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quarta-feira, 11 de março de 2015

Memórias chamuscadas

Ali estavam os três com mais de oitenta anos, sentados na ladeira do ribeiro.
Tagarelavam coisas deles, claro, mas deviam ser genuínas.
Tão íntimas que nem conta deram que estava ao lado e mal pareceria não dar as boas vindas. 


- Santas tardes para vossemecês, disse eu.
 Nem tempo deu para escutar o murmurar do ribeiro...
- Olha, dirigindo os olhos para as duas, andas por cá... - quando vais embora.
- Visita de médico, digo eu, sabe como são as coisas.
- Estás com pressa, pergunta.
- Nada que não se componha, acrescento.
- Ainda bem, sabes. (queres comer ou beber alguma coisa, estás à vontade), estava aqui a falar com elas e a olhar para a Estrecada, tinha mais pinheiros e muitos lobos.
A vida que a gente viveu, ai meu Deus...os medos!
- Tens tempo para escutar, pergunta.
- Claro, por quem e...
- Sabes que por vezes as pessoas não acreditam, mas ouve lá...
Nós por aqui, tínhamos os nossos porcos de criação e da ceva para matar no inverno, senão morria-mos à fome. Estavam nos cortelhos, percebes, nas lojas por debaixo, mas...conta tu agora (olhando para uma das senhoras).
- Lembras claro dos cortelhos (para mim), havia umas pias ou gamelas metidas na parede, metade dentro, metade para fora e nesta se deitava a vianda para os animais, três vezes ao dia.
Dei por mim a pensar, porcos, mas bem tratados. Estava rendido com a narrativa, apesar de ainda recordar algumas coisas, mas o modo genuíno como falava, parecia uma pintura fabulosa.
- Quando chegava a altura do Natal, já eles (os porcos), tinham sido fidalgos um ou dois meses antes da matação, comendo do melhor, restos das batatas, milho , centeio, etc. Tinham era de medrar...
Aqui entra o senhor que ia anuindo com a cabeça a cada frase. A vida era parecida em tudo.
Para eles que quase me pareciam dizer que jamais se pode esquecer os trabalhos tidos por necessidade, mas ao mesmo tempo a honra deles.
A conversa ia alongada, mas aproveitando o recolher das galinhas pelas senhoras, insistiu num copo de vinho, do dele, teimava em dizer que era do melhor. E era, de tal modo que veio mais outro.
A casa aonde nasci, fica ao lado e talvez por isso seja mais fácil a comunhão emocional.
- Enquanto elas não chegam vou te falar dos lobos. Tu ainda os viste, pois vieram comer um cãozito nas vésperas da páscoa, que te tinham dado, lembras pois choraste tanto...
- Se lembro, para toda a vida, balbuciei quase menino...
- Olha, vou te ser franco, eles andavam na vida deles e também tinham filhos para criar.
Também me arrepiei um dia quando o nosso vizinho ia acomodar de noite as ovelhas e se saltaram ao caminho, ali, estas a ver, sim, entre aqueles pinheiros e os olhos reluziam, os teus pais também viram.
- Até contam que a tia Maria gritava, salvem o meu D...
Não contes a ninguém, mas não era apenas pela fome e vou te contar um segredo, vinham pelo cheiro do chamusco...
Mas eis que no entretanto as mulheres chegam (e eu devia estar de abalada...), com o avental cheio de ovos, sendo que uma galinha pedrês havia desaparecido por andar no choco.
Zangadas, como se a gente tivesse culpa, uma coisa assim...
- Falaram de que, perguntam.
- Lobos e porcos, respondo assumindo a responsabilidade.
O senhor não gostou e irado (chateado) disse que disso percebia ele.
Até bati palmas, que me iam custando os olhos da cara, mas e por tal  aqui vim escrever o sentir genuíno e verídico do pouco que nos vai restando.
Este Grande Senhor disse:
Olha Francisco, sei que escreves e eu não sei ler, mas eles, os lobos, tinham o passadiço deles, caminhos que poucos conheciam, vinham das lageiras, corriam os lameiros direitos ao carvalho da cruz, lombo velho e carriça . Eram lixados os gajos, deixa que te diga e quando cheirava a chamusco, valha-te Deus, as mulheres ficavam ainda piores que os homens e tinham razão.
Pergunta aqui à vizinha que ia morrendo para criar os porcos.
A porca parida, ficou meia maluca no parto, arreganhou os dentes e quase a comia, nao fora o homem dela ter aparecido, mas lá se criou e no dia da matação, parece bruxedo, desceram da serra e vieram cheirar...
O cheiro apelativo para eles era a palha queimada para chamuscar os porcos...e a fome.

