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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Forninhos há 178 anos era freguesia d'Algodres

Forninhos hoje pertence ao concelho de Aguiar da Beira, mas há 178 anos Forninhos era freguesia do concelho d´Algodres. Passo a explicar:
Primeiramente Forninhos pertencia à Terra de Penaverde, na Idade Média dava-se o nome genérico de "Terras" a certas regiões mais ou menos extensas, a que correspondia uma circunscrição jurisdicional, compreendendo povoações mais ou menos próximas umas das outras, ligadas entre si por laços morais de interesses, foros, tradições e costumes. Essas circunscrições territoriais, subdividam-se em sub-regiões que também conservavam na mesma a designação de Terras. Mais tarde a designação de Terras foi substituída pela de Termo com significação mais restrita, aplicando-se este nome, como sinónimo de Distrito e Alfóz, a mais reduzidas circunscrições, a que se chamava Concelhos. Por força do Decreto de 6 de Novembro de 1836 o concelho de Penaverde foi extinto e todas as freguesias deste concelho, Dornelas, Forninhos, Penaverde e Queiriz, foram incorporadas no de Algodres.
Mas foi "sol de pouca dura" (como se costuma dizer) porque por decreto de 12 de Junho de 1837 publicado no Diário do Governo N.º 11, de 17 de Junho de 1837, a Cabeça (Sede) do Concelho de Algodres passou para a Villa de Fornos d´Algodres e transferidas para o concelho de Aguiar da Beira da Comarca de Trancoso, as freguesias de Dornelas, Forninhos e Penaverde, que formavam o antigo concelho de Penaverde. A partir desta data só a freguesia de Queiriz continuou a integrar o concelho de Algodres ou Fornos de Algodres, no qual se manteve até aos nossos dias.
Há, no entanto, fontes que informam que quando desapareceu o concelho de Penaverde em 1836 foi agrupado no de Trancoso e passou definitivamente para o de Aguiar da Beira quanto este foi restaurado em 1840.



