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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Putigas"

Não é uma flor, chama-se "Putigas" e é comestível. Comi algumas quando era miúda e ainda hoje o farei caso as encontre.
Já não me lembro quando florescem, nem sequer sei se ainda existem. Lembro-me que as havia no "Castelo", será que ainda por lá nascem?

14 comentários:

  1. Olá a todos.

    Uma foto interessante que a Paula nos trás a este blog, não sei se é original ou foi tirada de enciclopédia, mas as pútigas são mesmo assim, para quem as não conhece, eu posso dar umas dicas: trata-se de uma espécie de pinha, mas mais pequena, com uns gomos cheios de uma massa pastosa que sai com a pressão dos dedos e se come.
    Este “fruto” que nasce só debaixo dos sargaços, e já são raros, no entanto, eu já me referi a eles no blog de forninhos, quando os encontrei em forninhos no lugar de cabreira. Para mim foi um espanto porque julgava esta espécie já extinta.
    Tenho fotos originais.

    Um abraço a todos.

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  2. Olá a todos
    Posso te dizer Paula que ainda existem as putigas,numa das minhas caminhadas ao castelo tive o prazer de as ver ao pé dos sargaços,achei estranho aquela flor tão bonita ,não sabia muito bem o que era ,aproveitei para mostrar também aos meus filhos para eles saberem o que é as putigas e como as comiam.

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  3. A imagem tirei-a da net, mas existe pouca coisa acerca deste "vegetal" e mesmo no Grande Dicionário da Língua Portuguesa a descrição que existe e que resumo, é que se trata de uma erva, carnuda, com escamas amarelas, rosadas ou vermelhas, com flores amarelas, papilosas; encontra-se em Portugal sobretudo no Centro e Sul. A designação de pútiga emprega-se muitas vezes no plural.

    Embora ainda me lembre bem de como são, como se comem, há muitos anos, muitos mesmo, que não as vejo. Quando miúda lembro-me que as havia no Castelo e também me lembro o meu pai trazê-las para casa, para mim e para os meus irmãos.

    Quando fiz este artigo até pensei que já nem existissem, pelo menos, na nossa zona. Fico contente por ainda as haver e por saber que crianças como o Pedro e o Diogo têm a possibilidade de conhecer este "fruto" e como se come e que tal como as amoras e medronhos silvestres, as putigas também as podem encontrar nos campos.

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  4. é verdade paula, nem tudo ainda o homem destruiu, as pútigas ainda resistiram. A augustinha diz que as encontrou no castelo, eu já as lá procurei e nao encontrei, isto só por curiosidade, claro, encontreis por acaso numa mata em cabreira, este "fruto" ao contrário dos míscaros, nasce em abil/maio, por isso, se as quisermos ver novamente ao natural temos que esperar mais uns meses, e... depois procurá-las

    um abraço atodos.

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  5. É verdade…por isso é que assim sendo torna-se de máxima importância proteger a flora, pois, embora sejam consideradas simples plantas, esta espécie até pode ter bastante interesse atendendo à sua escassez e que corre o risco de até desaparecer!

    Eu gostava de saber mais acerca das pútigas, mas como o disse, a informação que encontro é pouca, porque até pode ser o caso de nível medicinal esta espécie ter algum interesse.

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  6. Cheguei tarde para dizer que o tempo delas é em Maio e que são em forma de pinha e com gomos que se espremem com as pontas dos dedos. Eu já há muitos anos que não as provo.Só sei que me ria quando ouvia essa palavra porque pensava que era o nome de uma asneira lol
    Sabem onde havia muitas? era ao pé do campo da bola da Matela, quando iamos lá jogar antes e depois do jogo era barriguinha cheia de pútigas.

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  7. Nunca imaginei que ía conseguir saber o que acabei de aprender sobre as pútigas. Calculei que outras gentes saberiam das pútigas e de facto assim é.

    As pútigas! Eu também achava piada ao nome, o qual dificilmente em criança consegui pronunciar. Não é propriamente um manjar dos Deuses, mas dava gozo comê-las porque já na altura era coisa rara.

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  8. Olá a todos.