41 comentários:

  1. Incríveis e muito bem contadas as histórias que arrecadas por lá e pra cá trazes.Linda! abraços,chica

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    1. Sabe amiga Chica, o saber ouvir e partilhar com os outros coisas "nossas", tem o nome de Cidadania.
      Nao por um dia, mas que tambem um dia ao procurarem identidades, aqui venham e fiquem contentes...
      Abraço.

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  2. o problema dos lobos não é só de agora, eles os lobos, agem por instinto, pela sua sobrevivência, não sei como se pode resolver o problema, mas alguma solução deve haver.
    AG

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    1. Goto deles, confesso.
      Aparte aquele imaginario de contos e narrativas, tive o privilegio de ainda os ver numa clareira e sentir tantas vezes o bater dos dentes por debaixo da janela.
      Acho o seu instinto de pura nobreza e se o ser humano nao aprender a conviver com todos, o lobo tem direito a defender o que antes lhes pertencia...

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  3. Encantam-me as histórias que tiras do teu imenso baú de memórias.
    São retalhos da vida de antanho...do nosso Portugal profundo.
    Relíquias!

    Beijinhos.

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    1. Antes que me esqueca delas e sao tantas, felizmente...
      Tantos encantos de memorias, nao podem ficar escondidos. Seria no minimo imoral!
      Beijo.

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  4. O mesmo talento narrativo e sempre. Parabéns Francisco. E certo que outrora os suínos comiam centeio e as batatas miúdas que lhes estavam reservadas sobretudo para a época da ceva.
    Querem que lhes conte? Havia um deles que tinha por vizinho um jumento. Resolveu o porco um dia interpela-lo dizendo: Vês como eu sou bem tratado: Como batatinhas e centeio enquanto tu passas a vida a comer palha ou feno?!
    Retorquiu o jumento: Nao é menos certo que ja vi passar por ai muitos que como tu eram bem tratados, e acabaram pendurados num gancho. Quanto aos lobos, fica para outra oportunidade. Abraço.

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    1. Bem haja Sr. Antonio pela delicia da sua historia, pois o burro de tal nao tem nada.
      Pessoalmente gosto de recordar momentos mais passados atraves de pessoas que podem ter o corpo ja meio cansado mas uma memoria incrivel, afinal marcas de vida intensa.
      Porventura estes meus relatos, caem de um modo especial a quem ainda teve determinadas vivencias, mas acho que partilhar e despertar curiosidade atraves destes desabafos, nada custa. Pelo menos a mim.
      Um prazer quando aparece.
      Um forte abraco.

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  5. Olá,pareces que estas falando de Solidão, nossa histórias se misturam já não sei se é de Solidão ou de Forninhos que falas. De tanto falar de teu povo já os conheço. Que saudade do tempo que se engordava um porco para comer na virada do ano. O lombinho na banha era o que eu mais gostava.
    Tenha um ótimo dia.

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    1. Ola Anaja!
      Curioso como pode uma aldeia serrana aonde existem pessoas que nunca viram o mar, ter tanta semelhanca com Solidao.
      Aqui ainda se trabalha por entre penedos de granito enquanto ai se pesca em mar calmo ou por vezes revolto.
      Afinal o ser humano tem muitas semelhancas no seu modo de viver e nas suas historias.
      Fico a pensar como seria cozinhado o lombinho na banha sendo que por ca, ainda me lembro, fritavam o lombo do porco que depois era metido numa talha de barro com a gordura da fritura e dava para todo o ano, pois apenas se retirava um pedaco em dias especiais ou vinha a casa alguem "importante".
      Beijos e que o Alfredo deixe algum peixe no mar...

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  6. Isto são estórias e memórias duma aldeia chamada Forninhos!
    Vou "pegar" nessas pias ou gamelas metidas na parede, pois faz-me pensar numa arquitectura funcional popular. Um dia alguém me contou que acabaram por desaparecer (tapando a parede) exactamente porque os lobos vinham ao povo e comiam da pia dos porcos.
    Obrigada Xico por este bonito post que aqui deixas. Mais uma "pincelada" de puro orgulho forninhense!

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  7. Ainda cá volto; gostei do "vossemecês" pois os mais velhos eram tratados por “vossemecê” ou “você” (redução de vossemecê) e não por “tu”… agora as novas mentalidades impuseram-se e é curioso que mesmo lá na aldeia já ninguém leva a mal por isso (acho eu).
    Presentemente soa estranho alguém ser tratado por vossemecê!