Clique para ler


No entanto, os autores do "livro de Forninhos" sobre a Reforma dos Concelhos escreveram isto na pág. 73: (...) Se em 1801 faziam parte deste município as freguesias de Penaverde, Forninhos, Dornelas e Queiriz, em 1826, este território já estava confinado apenas a 3 freguesias com a saída de Queiriz, mas oito anos mais tarde, em 1834, o município recupera a sua constituição primária voltando esta freguesia a ser incorporada.
Ora, esta passagem (e mesmo o que se lê para trás) não diz de qual município se trata, nem a fonte! Simplesmente "atiram para o ar"! Mas presumindo eu que "falam" de Penaverde, enquanto concelho, que foi extinto por Decreto de 6 de Novembro de 1836, continuemos, pois:
"A carta de Lei de 12 de Junho de 1837 instituiu Fornos de Algodres como novo concelho, e extinguindo o de Algodres. Essa mesma carta definia que as antigas freguesias do extinto concelho (Forninhos, Dornelas e Penaverde), fossem desanexadas ao extinto concelho de Algodres e integradas no de Aguiar da Beira (Lima, 1935).".
Embora aqui citem a fonte que utilizaram (Lima, 1935), faltou dizer e era importante dizê-lo, porque também faz parte da nossa história administrativa, que quando o concelho de Penaverde é extinto todas as freguesias deste concelho, incluindo Forninhos, foram incorporadas no d'Algodres.
E mais...bastava uma consulta à publicação do Governo, n.º 141, de 17 de Junho para não escreverem o que escreveram. É que em lado algum se lê que o concelho d'Algodres foi extinto, o que se lê é que a Cabeça (mesmo que Sede) de concelho foi transferida. O detalhe é este:"A Cabeça do Concelho de d'Algodres, no Districto Administrativo da Guarda, passará para a Villa de Forno d´Algodres, e as Freguezias de Dornellas, Forninhos, e Penna-Verde, que formavam o antigo Concelho de Penna-Verde serão desannexadas do referido Concelho d'Algodres, e reunidas aos d'Aguiar da Beira da Comarca de Trancoso." (sublinhado nosso). O concelho d'Algodres se alguma vez foi extinto não o foi por esta Lei. Digo eu!
Agora o que me surpreendeu mesmo, mesmo, foi o que li no final da pag. 73 e início da 74: "Entre 1842 Forninhos fazia parte do concelho de Aguiar da Beira. Em 1867, a edilidade de Aguiar da Beira é extinta e as freguesias de Forninhos, Dornelas, Penaverde, Queiriz, Carapito, Cortiçada, Eirado, Valverde e Coruche passam a pertencer a Fornos de Algodres." (sublinhado também nosso). 
Deixa-me perplexa, além da falta de rigor e de qualquer suporte documental, este "Entre 1842"
Entre 1837 e 1842? Entre 1842 e 1867? Ou, entre 1837 e 1867? Palavra que não sei...
Depois espanta-me muito que em 1867 as freguesias de Forninhos, Dornelas, Penaverde e mais ainda as de Carapito, Cortiçada, Eirado, Valverde e Coruche passassem a pertencer a Fornos de Algodres!
Em que publicação está tal explanado? Qual a fonte e qual a data exacta da Lei ou Decreto do ano que citam (1867)? 
Pelo palavreado, o texto parece ser da autoria do intitulado historiador "do livro de Forninhos". Só que para mim, só citando a publicação podia confiar no que nos diz esse "historiador/investigador".
Sem intervalo, segue, assim:
"Anos mais tarde em 1878, o concelho de Aguiar da Beira é restaurado e Forninhos volta à sua circunscrição. Contudo, por decreto real de D. Carlos I, entre 26 de Junho de 1896, o concelho de Aguiar é novamente extinto passando o seu território para administração de Trancoso. Contudo, a 13 de Janeiro de 1898 é novamente restaurado, situação na qual se manteve até aos nossos dias.".
Anos mais tarde? Basta consultar alguma legislação régia para se perceber que, pelo menos, em 1969 e 1870 Aguiar da Beira era concelho, vide: 
http://legislacaoregia.parlamento.pt/Pesquisa/?q=Aguiar%20da%20Beira&f=geral&ts=1
Pelo que concluo que há historiadores a inventar, em vez de bem informar!

-/-
O Decreto de 12 de Junho de 1837 publicado no Diário do Governo N.º 11, de 17 de Junho de 1837 é claro e especifica muito bem que as freguesias do antigo concelho de Penaverde, com excepção da freguesia de Queiriz, passaram a fazer parte do concelho de Aguiar da Beira e comarca de Trancoso. 
Porque confio neste documento oficial, devidamente identificado, é isto que me permite afirmar que há 178 anos, Forninhos era freguesia do concelho de Algodres! Só.

Nota:
Já em Fevereiro de 2011 escrevia no "post: Em Busca do Passado", da autoria do XicoAlmeida, que na época a lei administrativa andava sempre a mudar e que a lei de 18 de Março de 1842 (que confirmou a divisão administrativa consagrada pela lei de 29 de Outubro de 1940) foi a que durou mais tempo. E dizia eu "...a minha maior dúvida está sobre o facto de em 1896 o concelho de AGB ter sido suprimido, pois segundo alguma informação que possuo, a última lei que suprimiu concelhos, reduzindo-os a 254 foi em 6 de Maio de 1878. O de 1896 penso que apenas retirou autonomia às autarquias municipais, o que pode ter levado é que fossemos nesse período administrados por Trancoso.". Referia-me ao período entre 1896-1898 claro!
Se quiserem ver ou confirmar está no lado direito da página em "Etiquetas" no título "História e Lendas". Como temos memória pomos no arquivo e é só clicar e rever sempre que quisermos!

Agradeço o documento oficial publicado ao amigo Albino Cardoso dos blogues: 
 http://dalgodres.blogspot.pt/http://aquidalgodres.blogspot.pt/

28 comentários:

  1. O saber nao ocupa lugar, e em cada post deste blogue ha sempre algo de útil e agradável. Abraço e boa semana.

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    1. Correndo o risco de me tornar repetitiva, volto a dizer que neste nosso sítio procuro sempre colocar algo que possa ter interesse para alguém, visto ser essa a intenção da partilha. Este 'post' pode é não ser agradável para os autores do "livro" e a comandita que os acompanhou e lhes pagou para escreverem asneiras que foram pagas por nós, contribuintes!
      Um abraço tb.

