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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Forninhos, terra de emigração

O maior movimento populacional da História de Portugal deu-se entre 1961 e 1974, quando um milhão e meio de portugueses partiu para o estrangeiro à procura de um melhor nível de vida. Mas já antes, entre 1920 e 1960, da minha aldeia, partiram para o Brasil famílias inteiras que criaram raízes até à 4.ª geração. O Brasil foi dos primeiros destinos para muita gente, muito antes de França. Nos anos 2o, dois irmãos da minha bisavó Casimira foram para o Brasil e infelizmente por  circunstâncias da vida não tiveram oportunidade de um dia voltar; e nos anos 30 foram dois filhos dos meus bisavós Teresa e Eduardo, o primeiro a lançar-se na aventura da emigração foi o meu tio António, que depois no ano de 1936 'chamou' o meu tio Ilídio, que parte e deixa com os meus avós paternos a sua única filha, Alice, de 6 meses de idade. Estes tios e prima Alice não os conheci, julgo que porque nunca cá vieram. Mas este "post" eu dedico a todos os emigrantes que rumaram a uma nova vida num país estranho e que já mereciam um monumento simbólico.

Corria o ano de 1958 o Albano, a Céu e a Aldina chegam ao Brasil no dia 5 de Julho, e deixam para trás os seus pais, Ana Gonçalves e José 'do Albano' e irmãos mais novos, Emília, Semerina, Rosária, Rosa e Armando, mas levam-nos no seu coração, assim como levam gravada na memória as ceifas e as malhas, o sol escaldante de Julho, as ruas e casas de pedra, amigos, familiares e a Senhora dos Verdes, de Forninhos. Para os que partiram, como para os que ficaram, não foi fácil, as saudades da família são mais que muitas, dias e noites a chorar, se tivessem dinheiro para de imediato voltar, com certeza teriam regressado à sua querida terra natal. 
Quantos pais viram os filhos partir em busca de regalias que a aldeia nega? Eram tempos difíceis como já tenho mostrado. Havia produtos da agricultura para a sobrevivência, mas não havia moeda. 


Mas o Albano, a Aldina e a Céu não vêem a hora de ter junto de si os pais e irmãos mais novos, que 'mandam ir' (era assim que se dizia). Quantos adultos naquela altura partiram com os seus filhos pequenos com o desejo de melhorar de vida? As famílias sabiam que a continuar aquela linha de vida o destino dos filhos era repetir o próprio destino.
Mas sete meses após a chegada ao Brasil falece o pai, o tio José 'do Albano'. A dor da família é a dor de toda a nossa comunidade, pois nessa altura os valores da amizade eram muito fortes na nossa aldeia. Dos filhos, também já faleceu a Aldina, Rosária e o Armando.
Publico estas fotografias que recordam como era duro e dramático emigrar e foram muitas as centenas de beirões (e não só) que emigraram.
Fotografias: Cortesia da Darcília Gonçalves.
Aproveito a oportunidade para agradecer ao Sr. Albano, Brasil, pois sem saber, cada vez que me dizia que lia o blog e me falava da saudade e das 'coisas' que eu publicava, eu cada vez mais ficava com vontade de saber como foi deixar Forninhos. O meu abraço forninhense para si, Sr. Albano!



Fizeram-me chegar também um escrito de autorização e responsabilidade. "Eu António dos Santos de Andrade dou a minha autorização que a minha filha Felisbela dos Santos...Durante o tempo que ela esta nos Estados Unidos da América, dou a responsabilidade dela a Ernesto Saraiva."Doc. Autorização e Responsabilidade: Cortesia da família 'Carau'.
*
Há ainda gente que pode contar histórias reais, de como foi o início de uma vida nova no longínquo Brasil ou na América e cujas lembranças deste pedaço de chão ficaram para sempre no coração. Mas sem dúvida, foi a emigração para França que mais marcou os anos 60 e 70 das nossas aldeias, não esquecendo a África e a Guerra Colonial que também determinou algumas partidas dramáticas de jovens em fuga da tropa.
Presentemente em pleno Século XXI, Portugal volta a revelar que não apresenta condições para manter uma grande parte da sua mão-de-obra no nosso território, como não oferece condições de regresso aqueles que foram obrigados a partir um dia. 

55 comentários:

  1. Essas histórias de partidas emocionam sempre.Lindo post, bem documentado e mostrado! beijos,tudo de bom,chica

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  2. Hoje, por cá, já tudo se assemelha aos tempos das antigas partidas, já se diz "se és um jovem português, atravessa a fronteira do teu País e parte destemido na procura de um futuro com Futuro", mas devo dizer que escolhi o referido tema “Forninhos, terra de emigração”, por causa de um forninhense ausente, o Sr. Albano, que de bem longe sempre me demonstra o amor pelas suas origens. Confesso que me sinto muito feliz pelo facto de saber que um simples blog chega bem longe e pode proporcionar-me contacto com tantos naturais ausentes.
    Para este título precisei, obviamente, fazer alguma investigação sobre a emigração e sobre a família do Sr. Albano, junto dos mais idosos de Forninhos, e encontrei tantas memórias vivas que só me resta continuar o meu trabalho.
    Que Forninhos não esqueça a sua gente que partiu, porque os que partiram continuam a pertencer ao lugar onde nasceram.

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  3. Nossa, quando vi a historia, que sei desde de pequena, chorei em relembrar......sobre a vida dos meus avós ,tios e pai..... seu blog esta de parabéns...cada dia me emociono mais....
    sou filha mais velha do Sr.Albano, moro no Brasil, e adoro sempre ver o blog para recordar bons momentos . Beijos

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    1. Oi, filha do Sr. Albano!
      Fico muito feliz por saber que tem sido uma leitora do blog. Ao fazer o texto sobre a emigração e a vida dos seus avós, sem querer a minha mente voava para as limitações que se vivia na época e cada vez que abria o documento “emigração” para reler o texto já alinhavado ficava tão emocionada que chorei "baba e ranho". O que me custa mais ver hoje na minha terra é que as “politiquices baratas” só têm contribuído para os forninhenses se desprenderem do essencial.

      Beijos e de quando em vez dê a sua opinião.

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    2. Olá, pode acreditar, sempre acompanho seu blog sou sua fã nº 01, e adoro recordar...porque me faz lembrar dos bons momentos em passei minha adolescência, ai nas aventuras que faziam com meus primos, das festas e muitos mais.
      Beijos ROSA MARIA

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  4. Um post que deve comover muita gente,como diz a Chica,muito bem documentado e mostrado,penso que todos os que emigraram passaram por esses momentos dificeis, principalmente nos primeiros anos pensando na familia,nos amigos e claro nos momentos passados na nossa aldeia,tambem sou emigrante em França,bem mais perto de Portugal do que é o Brasil, mas tem uma etapa bem mais dififil atravessar, que é a lingua, so quem por là passou a que sabe, mas com o tempo e coragem tudo se ultrapassa e hoje estou bem feliz de estar onde estou, mas sempre com saudades da minha aldeiola e familia.

