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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Medidas preventivas para defesa da floresta

As Nações Unidas declararam 2011 como o Ano Internacional das Florestas.Entre 1999 e 2010, a área ardida no nosso país foi de cerca de 1.696.390 hectares (fonte: ANF).

Segundo a Quercus “A falta de conservação da floresta portuguesa tem sido a grande falha no combate aos incêndios dos últimos anos”.

A primeira razão por que ocorrem fogos de grandes dimensões e consequências catastróficas é porque não se limpam as matas e devido à existência de uma excessiva concentração de biomassa que é altamente inflamável.



Nós temos como exemplo disso, a Serra de S. Pedro/ou/Castelo, que devido ao facto daquele lugar não estar devida e cabalmente limpo o fogo progrediu de forma galopante e incontrolável, queimando todo o património arbóreo, flora e fauna.

Porque o lugar continua por reflorestar, podemos apreciar uma paisagem com pedras, que também tem a sua beleza e permitiu-nos até melhor conhecer a história das pedras deste lugar tão cheio de mistério.

Talvez fosse bom aproveitar este Ano Internacional das Florestas para pensar melhor sobre o que se pode fazer para reflorestar esta zona. Ou, pelo contrário, o lugar é belo como está?

Por último, a figura do tanque que constitui “um ponto de água” que permite abastecer os meios de combate a incêndios de “primeira intervenção”, os meios aéreos, nomeadamente, os helicópteros.

8 comentários:

  1. Olá a todos,
    Tive conhecimento que ontem à noite, cerca das 21h30, houve um incêndio em Forninhos, tendo ardido 2 casas – a da Sra. Mimi (Sr. Antoninho) e do tio Abel, que não foi possível salvá-las.
    Os forninhenses viveram ontem momentos de pânico e o desespero tomou conta de todos. As labaredas eram de vários metros.
    Ainda não possuo mais informações, apenas que as bocas de incêndio não funcionaram o que dificultou o combate por parte Bombeiros (AGB). Sem me querer alongar, porque esta é daquelas notícias que gostava de não ter de informar, alerto para a necessidade de se avaliar a vertente operacional.
    A Junta de Freguesia possui um kit de primeira intervenção de combate a incêndios. Este kit porque é composto por um depósito para água, extintores e outros, espero que tenha sido de imediato utilizado, assim que detectado o incêndio, pois como sabem este equipamento, chamado "kit de primeira intervenção", combate inicial, permite que o incêndio não evolua e atinja grandes dimensões.
    Felizmente este incêndio não fez vítimas.

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  2. Neste espaço gosto de escrever sobre coisas boas, mas também se promove o que é bom quando denunciamos o que não está bem.

    Continuação...
    O recente incêndio registado na noite de Sexta-Feira veio pôr a descoberto 2 situações:

    A primeira situação, bastante criticada, aliás, foi a de na zona onde tal incêndio se verificou, existirem bocas-de-incêndio para acudir nessas circunstâncias, sempre que necessário, e estas não funcionarem. Nota muitíssimo negativa para a Câmara!

    A segunda situação é que se investiu numa viatura todo-o-terreno e respectivo kit de “primeira intervenção” destinada ao combate inicial dos incêndios e, afinal, não foi usado! Uma aquisição que deveria ser uma mais-valia já que aumenta a segurança da nossa povoação, pessoas e bens, vai-se a ver, não serve os fins para os quais foi adquirido e, como tal, só posso lamentar esta falha imperdoável. Até parece mentira, convenhamos!

    Desconheço se as pessoas em causa estão preparadas para operar com o kit quando necessário, mas creio que este aspecto não foi descorado pela actual Junta de Freguesia. Não quero dizer com isto que se metam no meio de um incêndio, arriscando vidas, simplesmente quero dizer que podiam ter usado o depósito de água (500 litros) deste kit para molhar toda a área ao redor, como a casa do tio Abel e outras, porque este equipamento, além de 2 extintores e um depósito de 500 litros para água, possui mangueira extensa, mas nem sequer estava pronto para ser usado! Porquê????