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    1. Olha Paula, tu que me conheces porventura melhor que ninguem, sabes como gosto de ser coscuvilheiro nestas coisas.
      Adoro ouvir estorias desta gente mais antiga, mas de voz propria.
      Burrice seria andar na Net no "copianco", quando existem personagens reais que alem de conhecidas e amigas ainda nos incentivam a deixar que as coisas nao fiquem perdidas.
      E existe ainda alguma riqueza que se nao pode perder e nos temos essa obrigacao de tal registar e partilhar.
      Acredito que ontem e hoje, houve gente a tentar saber o que sao pias e gamelas dos porcos e essa coisa de os chamuscar com palha, pois "oficialmente" seria com carqueja, mas que apenas conhecem no arroz da dita...
      Bem haja a vossemece...

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    2. Como é possível, se não existe carqueja nos campos de Forninhos?
      Mas até fácil de responder:
      Uns, na sua ignorância, procuraram testemunhos numa aldeia que não se chama Forninhos;
      Outros, na sua suposta sabedoria, julgam-se acima de todos os forninhenses por tal tiveram direitos exclusivos de transmissão de conhecimentos!

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  8. Oi amigo que histórias lindas. Lobos sempre me levam a pensar no filme com Kevin Costner: Dança com Lobos. Muitas msgs e significados emana deles...
    Continua compartilhando conosco, obrigada. Apareça...
    Abraço

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    1. Ola e muito bem vinda, Lia.
      Gostei da sua analogia, sendo que por aqui em tempos um pouco recuados, "os Kevin Costner" eram os pastores que se como ele nao dancavam em volta da fogueira, em redor dela se sentavam durante a noite e de cajado na mao, atentos a nao verem os seus rebanhos molestados.
      Mas sabiam conviver, com medos e respeitos mutuos, quando a natureza ainda impunha algum respeito.
      Um abraco.

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  9. Simplesmente espetacular. O que podemos aprender com os mais velhos numa conversa por acaso e com copo de vinho. Claro que em Forninhos sabem quem são os interpretes. Sempre a surpreender, parabéns Xico.

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    1. Bem hajas amigo Henrique.
      Um abraco.

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  10. Uma maravilhosa narrativa, pela voz de quem sabe.Sobre os tempos da matança do porco, e toda a correlação feita com os lobos, que para além de terem acabado com o seu cãozinho, sempre apareciam, principalmente quando lhes cheirava à palha chamuscada quando se matavam os porcos.
    Que bonito ouvir estas histórias de um tempo que passou, pela voz dos que ainda restam para contá-las.... E o vinho parece que era bom! :-)
    Quanto ao "vossemecê" (derivado do Vossa mercê), eu ainda tratei a minha mãe, a minha avó, e as minhas tias dessa forma.
    Belo post, Xico!
    xx

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    1. Sabe Laura, vou escutando por aqui e ali e tenho um prazer imenso nisso.
      Nos poucos vizinhos que vao estando, continua viva a vaidade de terem sido quem foram e por tal a conversa e por vezes um ou outro desabafo escondido, flui de modo calmo e sentido.
      Por vezes o melhor no acalorado empolgamento de memorias, saber escutar e anuir com a cabeca...
      Mas la esta a razao no desabafo de injusticas e se me permite, o tomar um copo de tinto na adega, significa que esta tudo bem e o "que la vai, la vai".
      Tal como a agua que corre doce no ribeiro por entre merugens e agrioes selvagens.
      Ainda vamos dando a salvacao, consoante a hora do dia e trocando o jantar pela ceia.
      Beijinho Laura.

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  11. Relato cheio de vida e emoção... Detalhes bem interessantes!
    Um abraço

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  12. Uma das personagens da narrativa, o homem, (não o Xico) foi um grande lavrador. Há meia dúzia de anos atrás, também lá estive a beber um copo com ele e além de ouvir algumas passagens da sua vida, vi do lado esquerdo, quem entra na sua adega, três cangas de junta de vacas, uma das quais trabalhada. testemunho do grande lavrador que foi. Grande amigo de meu Pai e afilhado do meu Avô Ismael, ambos já falecidos. Um abraço para ele.
    Testemunhos como este, haviam de ficar para a posterioridade.


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    1. Registados em papel.

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    2. Henrique, se tivessem olhos para ver, as estórias ouvidas dos nossos antepassados, outras vividas pelos mais antigos já estavam registadas em papel; esse registo ficava para nós e para os vindouros, mesmo partindo as pessoas.
      TODOS em Forninhos têm algo de bom e de mau para lembrar, porque são pessoas, não deuses, mas por lá querem endeusar certas e determinadas pessoas e por tal deu e continua a dar no que dá!
      Todos percebemos que há cada vez menos pessoas em Forninhos que possam contar passagens como a aqui relatada pelo XicoAlmeida, a hora da chamada vai-se aproximando, embora possa ainda durar mais uma década e Deus queira que até mais!
      Bom fim de semana.

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    3. O Livro!
      Vamos contar a historia e as estorias da nossa terra.
      Nao na nossa maneira, mas da dela, sem botox...

