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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A Missa do Galo

Bem sei que ainda faltam 20 dias para o Natal, mas como desejo para os meus leitores, seguidores, colaboradores, enfim amigos, que seja Natal todos os dias, até porque não é completamente certo Jesus ter nascido no dia 25 de Dezembro, vamos aproveitar já para recordar o Natal antigo na nossa aldeia e aquilo que o distingue do Natal de hoje.
Como em muitas terras, a nossa aldeia não podia fugir à regra, para além do indispensável Cepo de Natal, também tinha a Missa do Galo, aqui representada por este postal dos CTT de 1942. Esta missa era celebrada à meia-noite em ponto, hora que se diz que Jesus terá nascido e porque há a teoria/ou/lenda que conta que o galo foi o primeiro animal a presenciar o nascimento Deste, por isso ficou com a missão de anunciar ao mundo o nascimento de Cristo através do seu canto. Depois da missa, à volta do Cepo juntava-se toda a população de Forninhos, onde todos se aqueciam e cantavam canções de Natal de antigamente. Por tradição só no dia 24 de Dezembro é que era montado na nossa Igreja Matriz o Presépio, sempre num ambiente de verdadeiro espírito de Natal, o cristão, como é óbvio, e não o comercial ou pagão.

19 comentários:

  1. Boa tarde .Esta a chegar o Natal.Lembra me bem da missa de Natal quando o sr padre nos dava os pes do menino jesus a beijar ,o presépio que faziam na nossa igreja era muito bonito , hoje nao sei se ainda e igual , pois ja faz mais de 30 anos que nao vejo o Natal na minha terra ,que saudades tenho dessa época .

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  2. O presépio ainda é igual, pelo menos ainda tem as mesmas imagens que eu sempre conheci, mesmo o pinheiro que já é do meu tempo é decorado com aquele tipo de fita colorida de há 30 anos atrás! Não é do meu tempo, a missa do galo. Lembro-me desde sempre da missa da manhã do dia 25 de Dezembro que se continua a celebrar, com a Adoração ao Menino e Cânticos de Natal antigos.

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  3. Não há Natal como o das aldeias, o verdadeiro Natal! Sem o frenesim dos centros comerciais, do consumismo.

    Este ano passaremos o Natal em Trás-os-Montes, na nossa aldeia, depois de muitos anos a passá-lo em Lisboa e estamos muito contentes, em Lisboa reina o consumo excessivo mesmo em época de crise.

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  4. O Natal consumista entra cada vez mais cedo em nossas casas e quem vive nas grandes cidades sabe que é extremamente difícil alhearmo-nos dele, por isso é que gosto muito de chegar a Forninhos, mesmo no dia 24, e assistir à ausência do consumismo e reparar que o Natal tem ainda o verdadeiro significado de uma festa cristã.

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  5. Pois é,tambem estou numa grande cidade e claro,a partir do mes de outubro nos centros comerciais jà se encontra tudo o que tem a ver com o Natal,fitas,luzes aquela rajada de brinquedos que é às centenas e até o PAI NATAL ja là està,jà nas aldeias,quero falar na minha, Forninhos,talvez por estar um pouco distante das grandes vilas, so nos apercebemos que é Natal dia 24,penso que hà falta de decoração e torna se um pouco triste,nos os adultos não ligamos muito a isso,mas o Natal é das crianças e não se esquecam que nos tambem jà fomos.Foi em 2004 o meu ultimo Natal em Forninhos,por isso este ano penso ir até là.

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  6. Paula,você e uma das pessoas que mais gostei e me indentifiquei desde que nos conhecemos aqui pelo Blog de Forninhos.Ja me sinto abraçada,não foi nada demais...AMAR AO TEU PROXIMO COMO A TI MESMO...isto e mais que tudo uma obrigação de um com os outros.
    Beijinhos
    Deusa
    obs:Levei a foto para meu blog,vou coloca-la.
    Bjs
    Deusa
    vasinhos coloridos

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  7. Eu sou de opinião que, o consumismo ainda não tomou o lugar do espírito natalício.
    Mas gostaria de falar do cepo.
    O cepo era, e ainda é, em algumas aldeias, um dos símbolos desta época, é pena que, também este já se está a perder.
    Numa altura em que tudo é mais fácil, no arranjo de lenha e no transporte, mas as pessoas já não participam tanto.
    Eu lembro o tempo em que se acendia o cepo na véspera de natal i mantinha-se até aos reis, mesmo que tivéssemos de ir roubar os pinheiros para manter a fogueira acesa. O mais difícil era acende-la porque era tudo verde, colocávamos os troncos resinados por baixo e a frança por cima para esquentar, por vezes tínhamos de recorrer ao petróleo porque lenha seca era difícil de arranjar.