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  5. E é pelo lugar onde nascemos, David, e pelas pessoas que nos transmitiram valores que nos ajudaram a singrar na vida, que escrevo.
    Por via da emigração, hoje forninhenses como tu e muitas famílias estão completamente adaptadas na França, na Alemanha, Suíça, nos EUA, Brasil, etc... e aí permanecem. Mas esperemos que alguns (pelo menos as primeiras gerações de emigrantes) possam regressar definitivamente. Mas que até hoje são mais os que partem do que os que regressam, isso são!

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  6. Bela homenagem,brasileiros vão à Portugal, portugueses vêm ao Brasil. São laços de amizade sem fim, bonitos. Um abraço, Yayá.

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    1. Quantos aos brasileiros hoje em Portugal e portugueses no Brasil “nem me lo digas” amiga Yayá, como dizia Vasco Santana no filme “Canção de Lisboa” .

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  7. Paula,

    Talvez seja um dos mais belos posts já visto por aqui. Todos eles são muito bons, mas esse realmente superou.
    No bairro que nasci e cresci no Rio de Janeiro, convivi com muitos portugueses que como esses da foto foram tentar a vida no Brasil. Eu namorei um Português quase um ano. Foi meu primeiro namorado. Mas eu era muito jovem e não quis assumir compromisso de casamento na época. Mas, ficou a amizade com a família, onde eu amava comer sardinha na brasa e todas essas comidas maravilhosas de sua terra.
    Tive colegas de escola que foram para o Brasil muito pequenas, e foi maravilhoso conviver com elas.
    Isso tudo me fez lembrar a amiga Maria das Dores que casou-se com um Português chamado Manoel. Depois do nascimento do primeiro filho, foi descoberto um tumor no cérebro e ela faleceu muito jovem. Desculpe-me falar sobre isso, mas as coisas vieram em minhas lembranças.
    Assim como a vida do Sr. Albano muitos histórias sobre esse povo que foi morar no Brasil temos pra contar.
    Parabéns pelo lindo post! Dá vontade de ficar por aqui. Risos
    Um lindo final de semana. Beijos

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  8. Lucinha,
    Que bom que este post a atirou para uma determinada altura da sua vida, penso que quem lê/e/escreve tem mesmo que ter lembranças. Sei que na sua maioria, os portugueses que partiram e levaram Portugal dentro deles nunca abdicaram da sua terra e sei que desta aldeia perdida do interior português, houve muitos que partiram, mas também sei que os que ficaram nem sequer percebem que é com o regresso deles, no mês de Agosto, que se cria em Forninhos um ambiente especial. Nos restantes meses do ano a aldeia de hoje é idêntica à dos anos 1958-1961 (sem electricidade), as manhãs andam lentamente, as tardes também e as noites morrem logo à nascença.
    Depois, acho que Forninhos deve homenageá-los, porque os que partiram, continuam a demonstrar interesse pelas suas origens e o mínimo que eu posso fazer, é escrever sobre temáticas esquecidas.
    De quando em vez releio, post´s escritos há mais tempo, pois não gosto de me desprender do que escrevo, e há um post que também me marcou muito – O REBUSCO. Posso dizer que escrever sobre o que era a vida numa aldeia rural é deveras emocionante e bonito e o rebusco era uma das tradições mais bonitas da nossa terra. Mas foi precisamente a falta de alimento, o trabalho pesado do campo que levou/obrigou muitos naturais a emigrar.

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  9. Paula se não fosse por ti e por este blog, não sabia que o nosso avô Cavaca tinha mais dois irmãos que emigraram para o Brasil, nossos tios avós António e Ilídio.
    Antigamente quando emigravam, era muito difícil para os que iam para fora e para a família que por cá ficava, as notícias eram por carta que demorava algum tempo a chegar ao seu destino, só vinham á terra de longe- a- longe e muitos nunca mais voltaram à sua terra natal, embora hoje seja difícil deixar a nossa terra onde nascemos, há muitos mais meios de comunicação e mais possibilidades de voltarem.

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  10. Quando escrevi o texto sobre a emigração, desde o início sabia que mais e mais se devia dizer, mas são tantas as histórias, tantas as famílias que emigraram (e também migraram) que não cabe em letras, nem em espaços razoáveis de um artigo de um blog, mas há alguns livros sobre o fenómeno emigração que quem quiser pode ler para melhor conhecer, embora não sei porquê as coisas que escrevem, a mim, dá-me ideia que passaram longe de quem as escreveu. Tal como os muitos livros sobre a “Guerra Colonial”!
    Seja como fôr, achei bem referir os dois irmãos do nosso avô Cavaca (António e ilídio) e com certeza há outros Antónios e Ilídios. O tio António casou em Dornelas, teve para aí uns 7 filhos, sendo que um deles veio cá e ficou na casa do avô e avó Coelha – era muito parecido com o avô Cavaca. O Ilídio casou em Moreira e deixou cá a filha. A avó Coelha foi quem amamentou a Alice e depois foi criada em Moreira, com os avós maternos. Já foi para o Brasil na idade adulta. Há notícia que já faleceu.
    Mas naqueles tempos sem telefone na aldeia, como bem dizes, as notícias demoravam meses a chegar, não é como hoje que temos telemóvel, telefone, internet. Naqueles tempos a comunicação com a família fazia-se por carta ou um postal. Uma carta era uma prenda dos Correios para cada família. Mas uma prenda muito importante. As gerações mais novas, claro, nada conhecem sobre a vida e os modos de vida de antigamente, mas os mais velhos sabem bem como se vivia em Forninhos, conhecem famílias que emigraram e migraram, alguns nem uma mala “de cartão” tinham para levar a roupa, muito menos um trolley (como hoje), a mala trolley desse tempo era um lençol com um nó ou uma manta! Mas o sujeito maior do esquecimento da história da nossa emigração e migração é o povo forninhense.

    Sobre “Forninhos terra de migração” falarei um dia. Filhos pequenos que um dia partiram de Forninhos para servir na capital (Lisboa) foram muitos.

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  11. É sempre bom saber que á pessoas interessadas em descobrir quém são, de onde são as suas origens.
    È neste e talvez noutros Blogs como este, que retratam a sua terra as suas origens, para que quém não saiba agora fique a saber um pouco mais da sua história.
    Digo isto, como já foi aqui referênciado, nos anos 30 a 50, foram muitas as pessoas que emigraram para o Brasil, era uma terra nova para todos, mas a dôr que deixaram para tráz essa nunca foi curada, muitos naquele loginquo País tiveram sorte, mas outros houve em que a sorte não lhes bateu á porta, esses, muitas vezes se lembraram da sua pequena Aldeia e dos seus queridos Pais que aqui ficaram sem noticias terem deles.
    A emigração para as ExColónias, terras Portuguesas, assim pensavam, mas um dia alguém se lembrou de que afinal não eram nossas; Tanto trabalho, tanta lágrima chorada, para quê?
    Para regressarem um dia, ainda pior que quando saíram.
    Tudo graças a alguns governantes.

