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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Todos somos primos

Cá na terra, é costume dizer que somos todos primos e quando alguém o diz, nem nos passa pela cabeça pôr isso em causa, daí esta minha contribuição para provar que assim é. Recuei apenas à minha trisavó paterna, Maria Antónia, que pelo número de descendentes até à minha geração, é fácil concluir que estaremos quase todos unidos por laços familiares mais ou menos próximos.

A minha trisavó Maria Antónia (filha de Manuel Coelho e Florência de Andrade), casou com António de Almeida (filho de João de Almeida e Maria José), eram da Matança, Fornos de Algodres e ficou conhecido por António ferreiro "velho"  pois a sua profissão era ferreiro e tiveram nove filhos:

1-  José Augusto de Almeida, o filho mais velho, casou com Rosa Fernandes e teve 8 filhos (?):

-Etelvina
-Palmira, emigrou para o Brasil
-Maria dos Santos, emigrou para o Brasil
-Olímpia, emigrou para o Brasil
-Beatriz, emigrou para o Brasil
-Alfredo,emigrou para a América
-António, emigrou para a América
-Adelina, emigrou para a América ou Inglaterra (??)

(deste ramo descenderão os filhos e netos da Etelvina, Palmira, Maria dos Santos, Olímpia, Beatriz, Alfredo, António e Adelina).

Maria,filha do Augusto ferreiro
Beatriz e Olímpia, filhas do Augusto
registo casamento da Adelina, filha do Augusto

José Augusto de Almeida enviuvou em 1918 e casou novamente com Apolónia Fernandes.



2 - Teresa de Jesus (minha bisavó), casou com Eduardo Albuquerque, casaram tarde, ele com 37 anos e ela com 33,  mas ainda tiveram 6 filhos:

- António Albuquerque, emigrou para o Brasil
- Maria dos Prazeres
- José dos Santos Albuquerque (meu avô Cavaca)
- Clementina Albuquerque
- Rita Albuquerque
- Ilídio Albuquerque, emigrou para o Brasil

(deste ramo descenderão os filhos e netos do António, Maria dos Prazeres, Zé Cavaca, Clementina, Rita e Ilídio)


Maria dos Prazeres,filha da Teresa


Zé Cavaca e mulher + filhos: Júlia, Margarida, António, Samuel e Natália


3 - Ana de Almeida, casou com Casemiro Lopes, viúvo de Olinda de Andrade, natural da Moradia, Antas, e teve 3 flhos:

- António "brasileiro", não casou nem teve filhos
- Augusta "brasileira, não casou nem teve filhos
- Clementina "brasileira"

(deste ramo descenderão os três filhos e netos da tia Clementina: Ana, Nazaré, António Joaquim)

Ana Almeida faleceu no Brasil.

4- Maria dos Prazeres Almeida, casou com António de Figueiredo Pacheco, natural das Antas, viúvo de Maria Joaquina Travassos, e tiveram uma filha única, chamada Júlia, era a madrinha do meu avô Zé Cavaca e do Daniel "novo" e viviam na Matança.

5- António ferreiro "novo" teve 5 (?) filhos:

- Adelino "ferreiro" 
- Maria dos Prazeres 
- Ana 
- Zé ferreiro 
-António ferreiro

(deste ramo descenderão os filhos e netos dos cinco).


Zé Cavaca e Zé ferreiro - primos direitos,
filhos da Teresa e do António ferreiro "novo"

6- Daniel Almeida, conhecido por "Daniel velho", a sua esposa chamava-se Nazaré e tiveram 3 filhos:

-Daniel "novo" 
- Francisco 
- Augusta, que ficou conhecida como tia Augusta "velha", não casou nem teve filhos

(deste ramo descenderão os filhos e netos do tio Daniel e do tio Francisco)

7 - Rosa, teve 2 ou 3 filhos (?)

- Augusta pulica (?)
- Joaquim pulica (?)
- ?