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  2. Boa noite Paula, pois aqui está um valioso e grandioso trabalho de investigação que decerto contribuirá para aclarar esse delicado assunto! Muitas mudanças se verificaram e admiro muito esse seu enorme sentido de rigor para distinguir bem as coisas! E neste caso o seu a seu dono;))!
    Beijinhos,
    Ailime

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    1. Pretendo com isto, pelo menos, alertar para a falta de algumas fontes de pesquisa e consulta. Fica "à toa" quem inicia a leitura da pág. 73. Se no primeiro ano do séc. XIX (1801) faziam parte deste município a freguesia de Forninhos, o mínimo, era primeiro de tudo dizerem-nos de qual município se trata! Eu sei que "para bom entendedor meia palavra basta", mas o respeito pela nossa história obriga-me a denunciar esta "reforma dos concelhos" pela falta de qualidade redactorial e notória falta de fontes.
      Beijinhos.

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  3. Que bom sempre saber mais um pouco sobre Forninhos que aprendemos a gostar! beijos,chica

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    1. Se um dia a Chica vier a Portugal, tem de passar por Forninhos! Penso que vai gostar de visitar também.

      Beijos e tudo de bom.

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  4. Forninhos! Quem sabe da próxima vez que for a Portugal conheço!?...
    Admiro o seu carinho e do Xico em registrar, pesquisar assuntos sobre este local tão querido...
    Uma boa noite... Beijinhos

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    1. Este carinho por Forninhos acho que vem do tempo em que éramos miúdos e decoramos um poema que começa assim: "Forninhos é um jardim, toda a gente diz que sim".
      Boa noite, Anete.

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    2. Retornando e vendo a sua resposta! Legal...
      Um beijo

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  5. É bonita a nossa Terra, continuação do poema. Quer-se dizer, temos o caldo entornado, mais uma "não verdade" do nosso famoso livro. Apesar de já estar reformado, por força de desemprego, a folga de tempo ainda é escassa mas prometo, quando mais tempo tiver que irei à Torre do Tombo, vasculhar tudo sobre a nossa Freguesia, Forninhos. Isto é um pouco confuso e por isso requer bastante pesquisa. Tenho na minha posse, documentos de terrenos comprados pelo meu Avô Ismael Lopes , na Matela, sendo esta como Freguesia das Antas e Concelho de Penalva do Castelo, uma situação também que requer estudo.
    Parabéns Paula, faço ideia do tempo gasto nesta pesquisa, obrigado por isso.

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    1. Faço isto com imenso prazer, por isso...vale a pena o tempo gasto, as horas tiradas ao sono.
      Na verdade, já em 2011 pesquisei e anotei num caderno tudo sobre a história administrativa de Forninhos (paróquia de Santa Marinha) e já podia ter feito este 'post' lá bem para trás, mas preferi esperar pela famosa obra imaterial. Então, depois de ler o que escreveu o historiador fui à busca de outra legislação, como o código administrativo de 1867!
      E, descobri que o código de 1867 teve uma vigência curtíssima, pois a 10 de Dezembro de 1867 foram reduzidos os concelhos de um mínimo de três mil fogos, mas logo em 14 de Janeiro de 1868, na sequência da "janeirinha" tal foi declarado sem efeito.
      Agora repara no que escreveram os ilustríssimos investigadores:
      "Em 1867, a edilidade de Aguiar da Beira é extinta..."
      "Anos mais tarde em 1878, o concelho de Aguiar da Beira é restaurado...".
      (sublinho os anos mais tarde).
      Como se não fosse suficiente ainda leio que freguesias como a de Coruche, etc... passam a pertencer a Fornos de Algodres!
      Ainda pensei que a edilidade de Aguiar da Beira fosse extinta pela Carta de Lei de 1 de Julho de 1867, mas «nada».
      Esta gente recebeu bom dinheirinho para investigar e escrever a história e memória da nossa terra e afinal só inventou. Mas a Junta que foi quem encomendou e financiou esta publicação, sequer se deu ao trabalho de revê-la, se calhar porque o dinheiro que ganham não lhes custa a ganhar e ainda têm a lata de virem dizer-nos que a Junta de Freguesia de Forninhos não tem dinheiro! Digo eu então: se não tem dinheiro é porque o gastam mal gasto.