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    1. O partido socialista foi quem apoiou sempre a “Independência das Colónias”, independentemente do país colonizador. Simultaneamente condenou sempre a “Guerra Colonial”.
      Os portugueses têm em geral e os forninhenses em especial memória curta, mas foi precisamente a partir de 1975 que diminui a emigração em Portugal.

      Só uma nota, para lembrar, as consequências da Guerra Colonial:
      - Quase 9 mil mortos (de Forninhos:4 mortos);
      - Cerca de 100 mil feridos incapacitados;
      - Quase 20 mil deficiências físicas;
      - Mais de 140 mil problemas psicológicos;
      - Mais de 150 mil desertores.

      De Forninhos, 4 morreram na “Guerra de Ultramar”, o que para uma aldeia pequena como a nossa, acho que foi muito, sendo que um deles já se encontrava no estrangeiro, mas também aconteceram mortes trágicas na estrada, no regresso a França, depois das férias de Agosto, em Forninhos.
      Eu das mortes do "Ultramar" não me lembro, mas lembro-me bem das mortes de França, a família inteira chorava e chorava também quem à família não pertencia.

      Já há tempo que não comentavas serip413.

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  12. Sopram ventos de melancolia
    Transparente é o cinza que a tua alma encerra

    A minha pobreza é a falta de um par de asas
    Encontrei um lugar de reinvenção das sombras
    Pensei virar as costas ao tempo e ao deslumbramento
    E aí houve estranhamente o amanhecer das minhas palavras

    E passei para te deixar


    Um mágico beijo

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    1. "A minha pobreza é a falta de um par de asas"...GRANDE VERDADE.

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  13. Ainda bem que muita gente vê o blog, graças a Paula que nos traz tão lindas recordacoes. Lembro-me da família Gonçalves viviam no lugar vizinhos da minha avo Emília e também do dia que deixaram a sua terra e foram para o Brasil. Entraram numa camionete junto a fonte do lugar, toda a gente chorava ao dizerem adeus. Mas como este caso houve mais por exemplo a família Sobral que partiram em Agosto de 1966 para a América do Norte, Manuel Pirolas o barbeiro da lameira e sua esposa Maria Augusta que era costureira. Tinham 4 filhas, as duas mais velhas Mabilia e Luciana partiram junto com seus pais porque já iam trabalhar e ganhar dinheiro para pagarem as passagens, a Helena com 14 e Manuela com 4 ficaram com a tia Adelia, que dor para aqueles pais deixarem aquelas filhas atrás, passado um ano foram ter com a família, após dois anos o tio Manuel morreu deixou a mulher com as filhas. Hoje estão todas casadas e vivem muito bem junto as filhos e netos.Que Deus abençoe todos os imigrantes que sofreram muito ao deixarem seu cantinho.


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  14. Sabem porque eu digo tantas vezes que quando se quer escrever sobre o "nosso" antigamente é muito importante os depoimentos de pessoas que viveram as situações?
    Por causa do comentário acima e outros parecidos vindos dos EUA.Parabéns "M.D." pela tua fantástica memória.
    Oxalá a gentinha da nossa terra perceba que a história de um povo quando partilhada é que nos identifica como membros de uma comunidade.
    Mas os assíduos leitores emigrantes e migrantes do nosso blog, podem, no entanto, continuar a navegar nele...e descobrir mais acerca da sua terra e das gentes que por cá habitaram, como foi a família Gonçalves (Brasil) e família Sobral (EUA).

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  15. Anónimo10/23/2012

    Emigrar – sinónimo de deixar um país para se estabelecer noutro.
    Quantas histórias há por este Portugal fora iguais à do meu tio Ilídio Albuquerque?
    Foi no ano de 1936 que um dia um cidadão português Ilídio Albuquerque, irmão mais novo do número de 6 irmãos, sendo estes: António, José, Maria dos Prazeres, Clementina e Rita, foi chamado para o Brasil pelo seu irmão mais velho, António Albuquerque.
    Tinha na altura uma única filha, com 6 meses de idade, de nome Alice, afilhada do seu irmão José Albuquerque, conhecido por tio Zé Cavaca, que com a mesma idade tinha uma filha de nome Margarida.
    Apesar disso, decidiu o Ilídio e a sua mulher, Aurora, emigrar para o Brasil, deixando a bebé Alice com o seu irmão Zé e cunhada Maria Coelho/a, que amamentava a sua Margarida e por isso podia dividir a mamada com a filha e afilhada, e foi isso que aconteceu e com isso garantiu a dolorosa partida do casal que assim se desprendeu e virou costas à sua única filha de 6 meses de idade.
    Que tamanho amor fraterno levou o irmão José e a mulher Maria a aceitarem ficar com uma filha gémea, gémea não de nascimento, mas de amamentação e restantes trabalhos de criação de uma criança de tão tenra idade.
    Mais tarde foi como a Paula escreveu, a Alice foi viver com os avós maternos para Moreira, freguesia de Penaverde e o seu pai, Ilídio Albuquerque, faleceu ainda novo em terras do Brasil, sem que tivesse voltado à sua pátria.
    Já foi em idade casadoira que a Alice foi chamada para o Brasil pela sua mãe, Aurora.
    Esta é uma história verídica e peço a quem souber mais detalhes acerca desta minha família é favor acrescentar. Faço um apelo especial ao Brasil e Penaverde, porque eu gostava de saber mais da história desta minha irmã gémea de partilha de amamentação e outros cuidados próprios dos bebés.

    O meu abraço grande a todos os emigrantes,
    Margarida Albuquerque

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  16. Anónimo10/23/2012

    Eu tanbem imigrante nos Estados Unidos, a 40 anos tinha eu 15 anos vim com a minha madrinha e seu filho Ernesto, com autorizacao dos meus pais que e esse decomento que ai esta.Penso que foi dificel para os meus pais fazeren isso mas sabiam que eu vinha para um bon paiz que hoje me sinto muito feliz.Como u meu primo Davide disse, a lingua foi muito dificel mas tudo se resolveu. Parabens tia Guida por escrever. Abracos para todos vos ai m Portugal. BELLA MARTINS.

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  17. Como sabemos há muitos emigrantes Portugueses por esse mundo fora, mas muitos destes emigrantes foram para a França. Há 27 anos no dia 11 de Setembro de 1985 ia um comboio cheio de emigrantes para a França pois tinha acabado as férias junto das suas famílias e voltavam para os seus trabalhos, quando esse comboio chocou de frente com outo comboio na linha da Beira Alta em Alcafache, morreu muitos emigrantes, em algumas famílias faleceram mais que uma pessoa, foi uma grande tristeza para as famílias dos que ali faleceram, e para todos os Portugueses. Foi o maior acidente ferroviário Português.

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  18. Madrinha Natália, tia Margarida e irmã Bela, gostei muito dos vossos comentários parabens.

