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domingo, 13 de abril de 2014

Alfaiates e Costureiras

Hoje nem se percebe como era uma festa, vestir roupa nova no Domingo de Ramos e Domingo de Páscoa, mas era assim: nas grandes Festas, de quando em vez, íamos ter um vestido novo, uma blusa nova, umas calças novas…
Há 60/50 anos o processo começava, primeiro, com a ida ao comércio. Nas vendas que havia nas aldeias (estabelecimentos comerciais), os pais escolhiam a peça (rolos grandes) de tecido e fazenda e o comerciante então media o tecido com o seu metro de madeira, com aqueles números grandes e com traços centímetros, e procedia ao corte do comprimento necessário. Depois então é que se ia à costureira ou alfaiate tirar as medidas: peito, cintura, anca, altura do braço e da perna, punho, etc… Havia sempre duas provas, para que tudo ficasse bem e no dia da Festa era uma festa.
Hoje, vai tudo às lojas de roupas feitas, mas eu ainda recordo algumas idas à costureira. Na altura, confesso, até preferia roupa já pronta e nem tinha noção da grande diversidade de tecidos que havia à escolha:
- crepe
- merino de algodão
- organza
- popeline
- flanela
- sarja
- chita
- cotim
- cetim
- fazenda de lã
- fazenda fina
- fazenda riscada
- tirilene
- tafetá
- seda
- nylon
- linho
- Etc... etc...
Estes e outros tecidos eram depois costurados pelas costureiras, modistas e alfaiates que havia nas aldeias. 
Costureiras em Forninhos disseram-me que houve várias: tia Olímpia, tia Prazeres Matela, tia Augusta Pirolas e por último a tia Cândida e minha tia Lurdes. Alfaiates houve dois ou três: o Zé, filho da tia Olímpia, tio Carlos Guerra e tio Eduardo Craveiro. 
As cores usadas no vestuário é que eram, em geral, muito escuras: preto, azul-escuro, cinzento-escuro, acho que só as crianças e raparigas é que vestiam cores mais claras e floridas. 
Não é fácil encontrar fotos do antanho, mas tentei encontrar uma imagem que se aproxime dessa realidade. Agradeço ao Sr. Virgílio esta relíquia:


Como em Forninhos o comércio era/é escasso, um dia chegam os alfaiates da vizinha aldeia de Dornelas que já traziam os tecidos e tiravam as medidas e já não era preciso ir só à venda do Sr. José Bernardo/Sra. Emília comprar o tecido e fazenda, mas durante muitos anos continuou tudo como dantes: escolher o tecido para a roupa da festa, tirar as medidas, provas...e só anos mais tarde é que algum comércio começa a ter roupa já pronta a usar nas festas e andar a cote: casacos e camisolas de malha, puloveres, camisas, batas e aventais, roupa interior e até calças. Vestidos é que não. Isso ainda não há.

29 comentários:

  1. Olá Paula.
    Adoro ler este blog.Faz-me recordar a minha infância e uma parte da juventude (É pá assim é que eu vejo que já sou velha)
    Eu sou do tempo em que as meninas da aldeia quando saiam da escola iam aprender a profissão de modista.Eu ainda lá andei uns aninhos mas não segui a profissão.
    Agora recordo esses tempos com saudade.
    Beijinhos e bom domingo

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    1. Olá Natália e obrigada por comentar, pois por vezes quem gosta de nos ler, não comenta, por achar que os nossos 'post´s' são saudosistas...quando nós por cá só fazemos eco das muitas coisas que muitos fizeram no passado.
      Este texto aborda uma profissão que, quase de certeza, despertou interesse, em muitas raparigas.
      Eu não percebo muito de costura, mas lembro-me perfeitamente de ir à costureira e de mexericar e ajudar a escolher os botões, ver fazer os alinhavos, etc...
      Beijos**