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  6. Nada é como outrora. Mudaram as freguesias, os concelhos e acho sempre que para pior.

    Admiro o vosso empenho na pesquisa de Forninhos, a vossa aldeia.

    Beijinhos.

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    1. Pode crer!
      Pena tenho eu que quando Queiriz ficou no concelho de Algodres, Forninhos não ficasse também! Pela proximidade e porque nos identificamos mais com o povo de Algodres do que Aguiar. Ficar em Aguiar foi o pior que nos aconteceu.
      a Lisa não sabe, mas Forninhos está no extremo do concelho de Aguiar da Beira, quer isto dizer que são os que lá estão que se deslocam para mais longe e nenhum autarca municipal até hoje colocou serviços perto das pessoas que vivem em Forninhos.

      Beijinhos.

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  7. É de louvar todo o interesse e dedicação...e também preocupação...pela terra "que vos viu nascer"!!! Um abraço!

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    1. Tem de ser, Graça.
      Todos os netos Forninhos tinham a ganhar se a obra em questão fosse editada novamente. Entenda-se revisão com verificação de factos e correcção do português, embora mais grave que o português são os erros resultantes de invenções.
      Aquele abraço!

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  8. Esta maduro e cimentado este Blog que resistindo ainda quase meia duzia de anos apos o seu nascimento, continua a procurar resposta que a sua criadora Paula a tal se comprometeu por cidadania.
    "Porquê este blogue?".
    E nos compromissos dela saliento,
    "...divulgar as notícias, a história, as tradições e as curiosidades da terra que me viu nascer... uma missão de serviço à nossa comunidade, quer informando, quer construindo um arquivo histórico para o futuro...".
    Infindaveis horas de pesquisa, ninguem duvide. Mais ainda quanto se procuram factos historicos, alicercados em documentos de seculos atras, de forma amada e gratuita e com rigor!
    Fotos, festas e galardoes, jamais serao em muitos casos, sinonimo de trabalho
    honrado como que cumprindo contratos feitos para capa de "Almanaques" e pagos a peso de oiro. Coisas de profissionais da "arte" que porventura jamais imaginariam que "Aqui" se cumpre a promessa de deixar um legado a Forninhos.
    Afinal o que tem Forninhos de tao especial?
    Cirandou entre "Terras" ao sabor de seculos demograficos...
    Respondo que tem encanto, um encanto medonho que nos "consome e revolta" aquando utilizado para proveitos pessoais, vilanias e menosprezo.
    Para tal basta a quem em tal tiver interesse, analisar os factos historicos, parte aqui demonstrados e usarem em defesa propria, os doutos, o contraditorio.
    O que me impressiona na "Coisa", foi o desleixo relativamente ao rigor de factos, tradicoes e acima de tudo, a falta de respeito que a nosa terra merecia e merece.
    Santas tardes!

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    1. 'Olha Xico', já lá vão uns anitos que publicaste o post 'Em Busca do Passado' e daí em diante muito se aprendeu sobre o passado da nossa terra e não tínhamos qualquer escrito sobre Forninhos! Hoje porque a Junta de Freguesia investiu dinheiro (não sei se dos seus orçamentos ou da venda dos baldios) temos uma coisa a que eu por simpatia chamo 'monografia', mas que bem sei não tem o mínimo de credibilidade.
      Infelizmente há pessoas, nós incluídos, que adquirimos o livro por € 10,00 como sendo um historial de Forninhos. Por mim falo, quando o abri pela primeira vez pensei de imediato: "isto não passa de um álbum de fotografias com legendas". A maior parte não tem qualquer relevância como é o caso do capítulo "fé" que levou os autores a encher umas 40 páginas. Se houvesse crianças em Forninhos ainda podia servir de catecismo, mas nem para isso servem...
      Depois, quando li os primeiros textos fiquei com os olhos em bico e pensei: "...mas como é possível...?".
      Agora deixo umas perguntas no ar:
      - A culpa de tantos erros, inverdades, falhas é dos senhores investigadores ou da Junta?
      - As festas, galardões, viagens à capital servem para quê?
      - Para dar crédito a um trabalho público cheio de erros?
      - Devem os netos de Forninhos aplaudir os doutos investigadores?
      - A Junta de Forninhos?
      - Ou o ex-Presidente de Junta que preferiu fazer campanha eleitoral em vez de acompanhar, rever a obra?