(deste ramo descenderão os filhos e netos)

8 - Clementina, casou com  o Joaquim Moca

- Abílio Moca
- Rosa Moca
Emigraram para o Brasil

(deste ramo descenderão os filhos e netos)


9 - Francisco de Almeida (avô do XicoAlmeida), conhecido também por Chico ferreiro, casou com Ana Saraiva e teve 5  filhos:

- Augusta Saraiva, não casou nem teve filhos
- José
- António Almeida
- Alfredo Saraiva
- Teresa Saraiva
Francisco ferreiro, esposa e filha Augusta

(deste ramo descenderão os filhos e netos do Zé, Alfredo e da Teresa)

Nota: Esta pesquisa está em aberto, aguardando a contribuição de quem possa ajudar a corrigir alguma informação que não esteja correcta ou a acrescentar dados e documentos que a complementem.
-/-
Agradeço o contributo de:Aurélio Fernandes Pereira, bisneto do Augusto ferreiro; Margarida Cavaca, neta da Teresa de Jesus, Augusta Guerra, sogra do Francisco ferreiro e Ana dos Anjos, neta da Ana de Almeida.

39 comentários:

  1. Que belo trabalho de pesquisa de dados da família ! Interessanre e legal!!bjs chica

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    1. Obrigada. Tinha de fazer a genealogia da família "dos ferreiros" e ela está quase feita.
      Bjs, boa semana.

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  2. OLHAR NO ESPELHO DAS NOSSAS MEMÓRIAS...
    Venham livros venham folhas de coisas não sentidas, escritas por mãos estranhas, aqui te agradeço do fundo do coração, a coragem, o trabalho exaustivo na pesquisa, o relato fiel e sem pudores no modo como fomos sendo criados numa comunidade. Decadas atrás de décadas em que acasalavam primos de vários graus, daqueles que porventura os eventuais filhos viriam comdefeitos ou maluquinhos...
    Trazes até nós, Paula, um registo muito importante (como outros porventura) de como ainda agora e numa saudação, nos cumprimentam numa "boa tarde, primo". Confesso que fico baralhado com os nomes, mais ainda e a teu pedido pergunto quem era fulana ou cicrano, tenho resposta, mas sei lá, de alguns tenho memórias, o que me dizem penso que já todos morreram e os restantes, mal os associo aos antepassados.
    Fico "preocupado" por esta mistura, tal coisa nunca tinha imaginado como verdadeira, falas de um nome era descendente de tal, falas de outra, havia casado com fulano, depois são os netos e netas, de filhos do senhor tal, casado uma vez com a mãe dos filhos dele ...
    Uma OBRA para Forninhos que muito te deve!
    (Parece que a tua bisavó, era irmã do meu avô...).
    Boa noite prima e parabéns por esta arte que fica na nossa história.

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    1. Já diz o ditado: "quanto mais prima mais se lhe arrima".
      Mas Forninhos a mim nada me deve, Forninhos deve muito a esta família, que foi e é a maior família de Forninhos e até hoje nada fez para manter viva a memória "dos ferreiros".

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    2. E às vezes, os familiares "arrimavam" com umas belas dordoadas no lombo, aquilo não era para brincadeira, bastava um boato e marcado o casamento. Então se ela ia de "barrigo", era um apressar da boda que Deus te livre, mas "coitadinha" dacriança, nas ceu antes do tempo e as velhas do soalheiro vinham sempre com o mesmo dizer: "parece com o pai, com a mãe, com o tio ou tia, acho que sai ao primo...".
      Pudera, era tudo família!
      Por aqui se tenta manter a essência de uma terra e venerar com respeito quem a ajudou a erguer.

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    3. Creio que entre primos, casamentos por amor houve poucos, era mais frequente os casamentos serem feitos por interesse, mais que por amor, este viria depois. Daí, se calhar, as bordoadas :-(
      Os pais incutiam nos filhos que deveriam casar com fulana ou fulano, mesmo primos, porque os terrenos dos pais de um e de outro pegavam e assim poderiam, mais tarde, juntá-los e formar um terreno maior para ter uma vida melhor. Muitas vezes eram os pais do noivo que falavam com o pai da noiva e se entendiam no casamento dos filhos.
      Era assim em Forninhos, como noutros lugares.

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  3. Uau...não pude evitar um sorriso pois sempre que vinha à aldeia ... a minha mãe apresentava sempre um primo a cada virar de esquina!
    Fotos lindas... Bj

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    1. O meu enorme respeito por toda esta gente...
      È a HITÓRIA de FORNINHOS dos últimos 200 anos...

      No Arco de S Jorge ( Madeira ) com outra geografia e
      povoamento pouco maior que Forninhos , acontecia-me
      o mesmo - Primos de meu Pai por todo o lado - Em 2017
      fui ver o que sobra da casa onde nasceu meu avô Francisco
      e lá apareceu um prima minha de 3 grau ?? Filha de um
      um primo de meu Pai - Franscisco - Que Deus tenha a sua
      Alma....
      Raízes....profundas...