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  19. A aldeia de Forninhos sofre há muitos anos de um processo de desertificação, consequência dos movimentos migratórios ao longo do tempo. Esta deslocação de pessoas teve início com a abertura de portas de países como o Brasil e EUA. A emigração portuguesa para o Brasil só entrou em declínio por volta de 1955, quando começa “o salto” dos emigrantes em direcção à França e aí já pouca gente emigra para o Brasil. O sonho dos portugueses numa vida melhor passa a estar do lado da fronteira terrestre. Mas mesmo a França, levou a que muitas famílias se desmoronassem, pela separação dos cônjuges, que iam em busca de melhores condições para a família e ganhar dinheiro suficiente para poderem chamá-los (ficavam as mães com os filhos ainda pequenos ou só os filhos, com os avós).
    Os meus pais (e eu própria) emigraram para França, já numa altura em que não se ía a “salto”. Decidiram voltar a Portugal a seguir ao 25 de Abril. Embora me tenham levado e ao meu irmão (segundo filho), enquanto criança convivi com essa realidade. Na escola havia alguns filhos de emigrantes em França, que eram criados em Forninhos pelos avós. Certo é, que os filhos desses emigrantes também não vivem em Forninhos, porque também eles quando chegaram à idade adulta, daqui saíram à procura de melhores condições de vida; uns, para França; outros, para a Grande Lisboa. Vêm de férias, quando podem. E certo é, que se não fossem os emigrantes, em geral, o abandono da aldeia era bem maior, porque foram muitos os que se preocuparam em construir e recuperar casas, apesar do próprio desinteresse das autoridades competentes, no que toca a apoios e meios de comunicação, dificultando muito a comunicação aos emigrantes.
    Entretanto, entre os portugueses hoje volta a crescer o desejo de emigrar – sinónimo de deixar o país para se estabelecer noutro. E eu acrescentaria: HOJE emigrar é sinónimo de “sonho e desespero”. Tomara eu que os cidadãos que vivem em Forninhos, principalmente os da minha família, não tivessem necessidade de emigrar!
    Eu também tive de me ausentar das minhas origens e sei que no princípio custa, mas depois todos nos adaptamos, digo eu! Mas deixar mulher e filhos para trás deve ser de longe bem mais doloroso!
    Não sei se um dia vou voltar ou emigrar. O tempo o dirá. Para já sinto que não deixei a terra onde nasci definitivamente e sobretudo sinto que participo de forma activa e faço parte da história de Forninhos.

    Obrigada família e amigos colaboradores. É caso para dizer: a família e amigos conhecem-se através do blog.
    Beijos & Abraços p/ Vós.

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  20. Boa tarde, também bateu à minha porta o fenómeno da emigração, o meu pai teve que emigrar para França corria o ano de 1967, ano esse o que mais emigrantes registou, alguns declarados outros não, ou seja lá iam de assalto ou passaporte de "coelho" como se dizia naquela altura, os que optavam por essa maneira de passar a fronteira sofriam muito para conseguir chegar ao seu destino, outros não conseguiam de lá chegar, pelos mais variados motivos: doenças, por não conseguirem acompanhar o rigor da viagem ou então pelas autoridades, o meu pai foi um desses que teve de optar por esse meio, pois naquele tempo que falava contra o governo ou tinha um "amigo" que fosse informador (bufo) da policia do estado (pide)os seus dias era de pouca dura sem ser incomodado por esses senhores, como não podia ir legalmente, porque lá estava a informação, teve então que ser dessa forma.

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  21. Nesse tempo existiam grupos organizados para fazer esse trabalho, depois de me juntar ao meu pai em França, cerca de um ano e meio depois, ouvi as suas aventuras até conseguir chegar ao seu destino, assim como a existência desses grupos (PASSADORES), contava então que só podiam andar a maior parte do tempo à noite, para não serem vistos, muitas vezes passavam fome e sede, poucas vezes se aventuravam ir às povoações, a maior parte do caminho foi feito em transportes isto dentro dos países, juntos das fronteiras é que tinha de ser a pé, para fugirem ao controlo da alfandega, outros tempos, hoje é mais fácil viajar embora a dor em deixara família para trás seja a mesma.
    Saudações a todos os emigrantes portugueses que se encontram por esse mundo.
    Até um dia.

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  22. Pois, note-se que a emigração noutro tempo nem sequer era livre e, por acaso, tenho anotado pormenores que me contam algumas pessoas de Forninhos sobre aqueles que nunca tiveram nada, nem terras, nem cabras, nem ovelhas, se é que me faço entender, mas que emigram e melhoraram as suas condições de vida. E eu como adoro saber estas coisas e conhecer casos de emigração, cada vez melhor conheço a gente da minha terra.
    Contas João que tinham de ir de noite para não serem vistos, uma boa parte do caminho a pé (junto da fronteira) e passaram fome e sede, mas a mim até me contaram que para alguns passar a fronteira foi uma brincadeira comparada ao que lhes aconteceu quando chegaram a França e nem reclamar podiam porque como não estavam legalizados eram ameaçados pelos franceses que os punham na fronteira. Mas a maioria sobreviveu em nome de um objectivo: dar melhor vida aos filhos e aos netos.
    Hoje os emigrantes portugueses têm a vida mais facilitada, são bem acolhidos e creio que no geral todos têm uma boa vida e ainda bem, porque cada um à sua maneira sofreu ao deixar para trás a família e a sua terra.

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  23. Nota para o projecto “Livro”:
    Devem fazer menção aos primeiros emigrantes. As pessoas pouco sabem de datas, embora haja muito a tirar dos anos deles, pois viveram coisas da história sem o sentirem do modo como os livros registam e não deixam de ser testemunhos importantes, mas há com certeza documentos com registos de nomes e datas. Disseram-me que houve passageiros de Forninhos no navio “Pátria”. Outros emigraram para fugir à Grande Guerra...
    Através do fenómeno emigração podem conhecer os modos de viver da nossa gente, dos que ficaram e dos que partiram em busca de uma vida melhor, para eles e para os seus.

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  24. Como muitos também deixei a família a procura duma vida melhor , mas nunca esquecerei a minha Mae muita lagrima deitar .Penso que se muitos emigrantes nao regressam ao Pais e para nao deixarem outra vez a família ,

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  25. Bastante agrado me faz ver, ou melhor dizendo, ler todas estas histórias, verdadeiras todos sabemo, pessoas que um dia tiveram que deixar a sua terra e ir ao encontro de vidas melhores.
    Muitos, mas mesmo muitos, devido ás precárias condiçoes com que se vivia na sua terra e sempre procurando o melhor para os seus, um dia Emigraram por esse Mundo fora.
    A todos os emigrantes/migrantes, a todos um grande abraço.

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  26. Se houvesse condições para regressar à nossa querida aldeia, se calhar alguns até voltavam, mas não há... e é como tu dizes, Manuela, para a maioria voltar significa deixar outra vez a família.
    -/-
    Bem haja Darcília por partilhares connosco estas duas fotografias, que ajudam a fazer a história de uma terra, que para ter futuro, não devia esquecer, como o faz, os emigrantes e migrantes, que só são lembrados para os peditórios!

