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terça-feira, 19 de abril de 2016

A verdade da mentira


Sobre Forninhos, directa ou indirectamente, em 02-v-931 o arqueólogo viseense José Coelho, no seu caderno de notas, sua fl. 57, em resumo, escreveu que "Numa grande área existem abundantes ruínas de construções, cujos alicerces são bem evidentes..."
"Vêem-se a meio do povoado ainda ruínas da cap. medieval de S. Pedro..."
"Ver na folha sgte ara de sacrifícios?"
Estas notas inequivocamente datadas de 1931 referem-se ao Castelo dos Mouros, do sítio medieval de S. Pedro, em Forninhos; a ara de sacrifícios é o que nós forninhenses popularmente chamamos de a forca.
Agora como é que se explica isto?

imagem inserida na pág. 30 da monografia
Como se explica a data de 2-V-932 inserida na fl. 58 do Caderno de Notas de José Coelho?
Afinal José Coelho visitou este local a 2-v-931 ou 2-v-932?
Talvez  alguns números e letras estivessem tão claras que deu jeito as reescrever de forma legível. De facto, basta observar atentamente a imagem da pág. 30 da monografia de Forninhos, a terra dos nossos avós, para ver que alguém manipulou o escrito do Dr. José Coelho e ainda acrescentou um ponto de interrogação (?).
Por debaixo do "Penedo de sacrifícios?" está escrito, a maior, "Penedo de sacrifícios" sem qualquer pontuação. A interrogação existe na fl. 57, mas na fl. 58, a existir, seria +ou- por baixo do 8 e não do 5.
Cliquem na imagem, observem bem e digam-me afinal o que a EON&Cp.ª ganharam com isto?
Eu digo: ganharam mais um peso na consciência se é que a têm. 

Forca, com o Castelo dos Mouros ao fundo

Por se assemelhar a uma lagareta, definiram este penedo como sendo um lagar rupestre destinado ao fabrico do vinho e azeite, mas se o é...porque então o povo chama a este monumento medieval a forca e não lagarinho ou lagariço como chamam a outros lagares encontrados por perto?

Quem era José Coelho?
Professor, historiador e arqueólogo, José Coelho notabilizou-se pelos seus estudos de história e arqueologia regional.
Ao longo da sua vida foi recolhendo e juntando na sua Casa da Via Sacra um interessante espólio arqueológico. Após a sua morte (7 de Abril de 1977), os seus filhos, ofereceram, em 1979, a coleção de peças e apontamentos (Cadernos de notas Arqueológicas) à Câmara Municipal de Viseu, que se comprometeu a expô-los. Esta coleção esteve patente em várias exposições temporárias desde essa altura, encontrando-se expostas desde 1980 na Casa do Miradouro.

35 comentários:

  1. Sem nem sequer conhecer a terra - Forninhos - não entro no mérito da questão, apenas posso dizer que considero de grande importância trazer à tona temas que possam ser discutidos, com o intuito de restabelecer verdades. Muito interessante, as anotações do historiador José Coelho. Depois voltarei, Paula, para ler os comentários que esse post vai "gerar". Meu abraço!

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    1. Eu gosto muito de trazer à discussão estas matérias, mas às vezes hesito em publicá-las porque parece que a verdade afugenta as pessoas...
      As anotações são mesmo muito interessantes. Pena é que a presença de Forninhos, directa ou indirectamente, no caderno de notas deste arqueólogo, não tenha sido relevante para a história da localidade.
      Abraço.

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  2. Gostaria de ter conhecimento suficiente para comentar este post, mas não tenho. Ampliei as fotos e a discrepância entre o que se vê em cima e o que está por baixo existe.
    Abraço

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    1. Obrigada Elvira. Não há dúvida que a fls. 58 foi decalcada em proveito próprio. Mas é muito provável que a letra seja do Dr. José Coelho, só que o 'boneco' da fl. 58 foi feito no mesmo dia das anotações da fl. 57 e isto quer dizer que alguém alterou o ano e alguém acrescentou um ponto de interrogação àquela folha 58.
      Abraço.

