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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Forninhenses em terras do Brasil

As minhas pesquisas sobre o passado de Forninhos, factos, pessoas, estórias, seguem a bom ritmo. O material existente é já vasto e em grande parte inédito.
Desta vez fui em busca dos dois filhos dos meus bisavós Teresa e Eduardo que emigraram para o Brasil (António e Ilídio de Albuquerque), etc...e entre pequenos avanços e grandes recuos, becos onde se não vislumbrava qualquer saída, enfim, um pouco de tudo, eis que de repente encontro o cartão de registo da filha do Ilídio de Albuquerque e Aurora de Jesus. 
O irmão mais novo do meu avô Cavaca tinha na altura - 1936 - uma única filha com 6 meses de idade de nome Alice, e decidiu com a sua mulher Aurora, partir para o Brasil, deixando a bebé com os meus avós, Zé Cavaca e Maria Coelho, conhecida por Maria Coelha. Este registo permitiu-me chegar a outros forninhenses em terras do Brasil, gente que partiu para lá entre 1920 e 1960 em busca de uma vida que fosse para além do trabalho agrícola de sol a sol e que muitos de nós não conhecemos:


Mais tarde a Alice foi viver com os avós maternos para Moreira, freguesia de Penaverde e o seu pai, Ilidio de Albuquerque, faleceu ainda novo em terras do Brasil, sem que tivesse voltado à sua pátria. Já foi em idade casadoira que a Alice foi chamada para o Brasil pela sua mãe Aurora.


José Marques Coelho, filho de José Marques Coelho e Emília Coelho, nascido em Forninhos a 20-01-1906.


José dos Santos, carpinteiro, filho de Francisco de Almeida Esteves e de Alice dos Santos Marques, nascido em Forninhos a 08-04-1930.


António Gonçalves, filho de António Gonçalves e Patrocínia de Jesus, nascido em Forninhos a 15-02-1924.


Maria Filomena Carreira de Almeida, filha de António de Almeida e Albertina da Silva Carreira, nascida em Forninhos a 06-01-1935.


António Coelho de Almeida, filho de José Coelho e Justina de Almeida, nascido em Forninhos em 11-01-1901.


Américo dos Santos Melo, filho de José Ferreira de Melo e Aurora de Jesus Pires, nascido em Forninhos em 13-05-1920.


António Vaz de Melo, filho de Américo dos Santos Melo e de Ermelinda da Conceição Vaz. Nascido em Forninhos em 03-01-1953.


Maria Augusta de Almeida Esteves, filha de Daniel Esteves e de Ana de Almeida. Nasceu em Forninhos a 08-01-1934.


José Augusto Esteves, filho de Alípio Batista e Júlia dos Prazeres, nascido em Forninhos a 23-01-1902.


António Augusto, agricultor, filho de pai icógnito e de Maria da Graça Fernandes. Nasceu em Forninhos em 28-01-1918.


José dos Santos, filho de António Marques e Maria de Albuquerque Moreira. Nasceu em Forninhos em 22-04-1920.


Armando de Almeida, agricultor, filho de Diogo de Almeida e de Luiza dos Santos, nascido em Forninhos a 19-10-1921.


Rosa Craveiro, filha de António Paulo Craveiro e Esperança de Jesus. Nasceu em Forninhos a 22-02-1909.


José Urbano, pedreiro, filho de Maria Urbano, nascido em Forninhos a 20-01-1908.


Maria Adélia, filha de Francisco de Almeida e de Etelvina Fernandes. Nasceu em Forninhos a 29-11-1929.


Maria Augusta Batista, filha de Luiz de Almeida Nunes e Maria Batista dos Anjos, nascida em Forninhos em 07-01-1917.



Adenera Augusta, filha de Manuel Ferreira Urbano e Palmira Fernandes, nascida em Forninhos a 20-08-1918.

Gentes Forninhenses.

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Um agradecimento especial ao Aurélio Fernandes, filho da Alzira e neto da Etelvina Fernandes que me ajudou nesta pesquisa.
Colaboração: XicoAlmeida.