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  27. Alguém conhece em Forninhos , o homem de cabelos brancos , que ajudou o Julio
    neto do ti Antonio "grilo" a assaltar a minha vivenda em Loures , no primeiro fim de semana de Agosto de 2006 ....por ocasião do meu divórcio ??
    Dou gratificaçao , bem haja , gente de Forninhos.
    Ao Ernesto , ao Samuel , ao Virgilio, ao Martinho , ao Adriano , gente que sempre
    me tratou bem , votos que esteja tudo bem !!!!!!!

    M G ( BI 7286701 )
    TMN 962360214

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    1. Caro senhor

      Bom saber do seu paradeiro. É que o procurava pelo assalto que fez ao seu pai quando este regressava a casa com o dinheiro ganho no seu dia de trabalho árduo na mercearia da rua da levada de Santa Luzia, Funchal. Pobre senhor tão mal que está e com o filho a ameaça-lo. Mas a justiça esta aí. Vou segui-lo e desmascara-lo. Deixe de ameaçar que você é que está em maus lençóis.

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    2. Extensão 2021 e 2022 ....ok
      Oeiras ok

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    5. ......
      Continua a aguardar que MARIA INES GOUVEIA ANDRADE
      professora e mãe , madrinha e tia dos meus filhos
      se prenuncie sobre estes assaltos . O de Loures
      na vivenda onde passou férias em 2005 , e no Lombo
      da Quinta o (s) assalto(s) a Jose Lourenço Gouveia , já que continua a defender a ALIENADORA dos m filhos terá de fazê lo em público e/ou perante a Justiça !!

      Maria Inês Gouveia Andrade terá de prenunciar-se
      sobre esta acusação cobarde da tal " Cabaça" ???
      E todas as outras que me faz(em) !!
      Estão em causa vários crimes alguns punidos com pena de prisão como escrevo em Observador- Alienação Parental- Mito ou Realidade ? Sempre quis construir e viver e que os outros vivam !! Sempre me dei ao respeito ,quando me faltaram tenho de revindicá-lo.

      Quero que me deixem viver e quem me " roubou" e " humilhou" ,apenas esses, que me respondam dando a cara ! Não de forma anónima e cobarde !!
      Quem tem uma " vidinha" boa não deveria há muito incomodar um irmão que a empurrou para o sucesso quando ainda não sabia escrever bem português !!??
      Incomodar e contribuir para uma destruição (!!!) do seu bom nome, prestigio , dignidade e postura perante o trabalho e a vida !
      O peso na consciência dos ladrões da minha vida está
      lhes estampado no rosto , não é preciso que Inês Gouveia Andrade seja seus advogados !!
      O que acontece em Portugal com crianças vitimas de. " guerras" e divórcios , faz me pensar que as minhas opções foram as mais correctas . E que a familia " Grilo" enfrente a realidade sustendando o que muito falta para a Laura e sabe-se lá quem mais , atingirem o patamar de equilibrio e postura que bem merecem !!
      Afinal são sempre as crianças que padecem e sofrem
      como se tem visto !!

      Apenas apresento o meu protesto como tantos outros á porta de Tribunais e pouco mais posso fazer senão fugir de quem me apontou facas e armas em Setembro de 2006 ! Para Maria Inês tudo isto é normal . Enfim !!
      Gostava que um dia fizesse um grande relatório não
      sobre as crianças do Caniço ou Caniçal mas sobre as
      sua próprias crianças ( JM+NA+LM) que contribui e continua a contribuir ( no crime ) da sua ALIENAÇÃO PARENTAL !!!!

      Abraço
      Obr
      AMG

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    7. ....
      Maria Ines Gouveia A.mandou recado por uma tia doente
      e velhota para eu lhe ligar numa recente visita ao Funchal...onde fui ver ( apenas ) meu pai ..

      Será que Maria Inês já sabe que foi a / o " Cabaça"
      que aqui escreveu uma "terrivel" difamaçao a m/respeito ?
      Se sim escreva aqui ...senhora professora...
      Ou quer continuar o seu plano de auto - destruição
      made in " Grilos" ...
      Nao se incomode mais comigo nem com o meu nome...
      De si so quero mesmo saber quem aqui me difamou...
      Você sabe ....

      Obr
      MG

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    8. ....
      ....
      A menina L.M.A.A. G. que a tia/madrinha Maria Ines Andrade, Professora e Madrinha, diz que o pai a abandonou , mas que foi levada para parte incerta , entre 13 Agosto e 15 de Setembro de 2006, pelo avô Julio , filho do Ti Antonio Grilo de Forninhos e que em Dezembro de 2014 foi levada numa correria pela própria Mãe no IKEA de Loures, logo que avistou o pai com a companheira e enteado...
      ....teve no 2 Periodo do nono ano as seguintes notas
      Port 4 , Ing .4 ,Fran .4 Mat , CN e FQ - 3,EV e EF-4,
      Hist. 4 e Geografia 5 . Nota Complementar 4 .

      A Alienaçao Parental dos meus filhos dura há 10 e nove meses .
      Com se viu na SIC há pouco um fenómeno que a Justiça e Tribunais continuam a julgar de forma leve !!!??

      Mais uma vez pergunto ; Quando é que a eng Cabaça dá a " cara " ???
      Abr
      MG

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    10. .....
      Fez dez anos ontem ,que o Luis Carvalho de Forninhos
      me ajudou na tentativa de ver os meus filhos .
      Incomodei - o e ele correspondeu .
      Obrigado Luis.!!!!!

      Era Maio de 2007 fazia a 3 viagem Funchal / Lisboa, para ver os meus filhos, viagem secreta ,faltando ao
      trabalho e gastando um pequeno balúrdio em dinheiro.
      Vi a Laura, na cresche, mas em Loures, tropeçei no
      vazio, á porta da Stau Monteiro .
      O Marcelo amigo do meu filho mais velho informou-me
      que o João tinha ido para casa com o irmão por ordens da Mãe.
      Passei pelo Tribunal de Familia de Loures,nessa Sexta
      Feira.
      Quem me foi buscar ao aeroporto no regresso foi a tal
      Maria Ines Gouveia Andrade, a tal que diz, por sms,
      que nao sabe como sou feliz abandonando os meus filhos..?
      Esta história por mera coincidencia vai ser celebrada
      por mim , em Setubal, hoje com um jantar , em familia.!!

      Abr
      MG

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    11. Este comentário foi removido pelo autor.

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    12. Obrigado, Francisco Costa:

      No dia em que o Papa Francisco consagra os videntes
      de Fátima:Francisco e Jacinta,recordo Francisco Costa
      e Isabel Costa ,meus vizinhos do 6 Esq ,na Vasco da
      Gama, Infantado , Loures .
      Foram meus vizinhos de 1994 a 2002 no mesmo prédio.
      E foram meus vizinhos ate 2006 a uma distância de
      1000 metros , distância da Vasco da Gama Luis de Camões.