      Abraço
      MG

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    2. E eu a pensar que para quem é de fora, era difícil acreditar que somos todos primos!
      Afinal por todo o lado é igual.
      Bj&Abraço.

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  4. Boa tarde Paula,
    Grande pesquisa muito interessante e bem documentada.
    Na minha freguesia não houve praticamente emigração e os jovens casavam-se uns com os outros e raramente com pessoas de fora da terra. Penso que é desse fato que há muitos primos e primas, porque havia sempre um familiar no caminho tal como em Forninhos...
    Um beijinho e continuação de boa semana.
    (Ah na minha terra costuma dizer-se que "ainda somos parentes por parte de... e de...;))!
    Ailime

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    1. Tal e qual Ailime.
      Há 3/4 anos conheci uma pessoa que não se apresentou como primo, mas como parente; soube que será parente por da parte da Rosa e da Augusta. Isto para dizer-lhe que "parente" também se diz na minha terra e só sei que sem a ajuda dos meus parentes este post documentado não seria possível (sobra-me pouco tempo para pesquisas mais profundas).
      Beijinhos.

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  5. Não foi por acaso, que no século passado, o poeta escreveu e a Gina Maria cantou:

    Na minha aldeia,
    não há ódios nem estimas
    tem-se amor pela vida alheia
    todos são primos e primas.
    Era assim também em Sá, aldeia de Carvalhais, concelho de S. Pedro do Sul, onde nasceu a avó Piedade. A primeira vez que fui fá, achei muito estranho que todos se tratassem assim. (Ainda hoje há aqui na minha rua, uma senhora com 90 anos que me trata por prima, e que diz ser prima do meu falecido pai) O meu pai disse-me que descendiam todos do mesmo casal, que ali tinha chegado há mais de trezentos anos. Não sei se é verdade, se há documentos, ou se a história passou de uns para os outros por via oral.
    Abraço

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    1. Sem ambições,
      Cada qual seu pão granjeia
      E à noite há serões
      À luz da candeia!

      Depois chegou a televisão e perdeu-se o convívio dos serões, somente nas noites de verão, durante as férias, ainda se juntam primos e primas, no balcão de uma ou outra casa...

      Foi bem lembrada a canção da Gina Maria. Bem-haja Elvira.

      Abraço.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Será reposto, brevenmente, com algumas retificações.
      As minhas desculpas

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    2. Parabéns Paula, o meu agradecimento pelo exposto, reconheço o quanto tempo perdido pela pesquisa, sei lá o quanto tempo gasto, sabia que os nossos bisavós são comuns, quer dos Albuquerque, quer dos Coelhos mas ser primo, afastado, do Xico, não via a ligação. Compreendo também, a razão do porquê, A Tia Clementina e Tia Augusta Brasileira de me chamar primo quando era pequeno e a ligação dos nossos antepassados serem vizinhos, refiro-me ao Tio Moca, ao avô do Xico e ao meu avô carau/avó Maria, e já agora, a família Brasileira, tudo pegado(meus avós maternos penso que compraram a casa onde os meus pais e meus tios Caraus viveram e onde nasci juntamente com os meus irmãos, até ao José António e todas as minhas primas Caraus. Esta casa tinha uma entrada larga com um pátio, em frente a casa de meus Tios, Júlia e António e do lado direito a casa de meus pais. Havia uma janelita que dava para a casa da Tia Felisbela, por onde a minha prima Bela nos vinha falar de vez em quando. Esta casa pertencia, anteriormente, ao Tio Mosca ou Mosquinha, não conheci, mas do Tio Moca, ainda me lembro de lá viveram, hoje do Tio António Cavaca e Augusta Moreira. Sei que um dia te propus este desafio, parte dos Albuquerque (Ferreiros antes) já está, como os nossos trisavós são comuns e os nossos avós, das duas gerações, são irmãos, tua avó materna irmã de meu avô materno e teu avô materno irmão de minha avó materna, Primos em duplicado. Priminha trata de pesquisar a "Arvore" dos Coelhos, até aos bisavós sei, mas para trás, desconheço. Eu estou MUITO GRATO, um grande registo para o Blog e para todo o povo da Freguesia. E VIVAM OS PRIMOS DE FORNINHOS.