32 comentários:

  1. Um momento alto para as gentes de Forninhos!
    Porventura ainda restam alguns netos e muitos bisnetos que ouviam falar de nomes sem rosto, mas do mesmo sangue que por vezes eram lembrados, mas engolidos pelo oceano da memoria.
    Hoje, muitos destes aqui aparecem fisicamente tal como foram, alguns mais de um seculo passado. Causa arrepios...
    Documentos antigos das nossas gentes, sangue do nosso sangue e estorias infinitas de bravura mesmo a custo de deixar filhos para tras, tal como o caso da Alice, na procura de melhor vida...
    Hoje Forninhos pode finalmente conhecer uma parte importante da sua historia, atraves da busca persistente da Paula sobre as nossas raizes.
    Tantas vezes escutei nas conversas dos mais velhos de agora falando com os menos novos, falarem por acaso ou a talho de foice sobre fulana ou cicrano que tinham viajado para o Brasil
    e nunca mais ninguem os viu.
    Um ou outro aparecia rico, coisa rara, ao contrario dos das Americas. Estes ficavam no calor tropical, alguns com novas vidas, mas uma coisa era certa, a palavra saudade estava sempre presente, o valor da moeda era diferente e por tal a terra ficava em cartas escritas seladas com lagrimas.
    Mais de cem anos!
    Rostos, nomes, familias!
    Matemos saudades e prestemos um tributo para esta nossa gente.
    Muitos do que aqui procuram algo, tenho a certeza de nestas imagens encontrar um pouco do seu ser.
    Bem hajas Paula por este trabalho historico e que merece ficar nos anais dos Forninhenses.

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    1. Não tens de me agradecer, este espaço surgiu para isto mesmo, para registar a nossa história e expressarmos as nossas ideias e o nosso modo de ver Forninhos.
      É fácil perceber a razão por que tanta gente de Forninhos partiu para o Brasil...
      Com salários semanais miseráveis e chegada da gripe pneumónica em 1917 uma parte do povo resolveu partir para o Brasil em busca de uma vida melhor.
      Forninhos é uma terra de emigrantes. Os primeiros números conhecidos quanto a população residente remontam a 1527, com 22. Desde então, a população aumentou sempre até atingir o seu auge em 1938 com 737 residentes. Mas em 1950 reduziu para 662, em 1960, 489, em 1981, 389, em 1991, 320, em 2001, 272 e, os últimos censos, de 2011, registou-se 222 moradores!
      Por iniciativa dum casal, emigrante no Brasil, um desses que apareceu rico, Forninhos tem hoje um monumento evocativo do Emigrante, bem no Alto dos Valagotes e não no centro da aldeia de Forninhos, concebido pelo escultor Laijinhas, mas será que esse monumento homenageia estes nossos conterrâneos que partiram ao longo dos anos e que se espalharam pelo Brasil?
      Não acredito!
      Foi instalado num espaço público, é certo, mas junto à casa desse casal de emigrantes que se deu bem no Brasil. Um monumento ao emigrante quer-se como de homenagem aos emigrantes da aldeia que deram notícias e nunca deram notícias, pois estes também têm nome, rosto, família!
      A Junta de Freguesia, a meu ver, andou muito mal ao permitir tal. O que fica para o futuro é uma homenagem ao próprio casal e não aos que partiram ao longo dos anos e que se espalharam por todos os continentes.

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    2. Ironia.
      Baixa o passivo da Junta e aumenta a modo feito, o activo dos interessados, credores futuros de dividendos obscuros e inadvertidamente visiveis. Quem pode, pode e assim, carnaval permanente.
      "Os esquecidos" que como "Eles" tambem sofreram agruras, ficaram do outro lado do oceano, a maioria e por tal nao promulgaram festividades da Idade Media, barrigas a arrebentar...
      Os que foram, que se lixem, a gente nem os conhece...
      Pena que alguns foram, avos e bisavos!
      E nem depois de um arroto e um copo de aguardente, se lembram que os "seus", porventura com menos dinheiro, a "Estes" ficam atras...

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    3. Pois ficaram!
      Aquando da homenagem aos ex-combatentes do Ultramar (feita com pés e cabeça) ainda lembraram alguns num painel com fotografias. Os emigrantes «zero»!
      Forninhos não homenageou os seus emigrantes, Forninhos permitiu que um casal de emigrantes em terras do Brasil se auto-homenageasse, Forninhos foi subserviente!
      Nos nossos dias uma tira de entremeada e um copo de vinho terá um valor muito próximo do de há 70 anos!
      Incrível.