      Há onze anos ,faz a 12 de Agosto , descobriram pela
      net que eu estava a vender a Vivenda.
      Era preciso vender rápido ,e, na impossiblidade de acordo para o imóvel ser um dia dos filhos....

      Viram as fotos da casa desorganizada e toda virada ao
      contrário , como me deixaram os "grilos"sob as ordens
      da Leonor da Conceiçao , filha do do ti Antunes.

      Francisco e Isabel foram os "meus anjos da Guarda".
      Nas semanas seguintes levaram-me para a Igreja deles
      rezar, aos Domingos.Aconselharam-me guiaram-me.
      Francisco e Isabel estiveram no Shoping Loures no dia
      em que fui enxovalhado, ultrajado , e , humilhado á frente dos meus filhos. No dia em que parecia ser de acordo (PODER PATERNAL) ,virou armadilha , com uma testumha estratégica , uma prima, de segundo grau, filha de um homem mto bom e que serviu a Naçao , na Esquadra de Viseu.

      Franciso e Isabel apareceram .Foram os" meus Santos".

      Desse Domingo " fatal" para a perda dos meus filhos
      á minha " fuga " para a Madeira foi um ápice.
      Mudei de advogado , mudei o texto do Poder Paternal
      e raspei-me , porque podia não ressitir.
      A outra parte queria a minha destruição ,queria o meu
      fim , queria cadeia para mim.
      Já tinha falhado (2004/2005) a tentativa de rotular-- me, de classificar-me de doente.
      Agora , aqui , a estratégia era provocar-me para á frente dos filhos ser condenado por violência.

      Que fique claro que este assunto nada me atormenta
      no dia -a - dia. Hoje . O que está em causa aqui é o " sujo" e ofensivo de Maria Ines Gouveia Andrade a
      16/10/2015 ás 14:51m ,e, naturalmente a ligação desta senhora á enga.Cabaça.

      Ao Francisco e Isabel, amigos de uma VIDA, OBRIGADOS.
      Neste dia Especial de mensagem de PAZ....

      Obr
      MG

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    13. Obrigado Helena e Ilidio :

      Os " grilos"não fizeram contas.A divida ao Santander
      era superior a 100 mil euros.Sacaram tudo e fugiram
      com os filhos. Até lâmpadas levaram.
      Ora, não cumprir com o banco seria penhorar a vida por tempo ilimitado. Das duas partes.
      Trabalhei dia e noite sòzinho para que o processo não
      fosse para contencioso.
      Amigos ,imobiliárias ,clientes ,tudo e todos envolvi
      para libertar-me de tamanha divida !!!
      Agosto e Setembro de 2006 foram " fogo" para mim.
      Várias idas á PSP de Sto Antonio dos Cavaleiros porque não sabia para onde tinham fugido com os filhos...
      A vivenda era geminada e apesar de estar a vender por
      56 o que podia valer 70, o novo dono quis perceber
      como funcionava o estacionamento partilhado do espaço
      já que tinha uma entrada única e não havia barreiras
      que explicasse o que era e de quem ....
      Helena e Ilidio os meus vizinhos de 2002 a 2006 foram
      soberbos. Disponibilizaram-se para reuniões e ajudar
      a viabilizar o negócio. Devo-lhes MUITO !!
      A 13 de Setembro o Julio"grilo"pôde ir á imobiliária
      Satélite buscar os " seus " 5 mil euros. Eu ligava de alivio para a Dra. Susana Grácio, do Totta a
      agradecer as semanas de incumprimento,onde quaisquer
      50 € que ganhasse metia na conta,já que a outra parte
      não respondia a faxes , telefones ou apelos.
      O plano que tracei foi claro,se a " vingança" fosse
      deitada de lado o lucro da venda daria para alimentar
      os filhos por 10 anos...
      Parecia o fim do Mundo e não (apenas )um divórcio já
      anunciado desde 8 de Maio de 2004....e até antes !!

      Obrigados, Ilidio e Helena...

      Volto em Setembro para vos contar o sequestro dentro
      de Loures, dos meus filhos mais velhos, dentro do
      Renault Clio do filho do Ti Antònio " Grilo"....
      E como gastei dois mil dos meus cinco de lucro da Vivenda ....Faz a 15 de Setembro onze anos...

      Onde andava por esta altura a Professora Maria Inês Gouveia Andrade ???
      E o Doutor Emanuel José Gouveia,inquilinos do imóvel
      e habituais nas festas durante muitos anos , sempre
      muito amigos do mano mais velho ??????

      Obr
      MG

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    14. Faria amanhã 75 anos Maria José Vieira Gouveia,Mãe e
      Amiga , Conselheira e Confidente . Mulher que tendo
      tido condições teria sido uma boa professora ,por
      exemplo.Se tivesse seguido os seus conselhos a minha
      Vida não teria tido tantas "curvas",nem sequer teria
      conhecido os " grilos" !!??
      Pagou caro em 1993 quando atravessou o Atlântico com
      estrelicias em punho, para ajudar na chegada do
      primeiro neto das duas partes.As lágrimas de Maria
      José no 5 andar de Sto. Antonio dos Cavaleiros,
      foram uma " machadada " no meu coração !!
      Ela que no Funchal até pintava a cozinha e o quarto
      para receber a nora e os netos pelos Natais...
      Dois anos depois é novamente envolvida numa tremenda
      e injusta intriga , já no sétimo andar do Infantado
      do qual resultou a minha primeira tentativa de
      divório, já com dois filhos.
      A outra parte colocou-se de joelhos para pedir desculpa. Pelos filhos fiquei..para quê ????
      Maria Inês Gouveia Andrade , sua filha, esqueceu-se
      de tudo isto. A Filosofia e o " canudo" subiu-lhe á
      cabeça .Até em juíza se transformou.

      Obrigado , Maria José Vieira Gouveia .
      Tenho feito como me ensinaste , apesar de teimoso...
      Fugir sempre de quem me quer MAL !!!
      Tudo o resto foi dificil mas paguei tudo, MÃE!!
      Fazes-me falta mas estás sempre comigo . Beijo.

      MG

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    15. Recordar Maria Jose Vieira Gouveia é também recordar
      o 26 de Setembro de 2002 ,o descalabro da Cresche no
      Infantado ,Loures.
      Maria José, já doente, estava em Lisbia para fazer radioterapia, segurou-me " as pontas " quando as
      duas empregadas e a patroa da casa se desentenderam
      com intrigas e bilhardices e eu tive de receber um
      a um, os pais das crianças em pânico, depois do telefone ter tocado .Nada aconteceu de grave apenas
      medo e maldade. O negócio estava destruído em sete
      meses. Perdemos a Madalena , ama dos meus filhos
      durante muitos anos....
      Maria , minha Mãe, ajudou-me , cuidando dos meninos
      num dos momentos horriveis , outro , porque passei...
      Minha Mãe morre dois anos depois e já não me pôde ajudar mais...
      Nesse Setembro de 2002 passámos 15 dias em Forninhos
      aparentemente no período em que as empregadas
      cozinharam a vingança á patroa...
      Puxa !!

