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domingo, 22 de março de 2015

Retalhos da vida de uma aldeia

Acho o modelo desta salgadeira - arca em madeira que se enche de sal - muito interessante! Com compartimentos; um, para salgar as carnes e conservar os untos; outro, para a panela de barro com azeite usado para conservar alguns enchidos depois de retirados do fumeiro.
Porque estamos na quaresma não resisto a repetir um post que fiz há tempos e que nestes dias faz sentido reviver a situação. 


Sabiam que durante muitos anos era prática nos quarenta dias de preparação para a Páscoa, algumas famílias forninhenses pregarem a arca salgadeira? 
Não se tocava na carne da salgadeira, desde o dia de Entrudo/Carnaval, aonde se não ia enquanto não amanhecesse a Ressurreição do Senhor.
Presentemente sacrifícios como esse já se não fazem, mas em Forninhos ainda se vai usando  a "arca frigorifica " dos nossos avós e eu acho muito saborosa a carne que nela é conservada.
O(s) unto(s), gordura amassada, enrolada e moldada em bolo, acreditam que até ver esta fotografia não sabia sequer o que era, nem qual a sua função!
Pelo que entendi servia para temperar as sopas, principalmente o caldo verde. Também servia como creme ou pomada, usado para "desembaçar". Sei que a minha bisavó Emilia que "desembaçava" crianças doentes o fazia, rezando uma oração e aquecendo nas brasas um pouco de unto esfregava-o sobre a barriga do doente.
O sal era para todo o ano, com ele temperavam os alimentos e também as viandas dos animais. 
Trago hoje duas ou três situações de outros tempos, porque somos nós que hoje temos a incumbência de contar como foi a vida dos nossos avós, amanhã serão os nossos descendentes ou os descendentes deles, mas até lá que haja saúde e coza o forno, na Páscoa, os tradicionais bolos de azeite, os "folares" da nossa terra.


Estes nossos bolos, ao contrário de outras terras portuguesas, não são doces, são para ser comidos com queijo da serra, presunto e chouriça.

30 comentários:

  1. Bom relembrar relíquias do habito antigo.
    Salgadeira igual à da minha avó materna Emília, com os mesmos compartimentos e também ela , por vezes lá tinha o pote.
    A nossa bisavó Emília do Lugar, ainda me lembro dela a desembaçar o meu irmão António. Também se dizia, virar o bucho.
    Bolo de azeite, ainda agora insertei um do ano passado. Comi com queijo, maravilha, mas com manteiga também é optimo. Ainda lá ficou um, tenho que me prevenir para o ano, e trazer alguns para baixo.

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    1. Peço desculpa. Disse avó materna mas é avó paterna, esposa do meu avô Ismael.

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    2. Henrique, pensa-se que esta era da nossa tia Júlia. Já tinha escrito algumas destas linhas noutra ocasião e disse na altura que quem fez esta salgadeira antiga foi um grande carpinteiro de Forninhos, o tio António Carau.
      A foto tinha-a a minha tia e madrinha, Natália 'Cavaca', talvez ela possa confirmá-lo.
      Quanto ao "desembaçar" tens toda a razão, dizia-se também virar o bucho. Se tiveres outra informação a acrescentar: Força!
      Gostei muito do "insertei" que é uma palavra que ainda se ouve muito na nossa terra. O povo pronuncia geralmente "insertar", mas acho que a forma correcta de dizer é "encertar" o bolo/o queijo, etc.
      Para o caso, é indiferente se é com c ou s, o que interessa mesmo é a pronúncia (nossa),