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  2. Que legal ver isso e assim recordar da infância. M Era costume sempre vestido novo nessas datas, bem legal! Isso numa cidade pequena que morava. Mas depois fui morar no Rio de Janeiro e lá nada disso existia.Muito mais simplicidade no Rio! Lindo post, lindas recordações e fotos! bjs,chica

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    1. Hoje nas grandes cidades seria notícia estrear roupa nas datas festivas e irmos outra vez ao alfaiate e à modista ou costureira.
      Bjs**

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  3. Paula e Xico,
    vocês sempre nos oferecem posts ricos que trazem boas recordações e saudades... Este, faz-me lembrar de costumes de roupas novas feitas por costureiras, movimento alegre que já não existe na maior parte dos lugares, nos períodos de festas...
    E viva a Páscoa, ela já vem por aí!
    Boa Noite e um Feliz Domingo...
    Abraços


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    1. Pois...um dia chegou o "Pronto-a-Vestir" onde há roupa feita e que ficava sempre bem. Então já não era preciso ir às costureiras.
      Hoje não é novidade para ninguém, mas noutro tempo devia ser uma coisa do outro mundo!

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  4. Na minha época tinha este costume de ter uma roupa pra missa,
    muito interessante, bem diferente de hoje em dia.
    http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

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    1. As coisas foram evoluindo e o "fato domingueiro" tornou-se bem menos solene, Simone.

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  5. Eu por acaso nunca precisei de ir à costureira porque a minha mãe sabia costurar e fazia muita roupa para nós até à altura da adolescência, porque depois queríamos era calças de ganga....:-) Recordo-me perfeitamente do metro de madeira, de tecidos com padrões incríveis, e parece que o tirilene, a sarja e a chita tinham imensa saída...pelo menos são os nomes de que me recordo.
    Vestir uma roupa nova tinha a ver com o valor que se dava a uma determinada data, a uma determinada celebração.
    Gostei muito da fotografia.
    Um bom resto de domingo.
    xx

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    1. O tirilene acho que era mesmo considerado um luxo e tinha, na altura, uma utilidade prática como têm hoje as calças de ganga :-)
      E, sim, a chita tinha muita saída porque muito utilizada por raparigas e mulheres. Era um tecido barato, mas o comerciante quando queria valorizar a chita dizia que era que nem popeline. A popeline é um tecido de que se faziam as camisas, portanto, já de melhor qualidade (ainda hoje há camisas de popeline).
      Mas um fato para ser bom tinha de ser de fazenda!
      O que me admira, Laura, é que num país tão pobre haver tão grande diversidade de tecidos à escolha.
      Da foto falarei adiante...
      Cont.de bom domingo.