    Tal como as pútigas, havia outra “iguaria” que eram as nozelhas, os mais novos não devem saber o que isso é, mas de certeza que muitos dos que nos lêem, sabem, é uma espécie de noz mas creio que é tubérculo, porque se cria no subsolo, é raiz de uma planta que, creio, ainda se pode encontrar em forninhos.
    Costumávamos dizer que quem comesse muto daquilo fica bêbado, bêbado para os mais jovens, é alcoolizado.
    As nozelhas e as pútigas, embora não enchessem barriga mas ajudava os pastores a enganar a fome, assim como o caneco da resina que se tinha escondido na serra para se ordenhar a cabra enquanto o almoço não chegava.
    Há um provérbio que diz: do cerejo ao castanho, bem me eu avanho, mas do castanho ao cerejo, mal me vejo. Era nestas alturas que servia o caneco e as pútigas.
    Desculpem estas gracinhas, mas também eram reais.

    Um abraço.

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    1. Anónimo4/13/2024

      também comi algumas novelas eram muito boas ,bem naquel tempo o que fosse comestível tudo era bom pois era tempo da fome

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  9. "Do cerejal ao castanhal, bem vai, o pior é do castanhal ao cerejal". Queria isto dizer que desde que começavam as cerejas até às castanhas havia sempre que comer, mas quando acabassem as castanhas e até que houvesse novamente cerejas passava-se fome.
    Isto faz-me pensar que o desconhecimento geral dos jovens e crianças sobre a cultura e as tradições do meio em que se inserem é uma realidade e numa aldeia como a de Forninhos bem podia ser colmatado, bastando para isso criar-se iniciativas de convívios, promovendo a troca de conhecimentos, experiências e vivências entre gerações. Tenho a certeza que se contribuiria para a preservação do património histórico e cultural.
    Nozelhas…Lembro-me encontrar-se nas matas uma espécie de castanha, será a mesma coisa?

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  10. Este fim-de-semana tive a oportunidade de perguntar a algumas pessoas, na casa dos 60/75 anos, se sabiam o que eram nozelhas, qual o meu espanto quando a menção desse nome lhes é tão familiar e com algumas histórias pelo meio. Também as havia no Castelo e quem comesse muitas ficava tonto, bêbado.

    Por isso reforço a ideia, é importante o convívio entre as várias gerações, onde os mais velhos podem relatar aos mais novos os seus conhecimentos, as suas experiências e vivências. A nossa história cultural tem de ser preservada e no caso da história de Forninhos, só é possível com os relatos e lembranças dos mais velhos.

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  11. Olá a todos.

    É verdade Paula. As amoras silvestres, são o único fruto selvagem que os mais novos conhecem, porque as silvas abundam por todo a lado, se não fosse a praga destes arbustos, nem este fruto já era conhecido pelos mais novos, tal como as pútigas e as nozelhas.
    Eu já a algum tempo atrás sugeri, creio que no outro blog, que seria interessante fazer-se reuniões/convívio periódicas que se lhes poderia chamar por exemplo: serões de aldeia ou outro nome que lhes quisessem dar, onde as pessoas de mais idade (incluindo eu, tenho 65) pudessem contar as suas histórias de vida, posso-vos garantir que teríamos muito prazer em as contar e ouvir. Estas historias, contadas por quem as viveu, fazem muito mais sentido do que contadas por quem as ouviu, e é pena, que vocês jovens, daqui a algum tempo quando os vossos progenitores faltarem, saibam pouco do que foi a sua vida, e de certeza que quando os vossos filhos perguntarem como foi a vida dos avós, pouco lhes sabem contar.

    Um abraço atodos.

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  12. Um dos objectivos deste blog é deixar um pequeno registo de histórias de vida e passado de Forninhos. Lembro-me de o Sr. Eduardo ter referido isso, tendo até sugerido a casa que foi comprada à família do Sr. Ilísio. Realmente é um pena não se dar aquele imóvel uma utilidade. Podia criar-se ali um espaço de convívio,com reuniões, noites de fado, exposições! Há tanta coisa que se pode fazer por Forninhos. É verdade que lá não resido, mas estou sempre disponível para o que fôr preciso e nas alturas festivas, férias, sempre estou por lá, sempre posso dar uma ajudinha:))

    Já existem tão pouco jovens em Forninhos, há que promover convívios saudáveis entre os mesmos. Os mais velhos também têm tanto para nos contar e ensinar, porque não realizar reuniões para esse efeito?

    Cpts,
    Paula

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  13. ...E as dores de cabeça que essa planta causou em casa porque um tio meu, tendo um apiário no Brasil , queria a todo o custo essa planta a que chamava "pútega" o que.causava uma certa confusão...
    Rsss!
    bji

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