Seguidores

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Brasileiro visita Forninhos, a terra do seu bisavô

uma primeira foto de grupo
Há momentos que não se explicam facilmente. Este da visita do Artur, o brasileiro que veio até nós no último dia 11, para conhecer as suas raízes, é Me-Mo-Rá-Vel. É isso mesmo. Foi um dia memorável para quem o viveu e espero ser para todos os que vão ver através das fotos (tentei fazer o melhor) que o blog dos forninhenses divulga:

Desde o 1.º momento sentimos que os visitantes
se sentiam em casa
Passamos pela Igreja e Rua das Alminhas 

e a expressão que se ouvia era: 
'obrigado pela recepção, não vou esquecer este dia' 

No café 'Coelho' continuou a conversa
sobre as coisas desta terra

que os visitantes iam ouvindo
Artur

Mas perguntam vocês quem é o Artur? 
O Artur é bisneto de Adelino Esteves, da família dos Serafins de Forninhos. Como os assíduos leitores sabem, nos anos 20 do Século XX, de Forninhos houve algumas saídas para o Brasil. Eram tempos maus para a gentes aqui nascidas. Havia produtos da agricultura para a sobrevivência, mas não havia moeda e uma percentagem significativa pedia dinheiro emprestado para a viagem. Eis que foi assim que o bisavô do Artur partiu para o Brasil. 
Então, embora postumamente, dedico também este 'post' ao tio Adelino Esteves, não só pela admiração e consideração que tenho por todos os emigrantes - não há em Forninhos nenhuma família em que não haja emigrantes - mas também porque foi com o dinheiro por si enviado, que se fez o 'vale' sobre o pequeno cofre colocado no altar onde se guardam as hóstias (isto é, o Corpo de Cristo). Fazer um Sacrário era uma grande despesa e no dia 11.Ago.2013 o Artur e amigos admiraram este bela obra, o Sacrário e talha dourada de bom acabamento. 


Que orgulho ter participado nesta recepção. Não há dinheiro que pague isto - como se costuma dizer.
E, ao contrário do que, neste dia, disseram duas ou três vozes, eu continuo a ver o blog dos forninhenses como um veículo de transmissão para quem o lê; e se temos hoje visitantes que observam pormenores que os sensibiliza, pois grande é a admiração, tal deve-se a nós (desculpem a imodéstia). 

24 comentários:

  1. Mais uma pérola e quão bonita que vem ainda acrescentar mais valor e consideração a este espaço, não apenas na homenagem aos que nos idos anos vinte partiram para terras de Santa Cruz, mas também também a esta nova geração de descendentes dos emigrantes que partiram sem data de regresso e em que os prazos e metas com que partiam nos sonhos, não se cumpriam.
    Recordo a emoção e carinho com que o Artur ecutava cada palavra, os possíveis arrepios que sentia ao tocar no altar ou num cruzeiro, ele que precisava de encontrar as suas raízes, à semelhança de outros possívelmente que querem saber quem são e de onde vêm.
    Ele já tinha elementos da sua origem mas, precisava de clarificar a precisão.
    E o olhar orgulhoso que dirigia aos simpáticos amigos como que dizendo: estão a ver, digam lá que a minha terra não é bonita!
    Um abraço Artur e até à próxima, volta sempre.

    ResponderEliminar
  2. Que beleza de emoção e momentos ele deve ter vivido por lá!

    Isso é coisa pra nunca mais esquecer!

    Coisa linda! Belos momentos! beijos,chica

    ResponderEliminar
  3. Es impagable recorrer los caminos de nuestras raíces o las raíces de nuestros antepasados. Es una sensación que no se puede definir para el protagonista y para quienes sirven de guías.
    Abraços.

    ResponderEliminar
  4. Que gostoso ver a harmonia, a saudade, a familia e amigos resgatando uma história.
    Muito bom!
    bjs
    Ritinha

    ResponderEliminar
  5. A visita à santa terrinha é um desejo muito forte nos (muitos) brasileiros que conheço.
    Boa semana

    ResponderEliminar
  6. Paula! O meu abraço nesta 2ª feira...
    É muito bom saber que um brasileiro esteve por aí visitando e conhecendo mais suas raízes!... Penso que foram momentos maravilhosos!!
    Você é aquela que está de blusa azul?!

    Beijos e boa noite.......

