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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Tesouros do fundo do baú


Nas arcas ou baús de Forninhos descobrem-se muitas vezes tesouros...esta fotografia a preto e branco, que de tão envelhecida está em tom sépia (hoje, aliás, muito na moda) é um desses tesouros que recebi por email e que publico para que ajudem a identificar quem é quem e para que comentem aquilo que recordam ou de que ouviam falar do lugar de "O Lugar", pois importaria um dia saber donde viemos, como se formou este povoado, se terá começado com as casas de pedra do Lugar ou da Lameira (??).
E por falar em pedras...não resisto a publicar novamente aquele poema de que gosto muito e que devia ser lido todos os dias em voz alta, para o "ouvirmos" melhor:

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e 
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

18 comentários:

  1. O poema é lindo e a foto, maravilhosa. Será legal aos forninhenses recordar e reviver... beijos,chica e linda semana!

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  2. Nesta fotografia muito antiga e bonita penso que e a tia Isaura , os rapazes nao conheço mas devem de ser seus filhos . Esta foto faz me lembrar quando era garota vinha a Forninhos na camioneta do Sr Jose Teodosio ,quando a camioneta parava e que eu podia ver as casas em pedra como esta era uma alegria ja tinha chegado a Forninhos .As coisas desaparecem mas ficam as recordações .

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  3. Precioso Relato, hablando de esos baules donde se encuentran siempre verdaderos Tesoros que hacen vibrar nuestros Recuerdos.
    Um abraço.

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  4. Uau!!!
    Paula, vc me agradou com este post.
    Linda postagem e ao mesmo tempo forte e profunda.
    Amo pedras reais e com as que "acho" no dia a dia eu estou levantando meu reino...rsrsrsr
    Bjs.

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  5. Na fotografia conhece-se bem a tia Isaura, com o passar do tempo ela não mudou nada, as crianças não conheço. A tia Isaura deixou muitas saudades, dava muito carinho e era acarinhada por todos. Quando vendia a sardinha pelas ruas, parava ao pé da casa da minha mãe e punha a caixa da sardinha num muro de pedra, as pessoas do oiteiro juntavam-se ali para lhe comprarem a sardinha, se pedissem um cento, meio cento, um quarteirão, meio quarteirão, uma dúzia ou meia dúzia no final a tia Isaura punha mais umas quantas sardinhas. Também nas festas quando lhe ia comprar alguma guloseima, ela dava-me sempre mais uns rebuçados ou beijinhos, nunca vou esquecer estas recordações, a tia Isaura estará sempre na minha memória.
    Falando das casas de pedra, há quem diga que o povoado de Forninhos, começou no oiteiro na travessa da Xica, mas também há quem diga que começou no lugar, será que alguém nos pode informar onde o povoado começou?

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  6. Muito boa noite, estas fotos São sempre uma delícia para a vista, e para os protagonistas uma saudade dos tempos idos, quanto ao lugar onde se pensa ter nascido esta terra que tem como nome Foninhos, quanto ao que ouvi dizer e pelo que se consta nasceu onde hoje docomo nome a Quelha da Chica, mas posso estar enganado e se assim é as minhas desculpas.

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  7. Quanto à sra Isaura tenho algumas lembranças dela, pois ainda a cheguei conhecer, mas pelo que sei era uma pessoa justa e amiga, sei que pelas festas da sra dos Verdes, era uma uma presença obrigatória a vender guloseimas à criançada, ainda agora ouvi comentário "muitos beijinhos ela me dava".

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  8. Há comentaristas que quando querem que se leia algo já em “arquivo” colocam nos comentários um link, mas como a minha relação com a informática não é a melhor, quem quiser ler/ver a referência que o blog dos forninhenses fez à tia Isaura pode clicar na etiqueta “Memorial da Nossa Gente”, Post “Uma lembrança da tia Isaura” do dia 8 de Setembro de 2011.

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  9. Segundo sei, há lembrança de ouvir dizer que a quelha foi a primeira rua e primeiras casas, de Forninhos. E o que sei é que as casas ‘da Chica’ tinham portas do lado de dentro e que a passagem fazia-se pelo interior (será que dantes não tinham portas exteriores?). Como recentemente algumas das casas ‘da Chica’ foram restauradas, não sei…mas antes de iniciadas as obras ainda era possível ver duas dessas portas tapadas com pedra: uma para a casa pertença da família Guerrilha e outra para o pátio do Sr. Amaral.
    Depois, há quem diga que foram as casas do Lugar as primeiras casas de Forninhos, neste caso não sei, se as casinhas onde viveu a tia Isaura ou onde nasceu a tia Isaura, que me disseram nasceu numa casa ali para os lados da casa do tio Porfírio forra.
    Aliás, acham que esta fotografia foi tirada em qual dessas ruas?
    Há com certeza nas pedras muita história escondida. Não desistamos de a desvendar.