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  3. Forninhos com suas origens e muitos detalhes no desenrolar da história... São fatos que p vocês que amam tanto a terrinha, precisam ser estudados e esclarecidos.
    Gostei do post...
    Um abraço c carinho...

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    1. Exactamente. Eu tudo farei para repôr o nome original (forca) exactamente porque nasci em Forninhos, terra também dos meus avós.
      Retribuo o abraço.

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  4. Amigos

    O que acho é que o Homem / sentido Humanidade , tem alterado
    o rumo dos acontecimentos, o rumo da História, viciando e adulterando documentos , testemunhos , marcos e fronteiras , quase sempre em busca de protagonismo , poder , dinheiro e influência.
    Da pequena e linda aldeia de Forninhos , á minha linda Ilha da Madeira , passando pela História da Europa, do Mundo , por todo o lado, a História e os acontecimentos estão viciados. Talvez por isso se exija respeito e rigor , aos Institutos , Câmaras Municipais , Juntas de Freguesia , e a todas as entidades que gerem o Património e a sua História !
    A falta de meios não justifica tudo.Falta competência e brio.

    Hoje temos a net , jornais e televisões por todo o lado. Telemóveis , tablets. Blogs. Mas há 100/200 anos delinear territórios , definir regras era apenas para duas classes sociais . O Poder e a Democracia abriu-nos novos caminhos...
    talvez tarde de mais....!? Apetecia-me tanto escrever muito sobre isto , porque tive uma mãe , que , com a terceira classe , disse-me coisas , previsões e quase todas bateram certo . Quando se deitou vinho , batata e laranja para o lixo quando se gastou mais do que se ganhou ..a divida que cresceu etc etc. O pânico e ruptura do sistema económico que tanto
    nos afasta das questões genuínas : De onde viemos , para onde vamos ?? Como foi bom conhecer este blog com gente com quem me identifico nesta questão : afinal , nem tudo é como nos dizem ....!! Afinal , não foi bem assim , foi de uma outra forma , e porquê , quem ganhou e perdeu com rasuras sobre a verdade das coisas ..!!
    Tal como nas famílias , na legitimidade e ilegitimidade das coisas, tal como nas empresas, na Juntas , nas Câmaras , nos Governos , tudo funciona , muito na base do apadrinhamento ,
    da esquerda á direita. Mas de vez em quando alguém dá murros na mesa . É o caso deste " post" !!

    Parabéns !!
    Abr
    MG

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    1. Toda a razão. A nossa história e tradição, tem andado muito mal contada! Talvez por isso, na ânsia de inovar, a Junta de Freguesia, encomenda este trabalho, achando que era preciso nova leitura e interpretação histórica...sei lá...porque daí a engendrar coisas...foi um pequeno passo!
      Se a obra era sobre Forninhos, a terra dos nossos avós, não havia que inventar nada.
      Os nossos antepassados designavam este 'penedro' de a forca e é com base na tradição oral que em 1931 o Dr. José Coelho escreveu "ara de sacrifícios" e não escreveu lagar rupestre.
      Se queriam escrever a história à maneira deles, não usavam o dinheiro da freguesia, muito menos o nome Forninhos e o dos nossos avós!
      Abraço.

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  5. Por esta altura e perante as visualizacoes deste post, o mesmo foi lido e relido pelos responsaveis da "Coisa", ou para ser mais brando, " O livro da carqueja".
    Quando se tem por empreitada registar a historia de um lugar, especialmente este que mais nos toca por ali nascidos tal como geracoes de nossos antepassados, uma coisa tem de estar em primeiro lugar, a verdade!
    Por demais evidente, ate para mim que sou leigo e nao me armo como alguns que conheco em arqueologo, que o jogo foi viciado, foi. Desde o inicio com falsidades retumbantes em varios capitulos.
    Este retrata apenas mais um, mas de gravidade extrema a que podemos eventualmente chamar de crime de falsificacao de documentos. Cabe a EON e seus confrades fazer a prova do contrario...
    Curiosamente na pagina 29 da "Coisa" e depois de uma lenga lenga de centimetros de altura, largura, etc., sobre o que classificam de lagar, o escrito reza que "Na visita que Jose Coelho faz ao local em 1935, regista este lagar atribuindo_lhe, no entanto, uma funcionalidade religiosa , intitulando_o como "Santuario pre_romano".
    Convenhamos que algo cheira muito mal e infantilmente se andou a brincar com o fogo num aparentemente jogo de arqueologia, ignorando a historia, quando a Senhora professora apenas tinha pedido uma simples redacao sobre S. Pedro e os miudos no recreio decidiram inventar...
    Pena que isto custou dinheiro, e muito!
    Mas que belo par de reguadas por terem copiado a decalque e ainda por cima mal.