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  8. Eu sempre gostei e gosto do Natal.
    Vou falar do Natal em Forninhos quando eu era pequena.
    O nosso Natal era simples mas era vivido com harmonia, na ceia de Natal comia-mos sempre o bacalhau cozido com batatas e couve portuguesa, também tinha-mos as filhoses, fritas, e arroz-doce.
    Na noite de Natal na minha casa, punha-mos o sapatinho na chaminé, mas eu em vez do sapato punha lá um tamanco porque era maior, mas na manhã seguinte o presente era igual para todas, tinha-mos sempre um chocolatinho pequeno, mas ficava-mos sempre contentes, pois um chocolate mesmo pequeno não se comia todos os dias, para mim a parte que mais gostava era a manhã do dia de Natal quando ia ver o tamanco, e tinha lá o chocolate.
    A minha madrinha Natália e a minha tia Margarida, trabalhavam em Viseu, como vinham sempre passar o Natal a Forninhos traziam-nos um pai natal de chocolate.
    Na noite de Natal faziam sempre o cepo no largo da lameira, as pessoas depois de cear iam para a roda do cepo, os rapazes novos levavam uns fardos de palha e dormiam lá a noite.
    Aqui onde moro começamos a fazer a árvore e a enfeitar as casas no dia 1 de Dezembro, desmancha-se tudo no depois do dia de Reis.

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  9. Boa noite.
    Os comes e bebes ficam para o dia de Natal ou Consoada, agora estámos na presença dos dias que antecedem o Natal, o cepo e a neve da minha terra.
    È verdade, longos dias de Inverno porque passei na minha terra, com frio, chuva e neve, mas nesta época Natalicia e com os preparos do Grande Cepo, todos nós aquéciamos, como já foi divulgado, por vezes ou quase sempre era preciso "roubar" alguma lenha, cortar pinheiros na nossa serra, arranjar os cepos fosse onde fosse, era com alegria, hoje e tenho notado de á alguns tempos, que nada disto existe, ( que o digam os mais velhos), mas com algum agrado, lá se vai arranjando alguma lenha para o cepo na noite de natal.
    É verdade Maria, eu ainda dormi algumas vezes nesses fardos de palha á volta do cepo, e claro, como o calor não chegava, mais uma rodadda.
    Bons tempos, hoje parece que nada disto se vê!

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  10. Mas não se diz que, quando Jesus, menino, nasceu as primeiras pessoas a saber foram os 3 Reis Magos, através de uma estrela que os guiaram?
    Diz a história que tanto frio fazia que o MESMO foi aquécido com o bafo de dois animais, era o destino dos mais pobres.
    E com isso Ele foi e é grande, para mim que sou Cristão.

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  11. Paula,

    O sentido do Natal é muito lindo. Pena que isso está sendo esquecido. O lado comercial tenta ofuscar a importância desse tão lindo dia.

    Sempre que venho aqui, viajo nas histórias de Forninhos, e as trago pra minhas lembranças de vida.
    Hoje, falando de Missa do Galo, lembro-me que quando era pequena, os meus vizinhos que eram católicos, se arrumavam e lá ia toda a família para. Eu ficava com muita vontade de ir, mas na verdade eu não sabia o que significava. Meus pais são evangélicos, e só na fase adulta que me converti ao catolicismo.
    Pena que hoje em dia, as Missas são mais cedos, principalmente no Brasil. E pasme! Isso por causa da violência. Não se pode ficar com as Igrejas abertas até tarde.

    Bem, deixando o lado negativo de lado. Rs O mais importante é que nos estamos de alguma forma, tentando manter viva o verdadeiro sentido do Natal.