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  10. Lindo poema bem haja por comparti-lo assim como a fotografia que e muito bonita, parece-me ver ao lado uma das pias de pedra, onde usualmente comiam os porcos! Sera?

    Um abraco.

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    Respostas
    1. Sim, há ali uma pia de pedra. Quando eu era criança, lembro que era onde deitavam a vianda do porco. Serviam também para a água das vacas e as mais pequenas serviam para as galinhas beber.
      Hoje o modo de viver é muito diferente e as pias de pedra antigas dos nossos avós, pais e tios, são muito procuradas para decoração de jardins (no OLX e Custo Justo há imensas!).

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  11. Anónimo1/10/2013

    A constante procura de respostas aos pontos de interrogação, é intrinseca ao ser humano.
    Quem somos? temos de procurar; onde estamos? por vezes ficamos confusos; aonde vamos? retorquimos com o mesmo ponto de interrogação!
    Aqui o que interessa neste momento, é saber o local de "nascimento " de Forninhos. Eu tenho a este respeito uma teoria de que do Castro da Gralheira, já muito depois da presença romana na Península, os ocupantes(do Castro), por imposição ou por necessidades primárias, se foram deslocando para o vale, por ser mais fértil e oferecer a possibilidade de novas ocupações agricolas, mais conforto e quiçá, segurança.
    Mais sedentários, foram construindo os primeiros lares,adaptando-os consuante as necessidades.
    Afinal Forninhos actual, começou em que local?
    Cabe a todos indagar, junto de familiares, amigos, documentos, etc. e não apenas a alguns, pois esta procura faz parte de nós.
    Afinal quem não gosta de saber quem é seu pai e sua mãe?
    Pelo que que consegui apurar junto de uma das pessoas mais idosas, sempre ouviu dizer que as primeiras casas eram as da Quelha da Chica (de nome verdadeiro Maria e também conhecida por Chica Guerra, irmã do Tio Luis Pêgo), isto por sempre ter ouvido os antigos dizer que o ouvido aos outros mais antigos.
    Afinal ainda hoje me parece ser a Rua mais estreita de Forninhos.

    XicoAlmeida

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  12. Anónimo1/10/2013

    Haverá ainda a este respeito, opiniões divergentes.
    Natural!
    Já em miúdos era a disputa constante nos joguitos de futebol entre a Lameira e O Lugar, mas agora o assunto é mais sério. Trata-se de recolha de elementos para a história de Forninhos!
    Acordem, esta é a verdade absoluta!
    Forninhos começou no sitio do Lugar? duvido mas não tenho provas, nem informações que tal corroborem tais vestigios; a ser o caso em que local? na actual Rua do Poeta(Homenagem, penso ao Ti Fôrra)e outrora Rua do Lugar, aonde viveram a minha Tia Albina, o Ti Alberto Janela, a mãe da Tia Isaura, que casou com um Sr. viúvo e onde esta nasceu, vive ainda o Ti Fôrra?
    Que eu saiba, a casa do Fôrra e da Tia Albina, foram outrora pertença dos bisavós da minha mãe, que não caminha para nova, o que perfaz muitas décadas ou mais de século, mas Forninhos é muito mais secular!
    Deixo um desafio: que as partes trabalhem na expectativa de recolher elementos e/ou provas, de forma unida e saudável, no interesse supremo da comunidade.
    Forninhos merece isso e muito mais!

    XicoAlmeida

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  13. A história das rivalidades e de como essa rivalidade se vivia entre os do Lugar e os da Lameira remontam a que século?
    Os meus avós já contavam histórias das rivalidades de então. É inacreditável mas hoje perdeu-se até esse sentimento de pertença ao Lugar ou à Lameira, porque infelizmente os líderes políticos instigaram e beneficiaram com outras ‘guerras’.Enfim…o que vale é que temos sempre o passado para recordar e é o que eu sempre digo, o segredo da nossa História está no povo que ando a retratar, que já não existe, mas enquanto existir gente entusiasmada por a conhecer (como eu) a História vai-se fazendo mais ou menos.
    Obrigada Xico pela tua recolha que traz agora também à discussão o porquê do nome quelha ou travessa da Chica.

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  14. Boa tarde, é sempre com grande prazer que visito este Blog, quando posso, é nesta excência que podemos descobrir as nossas coisas, tempos antigos, menos antigos e os medernos.
    Senhora esta que bem conheci, mulher de armas, que só com o seu trabalho criou os seus filhos, e bem.
    - As pias de pedra das que já falaram e se pode ainda ver a da foto, em minha casa ainda lá existe uma, guardada.