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    3. Paula, quando fiz o comentário, foi à pressa, tinha a panela ao lume para o jantar e estava quase a ferver e nem sequer me lembrou de falar no unto. Comi muita sopa, aqui na zona de Lisboa feita pela Tia Anunciação Guerra, avó de minha esposa e sogra do meu Tio Elisio, onde eu fui morar, quando vim para Lisboa. Sempre que ela ia à "TERRA" ia à Feira Nova e comprava as banhas para fazer o unto. Ponha sempre um bocadinho nas sopas que ficavam com um sabor como se tivesse sido cozida com um bocado de presunto.
      Achei interessante o pregar da salgadeira no período da Quaresma e agora começo a compreender o porquê dos meus avós, mencionados atrás, porque tinham a salgadeira, num anexo da adega mas com porta com chave. Sempre pensei que fosse para os meus tios, à noite não lá fossem buscar alguma coisa para a paródia com os amigos.
      O nosso Tio António Carau, mestre da tábua, homem inteligente, fazia tudo o que se pudesse da madeira, portanto não me admira que a salgadeira da foto, seja obra dele. Carros de bois, gamelas, maceiras, bancos, mesas, tetos e mais, mais, mais, era com ele. Aprendi bastantes coisas com ele.
      Insertar, ou encertar, eu por acaso ainda utilizo bastantes vezes o termo. Estamos quase na Páscoa e estou a lembrar-me, de no ano passado, pela visita pascal, por norma coloca-se um queijo na mesa, de dizer que parecia mal o queijo ir para a mesa sem ser insertado.
      Mais um bom post, para os cuscos meditarem.
      Eu continuo a dizer, estou sempre a aprender e aqui é um dos sítios.
      Parabéns, Paula.

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    4. Henrique, isso do sabor da sopa como que cozida com um bocado de presunto não são só recordações, creio que são também saudades na glândula pituitária!
      Quanto aos que apenas prestam atenção ao que aqui se escreve, chegam ao cúmulo de guardarem no seu computador algumas fotos e nem burra, tu queres água!
      Eu por amor a Forninhos, nossa terra, criei um novo blog para que todos (inclusive eu) que gostam de Forninhos pudessem conhecer melhor as suas raízes, a cultura e a história desta terra, mas com a naturalidade de um espírito invejoso as pessoas uniram-se para não colaborar n' O Forninhenses e ainda hoje se movem para que este blog se apague. Mas há um provérbio chinês que diz que quando um homem cava um poço, muitas pessoas conseguem água e tenho a certeza de que assim é. Isto é: sem trabalho, colaboração, muitos deles extraem daqui tudo quanto lhes interessa, mas dito isto termino com um dito caracterológico: “cada um é como cada qual”.
      Um abraço e muito obrigada pelo apoio que dás!

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  2. As tuas memórias são relíquias vivas.
    Havia em casa dos meus avós paternos uma salgadeira semelhante.

    Adoro bolos de azeite assim como dos folares doces.

    Beijinhos.

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    1. Obrigada. É importante divulgar as coisas boas que existem na nossa terra e os bolos de azeite são realmente muito bons e únicos!
      O folar doce como não me traz lembranças da Páscoa em Forninhos não os "gabo".
      Beijinhos.

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  3. Que coisa legal e podemos ler e reler e sempre gostamos! Esses folares me enchem de vontade...Hmmmmm! beijos, linda semana! chica

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    1. Estão mesmo de fazer crescer água na boca...
      Bjos/boa semana.

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  4. Paula,

    Muito interessante essa salgadeira.
    E, pensar que o povo respeitava tanto a quaresma que, só abria na Páscoa do Senhor.
    Mais uma relíquia de Forninhos!
    Uma linda semana! Abraços

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    1. Como atrás se disse, presentemente sacrifícios desses já se não fazem, mas ainda há quem na quarta-feira de cinzas e todas as sextas-feiras da quaresma se abstenha de comer carne.
      Abr./boa semana.