    Amiga, não sei com que frequencia vou conseguir postar por esses dias, por isso vim lhe visitar e agradecer por ter partilhado comigo durante esse ano. Pretendo voltar em breve, mas já deixo aqui os meus desejos de um Natal cheio de bençãos na sua vida e de sua família.

    Beijos

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  12. Ai CEPO,tinho tanto para contar,paticipei vàrias vezes nesses cortes de pinheiros e a carregar os cepos.

    Era assim, no dia anterior no café do sr Virgilio,a que se combinava mas aquilo era ràpido,bebendo umas cervejolas,eram sempre os mesmos e ao outro dia 24,ao fim do almoço a maltinha começava aparecer,là ia o Zé CUCO meter o tractor do sr Virgilio a trabalhar e là iam eles so com uma dia ideia na cabeça,carregar o reboque o mais ràpido possivel, porque não era so com uma carrada que se fazia o cepo,mas sim com três ou quarto e claro o garrafão ia sempre conosco, tambem ainda cheguei a levar o tractor do meu pai,o SR Freitas tambem, era assim neste ambiente de festa e união que se fazia o cepo de natal,depois de se consoar com a familia,era no cepo que a malta se reunia novamente,alguns là ficavam até demanha nos quais eu ainda fiz parte,mas para aguentar toda a noite,tinhamos que comer e beber,então dois ou três mangas,iam dar uma voltinha ao galinheiros da freguesia e a verdade é que nuncam vinham com as mãos abanar,estou me a lembrar,que quando foi a minha vez,não correu là muito bem,lol,eramos dois,não se via nada no galinheiro,então foi o que veio à mão,so que não era uma galinha mas sim o que a galava.A missa do galo essa não é do meu tempo,mas este foi e estava bem bom!!!

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  13. A tradição do Cepo sempre fez parte da nossa Noite de Natal e são tradições como esta que há que manter. O tamanho e o brilho que se lhe dá, sempre dependeu da vontade do grupo, dos intervenientes e colaboradores, que sempre foram muito unidos e a sensação que se criava era que todos podíamos nos aquecer e ficávamos mais aconchegados nessas noites de festa comunitária. Hoje o maior problema de Forninhos é a falta de espírito de união e amizade e depois dá no que dá. No fundo é a falta de união a razão porque as tradições bonitas da nossa terra se perdem! Havendo união, o resto vem por acréscimo.

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  14. Por tradição, amanhã, dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, é que vou fazer o meu Presépio. O Presépio é a decoração de Natal que mais faz parte da minha infância e creio que na de muitos. O espírito de Natal começava nos pinhais, quando íamos apanhar o musgo para o Presépio da Escola e da Igreja. O musgo do Presépio tinha de ser o mais fofo e verde. São estas lembranças de infância que me acompanham desde sempre e por isso falo delas todos os Natais. Mas eu já sou do tempo em que havia árvores de Natal e Pai Natal, mas lembro-me bem que o principal do Natal era o Presépio e a figura do Menino Jesus, que muitos, inclusive eu, nos anos 70, só os podíamos ver na Igreja, Escola e Café do Sr. Virgílio.
    Também coloquei muitas vezes o sapatinho (algumas vezes uma bota) na chaminé, os meus presentes e os do Luís e David eram idênticos aos da Maria. Lembro-me do Pai-Natal, do Coelhinho, do Palhaço, de chocolate “da Regina”, mas não muito grandes. A noite do dia 24 é que era grande, muito grande!
    O dia 24 também era o dia das filhós, muitas filhós, na tarde desse dia já o cheirinho se espalhava pelas ruas de Forninhos. Sabia mesmo bem comer uma acabada de fritar, quentinha, polvilhada com açúcar…e no fim lamber os dedos. Nas travessas de arroz-doce e leite-creme caseiro escrevia-se com pó de canela “Feliz Natal” “Bom Natal”.
    De seguida a preparação da Ceia: bacalhau, batatas, couves e azeite. Estes são os ingredientes principais que dão início à Ceia de Natal, cá na nossa aldeia de Forninhos.
    Isto é o que melhor recordo do Natal antigo, e embora me lembre do calor do Cepo e das fagulhas, faíscas “chegar ao céu”, já não tenho grande precisão das pessoas cantarem à volta do Cepo.
    Tenho pena não ter recordações da Missa do Galo, creio que nos anos 70 já se não celebrava na nossa Paróquia.