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    3. De nada primo :-)
      Foi com a frase "Para compreender o presente é preciso primeiro conhecer o passado" que nos apresentamos!
      Conhecendo o passado acabamos por compreender o porquê da vizinhança, comprendemos os nomes de baptismo e tanta coisa mais...
      A linha da família "Coelho" também é muito interessante. Da parte da bisavó Emília está quase feita, teve só 2 irmãos (o tio Abel que era o pai da tia Adélia, do prof. Sobral e..) e a tia Maria que casou 2 vezes (do primeiro casamento teve 2 filhas: Felisbela e Aida; do segundo teve mais 2 filhos..); Só agora percebi os laços com a tia Felisbela e se compreende o nome Aida na nossa família.
      Do bisavô Coelho é que só sei o nome dos seus pais (nossos trisavós) e de um irmão, que disseram-me era o ti Manel "guinário" não sei se sabias. Desconheço se teve outros irmãos.
      Um dia faço o post.
      Agora, Henrique, a família Albuquerque não é a família dos ferreiros.
      O Albuquerque -dos Cavacas- vem do nosso bisavô Eduardo, marido da bisavó Teresa, a avó é que era dos ferreiros.
      O avô Eduardo só teve um irmão, o tio Henrique (daí o teu nome). O avô Eduardo teve com a avó Teresa 6 filhos e o tio Henrique acho que só teve 3 filhos.
      É deste ramo que aparece também o nome Albuquerque na família "Guerrilha".
      Curiosamente o avô do bisavô Coelho chamava-se José Coelho de Albuquerque.
      Terá alguma ligação com o Albuquerque do avô Eduardo?
      Temos de saber.
      A mãe chamava-se Carolina de Andrade.
      Da avó Emília deves saber que a mãe dela se chamava Dulce do Carmo e o pai José Dias de Andrade.
      Há quem da família diga que a avó Dulce era de Sernancelhe, mas não, era de Aguiar da Beira.
      Forninhos é uma terra aonde ao longo dos tempos sempre chegaram pessoas de outras paragens, uns de mais longe, outros de mais perto, que por cá ficaram, mas não eram da terra.
      Nem todos os avós são da terra de Forninhos, mas todos somos primos de Forninhos.
      Bjs, boa semana.

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    4. P.S- queria dizer: "Curiosamente o PAI do NOSSO bisavô Coelho (António Coelho) chamava-se José Coelho de Albuquerque".
      Também há "Coelhos" que foram a Albuquerque:
      - tio Abel
      - tio Álvaro
      - tio Armando
      - tia Arminda

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    5. O meu comentário foi retificado mas mesmo assim passou um erro, refiro-me aos teus avós serem irmãos dos meus, os meus são maternos mas os teus são paternos e não maternos como mencionei, as minhas desculpas mas isto são tantos nomes que nos baralhamos por vezes. Como se trata de primos, na nossa família temos alguns que se casaram além de alguns avós também aconteceu com primos, Tio António Carau com Tia Júlia e Agostinho Carau com Odete Peleira (Forninhos é rico em alcunhas). Quanto a sobrenomes, entre irmãos uns receberam apelido da mãe e outros não, por exemplo, minha mãe é só Aida dos Santos e o irmão Antonio (Carau) já tem apelido Albuquerque assim como outros irmãos, talvez erro de registo. Já no caso de meu pai, José Lopes de Almeida, nos irmãos foi Almeida Lopes. Sobre a descendência da nossa outra família, como te disse, sei de todos até ao nosso bisavô Coelho, que não conheci mas conheci a sua esposa nossa bisavô, virava o bucho às crianças, cheguei a ver. Vamos então elaborar a outra (árvore). Mais uma vez, obrigado pela partilha da evolução da nossa família.

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    6. O tio António Carau era António dos Santos Andrade (lembras-te do ASA ??), mas é verdade, há grandes discrepâncias entre os nomes de irmãos, principalmente na família dos "Coelhos". Uns vão a Coelho, outros a Albuquerque, uns a Dias outros a Sobral...outros são dos Santos e outros Andrade...
      Junto da tua mãe tenta descobrir se o avô Coelho, além do do ti Manuel Coelho tinha outros irmãos ;-)

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    7. Henrique, já descobri mais uns irmãos do avô Coelho; o nosso trisavô era filho de pai incógnito e mãe solteira, chamava-se Maria de Albuquerque (daqui vem o Albuquerque dos "Coelhos").
      Agora uma rectificação: a nossa trisavó Dulce afinal era de Sernancelhe, mas foi criada em Aguiar da Beira desde os 18 meses. A avó Carolina também não era de Forninhos, era da Matela, freguesia das Antas, concelho de Penalva do Castelo.
      Em breve faço o post com a árvore da família "Albuquerque Coelho".