    ResponderEliminar
  7. Boa Noite caros leitores!
    É muito bonito receber a visita dos netos de hoje, em querer saber como foi a vida de seus avós e tios em Forninhos, o que nem sempre acontece aqueles que saem da sua aldeia.
    Admiro demais as pessoas que dão valor às suas raízes e origem e nem há palavras para referir o que senti e só tenho pena que Forninhos não tenha mais para oferecer aos forninhenses e aos visitantes que me perguntaram porque não havia transportes para a aldeia e porque poucos jovens se fixam por cá, por exemplo.
    Mas disse-lhes que muitas casas antigas foram renovadas por emigrantes e migrantes e há muitas festas.
    E crianças? Nascem?
    Não. Já até fechou a escola. Ah! Mas nasceu uma estrutura de apoio a idosos um Centro de Dia. Respondi.
    Na Lameira:
    E estas obras são por causa das autárquicas, não é?
    É, e a tristeza maior e ver as nossas aldeias muito lindas, mas sem quase ninguém!
    etc. e tal...
    E, sim, aquela de blusa azul sou eu, na foto do grupo fiquei no meio.

    ResponderEliminar
  8. Foram bons, mesmo muito bom os momentos vividos, diria na intimidade clara, longe dos holofotes e aproveitamentos da ribalta.
    Apanágio desta obra de quase quatro anos, por cá, Forninhos, criticada nas invejas do obscurantismo.
    Sem convites e na singularidade a obra mostra frutos, como aqui se demonstra, fruto da abrangência e gosto, carinho e curiosidade que vem espalhando por todos os continentes.
    Afinal tem qualidade, apesar das pesquisas exaustivas, para quem não o sabe ou olha com desdém, não ser fácil.
    Cerca de duzentas almas de uma pequena aldeia, já visualizadas agora por mais de duzentas e vinte e três mil, que aqui procuram respostas por saberem que o que aqui se escreve, escreve na certeza, alicerçada na procura junto das fontes mais fidedignas, principalmente os mais idosos.
    E este Livro tem a consideração e respeito, quer queiram quer não, por todo o mundo.
    Sacrificios compensados pela visita do nosso amigo Artur e seus amigos, como penso outros virão. O principio de outras coisas, espero e gratuito, feito por gente da terra, quem diria...
    Projecto por poucos abraçado, por medos de conotações politico religiosas, como se falar verdades numa critica construtiva, fosse pecado.
    Não vou colocar enfoque no comentário anterior a este da autoria da Paula, esta tudo dito.
    Menos o aproveitamento de quem se expunha nos seus primórdios, penso de modo exibicionista, sendo de cá, Forninhos ou de fora, se entregam de outra forma na busca daquilo que nos antecipadamente vamos conseguindo, fruto da confiança dos mais idosos, que contrariamente aos mais novos cooperam, não a pensar nos filhos, esses que tinham a obrigação de colaborar, mas nos netos e bisnetos.
    Somos claro poucos, mas atingimos e ultrapassamos horizontes por uma causa nobre e independente de tudo e de todos - a nossa terra natal.
    Triste será um dia, dentro da aldeia andarem crianças e jovens a procurar as suas raízes, sem terem de atravessar o Atlântico como de tão longe o amigo Artur fez. Chapeau!
    Amanhã será um novo dia, cada vez mais virado para a continuação.
    Boa noite.

    ResponderEliminar
  9. Xico:
    Para início de conversa: Parabéns. Em Forninhos florescem diariamente parasitas, esquecem-se é que a história pertence ao blog dos forninhenses. E, para finalizar a conversa: ai daquele (ou daquela) que ao custo do nosso trabalho daqui retire sequer 1 linha!
    Fica hoje o aviso. Público. Já que, em particular, já tinha dito exactamente as palavras que escrevi.
    Mas agora é tempo de recordar e como de costume vamos continuar a publicar, os momentos e eventos que aconteceram neste mês de Agosto, a caminhada intitulada “na natureza” e as sondagens (ou escavações lol) no sítio de S. Pedro.
    Passado Agosto, é altura de outras matérias, já rascunhadas na minha cabeça.

    Continua…

    ResponderEliminar
  10. Uma parte deste artigo, lembra parte da feitura do Sacrário. Modernamente, afixam no hall da nossa Igreja, em papel A4, os beneméritos do restauro da imagem Y e X o que, a meu ver, nada dignifica a essência magnânima. Mas 'eles' lá sabem...
    O que eu sei é que antes de publicar esta visita, muitos dos nascidos e criados em Forninhos, sequer ouviram dizer que foi o tio Adelino, emigrante no Brasil, o benemérito de obra tão importante para a Igreja de Santa Marinha de Forninhos. Afinal: "Não há coisa mais bonita do que ir à missa e encontrá-la dita". Conhecem este provérbio?