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  2. Que beleza de pesquisa e remexida no baú das lembranças e certamente há de aparecer mais alguns a se juntar na lista! abração, lindo domingo! chica

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    1. Encontrei muitos mais registos, mas não cabem todos no espaço razoável dum Blog!
      Escolhi 18, mas quem quiser saber dos seus, procurar a proximidade com o seu passado e com a sua identidade, pode perguntar-me (basta para tal clicar no "Adicionar comentário") que em respondo.
      Beijinhos/bom domingo!

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  3. .......
    .......
    Notável documento histórico !! PARABÉNS !

    Pelo que vejo destes HERÓIS , Ti Rosa Craveiro , Ti António Coelho , Ti José Marques , Ti José Augusto e Ti José Urbano
    eram crianças de tenra idade quando em Abril de 1912 se afundou o Titanic , no ano em que emigraram 88.929 portugueses para fugirem á miséria e á "Epidemia de Tifo" que alastrava por Lisboa .
    Só em 1965 este numero seria superado .
    No Titanic morreram quatro portugueses ,três madeirenses que viajavam na 3 classe. Dois casados e um solteiro. O outro
    português , era comerciante e viajava para S Paulo , via
    Nova Iorque. Pagou 13 libras pelo bilhete. Viajava na 2 classe da " fortaleza inexpugnável "!!! " in JN "
    De nome José Joaquim Brito pouco ou nada se sabe das suas origens !!

    Grande momento . Este Bolg e os mentores estão de parabéns !
    Mais um momento para cada um de nós ,netos e bisnetos destes
    AVENTUREIROS ( as ) do destino nos curvarmos perante tamanha imensidão de coragem !! Partir em busca de melhor vida e dignidade....
    Na vaga migratória de 1965 minha mãe não teve coragem de partir para Londres e deixar-me com minha avó !!
    Em 1983 não tive coragem de deixar minha mãe e aceitar o convite de meu padrinho Gregório para partir para Boston....

    O " meu" João de Gouveia , tal como " os vossos " Ti Rosa , o Ti Urbano , o ti Augusto e o Ti António e todos os outros
    fazem parte do nosso imaginário de saudade e respeito. Nós
    que temos fartura de tudo e passamos a vida a " roubar " a dignidade dos nossos antepassados .

    Se fosseis vivos o que dizeis destes netos e sobrinhos malvados ???

    Abr
    MG

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    1. António, bem-haja!
      Pela coragem e pela valentia estes HERÓIS merecem ser sempre lembrados e nunca esquecidos!
      Todos os dias viam as dificuldades entrar-lhes portas dentro, sem conseguirem resposta para elas;o pão e o resto, nem sempre marcavam presença na mesa onde os filhos se sentavam de barriga vazia; os que andavam à jorna, o que conseguiam angariar também não dava para nada; os donos das terras exploravam-nos e a pouco e pouco, a tristeza, a incerteza e a revolta iam surgindo.
      Tinha que haver uma saída!
      Acredito que emigrar foi o último recurso para a sobrevivência!
      Mas o que me custa ver/saber é que muitos forninhenses observaram o sofrimento e a angústia das famílias que tiveram de se separar para conseguirem uma qualidade de vida melhor para si e para os seus filhos e com o passar do tempo quase não falam desta gente forninhense. Pessoalmente, não acho normal, porque a nossa gente sempre foi franca, aberta e de repente tem medo de opinar. Dá ideia que o "crucifixo" espreita a toda a hora! Porque é que os diálogos em Forninhos deixaram de ser abertos? Palavra que não sei...
      Acho que se a Ti Rosa Craveiro, Ti António Coelho,Ti José Marques, Ti José Augusto e Ti José Urbano fossem vivos não abraçavam estes netos e sobrinhos malvados! Afinal, quem não se sente não é filho de boa gente!

      Um abraço.

