzzle, chegando ao ponto de duvidar da veracidade real dos objectos enunciados na "Coisa".
    Ontem dei comigo a pensar: "Aqui há gato" tem de haver alguma explicação para este "apagão" das coisas.
    Assaltou-me uma ideia que pode ser plausível: a tromba de água que se abateu sobre Forninhos em 1938, começou em São Pedro e por ali abaixo, tudo levou à frente, como aqui já foi dito. Pode ter acontecido que dali tenha trazido para a Pardamaia montes de pedregulhos e espalhado cacaria por todo o lado, pode ter sido e assim talvez parte do enigma caminhe para um esclarecimento. Mas, e o machado?
    Será que já foi o ciclone de 1941 que o desenterrou algures e nos ventos ciclónicos sem saber o que com ele fazer, o deixou encostadinho junto a um muro, ao ar livre?
    Insondáveis são os desígnios do Senhor, daí, em parte me inspirar ontem para a feitura de um post que já publiquei: "Memórias do Tempo"...
    Aceitam-se sugestões...

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  43. Cá para mim, o machado é do "Funfas" LoL.
    O “Funfas” foi o último eremita a viver na Pardamaia. Assim, pensamos que provavelmente é dele (Funfas) o machado, já que vivia em frente à villa romana, e por isso o terá encontrado e, depois, perdido, em certo período impossível de precisar. Coitado, nem teve tempo, de mandar gravar as iniciais do seu nome para que não restassem dúvidas sobre a propriedade. LoL.

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  44. "Ó "Funfas" tu sapateiro
    Tão querido na nossa aldeia
    Meiguinho que nem cordeiro
    Outro não temos na ideia
    Na Pardamaia viveste
    Foste sempre acarinhado
    Um dia desapareceste
    Foste viver pra outro lado"

    Transcrição de pequenos poemas que coloquei neste blog em 14 de Setembro do ano passado, no post " Pobres que passaram por Forninhos".
    Será que foi na demanda do machado e apenas com uma moeda romana no bolso que o Sr. Funfas desapareceu?
    Deus queira que o tenha encontrado e goze as delícias de umas boas termas romanas, ele que me recorde, sempre bom homem!

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  45. E como era previsível, imperou o silêncio, até à próxima reunião para acertar estratégias, reunir as "tropas" para a defesa.
    Dom Quixote de La Mancha, na sua utopia descrita por Miguel Cervantes, tinha o fiel escudeiro, Sancho Pança.
    Quem será o próximo nomeado a publicamente vir defender a "Coisa"?, sim, porque este já foi...

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