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  5. Muito interessante a salgadeira compartimentada! E muito curioso saber como era tão respeitada a "proibição "de não comer carne durante a quarentena da Quaresma.
    O sal é realmente um produto essencial à vida, e se não fosse ele como se conservariam antigamente as carnes...? Já tinha ouvido falar de untos, mas não sabia bem o que eram, e por acaso quando olhei para a fotografia, antes de ler, até pensei que fossem queijos, já um pouco mirrados, e estranhei vê-los na salgadeira!!...Santa ignorância...:-))
    Não sabia que eram usados para "desembaçar", e já vi foi "desembaçar " com azeite...
    Mas porque tinhas tu de falar do bolo de azeite, para ser comido com o queijo da serra, do presunto, e da chouriça?!!...Uma grande maldade de belos sabores, Paula!
    Um post muito saboroso.
    Boa semana para todos.
    xx

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    1. Então, podia lá deixar de falar dos condutos, Laura? Também para não pensarem só em doçuras, pois é como dizes, e sabes, o sal é um produto essencial à vida.
      Falas dos untos. Ali na salgadeira parecem mesmo uns queijos mirrados, até porque (acho) na salgadeira guardavam também algum queijo!
      Quanto ao jejum rígido por parte de algumas famílias temos de ver que surgiu num tempo em que poucas eram as pessoas que tinham dinheiro para comprar carne, alguma que tinham estava guardada na salgadeira, daí que "facilmente" respeitavam a proibição, mas ponho as aspas porque para fecharem (pregarem) a salgadeira se calhar não era assim tão fácil não se alimentarem de carne durante toda a quaresma!
      Boa semana tb/bjs**

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  6. Retalhos, de facto.
    Centro as memorias que guardo na imagem do forno e penso que nao me engano ao dizer que esta ainda e a trabalhar para nos e amigos chegados, no patio da minha mae, sendo que veio mais tarde, mas apesar de tudo, muitos anos atras.
    Caramba, recordar quase meio seculo, causa arrepios, maiores que o frio gelado, neve e geadas, sem falar nas trovoadas, mas....
    Por debaixo da casa, os chamados baixos, lojas separadas por grossas paredes de granito puro, recordo que na primeira loja principal, saindo do pateo, estava a mais "nobre". Ali se pendurava no chambaril, os porcos da matacao a escorrer e dois dias depois se desmanchavam. Num carrito de mao em madeira, da loja do Sr. Ze Bernardo, vinha o sal grosso, varias sacas que iriam depois do bicho separado consoante a dona e a seu preceito, carregado de sal
    aguentar o ano inteiro. Tudo o que ele tinha desde a pa aos presuntos, cabeca e orelhas, tanta coisa, enfim...
    Chegado o tempo das sementeiras, ja se provava a pa (patas da frente do bacoro), arredando o sal da conserva e depois voltar a tapar.
    Lembro de vir da escola e ter um bilhete escrito pela minha mae a dizer, vem a ter ao sitio tal, vai a arca, corta um pedaco de carne e nao esquecas de cobrir (com sal...). Era assim...
    Na loja a seguir, o mugir das vacas, valentes e castanhas bonitas, remoendo na sua manjedoura com base de pedra e rebordo de carvalho, fartas.
    Na outra loja seguinte, a adega. Lagar, pipos e pipas e arcas de castanho e carvalho que muitos alqueires de cereal levavam, desde o centeio ao meio.
    Mas descendo as escadas de casa, havia a primeira "lojita", para mim a mais rica...tinha aqueles potes grandes que levavam almudes de azeite e panelas de barro vidradas em que as chouricas e os lombos do porco se escondiam por entre os "untos".
    E a masseira, parecida com a salgadeira, onde ficavam os panelos mais pequenos, mas enormes em iguarias!
    Adorei o post e fiquei com fome...

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    1. Guardavam iguarias na masseira e posso estar enganada, mas na salgadeira também lá punham queijo e os ovos que guardavam de propósito para os bolos de azeite!
      Esta salgadeira por acaso tem uma divisão para panela das chouriças, mas dizes bem (como havia outras que não tinham) havia famílias que guardavam as panelas com as chouriças e os lombos de porco na tal "lojita" que eu chamo de despensa!
      Na casa dos meus pais, era pela Páscoa que se provava umas fatias de pá com bolo de azeite.
      Agora fui eu que fiquei a salivar...