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  9. Boa tarde, fez uma excelente pesquisa que muito bem partilhou, causou curiosidade em visitar Forninhos, já bem conhecido dos blogueiros, um dia também vou fazer uma visita.
    AG

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    1. Se ficou com essa vontade...Força, AG!
      A mim o Forninhos de hoje não me diz nada. Já o Forninhos antigo, sim, diz-me muito, mas se calhar é por isso mesmo, pela nossa história e gente antiga, que ainda cantamos que Forninhos é um jardim...

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  10. Ainda volto aqui para alertar para uma realidade. O Tempo faz a História e esta será julgada pela gente vindoura. Os nossos netos serão juízes do bem ou mal que se fez, se está a fazer e que se fará. Porque será que quem apostou em Forninhos, contruiu casa de raiz ou restaurou, passado algum tempo põe a casa à venda! Não dá que pensar?.

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    1. Dá que pensar, dá!
      Quem sabe distinguir o bem do mal, simplesmente não tem vontade de viver em Forninhos!
      O pior é que com a distância do tempo, os maus da fita são aqueles que fazem a história! Tirando as questões de heroísmo, dos grandes feitos, se pegamos em dois cidadãos comuns, passados muitos anos aos historiadores, torna-se mais interessante aquele/a que quebrou as regras.
      E às páginas tantas tal ainda vai acontecer em Forninhos!

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  11. UMA ALDEIA ESPANTALHADA...
    Por gentes que pouco mais conseguem fazer. Uma aldeia entregue aos "demonios que a consomem", a seu belo prazer.
    E dela tiram dividendos monetarios, presumo, pois houvera justez e rigor nos seus escritos, eventualmente seria de louvar, mas...
    Mesmo pago o "Almanaque", faliu o rigor e a verdade ao ponto de aqui ainda andarmos a tentar repor a verdade. Pesquisas.
    Afinal o que encontraram os "doutos" e "outros" sobre Forninhos?
    Nada!!!
    Apenas Dele se aproveitaram , tal como a Instituicao "enganada" que lhes deu um titulo, nao para a aldeia, mas para "eles".
    Sim, pois a freguesia foi pela calada da noite receber em Lisboa um premio que nada lhes dizia. Apenas tinha sido "violado" o termo Forninhos.
    Enganam quem quer ser enganado. Ponto. Ou nao sabe e nem se interessa como foi . Outro ponto.
    Mas gostaria um dia, que a magistratura da nacao, tivesse olhos para estas "coisas" de factualidades trancendentes pela negativa da verdade.
    Se me quiserem prender, prendam, mas mantenho o que venho dizendo desde a publicacao da "Coisa".
    Nas inverdades aqui corrigidas, venham os doutos profissionais aqui contestar...
    Porventura e no caso de aqui virem, viria uma confusao de Algodres, Aguiar da Beira, Trancoso e Fornos.
    SE ficaram completamente baralhados com as datas e seculos (menos os euros...) . o que seria do resto!
    Haja o minimo de decoro e prestar contas!!!