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  13. Belas memórias...Espectacular....
    Cumprimentos

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  14. Detalhes de uma vida na aldeia...com memórias que alguns guardam religiosamente!
    Uma boa semana!

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    1. E quando as aldeias aglomeradas passarem a vilas, mais "fidalgas", ha que preservar a sua historia e memorias, como diz, religiosamente.
      Abraco e bom fim de semana.

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  15. Saudades de lindas histórias que me faz
    voltar a infancia tempo bons que não vemos
    mais , guardamos na memória
    Abraços com carinho!

    └──●► *Rita!!

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    1. Olhe Rita,
      Quando as historias e estorias do tempo nos fazem sentir bem...
      Que corram por ribeiros, soprem ventos pelos montes e ate se zanguem as comadres, mas serao bonitas estas coisas se ficarem gravadas na memoria.
      Um abraco.

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  16. Este texto é rico em pormenores, até fala de porcas parideiras que por ali se criaram e quando refere as pias, as viandas ou a palha para chamuscar, faz logo lembrar os lustrosos porcos que serviriam de sustento, durante todo ano.
    Na nossa aldeia quando as pessoas tinham um porco grande e gordo, para matar, gostavam de o deitar fora (deixavam-no sair do cortelho para as ruas) para mostrar que tinham um porco valente!

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    1. As pessoas eram vaidosas nesse sentido pelo querer mostrar que tinha valido a pena tanto trabalho.
      Era um desafio entre a vizinhanca, digamos, cada qual tentando mostrar qual tinha medrado mais. Ainda me recordo e na inveja pacifica, elas (senhoras), meterem achaques e molestia nas das outras...dava um filme a preto e branco, mas adiante.
      Mas antes, as porcas ja tinham andado ao "barrao" para ficarem cobertas, que era emprestado e por vezes pago para o efeito.
      Prenhas, havia que ter muita atencao no serem seguidas e muito cuidado, ate na maneira de deitar as viandas pois podiam ficar exauridas e perigosas, sendo que as pias ou gamelas, protegiam a dona da casa.
      Mas o momento que tirava uma noite de sono, era aquando pariam.
      O homem nao entrava, apenas a mulher para apartar os leitoes, com o risco de a porca, sofrega, soltar o risco de mae e atacar. Chegou a acontecer...
      Meter cada cria na teta que dispunham e cada qual entender que era ali que deviam mamar no futuro, era mestria, sendo que pior eram as longas horas de sono, vigilantes para que ao virar da mae cansada e incomodada, nao esmagasse ao virar, algum rebento.
      No final do ciclo, normal como em qualquer aldeia, digo genuino por comum, a natureza queria, devia e podia comungar.
      Se o lobo vinha ou ia aparecendo, a sorte dele aqui seria menor pois o "bicho" a ir para a desmancha estava mais protegido por adentro da loja guardada por portas de carvalho, enquanto tempos antes, bastava na mata um tronco de pinheiro para apanhar um cabrito ou borrego.
      E assim, se foi indo aos poucos aquilo que vimos e sobretudo que escutamos...
      As porcas ja nao saem a rua e os lobos desaparecem.
      E os homens nao agradecem o que era a vida.

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  17. Paula, obrigado pelo bom fim de semana, para vossemecês, também. Do melhor que já li, no espaço da net. Enquanto lia o texto, sentia-me como se estivesse presente, junto deles. Parabéns mais uma vez, Xico. Continua a nos surpreender com novos textos, e obrigado por esta riqueza. Um abraço.

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    1. Tocaste no ponto, amigo.
      Ha quem diga que posso parecer um pouco nostalgico e respondo, Sou!
      Mas entendo tal como um dever de cidadania, partilha no sentido de que quem um dia queira saber (a curiosidade jamais acaba...) coisas nossas, tenha por amadores algumas letras deixadas e como a Paula, factos concisos e demonstrados em termos documentais.
      Enquanto aturarem as minhas "pieguices", por aqui andarei...
      Abraco, idade!

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  18. Um relato muito interessante. Bom fim de semana. Beijo

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  19. Xico,

    Você escreve de uma forma que, me transporta para o cenário da história.
    Lindas as suas memórias chamuscadas.
    Abraços

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    1. Por vezes tambem temos o gosto de vestir roupa quase gasta...
      Talvez por nos fazer sentir bem!
      E, chamuscado nao tem de ser queimado.
      Um abraco grande.

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  20. Boa tarde Xico, um serão no teclado que valeu um uma extraordinária narrativa com diálogos maravilhosos!
    Tal como Torga que ando agora a ler;)) assim o Xico se assemelha!
    Deve andar por aqui um escritor disfarçado que muitas vezes me pergunto qual será o pseudónimo;))!
    Beijinhos,
    Ailime

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