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  15. No dia 1 de Dezembro fiz a minha árvore de Natal, também fiz um presépio com musgo verdadeiro que eu fui buscar à mata, todos só dias o rego para estar sempre verdinho.
    Desde pequena que já não passo o Natal em Forninhos.
    O Natal lá é pequeno, pois é só no dia 24 à noite a ceia e o cepo, e no dia 25 as pessoas vão à missa beijar o menino Jesus e pouco mais, pois as pessoas recolhem-se nas suas casas muito cedo.
    Cá em Sintra este ano o Natal também está mais pobre, nenhuma rua tem iluminação nem estão enfeitadas com decorações de Natal, penso que é assim em todo o país, em Lisboa também poucas ruas estão iluminadas.
    Aqui onde eu moro não temos as ruas com iluminação, mas toda a gente tem a sua árvore de Natal, e alguns enfeites nas janelas das suas casas.
    Pode ser que para o ano as coisas estejam melhor, mas duvido muito da maneira que isto está talvez ainda esteja pior, não sei onde vamos parar.

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  16. Na cidade há mais luz, ruas iluminadas, com montras coloridas, há mais gente, mais barulho, carregam-se sacos de embrulhos com prendas, as pastelarias têm mais iguarias do que o costume, encomenda-se as filhós, as fritas (rabanadas), os sonhos, bolo-rei, tronco de Natal, as farófias, etc…pelo que, na mesa de Natal dos citadinos poucas iguarias terão o dedo da dona de casa, ao contrário, nas aldeias, as mesas estarão fartas de iguarias preparadas pelas nossas gentes.
    Eu gosto da luz da cidade nesta altura do ano, mas gosto de passar o Natal em Forninhos. O Cepo já reúne pouca gente, é verdade, mas a missa de Natal é um momento que reúne praticamente toda a gente da aldeia, quer chova, quer neve ou faça um frio de rachar.
    Escolhi para este Post um postal circulado em Dezembro de 1942, por reportar um tempo em que as famílias iam para a Igreja a fim de assistir à missa do galo. No regresso, que ainda vive nas memórias dos mais velhos, cantavam canções de Natal. E, depois da passagem pelo Cepo, aqueles que regressavam aos lares ainda comiam mais umas filhós antes de se deitarem. Os mais farristas, ficavam no Cepo e comiam umas galinhas, pela madrugada, como já comentado pelo David.
    Infelizmente já se perderam tantas tradições e costumes. Com o uso do telemóvel e Internet, por exemplo, perdeu-se o costume de enviar postais de Natal aos amigos e familiares. Mandar sms de Natal bem sei que é já automático, mas este Natal optem pelos postalinhos, repletos de ternura, para aquele amigo especial ou para aquele familiar querido.

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  17. Oi querida amiga
    Por aqui tambem foi assim, ainda se tem a missa do galo...particularmente, como sou evangélica Presbiteriana...temos por tradição no dia 24 a Cantata de Natal, um coral com 32 participantes, do qual com alegria faço parte, a 6 meses estamos ensaiando...e o mais interessante é que são todas pessoas do campo...é muito bonito.
    Tomara que o aniversariate seja lembrado com alegria e adoração em todas as casas...
    bjs
    Tina (MEU CANTINHO NA ROÇA)

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  18. Muito bonito mesmo.
    Numa pequena comunidade cristã, como é o caso de Forninhos, o coro deveria ser uma real preocupação, principalmente no dia de Natal que é um dos mais importantes feriados do ano. Oxalá este ano haja essa preocupação.
    Reparo sempre que na nossa Missa de Natal, só no final quando o Pároco dá a beijar a todos a imagem do Menino Jesus que, simultaneamente, deixam as suas oferendas num cesto junto à porta da Sacristia, é que se cantam os versos de Natal antigos como “Cristãos Alegria que Nasceu Jesus”.

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  19. Boa noite.
    Para todos os que nos visitam, de uma forma ou de outra, UM SANTO NATAL para todos.

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