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  7. Muito interessante esta investigação que a minha amiga fez e é curioso e percebe-se que grande parte dos "primos" imigraram para as novas "Américas" em busca de fortuna.
    Um abraço e bom fim-de-semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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    1. Na altura havia dois destinos de base para a emigração: o Brasil e a América. Circunstâncias da vida levaram uns para a América, outros para o Brasil. Alguns nunca deram sequer sinal de vida. Nem uma carta.
      Um abraço e tenha também um bom fim-de-semana.

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  8. Mera curiosidade ou circunstância de vida que pode vir a propósito...
    Da parte da minha mãe, a sua irmã Rosa teve dois filhos casados com a família dos Carvalhos, a Luz com o José Carvalho e o José "Pêgo" com a Agostinha Carvalho, residentes nos Estados Unidos, próximos uns dos outros, juntamente com filhos e netos.
    Da parte do outro irmão, António Guerra, as uniões foram um pouco abaixo de Forninhos, à Quinta da Ponte.
    Nesta pequena localidade, casou a minha prima "Fiquita" com o Nélson, precocemente falecido, o Graciano com a Bina e a Iracema com o António Melo.
    E deste modo, triplicaram as casas...
    Com tantos filhos e netos nestas famílias, não será estranho (digo eu) que porventura venha a haver mais primas e primos.
    Agora se era por interesse ou comodidade, aquilo que sempre vi e testemunho, sempre se deram bem e aparentam ter vidas felizes.

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    1. Mas esses casaram irmãos com irmãos, que eram de famílias diferentes e dessas uniões, sim, poderão vir a casar primos com primas.
      Mas na família dos ferreiros casaram mesmo primos com primos. Um exemplo: a tua tia Teresa casou com um filho do António ferreiro "novo".
      O sogro dela, tio António ferreiro, era primo direito dela.
      Creio que na família havia sobrinhos mais velhos que os tios. Só pode, só assim se comprende esta ligação.

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  9. Ficou muito bom Paula. Estou tentando levantar as informações do lado dos Fernandes. Acredito que minha bisavó Rosa Fernandes tinha algumas irmãs. Entrei no site da https://digitarq.adgrd.arquivos.pt/viewer?id=1179022 e lá existe o registro de batismo antigos, porém é muito difícil entender a caligrafia.

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    1. A tua ajuda, Aurélio, foi fundamental.
      Da parte do "Fernandes" deves ter também alguns primos em Forninhos que podem ajudar-te melhor que eu. Não desistas...é sempre bom sabermos dados dos nossos antepassados e esse site, pode não ajudar muito, tão dificil é a caligrafia, mas acho que todos perbemos, pelo número de baptismos e casamentos, que Forninhos crescia!
      Ainda quero descobrir quem foram os pais dos nossos avós Maria Antónia e António de Almeida.
      Um abraço forninhense.

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    2. É verdade Paula. Também estou tentando retroceder ainda mais, minha bisavó Rosa Fernandes era filha de Manuel Fernandes e Mariana Dias. Agora já são três as linhagens a procurar, Almeida, Fernandes e Dias.

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    3. O "Dias" aparece na família da minha avó paterna.
      Mariana Dias era natural de Forninhos?

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    4. Aurélio, consegui retroceder um pouquito mais:
      Através do assento de óbito do nosso trisavô António de Almeida, descobri que não era natural de Forninhos, mas da Matança, a sua profissão era ferreiro e era filho de:
      João de Almeida e Maria José.
      Ambos da Matança.
      O nosso trisavô faleceu com 70 anos no dia 18/03/1907.