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    1. Os doutos profissionais para contestar tinham que responder a todas as questões, pois é assim que se faz uma contestação; agora imagina tu (e todos os leitores) como iam explicar que o código de 1867 só durou 34 dias e não até 1878 (anos)?
      E como explicar o mapa da região de Forninhos de 1864, em que incorporam Queiriz no concelho de Aguiar da Beira?
      Mais: qual será a explicação, além da suposta perda da edilidade de Aguiar da Beira em 1867, para as freguesias de Forninhos, Dornelas, Penaverde, Queriz, Carapito, Eirado, Valverde e Coruche passarem a pertencer a Fornos de Algodres até 1878?
      E aquela da extinção do concelho de Algodres em 1837, quando apenas só foi transferida a "Cabeça" do concelho?
      Ah, também tinham de nos explicar aquele "Entre 1842".
      Esquece, mas é lá isso...!
      Os doutos profissionais, a Junta e seus "pagens", jamais vão admitir os erros, falhas e invenções!
      O único erro até hoje por eles admitido foi o da "carqueja". Para "eles" por causa de uns pedaços de telha existiu uma villa romana na Pardamaia, cesteiros e latoeiros que "possivelmente" vendiam a cestaria e latoaria nas feiras que havia em Forninhos. A procissão do Espírito Santo rumo à capela da S. dos Verdes parte do centro da aldeia e as cruzes do 3 de Maio (dia de Santa Cruz) são feitas de cana verde!
      Simples cruzeiros do Séc. XX são afinal Alminhas; o jogo da panelinha é jogado na quaresma; em S. Pedro (mas de Matos!) podemos encontrar hoje restos da capela e um casario bastante preservado; o machado encontrado em 2011 no vale de S. Pedro em direcção aos Valagotes foi parar em 2013 à tal villa romana da Pardamaia, etc.. etc...
      O machado (a existir) foi, mas foi parar às mãos de espertalhões!

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  12. Ainda queria acrescentar parte de um texto inserido no sítio da Câmara Municipal de Aguiar da Beira que contém informações incorrectas e que devia ser corrigido já, até porque temos aqui factos correctos comprovados por um documento verídico:

    "Após o século XVI, e durante toda a época moderna, o território atualmente compreendido pelo Concelho de Aguiar da Beira estava dividido entre os Concelhos de Aguiar, Carapito e Penaverde. Circunscrição que se haveria de manter até ao século XIX, altura em que a reforma administrativa levada a cabo pelo governo liberal dissolveu, em 1836, os Concelhos de Carapito e Penaverde, sendo o primeiro incorporado no Concelho de Aguiar da Beira, e tornando-se o segundo uma freguesia de Trancoso, vindo posteriormente (1840) a transitar para o Concelho de Aguiar. Também este último chegou, por um breve período, a perder a sua autonomia, a partir de 1896, altura em que se tornou freguesia do Concelho de Trancoso, vindo a readquirir o seu estatuto concelhio em 1898, agregando a si os antigos concelhos de Carapito e Penaverde.".

    A meu ver, se o código administrativo de 1867 não tivesse sido revogado 34 dias depois, talvez o antigo Termo de Penaverde (com excepção da freguesia de Queiriz) e o resto do concelho de Aguiar da Beira, tivessem sido incluídos no concelho de Trancoso. Já pertencer a Fornos de Algodres, como leio no "livro de Forninhos" não acredito, pois não faz sentido em termos geográficos!
    Quem escreveu o que escreveu e mais ainda quem permitiu que escrevessem inverdades na monografia da nossa freguesia, só pode não conhecer nada, da geografia e da história regional!

    Bom sábado!

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  13. Boa tarde Paula,
    Obrigada por ter deixado no meu cantinho uma quadra tão bonita!
    Na minha aldeia também se chamava marcela àquela planta!
    O que a diferencia da flor de São João é que esta tem um aroma muito agradável, enquanto a macela tem um cheiro mais forte.
    Beijinhos e tenham um óptimo domingo.
    Ailime

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  14. Tem toda a razao no que escreveu,devemos referir sempre as fontes documentais!
    Um abraco e bem haja.

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    1. Oxalá não tivesse razão noutras coisas também, Al!
      Mas o amigo andou 'fugido'!
      Pessoalmente gosto de vê-lo por cá e tenho pena que prefira a comunicação de sistema tipo facebook que acho não corresponde em nada a um espaço de comunicação como os nossos blogues!
      Um abraço.

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  15. De facto e por falta de tempo e porque o Facebook e mais imediatista, tenho preterido os blogs, mas escrevendo menos continuo a ler!
    um abraco amigo!

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