    * Em Forninhos, tio ou tia é qualquer pessoa. Aplica-se a pessoa não parente.

    ResponderEliminar
  11. Boa tarde Paula, sempre que se fala em emigrantes fico de lágrima no olho, pois o meu filho mais velho está emigrado nas Américas!
    E como sinto bem na minha alma a alegria do reencontro assim como a tristeza da saída! Desculpe o meu desabafo...
    E por isso é enorme a minha emoção ao ver o carinho da vossa recepção ao bisneto do vosso conterrâneo Sr. Adelino Esteves! Um orgulho para todos vós e como ele se deve ter sentido em casa rodeado de tantos amigos! As suas raízes estão bem vivas
    nessa belíssima obra de arte oferta do bisavô do Artur: O Sacrário!
    E são momentos como esses que vos encorajam a continuar a divulgar os acontecimentos da vossa linda terra.
    Um beijinho e muito obrigada, amiga Paula, pela sua amizade e palavras lindas que me deixou ontem ao comemorar comigo o Aniversário do meu filho. Abraço ao Xico.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ailime,

      A escrita, enquanto desabafo, acho que nos equilibra e o sentimento faz parte da comunicação.
      Eu tenho muito orgulho dos emigrantes - alguns dos quais já nos deixaram - como o bisavô do Artur - mas é como diz, são estas visitas e manifestações de apreço que nos incentivam a continuar a divulgar a História e as estórias da nossa terra.

      Um abraço amigo.

      Eliminar
  12. E lá continuamos no trilho da procura de dados para a feitura da história da nossa terra...
    Na minha ingenuidade arcaica, presumo que quem doa, seja na boa fé, em consciência e por devoção e não para a compra de um espaço publicitário que preencha o ego.
    Será que o Sr Adelino Esteves, no Local onde se encontra, vislumbra uma homenagem (nem que seja formato A4) em sua memória?
    Eu não sei, mas se não existe, entendo ser mais que merecedora.
    Os "ELES" o saberão.

    ResponderEliminar
  13. Se não fazem referência à sua benemerência é porque não o querem!
    Eu é que não devo deixar esquecido o Sr. Adelino Esteves que, a seu modo, no seu tempo, deixou uma bela obra e a história se não fôr preservada cai no esquecimento.

    ResponderEliminar
  14. Aqui está mais um filho da terra que quis conhecer de onde as suas raízes saíram, o que revela que mesmo passadas várias gerações o apelo da terra ainda se mantem, o Artur ficou admirado por não existir uma rede de transporte regular de passageiros, que deveria fazer a ligação entre as várias terras vizinhas e a sede de conselho, é por esta situação que o leva agora a saber o porquê da partida dos seus antepassados para outras terras.
    Artur espero que tenhas gostado de conhecer a terra das tuas origens e que leves contigo uma vontade de voltar, quanto às obras te peço desculpa mas o progresso assim o dita, só que deveriam ser feitas em outra altura que não esta.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oh João, olha que as tuas palavras podem ser interpretadas por algum "dirigente autárquico" ou seus pagens como critica exagerada!
      Não ouviste o que me disseram, neste dia 11?
      Ficaram abespinhados, só porque disse ao Sr. Presidente de Junta que a caminhada "na natureza" esteve muito mal organizada...não tinha placas indicativas...ao fim de 10m mais de metade não sabia que caminho seguir...que às 11h30 era de evitar a subida Forninhos-Valagotes , já que nada fomos ver ao povo, havendo atalhos vários, na natureza, sentido: S. Pedro-S.dos Verdes ou Valagotes. Logo, em defesa, porque eu estava a faltar à verdade, até me queriam bater, porque afinal de contas eu devia era participar na caminhada de Carapito para ver da dificuldade! Pois é, é facto, o grau de dificuldade é diferente lolol esqueceram-se foi de, relativamente à de Forninhos, fazer menção disso no cartaz das mesmas!
      Confesso-te, é reconfortante o teu comentário ;)
      Mas, pensa: as obras, alguma vez, podiam ser feitas noutra altura que não esta? "Eles" é que estão sempre certos... as obras da Lameira vieram na melhor altura do ano lollol e não se pode dizer «nada». Quem disser o contrário: LEVA.
      Em Nov/2009 começou este blog que, pelos vistos, faz mossa. Mas eu vou continuar a escrever sem medos "deles" e dos seus pagens. Importante para o blog dos forninhenses são as pessoas que se envolvem para que se tenha momentos como este, que foi lindo. Este é que é o verdadeiro espírito da família forninhense, que aqui deu prova. E se querem que se diga que sabe bem visitar esta terra, façam então com que esta terra prospere!
      Mantenho contacto com o Artur e de seguida quero obter o contacto do seu primo, de Coimbra, para também manterem contacto.
      Se alguém tiver e quiser ajudar a estabelecer o contacto entre primos pode fazê-lo através do meu email: aluap_a@hotmail,com.