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  15. Anónimo1/10/2013

    Não tens de quê, Paula!
    Pena que as pessoas não tenham interesse(não é por falta de tempo)em colaborar em benefício delas próprias.
    Investigar, cada um à sua maneira, além de exercício de memória, é ao final do dia minutos de férias, por vezes traduzidos numa vida, passados em Forninhos, na ausência da presença, mas na presença do amar a terra e dar-lhe visibilidade histórica e riqueza cultural.
    Cada história contada, tem o sabor de se estar sentado em volta da fogueira, na cavaqueira amena ou das velhas ao soalheiro outunal a desenrriçar o cabelo...
    Quanto a rivalidades, pelo que recordo e sem menosprezo para o sìtio do Lugar, as pessoas da Lameira tinham um espírito mais aberto e mais extrovertidas.
    Joguitos de futebol, era a fotografia duma Palestina/Israel, muitas vezes acabados à pedrada.
    Era giro, mas como na altura o único televisor acessível, era o da casa do Padre, à noitinha depois do filme e regresso a casa, vinhamos em grupos ou aos pares, eu e o Ernesto(vizinho)pois tinhamos de passar pelo Lugar e não fosse o diabo tecê-las....
    Bons tempos!

    XicoAlmeida

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  16. Anónimo1/12/2013

    Casebres doirados.
    Mais uma bonita recordação desta fotografia tirada a preto e branco onde se vê a tia Isaura já falecida e junto dela 2 rapazinhos de idades diferentes. O mais crescido vê-se que é o seu filho Arlindo, o mais pequenote não sei bem, mas talvez um outro filho–o Armindo.
    O rapazinho que se vê na foto descalço, progrediu a passos largos e hoje usa sapatos de marca nos seus pés, cujas solas pisam pedais de carros como Mercedes com todo o conforto.
    Foi esta foto tirada junto a uma casinha de pedra construída em forma de juntouros, que representa as primeiras casas que deram origem ao povoado de Forninhos. Não sei bem identificar o sítio onde esta foto possa ter sido tirada, mas para mim, tanto pode ter sido à porta da tia Serafina, como à porta da tia Cleta, mãe da tia Isaura.
    Estas relíquias encontram-se espalhadas tanto no sítio do Lugar, como no da Lameira. No sítio da Lameira existe um correr dessas relíquias e lembro-me muito bem que numa delas morava a tia Chica Guerra, de saias rodadas e compridas até aos pés descalços, vizinha do tio Mosca, um homem castiço que usava um longo carapuço na cabeça que se prolongava até ao ombro.
    Nos dias de hoje e desde há muito, estas centenárias casinhas já não são habitadas. Será que mesmo assim o papão do IMI as vai penalizar?

    Em homenagem às nossas casinhas declamo uns versos:

    Vivo além no meu casebre
    Onde há cheiro a rosmaninho
    Onde nasceram meus pais
    E os rouxinóis fazem ninho

    Foi lá que aprendi a rir
    A trabalhar e a sonhar
    Saio sempre entre cantigas
    E entro sempre a cantar

    Eu não troco o meu casebre
    Por um palácio doirado
    Que não cheira a rosmaninho
    Nem tem ninhos no telhado.

    Margarida Albuquerque ‘Cacava’

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  17. Gostei do título “Casebres doirados” e dos versos :))
    Já aqui muito se falou das casinhas de Forninhos, mas nunca é demais falar destas relíquias e dos modos de viver do passado.
    No nosso território temos o castro e vestígios castrejos de há dois mil anos ou mais, o que pode significar que o actual povoado da nossa aldeia teve origem ali, assim como o topónimo Fornos/Forninhos; e temos na povoação a “visão” e “leitura” de uma arquitectura habitacional popular, modesta, mas ao mesmo tempo, marcante e que devia tudo ser feito para ser preservada.
    Em Forninhos, há pessoas que ainda se lembram das habitações e rua do antigo povoado de S. Pedro, mas a mim, por exemplo, só me resta imaginar como seria essa rua e casas, porque já nada está de pé. Por isso digo e repito, oxalá um dia os vindouros não lamentem que fomos nós que deixamos cair estes símbolos da aldeia de Forninhos, as casas pequeninas do Lugar e da Lameira, que deviam ser restauradas, mais que não seja em memória dos nossos antepassados que viveram no lugar de Forninhos. Mas enquanto tivermos uma autarquia mais interessada em cobrar o IMI em vez de incentivar e apoiar a recuperação destes “casebres doirados” não se vai lá…
    Para mim, uma aldeia são as pessoas, os animais, os campos cultivados ou abandonados, as casas, os largos e ruas, as festas, locais, os cheiros…tudo…e não sei bem porquê tenho a sensação que esta aldeia está a perder tudo isto, talvez por isso mesmo é que vale a pena lembrar o antigamente.
    Muito obrigada a quem opinou sobre a foto, sobre o poema e sobre a possível origem do povoado de Forninhos (rua e casas da Chica) e daí se falou da tia Chica Guerra que deu nome a uma das ruas mais encantadoras da aldeia de Forninhos. Um abraço a todos.

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