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    2. Olá Paula :

      Os filhos destes homens e mulheres foram pessoas revoltadas ! Meu pai ,apesar da vida lhe ter corrido bem, teve uma infância profundamente marcante !!
      Tinha fome e não podia abrir a caixa do pão sem a mãe chegar a casa.Era proibido comer sem a mãe em casa !
      Constatei que meu pai ,agora gravemente doente , não
      gostava da própria mãe , visitava-a poucas vezes na sua velhice estando a 500 metros de distância !!
      No entanto , meu pai deu-me a mim e ás minhas irmãs
      1000 x mais do que recebeu ! E eu dei aos meus filhos
      1000 x mais do que recebi de meu pai. Enquanto me
      deixaram !!

      Portanto cabe á nossa geração . A geração de 60 /70 recordar estes HERÓIS , se não o fizermos ninguém mais fará ! Conheci Forninheses , para quem ir a Forninhos era um " pesadelo" . Entendia !?
      Para mim ir ver os restos da(s) casa( s) , onde nasceu o meu avô Francisco , é como ir a Fátima . É para um lugar divino. Como ir aos Maroços onde nasceu o " meu" outro Herói Joao de Gouveia !!
      Além de tudo mais os filhos destes Homens e Mulheres passaram pela guerra, a da India e depois a guerra
      Colonial. Portanto, foi uma geração profundandamente
      infeliz e que , de resto , deixa marcas nos netos e bisnetos .Quiça , os avós dos meus filhos terão mais
      influência que eu próprio na Educação deles o que
      é perturbador, preplexo e confuso !!
      Ou seja , a quarta geração , que deveria ser a mais
      feliz da História tende a retroceder !??
      Diz o ditado árabe : " meu bisavô andou de camelo , eu tive um Ferrari mas os meus netos vão andar de camelo..."

      Vive-se de padrastros e madastras á força , percursos
      e histórias adulteradas , que só blogues e pessoas
      como a Paula Albuquerque e o Xico Almeida ,nos fazem reavivar e reflectir !!

      Apesar de tudo no meu caso a minha familia, directa, excepto uma prima , não saiu de Portugal . O meu avô
      materno foi mesmo contudo , o Grande Herói !
      Daí o orgulho do nome , do meu nome de Guerra :

      M "GOUVEIA"
      Bom Domingo e boa semana

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    3. Os meses de férias são todos os anos mais agitados nas aldeias do que qualquer outro ao longo do ano e as razões são óbvias:
      1) o regresso dos emigrantes que passam o ano quase todo na França, sobretudo;
      2) as férias de quem estando no país, regressa à terra;
      3) a festa da aldeia.
      Mas ir a Forninhos de férias para algumas pessoas sempre foi pesadelo, eu sei! Até as compreendo: vivem noutras terras com outros futuros, outros objectivos e chegam a Forninhos, está tudo na mesma como a lesma!
      Os reformados, têm a sua vida feita, vivem de recordações, pouco lhes interessa o presente e não têm quaisquer expectativas quanto ao futuro, mas as pessoas mais jovens têm objectivos diferentes, por isso compreendo que os jovens não queiram sequer passar férias em Forninhos!
      Tanto lhes faz que achem bem ou mal, não lhes interessa saber como foi a vida de seus avós!
      Cumprimentos.

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    4. ......
      Quem anda por Lisboa , fazendo vida comercial ,que é o meu caso, da forma como a insegurança se instalou o fenómeno das migrações , a forma como Lisboa evoluiu nos últimos vinte anos , em que os velhotes "bons" vão morrendo , os filhos emigram e a cidade fica vazia ! Vazia ou cheia de gentes de leste , das Indias ao Paquistão....de todas as raças , igrejas e religiões ,assiste-se cada vez mais ao desejo de regressar ao passado , o regresso á comida feita a
      lenha , ao pão cozido de milho e centeio , amassado á
      mão, ao tinto puro da adega,cada vez mais ouço dizer de pessoas a recuperar casas velhas do Ribatejo ás Beiras , do Minho á Serra do Caldeirão, num fenómeno
      curioso , marcado pela canseira dos transportes , dos
      acidentes na 2 circular.Dos assaltos , dos vizinhos
      que não pagam o condominio !As pessoas estão cansadas
      de pedir um cozido á portuguesa feita por uma brasileira ou ucraniana , com chouriço de Huelva e
      couves holandesas !! O milho em vacuo do super não sabe bem e a saudade do campo e uma vida de asneiras e erros mais parece um túnel que só o ar dos eucaliptos pode salvar !!
      Eu acho !!!
      Ainda há pouco um empresário de Góis com 65 anos me dizia . " Lisboa dentro de 10 anos será pior que a " camorra" italiana !! Ninguém fala português e o hino e a bandeira nem nos bancos de escola se ouvirá e verá ! Já que as reformas serão cada vez mais pequenas , ao menos que se morra na tranquilidade da
      terra dos nossos avós !!???? "
      Talvez ...seja tarde !!