    Já que este ano é o ano internacional das florestas, seria bom não esquecer o que se passou nesta noite de Sexta-Feira e pensarmos seriamente nas medidas de prevenção e combate a incêndios.

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  3. É muito triste, termos as coisas necessárias para podermos actuar e elas não aparecerem. Mas na nossa terra tudo falha. Só depois da casa roubada, trancas à porta."

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  4. Lamento profundamente o que aconteceu em Forninhos na semana passada, não me vou prenunciar sobre esta lamentável ocorrência, mas que sirva de aviso, para que estejamos todos atentos, as desgraças surgem onde menos se espera, em qualquer hora ou local.

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  5. "Depois de casa roubada, trancas à porta".

    É como o caso da senhora que esteve 9 anos morta num apartamento. Uma das maiores vergonhas ocorridas nos últimos anos em Portugal. Bastou esta notícia vir para a TV, para o procedimento das autoridades ser totalmente diferentes e divergentes nos quatro casos das mortes dos idosos. Quem consegue explicar!
    Simples, muitas vezes a critica e reparos são necessários, não é dizermos a tudo “Amén” ou não falarmos das coisas, que ajudamos.

    -As bocas de incêndio têm de ser testadas periodicamente;
    -O Kit de “primeira intervenção” a incêndios tem de estar apto a ser utilizado em prol dos habitantes da terra, até porque somos a freguesia mais distante da sede do concelho e os Bombeiros por mais rápidos que sejam, não chegam a Forninhos em 5 ou 10 minutos. Podia não ter ajudado muito no combate deste incêndio, já que, pelo que sei, quando detectado estava em fase bastante adiantada e os populares acudiram de imediato a tirar as garrafas de gás e a Rosa Maria (filha da Srª Mimi), mas no meu ponto de vista, o kit tem de estar sempre pronto para ser usado, porque um incêndio não nos avisa quando vai chegar, nem se vai tomar grandes ou poucas dimensões.

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  6. A mim não espanta a quantidade e violência dos incêndios na floresta, admira-me é, como algumas matas ainda não arderam, quando se vêm resíduos acumulados no solo onde, basta uma ponta de cigarro atirada pela janela do automóvel, por um condutor imprudente, ou uma simples incidência solar num vidro para que o incêndio deflagre.
    A reflorestação para locais como estes, não chega, era preciso criar condições para que uma árvore plantada possa crescer.
    Esta serra, ou parte dela, já foi reflorestada após violento incêndio e o que vemos dessa reflorestação? Voltou a arder, não sei se por interesse ou incúria mas o certo é que, após a plantação de uma árvore é preciso tratar dela.
    Vêm agora os entendidos dizer que, até é bom os resíduos ficarem no solo junto das árvores para fertilizarem a terra, eu nunca ouvi tamanho disparate. Não seria melhor recolher estes resíduos, transforma-lo em combustível para aquecimento nas lareiras, biomassa como ultimamente se fala, ou até matéria orgânica para fertilizar as terras de cultivo, onde, estas sim, necessitam?

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  7. Lamento o que aconteceu...
    espero que os moradores das casas estejam bem...que Deus os abençoe e os ajude a recuterar tudo o que foi perdido...
    abraços
    Tina (MEU CANTINHO NA ROÇA)

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  8. Bem haja pela visita e pelo comentário, Tina.
    Em Portugal habituamo-nos a discutir o problema dos incêndios apenas nos meses de Julho e Agosto, quando somos confrontados com os incêndios florestais, quando não deveria ser assim, mas calamidades e tragédias como a que assolou esta família continuaram a existir.
    Forninhos já registou gigantescos incêndios florestais. A nossa serra já foi fustigada pelo fogo, mais que uma vez. Porque não aproveitar este ano para reflorestar a Serra? Se cada um de nós, cidadão, proprietários, Câmara Municipal, Junta de Freguesia, der um exemplo de uma pequena iniciativa que seja, estaremos a construir uma serra com futuro.
    Forninhos precisa dessa vontade colectiva, mas esta é daquelas questões em que não deve existir o mínimo de aproveitamento político, senão está tudo estragado!

    Espero que este Post contribua para união de esforços no combate aos incêndios e para promover a reflorestação.

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