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  7. Por aqui ainda se vêem algumas salgadeiras que as pessoas guardam religiosamente! A minha mãe não tinha pois viveu muito tempo em Angola!
    Relativamente à receita do "bacalhau entalado"...a minha sogra é da Beira Alta!
    Boa semana e é sempre bom recordar estas relíquias do nosso país!

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    1. Olá Graça, os meus pais por acaso ainda têm a sua salgadeira e quanto à receita da sua sogra diria que, embora sejamos de concelhos diferentes, os saberes e os sabores são os mesmos.
      Boa semana.

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  8. Que belas recordações Paula.
    Lembro-me bem da salgadeira na casa dos avós.
    Ao olhar para o pote até fiquei com água na boca ao lembrar de uma carne que a minha avó e as minhas tias costumavam fazer quando era a matança do porco.Temperavam as costelas e um bocado de lombo com massa de pimentão e vinha de alhos,depois de frito era metida dentro do pote e tapada com a gordura da fritura,de vez em quando lá tiravam um bocadinho para comermos,era de comer e chorar por mais.Hoje em dia vamos ao talho e compramos um bocado de lombo ou um entrecosto para uma refeição,naquele tempo era tudo muito bem dividido e tudo tinha outro sabor.
    Que saudade desses tempos.

    Beijinhos e boa semana

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    1. É incrível como esses costumes se parecem com os de Forninhos...
      Lá também se fritava o lombo e as costelas (não sei é se levava a massa de pimentão) e tudo era metido nas panelas de barro com a banha da fritura, para se ir comendo durante o ano. Hoje é como a Natália diz, facilmente se vai ao talho comprar carne fresca.
      Beijinhos e cont. de boa semana.

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  9. Portugal é muito parecido em muitas regiões. Lembro, sim a salgadeira, onde se curavam as carnes e se mantinham os presuntos depois de retirados do fumeiro.
    Lembro o unto de que faziam um caldo, embora não fosse apreciado( em minha casa) era oferecido a quem queria. Os testemunhos deste blog, merecem ser editados um dia num livro.
    Abraço!

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    1. Bem haja pelas suas palavras.
      Algumas pessoas têm-nos dito isso mesmo, que os textos publicados dedicados à História e ao Património Cultural da freguesia de Forninhos merecem ser editados num livro. Talvez um dia se avance para a publicação. A ver vamos...
      Abraço!

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  10. Sobre o unto do porco de que aqui se fala, recordo que uns anos atras, pesquisando "mezinhas caseiras" da regiao da Beira Alta encontrei algo em que este era descrito com poderes curativos associado a crendice.
    Em tempos idos, tempos dos nossos avos, em que este era recolhido aquando da matanca do porco e deveria durar ate ao ano seguinte quando seria substituido por banha fresca. Serviria de tempero e quando necessario, de remedio para o corpo.
    Por um lado demonstra a imaginação/sabedoria popular e um certo sentido de reutilização dos materiais disponíveis, por outro a penúria por que passavam os nossos avós, que se viam obrigados a recorrer, na ausência de assistência médica adequada, a métodos pouco fiáveis para a cura dos seus males.
    O que me chamou a atencao foi a REZA DO ESCALDADO em que era utilizada nos casos em que uma pessoa sofria uma queimadura ao lume ou com água quente a fim de aliviar a dor e ajudar à recuperação da zona afectada.
    Mas para além das palavras, é necessário um ingrediente: o "unto" ou banha de porco.
    Caso uma pessoa sofresse uma queimadura deveria munir-se de um pouco de "unto" e passá-lo na queimadura repetidamente, desenhando cruzes sobre ela, e dizendo as seguintes palavras:


    Passou por aqui Nossa Senhora
    E viu andar fogo a arder
    E procurou*:

    Que fogo é este?
    É o fogo e ar!