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    1. Quanto a visualizações 'nem me lo digas'!
      É interessante o que é dito na pág. 29, porque afinal passados 4 anos (1935-1931=4) José Coelho não tem dúvidas quanto à funcionalidade!!!
      Há relativamente pouco tempo é que começaram as dúvidas, graças a uns novos arqueólogos e um aprendiz de arqueólogo!
      A folha 58 foi manipulada em proveito próprio, porque se fosse em proveito de Forninhos tinham feito coisa diferente, da maneira como o fizeram deixam aos vindouros que o extinto povoado é pertença de Penaverde e não de Forninhos, porque é isso que lá consta!
      E afinal foi Forninhos que lhes pagou!

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  6. Será que alguém ,por trás, lucra com todas as alterações?

    É de louvar o vosso trabalho.

    Beijinhos.

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    1. Sê lucram, Lisa!
      Monetariamente e em publicidade da imagem. Esta empresa tem aproveitado a ingenuidade de quem os contrata e não os supervisiona.
      Beijinhos.

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  7. Muito bonito o local da ara de sacrifícios ou forca, com o Castelo dos Mouros ao fundo, e se tivesse sido lagar não se compreende porque não teria ficado conhecido para sempre com esse nome... Quanto à eventual manipulação da letra do Dr. José Coelho e do respectivo ponto de interrogação, alguém deveria responder por isso, clarear o assunto.Parece que ninguém quer contar a História como deve ser.
    Gostei muito da foto.
    xx

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    1. Ora. Se ali perto, há um lagar e num pinhal privado há um outro que chamam de lagarinho porque é que este penedo ficou com o nome de forca?
      Mas o grave é que em 2010 (neste blog) uma pessoa, que usava o nome 'ed santos' disse (está escrito) que pela forma como foi trabalhada, não se parece nada com os outros lagarinhos encontrados por perto; em 2013 já escrevia que o lagarinho era muito parecido com este, porque ambos têm dos lados os encaixes para a prensa!!!
      Não posso com gente hipócrita!

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  8. Os meus registos memoriais, mais vividos, são os da minha infância e esta em Forninhos, sete anos. Recordo-me perfeitamente de estragar calças no escorrega (penedo), de ver a capela dos mouros ou S. Pedro ainda com pedras em toda a volta (cerca de 50/60cm de altura e de ouvir falar na forca. Já dei o meu parecer sobre o livro, várias vezes e em vários sítios, feito à pressa, saiu asneira. Registos escritos sobre este local, poucos, mas há uma coisa, registos verbais, transmite-se de geração para geração, pelos séculos. Forca, não caiu dos céus, alguma coisa nos transmite, rececioná-las, está em cada um de nós. Todos temos que ser juízes de nós próprios e,...pensar...meditar... Neste local, está muita história (antepassada) de Forninhos, eu não tenho dúvida nenhuma. Lamentar porque não se preservou? Mentalidades.

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    1. Esqueci-me de dizer, título bem a propósito, A Verdade da Mentira, hoje o 25 de Abril esteve presente, a justiça veio ao de cima, parabéns ao SR.GONÇALO AMARAL.

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    2. Pois é Henrique, mas esta canalha não rompeu os fundilhos das calças nos escorregas graníticos!!
      Mas olha que eu não sei se livro foi feito à pressa, porque o projecto foi apresentado a 6 de Abril de 2012, pelas 18H00, na Sede da Junta de Freguesia de Forninhos e só ficou concluído em Outubro de 2013, portanto...se em ano e meio não fizeram melhor, ou foi porque não quiseram, ou não sabiam!
      Insistir em mentiras não é viável.
      O erro não foi só da EON, a Junta foi quem mais errou ao consentir os erros, mentiras e invenções. O Ricardo Guerra ainda teve o desplante de escrever e assinar que devíamos (nós forninhenses) ter orgulho naquela obra!?!
      É obra!
      Orgulho de quê?