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  6. E por cá vamos, continuando a vestir a nossa aldeia da roupa que sempre a cobriu, mais pobre ou mais rica. Deixem que reeitere o obrigada da Paula ao sr. Virgílio pelas fotos que nos confiou e vamos publicando, tal como esta e a do Post do mês passado sob o título "Personagens Marcantes" em memória de seu pai, sr. Zé Bernardo, o mesmo que na sua venda, entre tanta coisa estendia à vista da cliente o rolo de tecido de que mais gostasse ou pudesse comprar.
    Esta foto, relíquia preciosa, data do século dezanove e foi tirada na "Fotografia Central", Rua Direita, em Viseu. Por constar nos seus maravilhosos albúns, deveria ser de alguns familiares ou amigos próximos já de seus pais. Vindo este obséquio e honra de quem veio, com ele vem o reconhecimento deste trabalho e nele acreditar e se rever.
    Passando à frente, a pose e carácter austero da foto no modo de vestir, revela gente que à altura já teria costureira/modista e alfaiate por conta e que ia a casa tirar as medidas.
    Da minha parte, recordo mais os calções quase sempre rasgados nas "bulhas" e brincadeiras e o trepar à procura dos ninhos, botões para "pregar", sempre sob o raspanete da minha mãe que sempre dizia se os tinha "jogado".
    Ela tinha aprendido costura com a tia Augusta Pirolas e depois com a máquina de costura Singer, apesar de a pedal, linda de morrer, amanhava e fazia tudo o que era preciso de roupas.
    Da minha irmã mais velha, um vestido dava uma saia para a mais nova; blusas lindas dali saíam, quando o tempo que sobrava da lavoura e lide da casa e tantas vezes noite adentro, a princípio sob a luz do candeeiro.
    Pior foi para mim quando "tive" de começar a usar calças à rapazote e volta e meia para estrear em dias mais solenes, lá se ia à feira mais próxima e ficava parvo com a rapidez do tendeiro, pegava na calça, aprumava a cintura aos pés e dizia: "leve estas que lhe servem...".
    Servir, serviam, o pior era depois segurá-las, cabiam lá dois, mas na estreia de Ramos ou Páscoa e também Senhora dos Verdes, ao chegarmos a casa para comer, a pergunta sacra: " então, gostaram, alguém disse alguma coisa a gabar-te...".
    Mais tarde já começou o Sr. Luií de Dornelas, amigo de meu pai que vinha a princípio de bicicleta com as amostras e depois da merenda em casa, lá me talhava o fato para levar para o seminário e recordo que dias depois voltava para aprovar o fato e me riscava as costas com um giz.
    Que memórias formidáveis me traz este texto.
    Bem-hajas Paula.

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    1. Conta a minha mãe que antigamente muitas raparigas aprendiam a costurar com as costureiras que faziam os luxos desse tempo. Nomeou-me a tia Olímpia, a tia Prazeres Matela e também a tia Augusta Pirolas.
      Algumas décadas passadas são esquecidas e os alfaiates também, assim é a vida...
      Um dia vais à feira e milagre, não precisas provar a roupa ;) Uma surpresa. As pessoas nem acreditavam, não é verdade?
      Podia comprar-se calças já prontas a usar na festa, mesmo que dentro delas coubessem dois:-) se calhar foi por isso que durante muitos anos os rapazes e homens de Forninhos continuaram a encomendar calças e fatos aos alfaiates de Dornelas. Ainda bem.
      Mas hoje não há o hábito de mandar fazer roupa por medida, com excepção de algumas pessoas mais fortes, a maior parte opta por comprar a roupa feita, apenas procurando o alfaiate ou costureira para pequenos arranjos.
      Na foto: será que é menino ou menina, sim, apesar da franja e de vestir um vestido (?) pode ser um menino!
      Como a foto pertence ao álbum de família do Sr. Vírgílio e Sra. Bertinha, quase de certeza que o fato do Sr. é de boa fazenda e o vestido da Sra. foi feito por uma modista. Até digo mais, o tecido devia ser dos mais caros, já que não era para usar a cote, mas para ir ao fotógrafo e fixar para sempre a foto da família!

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  7. Blog encantador,gostei do que vi e li,e desde já lhe dou os parabéns,
    também agradeço por partilhar o seu saber, se achar que merece a pena visitar o Peregrino E Servo,também se achar que mereço e se o desejar faça parte dos meus amigos virtuais faça-o de maneira a que possa encontrar o seu blog,irei seguir também o seu blog.
    Deixo os meus cumprimentos, e muita paz.
    Sou António Batalha.

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    1. Muito obrigada pelas palavras de elogio e por me seguir. Estou sem tempo agora, mas logo que possível passarei no Peregrino E Servo, não há nenhuma razão para não o fazer.
      Cumprimentos.
      Paula.

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  8. Paula,que postagem mais interessante resgatando a histórias de costureiras e alfaiates de Forninhos. Gostei demais! bjs e boa semana,

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    1. Esta postagem vem no seguimento dum anterior 'post' que recordava o Dia de Ramos. Noutro tempo os Domingos de Ramos e de Páscoa tinham uma marca própria, tanto no vestir como no comer.
      É assim que pode nascer um artigo...
      Bjs e uma boa semana santa.