    Há com que se lh’ apague?
    Sim há.

    Com quê?
    Com o unto de porco e o pau da guia,
    um Pai Nosso e uma Avé Maria.

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    1. Eu recordo que uns anos atrás, DEZ/2009, fiz uns 'post' sobre "mezinhas" e tu dissestes que foste desembaçado em criança por uma mulher que vivia no sitio do Lugar "...se bem me lembro, qualquer coisa Pincha." Disseste.
      Claro que na altura não liguei muito ao que disseste, mas agora pensando bem...será que quem te rezou ao desembaço não foi a minha bisavó Emília, que era sogra da tia Ana Pincha?
      É que a minha bisavó viveu no sítio do Lugar, na casa que foi do meu tio Álvaro e tia Ana Pincha.

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  11. Sou da opinião da colaboradora Manuela Barroso. Já se deixou aqui, neste Blog, matéria suficiente para se fazer um bom livro sobre Forninhos, Terra Dos Nossos Antepassados.

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    1. Obrigada Henrique. Há muita gente que gosta do que aqui se escreve e pesquisa, menos os autarcas de Forninhos e seus pagens, por tal é que entregaram recentemente a edição de um livro a uma empresa criativa, um "livro" sobre "Forninhos, a terra dos nossos avós" que do ponto de vista do conhecimento da vida dos nossos avós pouco ou nada se aproveita!! Mas essa gente ainda tem a lata de nos dizer que nada fazemos pela nossa terra. Se calhar o que temos publicado é visto como algo negativo, mas se é, já não sei o que pode ser positivo para esta terra então!
      Obrigada uma vez mais.

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  12. Aquí, en el Norte de España, se les conoce con el nombre de vacías y son muy similares a la que nos muestras.
    En ella se dejaba la carne para que se conservara con la sal.
    Es cierto; durante esta época del año no se comía nada de carne y se cumplía la Penitencia tradicional.
    Deben de estar riquísimos esos bolos com queijo da serra, presunto e chouriça.
    Yo, cada vez que voy a Portugal, disfruto con su gastronomía rica en tradición y buen gusto...El bacalao, el franguinho...¡¡¡Hummm!!!¡¡¡Que ricos!!!
    Abraços e Beijos.

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    1. Amigo Pedro, que os apetitosos bolos e seus condutos (queijo da serra, presunto e chouriça) sejam apenas aperitivos para um dia nos visitar também ;-)
      Beijos e votos de uma feliz e santa Páscoa para si e sua família.

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  13. Boa tarde Paula, mais um precioso tesouro da sabedoria do povo!
    E nisto era soberano, como em muitas outras coisas!
    Não conhecia esse modelo de salgadeira muito pratico, funcional!
    Poder-lhe-ei chamar o precursor do "frigorífico"!
    No que respeita às tradições antigamente era tudo mais respeitado, seguido!
    Os tempos mudaram, os valores também, e por isso é muito importante que vá mostrando aqui como eram as tradições de Forninhos.
    Quanto ao folar pouco doce uma maravilha! Até estou sentindo o aroma e hoje dia frio que bem me saberia um pedacinho com qualquer desses condutos, (como se dizia na minha terra);))!
    Até estou a salivar!
    Beijinhos e bom fim de semana.
    Ailime

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    1. Eram tempos bem diferentes dos de hoje, Ailime!
      Lembro de ver a salgadeira em várias casas e nos meus tempos de garota ouvir falar no jejum normal (de uma refeição por dia) em toda a quaresma, mas não imaginava que pregavam a salgadeira porque nos quarenta dias de preparação para a Páscoa não se tocava em carne!
      A lei penitencial amenizou-se, pelo que serve apenas este 'post' para dizer como em Forninhos algumas pessoas se abstinham de comer carne na quaresma.
      Quanto ao folares, repito, estão mesmo de fazer crescer água na boca...
      Beijos e bom fim de semana tb.

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