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    3. Em ano e meio escreveram 'meia dúzia' de páginas! Há mais fotos do que textos; se precisavam de mais tempo? Eu acho que não. Deviam era ter ido para o terreno falar com as gentes de Forninhos. Os arqueólogos em momento algum quiseram saber da memória de Forninhos, a real preocupação do grupo de arqueólogos era o estudo interdiciplinar de comunidades alto medievais (séculos V a XI) do território de Viseu, financiando pela Fundação Calouste Gulbenkian! Deu-lhes jeito estenderem-no a Forninhos, para justificar o dinheiro que a Freguesia lhes pagou!
      Aliás, na apresentação do projecto até disseram que não iam para o terreno, não iam fazer escavações...
      Disto ninguém fala, mas foi isto que se passou. Os arqueólogos só aparecem em Forninhos por causa do estudo financiado pela Gulbenkian.
      Tirando o dia 6 de Abril de 2012, alguém lá viu o historiador?
      Viram foi os arqueólogos.

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  9. Belo trabalho...Espectacular....
    Um abraço

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  10. Estando atento na leitura da "Coisa", seria nao fosse a gravidade da situacao, um fartote do que o espirito ditasse no momento.
    Esta turma em trabalho de estudo, em pouco tempo e por, convenhamos, varios milhares de euros, investigou, cavou, peneirou, delimitou seculos de uma historia dos antipodas.
    A Forca um lagar?
    Devia ser dos bons em honraria ao deus Baco que toldou porventura tais espiritos.
    Achados encontrados que provavam a veracidade de teses, acredito mas fora desses contextos.
    A proposito, aonde param esses achados?
    Num dia da freguesia, aquando de no Largo da Lameira ser feita com pompa a apresentacao, perguntei a uma senhora que projectava as imagens, acho que doutora Catarina, quem tinha os objectos, moedas, machado e mais que fosse.
    Retumbante a resposta, "estao connosco"!
    Com quem, aqui pergunto aos responsaveis da Junta na altura que deveriam, penso eu, preservar o que ao povo pertence, pois bonito colher os louros, mas arcar com responsabilidades...
    Estarao porventura no mesmo local de S. Pedro de Verona ou em casas particulares?
    Curioso o que vi na pagina 127 da "Coisa", acerca da Irmandade de Santa Marinha.
    "...cujos seus objectivos passam essencialmente por promover o culto publico, acompanhar os irmaos falecidos a sepultura e ENFRAGAR as almas dos mesmos...".
    Em devaneio, poderia deduzir que eram os mortos da Forca, dado o significado da palavra e a rudeza rochosa de S. Pedro, ou varios anos atras, os falecidos dos Valagotes.
    Porventura quereriam dizer SUFRAGAR, penso eu.
    E resumindo por agora,
    Quais as contas desta obra insigne, alguem sabe?

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    1. Eu diria que deram um brinquedo à canalha e não souberam brincar sem estragar!
      Os achados dão que pensar...não foi uma Catarina que disse que estavam com eles, foi uma Fátima. Se calhar nem há achados nenhuns, mas claro que encontrados no solo de Forninhos provavam a veracidade de teses!
      Em 2011, antes da iniciação do projecto "livro" já o machado e uma moeda romana apareciam num artigo de autoria do PCM.
      Estamos em 2016 e o que supostamente acharam em Forninhos ainda está com eles?
      É muito estranho a Junta pactuar com este tipo de situações porventura alusivas ao património arqueológico local.