      MG

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    16. Obrigado,F .Palma e A.Cunha

      O F. Palma e o A. Cunha foram meus vendedores nas equipas que liderei nos anos 90.Anos bons para ganhar
      dinheiro , antes e pós Expo 98.
      Todos quisemos, com a nossa ambição,ser empresários.
      Eu invisto numa vivenda/ cresche/ pesadelo.
      Eles tornaram-se sócios de empresas na área que
      dominavam. Informática.
      O F Palma paga-me a "peso de ouro" entre 2001 e 2004
      e assiste ao meu descalabro aceitando que trabalhe das 14h ás 22 h e aos Sabados para ficar com a minha filha de manhã depois de perdermos a Ama Madalena.
      Demito-me em 2004 com a continuação do descalabro
      familiar ,em Maio . Perverso , nocivo e cruel como
      uma Mãe lida com a guarda de uma criança de apenas
      dois anos.Do outro lado um maléfico irmão a quem dei
      guardia nos primeiros dois anos de curso 2002/04.

      Para o A. Cunha trabalhei como freelancer em 2006 e com ele ganho a fabulosa comissão que me permite " fugir"dos " grilos" em finais de Outubro desse ano.

      Volto para Lisboa em 2010 graças novamente ao F Palma que me convida para liderar pela quarta vez
      uma equipe de vendas.Estou no " meu mercado "graças
      a ele, e, espero, até á minha reforma.

      Por razões diversas não estou nem com um, nem com o
      outro, mas não deixo de considerar que foram duas
      pessoas que me reconheceram e ajudaram nos momentos
      dificeis .
      Tenho umas caracteristicas boas:
      Sou lutador,trabalhador e persistente. Caso contrário o Júlio " grilo" e Comp. Lda tinham-me mandado para o lixo....

      Abr
      MG

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    17. Obrigados Deo Gomes , D Manuela e Irmãos Bento.

      Na humilhante " fuga " aos " grilos "para a Madeira em Outubro de 2006,muita coisa me corre mal e outras nem por isso . Conheci gente que me ajudou muito.
      A D Manuela , a Deo Gomes e os Irmãos Bento.
      Meus senhorios entre 2008 e 2010.
      Tive uma senhoria em 2008 na R. Brava cujo nome não
      me recordo.
      Conehci a Tania G . com quem trabalhei como promotor
      dois anos e meio. Graças a ela conheço a mulher com
      vivo há cinco anos. A neta a Ti Adélia do Sobral.
      A primeira SENHORA que conheci neste período que não
      praticou qualquer tipo de ALIENAÇÃO PARENTAL.
      E para quem a PATERNIDADE tem um significado que não
      se aprende nas Faculdades.
      Conheci a Eduarda C. que me acompanhou ao Tribunal de
      Loures em Julho de 2009.
      A todos OBRIGADO !!
      MG

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    18. Prof. Dr. Eduardo Sá ,sobre ALIENAÇÃO PARENTAL 2012

      ".....Os advogados deviam ser muito mais mediadores
      familiares nestes processos do que são .
      Ás vezes colocam -se, no contexto, destes processos
      assumindo as dores do seu constituinte e levando
      processos a esticarem-se de uma forma incompreensivel
      e insensata....."

      ..........................//........................

      E porque faz 2 anos que participo neste blog e dado
      que esta temática pessoal, embora envolvendo a minha
      ex familia com origem em Forninhos,nada tem a ver
      com as intenções e propósitos do mesmo , entendo não
      continuar este protesto ,aqui,por respeito e amizade a quem põe este blog de pé há sete anos.
      E por todos os que o seguem !!
      Mas as Aldeias e Lugares também são feitas de Crimes
      e filhos sem Pai e Sem Mâe , de Crianças de Pai
      incógnito e tudo o resto que para certas familias é
      um pesadelo recordar !!


      Fica apenas a descrição do sequestro em Setembro de
      2016 ,em Loures,por parte do executante deste plano
      Julio de Almeida.Avô materno dos meus filhos.

      Entendo que tendo os meus dois filhos mais velhos
      24 e 21 anos neste momento , e porque se me cruzar
      com eles já nem os conheço ,não justifica massacrar
      mais o tema e eventualmente as pessoas com ligação
      directa ou indirecta a este caso.
      Até porque os que estão directamente ligados ao assunto, fogem ou escrevem cobardias anonimamente !!

      Tenho o mesmo numero de telefone há vinte anos e se
      em todos estes anos acham ( os meus filhos) que o pai que lhes levou á escola, lhes mudou as fraldas e lhes conduziu aos médicos e consultas, etc. não merece uma palavra a decisão é deles como cidadãos livres, adultos,responsáveis,num pais livre, moderno
      e democrático.
      Como tal é aceite por mim , sem problema.
      Até porque o meu tempo de familia está ocupado e bem
      ocupado por missões idênticas ás que tive com eles
      entre 1993 e 2006.
      Lutei e luto para deixar uma mensagem positiva aos que ficarem depois de mim.

      Só porque neste tempo de instabilidade por onde passei, levantava um braço arranjava uma namorada e
      o outro arranjava trabalho , acredito que,por isso,a
      mensagem que deixo aos meus filhos vai ser bem mais
      saudável do que aqueles que no mesmo período de tempo
      e por motivos bem menores encheram páginas de jornais
      com sangue , morte e destruição, deixando orfãos de
      pai e mãe e rasto de incerteza total ....
      Ao menos aos meus filhos deixe-lhes um MÃE , UM AVÔ,
      UMA AVÓ.. Umas tias e tio, queridas e querido...que todas certamente até ao fim dos seus dias vão avaliar
      o tamanho da brutalidade dos seus actos que
      deu nesta ALIENAÇAO PARENTAL GRAVE .

      Nada resultou. Os telefones desligaram-se. Trinta e tal cartas registadas e prendas por correio.
      Uma conversa sajdável com o Julio " Grilo" em 2010
      ou 2011 no Jardim de Sto Antonio.
      Nada!! Nada !!
      Os cheques que enviei para Tribunal !
      Nada !!

      Por mim e pela quinta vez , de férias , com a minha familia vou a Paris consciente dos meus defeitos e
      falhas, mas trabalhando todos os dias para viver em
      AMOR...porque sem AMOR, como já se viu a vida é uma m....!!