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    5. Segundo o registo de baptismo da Ana Almeida os seus avós maternos (pais da nossa trisavó Maria Antónia) eram de Forninhos e chamavam-se:

      - Manuel Coelho
      - Florência de Andrade

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  10. Bem que gostaria de mais coloborar, mas e olhando para trás, aquilo que me recordo de ver/ouvir, pouco acrescente.
    O meu avô Francisco teve os filhos acima descritos, uma enormidade de irmãos, sendo ao que parece o mais novo.
    Nele, meu avô, básicamente morrem as minhas memórias vivas, as outras são ou foram do que vou ouvindo.
    "Ó primo, ó prima, já lá tanto tempo que a gente não se via...".
    Uma festa que tal seria, não fossem esses encontros por norma nos funerais, coisa que ainda me intriga por tantos anos ausentes aparecerem no dia e hora.
    Tal já vi no funeral de meu pai, tio e tias; quase do nada, aparecem primos e primas de todo o lado, a dar as condolências, a dar abraços e força. Muitos nem nos conhecemos e ao perguntar a quem pode responder, aparecem respostas comedidas pelo momento que a situação impôe, quase em surdina...
    " Não te lembras, são aqueles primos de Infias, os outros de Algodres" e por aí afora me explicavam, não tendo bem a certeza.
    O certo é que iam tirando "parecenças".
    " Olha para a rapriga, chapadinha com a cara da tia Augusta, esta sai à mãe", enquanto ali encostada e porventura a mais velha da aldeia, numa cotovelada manda calar a adivinha. Eram gentes que conhecia de como elas velhas, de feições vincadas pe la vida agreste vivida; Incomodada.
    "Olha bem para os braços dela, fortes e o rosto que dava a cara ao desgosto, aquando perdeu um filho em novita,carinha chapada do Augusto", não fossem eles primos e diria que eram coisas do diabo.
    Mas não eram e nunca (acho), apenas coisas ditas de que entre familiares directos daí podiam vir coisas ruíns...
    Em tempo de despedida, deixo a todos uma pergunta final:
    Deus criou o mundo apenas com Adão e Eva, segundo o Antigo Testamento e afinal o que eram entre eles?
    Mais, Deus disse: crescei, multiplivai-vos e inundai a terra.
    Afinal?
    Coisas entre primos e primas, é um pecado menor e daí a dificuldade, porventura por medos "pecaminosos" ser um pouco difícil reconstituir a história, esta que aqui se quer fazer.


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    1. Retroceder até aos trisavós já foi obra!
      Retroceder até aos tataravós acho que o podemos conseguir. Agora cabe também a todos os parentes interessados em conhecer e compreender melhor as suas origens mais profundas, acabar esta genealogia na parte da actualidade...até ao último Almeida!

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  11. Um bom levantamento da genealogia que fizeram. Vocês são mesmo dedicados e sensíveis, admiro muito isso!
    Um abraço nesta quarta-feira...
    Fizemos um lindo passeio a SP nesse último fim de semana, mostro no Ciranda e no Vida & Plenitude... Viajar é ampliar horizontes...

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    1. Foi uma forma de homenagear "os nove magníficos"!

      Beijinhos.

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  12. Tenho uma dúvida .Nos anos 90 ou até antes alguma familia viveu
    em Forninhos sem lá ter antepassados...??
    Na minha terra ...e até no lugar onde nasci tal aconteceu...com
    um " refugiado" da 2 Guerra Mundial.
    Pouco comum em lugares pequenos...

    Abr
    MG

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    1. Só tenho conhecimento de uns pedintes, um chamado Paulo e outro "funfas", a aldeia conhecia-o assim; o Paulo já velhinho morreu em Forninhos e aí foi sepultado; o "funfas" foi sapateiro e sabia o nome de todos da aldeia. Forninhos adoptou-o e parecia sentir-se bem, mas um dia desapareceu.
      Ambos, acho, não constituiram família.
      Abraço e bom feriado.

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  13. Obrigado , Paula
    Vivi toda a vida com a misteriosa estória da infância de minha
    querida Mãe, que , se assustava com um " inglês grande " que rondava a " nossa casa" era minha Mãe Menina .
    Aquele homem foi ali " bater" vindo de longe...viveu na "nossa
    casa" antes de minha avó comprá-la...e dali saiu com mágoa
    construindo mais abaixo uma gruta de 4/5 metros ...dizia para
    refugiar-se da guerra...( estavamos em 1949 ?? )
    Dizia minha Mãe que depois de anos de medo o homem foi embora..
    Sempre estive atento a estórias dos que nada têm e aparecem
    " do nada " sendo adoptados e até amados pelos nados da Terra..
    Lisboa está " cheia disto ".....

    Abraço
    MG

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  14. Mas VIVA os PRIMOS , adorei este post...
    Fez-me matar saudades das estórias com os meus primos que são
    muitos se contar com os segundos primos e Minha Mãe e Meu Pai.

    Abraço
    MG

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