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  11. ........
    ........
    A maioria , dos forninhenses , ou herdeiros, espalhados pelo Mundo, a esta hora preferem não se chatearem , preferem o " tacho" a " boa reforma", não se importando muito mexer no passado , se não a desgraça é maior !!
    Ora bem . Eis que surgem dedos apontados, olhos e olhares , firmes e teimosos ,erguidos de orgulho e patriotismo,elevando
    " a Verdade da Mentira" ,remexendo, incomodando, reflectindo
    sobre a honradez original das coisas ,os caminhos da titânica
    alma de um povo ,que ,sem saber ler nem escrever,fez História
    com pão e milho sobre a mesa , sobreviveu ,emergiu ,acreditou
    com mais ou menos sofrimento , cresceu e levou longe a sua sabedoria ! Ao tempo dificil que atravessámos , na falta de dignidade em que estamos inundados, tudo somado , antes do apagão e silêncio final , que honrem os que , com muito ou pouco propósito , sacrificam horas de praia e lazer com os filhos, para emendar esse pecado mortal dos que ganham currículo e dinheiro com rasuras sobre os marcos da História.
    Sei bem o que é no silêncio da noite remexer nos marcos das partilhas,roubar água de rega,misturar água com vinho,engodo,
    rezar para esquecer, fechar os olhos para não ver !
    Também eu , aqui , presto a minha homenagem aos que vencem neste Mundo de Mentiras .Acho que cada um de nós,deve merecer
    uma migalha desse troféu .Mas não é fácil .Embora a esperança
    seja saborosa .

    Abr
    MG

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    1. Bem visto!
      O problema é que a maioria nem abriu o 'livro' e só através d' O Forninhenses têm a noção clara a quem Forninhos entregou o pseudo-registo das suas memórias.
      Um abraço.

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  12. Oi Paula, tenho que aplaudir o seu trabalho e o do Xico de pesquisa e sempre tentando esclarecer e mostrar a verdade sobre a historia de Forninhos, e isso só demostra o amor que vocês tem pela sua terra e suas raízes, continuem, é um belo trabalho.
    Beijos

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    1. Bem-haja pelos aplausos Fátima.
      Como reza a sabedoria milenar popular, “quem faz o que pode faz o que deve”. É esta a nossa certeza.
      Beijos.

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  13. Boa tarde Paula e Xico,
    Uma pena que esses documentos históricos sejam alvo de distorções. Não sendo de Forninhos e não querendo entrar em polémicas mas, porque admiro muito o vosso trabalho nas várias pesquisas sobre a vossa terra, não posso deixar de dizer que se vê a olho nu que o documento foi alterado;)!
    Beijinhos e força!
    Ailime

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    1. Ocorre-me dizer que alteraram o apontamento para nada!
      Embora o penedo tenha a forma e características dum lagar, para os nossos antepassados longínquos foi uma forca e ara ou penedo de sacrifícios é o que consta nas notas do arqueólogo Dr. José Coelho.
      80 anos depois, a freguesia encomenda um estudo monográfico e desaparece o nome forca para dar lugar a "Lagar rupestre de São Pedro 1". O nosso contributo é mesmo para que os nomes das coisas não se percam!
      Beijinhos.

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  14. A mim pouco mais me ocorre acerca deste "negocio".
    EON, Indústrias Criativas, Lda, como classificam de álbum "Memória e História local da freguesia de Forninhos.".
    7 de outubro de 2012 ·
    Um novo projeto da Eon que visa a divulgação dos valores culuturais de um pequeno território: a freguesia de Forninhos, Aguiar da Beira. Procuram-se sítios arqueológicos como o das imagens, o Castelo, povoado da Idade do Bronze, mas procuram-se também as pessoas e os seus saberes, mostra-se o orgulho e a paixão pela terra, é a Identidade, são as origens, é a pureza dos sentimentos".
    Claro que o objecto social da empresa parece enquadrar a Industria!
    Por tal compreendo que tenham um molde para trabalho para as localidades que os contratam e correm o risco de se enganar nos usos e costumes. Mata cavalos...nas serranias de carqueja.
    E o modo das pessoas escolhidas?
    E os tesouros descobertos aonde param?
    E a pureza de sentimentos?
    A resposta fica do vosso lado, mas na ausencia de resposta, aqui, tal significa que nao conhencem S.Pedro nem as gentes de Forninhos, dos poucos que vao restando com dignidade em louvor aos seus.
    Aqueles a quem o uivar dos vento, do lobo ou dos fantasmas, nao apoquenta.
    Tenham uma noite a preceito!