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  9. Vim aqui por ter me emocionado com o comentário deixado pelo Chico falando da missa de Ramos. Que lindo! E Aluap, que encanto seu texto sobre costureiras, suas citações sobre os tecidos, as fazendas! Pouco delas foram -me estranhas, mas tudo bem parecido com os costumes daqui Saudades desse cantinho! Grande abraço e uma feliz e abençoada Semana Santa!

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    1. Algumas palavras em português podem ser diferentes do brasileiro, mas penso que em toda a parte muitas roupas eram feitas com estes materiais. Pelo menos o linho a Humanidade já o conhecerá há nada menos do que 5.000 anos A. C.!
      Um abraço e Votos de uma Santa Páscoa!

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  10. Duvido que alguém desta "arte" haja enriquecido pelo que uns procuravam, outros vendiam e outros finalmente faziam.
    A aldeia em termos demográficos, nunca foi grande e sempre, como outras da região, pouco viradas para modas de roupas, mais valia e disso não prescindiam, do agasalho do dia de trabalho, a roupa de "cote".
    Ora se poucos compravam, poucos vendiam ou faziam, aliás a "arte" era um complemento do trabalho do campo, herdado pela sabedoria de uma ou outra família mais prendada no saber da agulha e arremates nas roupas das meninas, havia que pegar na relha do arado e no sachar das batatas.
    Um casamento, era mais um aconchego na carteira destas pessoas, desde o fatinho da noiva ao fato do noivo, que depois iriam parar ao fundo da arca temperado de naftalina, comprada na mesma venda dos tecidos e adereços. Para as roupas do dia-a-dia, quase todas as mães sabiam dar uns "pontos", desde o baixar da bainha de uma calça ao remendo dos seus fundilhos.
    Estas de cerimónia, lá iam ressuscitando em dias especiais e chegavam a passar de pais para filhos.
    Se algum homem morria, não esperasse o alfaiate que ia fazer um fato a alguém, a mortalha há muito que estava feita e guardada pela mulher, a mesma que iria tingir num caldeiro ao lume as suas roupas mais claras de preto para si, que jamais iria abandonar o luto, e cinzento escuro para os filhos.
    Havia que aproveitar e do velho fazer novo.
    Mas conquistar em definitivo a "prometida", podia estar no prestígio do nome do alfaiate ou da costureira.
    Aí a família autorizava o enlace, tiravam a roupa da arca, passava pelo ferro de brasas que queimando os anos de sono, era exibido como novo.
    E já tinha tantos anos...

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    1. De facto que nesses tempos de menos abundância havia mulheres que tingiam de preto alguma roupa e acho que obtiam bons resultados, porque quanto mais escura fosse a cor melhor, preto neste caso. Compravam um cartucho de corante e assim renovavam "o guarda-fatos".
      Acho que até podemos um dia publicar este tema.
      Os alfaiates e costureiras, claro que eram também agricultores, aliás, do que eu me lembro até se dedicavam mais à agricultura do que à costura. Mas se ensinaram outros é porque tinham talento e todos merecem, neste meio de comunicação, ser lembrados, pelo seu talento na arte de bem vestir. Mesmo os aprendizes! Mas como tu bem sabes, foi a pensar na tia Cândida e do que vivi, que fiz este post.
      A costureira que melhor conheci foi a tia Cândida. Muito boa mulher. Foi ela que me fez o meu primeiro biquíni e ficou bem feito!