      Abraço
      MG

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  4. Muito interessante conhecer a história de antepassados que são apenas um nome para os seus descendentes e conterrâneos.
    Um abraço e feliz dia.

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    1. É verdade Elvira, por mim falo. Foi uma alegria ver a fotografia da m/ prima Alice de que só conhecia o nome.
      Procurei, primeiro, informações sobre os meus tios, mas só encontrei o registo da Alice e já foi bom, foi melhor que nada.
      Achei também muito interessante os cartões de registo do pedreiro e do carpinteiro, sinal de que o que conseguiam angariar não dava para sustentar a família.
      Abraço.

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  5. Oi Paula, imagino a emoção de mexer com essa pesquisa,de pensar nessa gente corajosa que se aventurou por outras terras deixando seu país em busca de melhoras. Acho que a maioria se deu bem aqui no Brasil, fizeram fortuna e se adaptaram, e com certeza trazendo na bagagem seus hábitos e costumes que implantaram na sua vida por aqui.
    Beijos.

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    1. Olá Fátima.
      Falar desta pesquisa seria maravilhoso, mas em computador é difícil, o computador não tem alma!
      Agora que esta gente emigrante conseguiu ultrapassar esses tempos difíceis, sem dúvida!
      Em Forninhos havia produtos da agricultura para a sobrevivência, mas não havia moeda! Houvesse e nunca nenhum forninhenses teria saído da sua terra, penso.
      No entanto, não me devo enganar muito: aliado a uma verdadeira necessidade também houve desejo de aventura!
      De longe: um grande abraço.

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  6. Emigrantes que partiram em busca de sonhos!
    Meus pais emigraram para Angola mas sempre com o coração no seu Portugal!
    Bj amigo

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    1. África acenou também ao habitante de Forninhos. Regressaram depois do 25 de Abril.
      Beijo amigo tb.

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  7. Que grande e louvável pesquisa, Paula! E com tanta documentação! Imagino a satisfação que dá encontrar alguém que fez ou faz parte da nossa família, mas que nunca conhecemos.
    Muita gente pensa que toda a emigração para o Brasil foi bem sucedida, mas de facto algumas pessoas não conseguiram concretizar o almejado sonho de uma vida tão melhor assim. Mas tentaram...
    Boa semana!
    xx

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    1. Obrigada por ter voltado :-)
      Quis encontrar os meus tios e, espantei-me, quando encontrei a minha prima e tantos conterrâneos meus!
      Com realismo, temos de encarar o seguinte: se todos tivessem ficado ricos, voltavam de vez em quando à aldeia, mas alguns nunca voltaram, ainda assim acredito que puderam assegurar aos familiares condições melhores do que se tivessem ficado em Forninhos!
      Bjs/boa semana.

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  8. Paula, gostei de ver a sua bonita e importante pesquisa. Também a ligação com o povo brasileiro.
    O meu carinho, admiração e abraço...

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    1. Tenho a certeza, Anete, que muitos dos nossos antepassados forninhenses levaram um bocadinho de Forninhos para aí!

      Beijinhos.

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  9. Boa noite Paula,
    Uma pesquisa muito interessante que deu fruto proveniente do seu magnífico trabalho de investigação!
    Na minha aldeia a emigração foi praticamente nula. Já nos anos 60 emigraram dois ou três casais para a Alemanha e outros tantos para África e que regressaram mais tarde.
    (Talvez se devesse ao facto de o caminho de ferro empregar muita gente, uma vez que a aldeia tem estação e por outro lado a pesca e a agricultura ajudavam também a fixar as pessoas. Outros, como os meus pais "emigraram" para a Capital).
    Beijinhos para si e Xico.
    Boa semana.
    Ailime

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    1. A sério?
      O causante deve ter sido mesmo o forte desenvolvimento económico!
      Da nossa terra foram muitas as centenas que emigraram e o causante do nosso concelho acho que foi o Regime Salazarista...ainda hoje no seu comportamento são salarazistas! Daí o seu fraco desenvolvimento económico, político, social e cultural.
      Beijinhos.
      Boa semana.