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  15. ........
    ........
    Que me perdoem , estimados amigos , mas ocorre-me uma coisa.
    Os Censos . A falta de rigor !!
    Depois de me divorciar, apercebi-me do papel das Juntas de Freguesia , na Grande Cidade : Nenhum !!?
    Estou registado em Arroios , antes S Jorge , uniram três em uma , a grande Arroios , que " alberga" 83 nacionalidades diferentes . Quando colocaram os " miúdos" na rua a registar
    a população, passaram uma vez , mas quem chega a casa ás 23 h
    cansado e com " chatices" na cabeça deita fora o aviso !!

    No dia seguinte a mesma coisa e por aí fora ....
    Fui á Junta. Dei-me a conhecer . Queria votar, etc. Antes da junção de três em um !! Pedi apoio júridico , zero !
    Mas promovem ! Têm departamento de apoio social e psicológico têm ? Tanta coisa ! Mas depois aquilo é um emaranhado que só mesmo quando um " gajo" está de rastos..!?" Tachos "padrinhos e afilhados...

    A Junta não tem poderes nem para os " sem abrigo " , quanto
    mais para um " desgraçado" que não vê os filhos há x anos ??
    Disseram-me na altura...( 2010 )
    Recolhem informação . Registam. Pouco mais do que isso. Sabem lá se um individuo dorme no numero 13, 5 andar , ou no n 234 12 andar ??

    Em pleno Sec XXI , a História escrevesse sempre com linhas tortas , e , o Poder Local, não tem força nem meios , para " acertar isto " ?
    Vejo a presidente , na rua , falo com ela, preocupa-se com o lixo, com o entulho , escreve mails, esforçasse mas....
    Pergunto ? Daqui a vinte anos , ou mais . Ou até em caso de
    terramoto , o que se vai escrever. Ali,aproximadamente 200 mil pessoas ?? 150 mil ? 100 mil ?? Vão inventar . Qual a população residente , e a população " volante " !?
    Ninguém sabe ! Ou seja, os nossos netos e bisnetos daqui a 100 anos vão ter o mesmo problema ?
    Isto dava " pano para mangas" ..
    E tudo isto porquê ? Um arqueologo pensa de uma forma, um arquitecto de outra. Um engenheiro , diz A ,um sociológo diz B.....Um (a) professor (a) escreve e ensina de uma forma , depois vem o historiador diz que nada foi assim ..!!

    Bom. Já esvrevi de mais.
    Bom fim de semana
    MG

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    1. O problema maior que existe é os nossos arqueólogos não se entenderem!
      Basta ver estes documentos! Vários arqueólogos andaram por aqui e só os arqueólogos que visitaram S. Pedro em 2013 é que são unânime na opinião de que a forca é um lagar rupestre destinado ao fabrico de vinho e azeite!
      O que ganharam em alterar o nome das coisas?
      Da Junta nem me apetece falar mais...se não tivessem culpas no cartório já tinham exigido uma errata à história de Forninhos, mas como a culpa é grande e descalçar as botifarras custa...
      Contrariamente ao que supôs a EON&Cp.ª o arqueólogo José Coelho não visitou o Castelo dos Mouros em 2-V- 1932. No caderno de apontamentos consta a data de 2-V-1931 e é nesse ano que é mencionado o penedo de sacrifícios, como pertencendo a Penaverde!
      Bom fim de semana.

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    2. Sei que , por exemplo , no Seixal , na margen sul de Lisboa , está uma obra pública, parada , há meses porque a arqueóloga da Câmara sugere vestigíos de elevado valor ? Um pouco por todo o lado , ouço histórias idênticas ..
      Não as sei discutir !!

      Abraço
      MG

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    3. Sei que , por exemplo , no Seixal , na margen sul de Lisboa , está uma obra pública, parada , há meses porque a arqueóloga da Câmara sugere vestigíos de elevado valor ? Um pouco por todo o lado , ouço histórias idênticas ..
      Não as sei discutir !!

      Abraço
      MG

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  16. Forninhos (tal como muitos "Forninhos")...merece consideração e respeito pela sua História!
    Bj amigo

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    Respostas
    1. Já não há respeito! Os tempos passam e muito se vai deturpando, como sabemos...
      Beijinho.

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