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  11. Boa noite Paula, aprecio muito o seu evocar das memórias e costumes de Forninhos!
    Ao lê-la transporto-me aos tempos da minha meninice e era exatamente assim!
    Era sempre com muito entusiasmo que víamos chegar as Festas para estrear uma roupa nova, porque só nesses dias isso acontecia! Os alfaiates e costureiras desses tempos eram verdadeiros artistas, porque ainda me recordo de como os seus trabalhos ficavam perfeitos!
    As gentes mais novas nem imaginam como foi o nosso viver de há cinquenta anos atrás!
    Adorei a foto que partilha e que me faz recuar ao tempo de antepassados meus. Obrigada por partilhar.
    Um beijinho e uma boa semana. Ailime

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    1. É verdade Ailime. E muitos jovens até hão-de pensar que estas ocupações davam dinheiro!
      A foto também faz-me recuar ao tempo de antepassados meus. Aliás, pus-me a imaginar que é do tempo dum bisavô meu (chamava-se, Maximiano) que comprava, transportava e vendia nas feiras tecidos e fazendas.
      Beijinhos e uma boa Páscoa.

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  12. Um texto que me traz muitas lembranças, pelas similitudes dos costumes, Era assim mesmo: comprava-se os tecidos e levávamos à costureira ou alfaiate para a feitura dos vestidos ou das camisas, calças e paletós (Brasil).Até os nomes dos tecidos são os mesmos...Essa, era uma época bem comemorada, hoje já não tanto.Mas, ainda se tem encenação em teatros e as liturgias da igreja.
    Beijos, Paula e Xico, e o desejo de uma Feliz Páscoa.

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    1. Do que melhor recordo é que embora cada mãe fosse a costureira da sua própria casa, quando chegavam as grandes festas ia-se quase sempre à costureira para a feitura da roupa da festa.
      E já que a Lúcia fala das liturgias da igreja, aproveito para falar também das toalhas dos altares da igreja e da melhor toalha da casa que o Sr. Padre visitava para dar a bênção e a Cruz a beijar. Muitas foram feitas pelas mulheres que davam ao fuso no trabalho do linho e pelas tecedeiras que trabalhavam o linho já pronto para fazer o tecido e depois as toalhas, etc…
      Beijos e Feliz Páscoa, também.

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  13. Ainda os temos e, são excelentes as costureiras e alfaiates por aqui. Feliz Páscoa! Um abraço, Yayá.

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    1. Acho que desde que se queira as artes não acabam. Na minha aldeia já não temos costureiras e alfaiates, mas por perto ainda há costureiras e alfaiatarias artesanais onde as pessoas encomendam os seus fatos e camisas,por medida e escolhem os melhores tecidos ainda com a ajuda dos alfaiates. Mas é uma arte que devido à invasão das roupas feitas está quase extinta, pelo menos, nas aldeias.
      Feliz Páscoa Yayá.

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  14. Das duas três, ou o blog não tem leitores nascidos em Forninhos na 1.ª metade do Séc. XX,ou só tem leitores novos (como eu) :-) ou só tem leitores "estrangeiros"! É que nenhum forninhense se dignou dizer quem é o casal e a menina do post!!!
    Pois bem, são os avós do Sr. Virgílio e a menina é a sua mãe - a Sra. Emília.

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  15. Que alegria ao ler aqui um comentário sobre meu pai José Bernardo e minha avó Olímpia da Conceição Vaz.Ele era o alfaiate a que se referem neste blog.Veio para São Paulo, Brasil (onde moro) em 1954 e foi alaiate até que faleceu em 1995.Nunca mais tive contato com meus tios Herculano, Maria e Prazeres.. Quem sabe alguém os conhece e pode me dar notícias.
    Abraços
    Sonia Bernardo

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  16. Que alegria ao ler aqui um comentário sobre meu pai José Bernardo e minha avó Olímpia da Conceição Vaz.Ele era o alfaiate a que se referem neste blog.Veio para São Paulo, Brasil (onde moro) em 1954 e foi alaiate até que faleceu em 1995.Nunca mais tive contato com meus tios Herculano, Maria e Prazeres.. Quem sabe alguém os conhece e pode me dar notícias.
    Abraços
    Sonia Bernardo

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