      Eliminar
  15. Sem dúvida,as postagens por aqui nos encantam e são os blogueiros que nos proporcionam esses bons momentos de leitura e entretenimento.Lindas fotos do Artur e sua familia!É engraçada a força do sangue.Por aqui sempre que recebemos algum parente de Portugal,parece-nos que somos amigos de infancia logo na primeira impressão.Adorei a história da familia tb!Bjs aos dois,

    ResponderEliminar
  16. É, a história de um é a história de tantos que delicia quem aqui nos visita e traça a sua genealogia a partir de quem nasceu, viveu e morreu em Forninhos.
    Se não fosse este grupo de amigos, se calhar o Artur não tinha ido a Forninhos, porque não tinha meio de transporte, por isso, eu vou continuar a falar e a criticar este tipo de situações, quer gostem ou não!
    Tenho um lema que carrego comigo: O importante é servir Forninhos e não servir-me de Forninhos, isso sim, distingue uma pessoa de tantas outras. Para bom entendedor...

    ResponderEliminar
  17. Realmente em Forninhos tudo corre mal, é pena que os edis locais não tenham a mesma acção que outros que defendem a sua terra. Forninhos tem sido muito mal gerido porque que lá está não tem a visão de outros. Muito se podia fazer, mas não é feito porque não têm essa visão. Fico feliz de ver a D.ª paula numa lista às eleições para ver se alguma coisa melhora nesta terra!

    ResponderEliminar
  18. Sr. "João Abreu":
    Com atitudes como a sua é que nada melhora (ou muda)!
    E "olhe" o blog dos forninhenses nunca foi, nem será, a Assembleia de Freguesia, essa sim deve ter oposição, para ver se alguma coisa melhora, ser participada por todos, porque é pública, e aí o Sr. e todos dão a cara e podem debater os assuntos que digam respeito à vida quotidiana da aldeia e da sua gentes.
    Aqui apenas temos o dever de chamar a atenção de todos certas atitudes. Não tenciono interferir, como nunca interferi, nas orientações do executivo autárquico, muito pelo contrário, este meu trabalho tem como objectivo somente contribuir na divulgação das potencialidades desta terra, onde ainda a natureza está viva e se dá (ainda) os bons-dias às pessoas e que às novas e vindouras gerações seja transmitido o que fomos e o que somos, já que amanhã ninguém sabe como foi a vida dos nossos avós.

    Saudações forninhenses!

    ResponderEliminar
  19. Estamos plenamente de acordo!

    ResponderEliminar
  20. Postei um comentário, mais não estou vendo aqui..então me resta desejar uma ótima sexta!!
    Abraços.Sandra

    ResponderEliminar
  21. Cheguei com um pouco de atraso, hehehe.

    Muito obrigado pela recepção, Paula, Xico e todos os outros com que pude conversar e conhecer as história de Forninhos. Fomos muito bem recebidos e posso falar tranquilamente por todos os meus amigos que fiz aí.

    Na última semana fizemos a comemoração de aniversário do meu pai e do meu tio e, com toda a família reunida, contei e mostrei fotos dessa minha visita a Forninhos. Todos ficaram curiosos e emocionados, especialmente a minha vó filha do bisavô Adelino Esteves. Conhecer as nossas raízes e a nossa história é inexplicável.

    Espero ainda descobrir um pouco mais da história do meu bisavô Adelino Esteves, o nosso forninhense aqui de Minas Gerais, hehe. Mantenhamos contato! Abraços e novamente obrigado!

    ResponderEliminar
  22. Olá Artur.
    Você e seus amigos voltem sempre que possam que serão sempre muito bem recebidos, assim como todos os conterrâneos aí no Brasil.
    Não pude resistir à expressão "Conhecer as nossas raízes e a nossa história é inexplicável.". É bom sentir que Forninhos é uma referência mesmo para quem está longe.
    Participe mais vezes, comentando, para que os laços se fortaleçam entre as nossas gentes.

    Um grande abraço forninhense para toda a família.

    ResponderEliminar

Não guardes só para ti a tua opinião. Partilha-a com todos.