      Abr
      MG

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    19. O Sequestro de Loures

      Trinta e dois depois de estarem em parte incerta, os
      meus filhos mais velhos,são trancados dentro do Clio
      do avô Julio "Grilo" dentro de Loures a 15 de Setembro de 2006. Tinha estado na Escola deles, Luis
      de Sttau Monteiro , a ver os horários.
      Precisava de estar em Vendas Novas ás 14 h.
      Á saída de Loures vejo o Julio Almeida a circular do
      lado contrário, fiz-lhe sinal. Buzinei ,esbracejei.
      Queria falar com os meus filhos.
      De 9 de Julho áquele dia tinha estado com eles apenas
      uma vez no Estádio da Luz e no Colombo.
      A 12 de Agosto depois de confrontar-me com a vivenda
      toda remexida e assaltada. Decorria o processo de
      venda. O Julio seguiu a sua marcha para dentro de
      Loures e quando pára num Stop junto ás Finanças eu
      coloco-me ao lado esquerdo dele com a minha Citroen.
      O Julio não cede e fecha os vidros do seu Clio e
      tranca as portas com os miúdos dentro.
      Não me deixa ver os meus filhos ....
      Quando arranca dou- lhe uma trancada lateral carro
      contra carro. E vou-me embora.
      Não quis enfrentá-lo á frente dos miúdos.
      Sempre evitei violência á frente dos meus filhos.
      Assumi .Fui á GNR .Accionei o seguro. Foi uma prova
      do meu desespero. Saiu-me caro. Paguei.
      Queria estar com os meus filhos. Ser PAI.

      Ninguém se magoou.A velocidade do embate no arranque
      foi baixa .
      Com este incidente ainda levei os miúdos á escola no
      arranque das aulas.Mas por pouco tempo.
      Os " Grilos" estavam imparáveis .O Júlio aponta-me
      uma faca.A Leonor uma arma de pressão de ar quando lhe bati á porta para ver L.
      A menina L.M.A.A.G. é levada para uma escola que desconhecia....A Advogada queria quase 800 € para
      abrir processo crime sobre tudo isto. Era preciso
      testemunhas e com o incidente do Shoping Loures e
      outros pelo meio a solução foi fugir ...
      Ninguém me ajuda. !!!! Apenas vizinhos....

      Nem o" grilo" fadista que trabalhava no Lutécia e que era muito meu amigo. Aparecia na minha casa sempre
      depois da meia noite .Em dias de festa.
      Da Madeira apenas telefonemas da minhas primas L e tia A. Aliás. Os meus primos sempre foram isentos.

      Em Outubro vou lara outra etapa.
      Claro que a vida continuoun com a DOR de perder os filhos nos braços de uma familia quase tudo correu
      mal até aquela data.

      Ainda tento conversar a bem com Julio " grilo" em 2010/2011 com a menina L .M. ao lado.
      Nada resultou !!


      Maria Ines Gouveia Andrade e a eng Cabaça licenciada
      em agronómia podiam fazer uma tese de doutoramento
      e/sobre esta problemática de ALIENAÇÅO PARENTAL ...
      Podem contar comigo ..que as vejo passar tristes com
      a sua cobardia e inquietante enfermidade.
      É que as consequências de tudo isto estão para chegar !
      São naturais. Como os " grilos " bem conhecem de outros conflitos onde estuveram envolvidos em contexro familar .....
      Tristes homens e mulheres que destroem ligacões de
      AMOR e AFECTO. De forma gratuita e cobarde.

      Desde que recebi o SMS de Ines Gouveia Andrade fiz o que ela ordenou ..Acabou ! Não vai mais prendas por correio.

      Fim

      Abr
      MG

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    20. Para a História que fique claro, o seguinte:

      Á familia de Júlio Almeida,filho do Ti António " Grilo" que tem nas suas fileiras gente muito qualificada, da Ciência Politica á Politica Social,
      passando pelo Direito e pela Agronomia, a todos, sem
      limites geográficos ou de grau de parentesco digo, que escrevam AQUI um único episódio entre 1988 e
      2006 em que EU , Antonio Miguel Gouveia, vos tenha causado embaraços, problemas , confusões em público
      ou em privado,merecedor de tamanhas e descontroladas
      atitudes por vós cometidas e aqui descritas !!
      Um desafio que só aceito se escreverem o vosso nome e BI.

      Cuidem dos VOSSOS FILHOS !!

      MG

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  28. Alguém conhece, em Forninhos , o paradeiro da engenheira que ia partindo
    O pulso no assalto á minha vivenda em Agosto de 2006.
    Trata se de uma neta do ti Antonio " Grilo" !!!
    Qual a relaçao desse homem de cabelos brancos com essa engenheira??
    A ultima morada conhecida era Sta Iria de Azoia ?! Loures.
    Foi casada( ?) com um eng militante da CDU !!
    Tenho video do estado em que ficou a casa .
    Gratifico, gente boa de Forninhos , se tiverem elementos
    Basta um Sms .
    Esta " gente " passa férias em Forninhos ?????
    Bem haja.
    AMG ( BI 7286701 )

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    1. Outono de 1989/////9 de Julho de 2006//////29 Julho 2015//////15 Agosto 2015

      Forninhos Terra de longe
      Onde nasce o Rio Dão
      Nos teus pés molhei a alma
      Nas tuas encostas o coração

      Conheci-te numa noite escura
      Num momento de solidão
      Vi irmãos desavindos....
      Pegar na mãe dentro de um caixão.

      Familia que não se fala
      Pelo Mundo espalhou a ingratidão
      Em Forninhos percebi um dia
      Foge Gouveia desta podridão

      Já morreu a velhinha ?
      Minha amiga do coração
      Visitei-a muitas vezes
      Á lareira da oração

      Aprendi muito com ela
      Que bagaço que imensidão
      No frio de Forninhos á lareira
      O pinga-pinga do saber com precisão

      Ardia de dor e prazer
      O bagaço da velhinha
      No Serrado ajudou á festa
      Assim a batata foi recolhida

      Do varejar da azeitona...
      Ao malhar do milho para o pão
      Do Fontelheiro á Matela de trator....
      Um dia fui buscar feijão

      Fuji dos " grilos" com dignidade
      Aquilo era muita intriga e destruição
      O meu suor foi devorado
      Para os meus filhos sobra a confusão ...

      De que serve ter " um canudo"
      Inteligência por medição
      Se momento do aperto....junto ao jardim
      Até facas para me apontaram
      Para me sugarem a dedicação

      Gostava de voltar a beber
      Na nascente do Rio Dão
      Em homenagem ao poeta " grilo"
      Abandonado junto ao garrafão

      Oh Julio , vou terminar....
      Mais duas coisas vou te dizer
      Fugi e ti muitas vezes
      Minha mãe Maria te mandou dizer

      Oh tirano, de uma " figa"
      Só porque não tiveste Amor de Pai
      Porque razão roubas-te ao meu filho
      Aquilo de que não foste capaz

      Não volto a incomodar
      Este blog vou admirar
      Por respeito a Forninhos
      O Samuel vou homenagear.....

      Ate Sempre !!!
      Antonio Miguel Gouveia

      ( ver outros blogs onde o meu nome aparece por causa da Alienação Parental. em Observador TSF ou Fundaçao D Pedro IV )

      Obrigado FORNINHOS !!!!

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    2. Quis dizer :

      De que serve ter um " canudo"
      Inteligência por medição
      Quando na hora do assalto
      Até facas me sugaram a dedicação

      ( Factos reais Setembro 2006 /St Ant Cavaleiros )

      Obrigado
      AMG

      Eliminar

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