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    2. Boa noite Paula, sim na verdade embora pessoas simples e humildes, existia como disse e bem algum desenvolvimento económico pois havia algumas pessoas com bens e negócios e na generalidade eram anti-salazaristas. O meu avô era um deles e ainda me recordo de apesar de criança me ter dito que tinha votado no Humberto Delgado para P.R.
      Já havia grupos culturais e outros que se reuniam às escondidas como se dizia então. Da geração dos meus pais já todos sabiam ler e escrever (inclusive o meu avô que nasceu em 1905) e a partir daí muitos fizeram licenciaturas. O espírito associativo e cultural ainda hoje perdura. Tenho muita pena de por motivos familiares os meus pais nos terem proibido ( a mim e às minhas irmãs) de durante catorze anos poder ir lá inclusive visitar os avós. Regressei já casada e com o meu primeiro filho, mas perdi muitos anos que jamais recuperei. Assim vi-me privada de poder interagir com o que se ia passando na aldeia.
      Bjs e desculpe o meu desabafo.
      Obrigada pela sua atenção.

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  10. Nessa altura ia muita gente para o Brasil. Muitos deles que foram e nunca mais voltaram a Portugal.
    Paula estás de PARABENS.

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    1. Obrigada Lurdes.
      O nosso tio Ilídio Albuquerque foi um desses, que chamado pelo irmão mais velho, o António, nunca voltou; era também irmão da tua avó Clementina.
      Os teus e os meus avós eram vizinhos pelo que a Alice também conviveu com os teus.
      Deixaram-na com os meus porque tinham com a mesma idade uma filha, a Margarida.
      A minha tia Margarida costuma dizer que a Alice é sua irmã gémea, pois ambas foram amamentadas pela mesma mãe, a minha avó Coelha.
      Quantas histórias haverá iguais à do nosso tio Ilídio e prima Alice?
      Beijinhos.

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  11. Uma pesquisa interessante.
    Muitos dos nossos emigraram para o Brasil e não só, procurando vidas melhores.
    Mesmo longe, as saudades ficam sempre e podendo voltam à sua pátria, mesmo que apenas de férias.

    Beijinhos.

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    1. Exactamente. Sempre e podendo voltam à sua pátria… mas uns voltaram e outros ficaram.
      Beijinhos.

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  12. Ihhhi! Tanta gente!!

    Também me dediquei a essas pesquisas geneológicas em tempos idos. Foi gratificante construir a árvore geneológica até cerca de 1700... antes disso já os registos são escassos ou estão perdidos.

    Também precisei dar um "pulinho" ao Brasil e lá encontrei alguma coisa sobre o «mistério» de quem para lá foi. Mas não tudo, faltou-me descobrir que raio lhe aconteceu. É muito gratificante e pode ser viciante :D

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    1. Sim eu quando encontrei estes documentos fiquei vidrada e viciada. São documentos muito interessantes para quem como nós queira conhecer gente que viveu antes no mesmo lugar que nós.
      Um abraço e obrigada pela visita comentada.

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  13. Anónimo4/12/2017

    Olá Paula, parabéns pelo excelente trabalho de pesquisa.

    Como faço para encontrar informaçoes de alguem que nasceu em forninhos?

    Pesquiso o nome dela em qual cartorio?

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    Respostas
    1. OBRIGADA.

      Tem de procurar na Conservatória do Registo Civil de Aguiar da Beira, pedir à conservatória certidão de nascimento simples ou completa. Na completa vem o nome dos avós paternos e maternos. Na simples apenas os pais.
      Do Instituto dos Registos e do Notariado existe uma página online. Pode fazer o pedido online:

      http://www.irn.mj.pt/sections/inicio/

      Já a informação desta postagem encontrei-a num site onde se encontra todos os dados de imigração do Brasil:

      https://familysearch.org/search/collection/2140223

      Espero ter ajudado.

      Abraço forninhense e Feliz Páscoa para si e toda a família.

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