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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Do cântaro à torneira

Hoje trago um extracto (que reproduzo) do Livro do Pe. Luís Ferreira de Lemos, de Penaverde. O autor terminou esse livro em 1966 e descreve como eram os instrumentos domésticos da sua terra e do seu tempo, assim:
«À arca do bragal sucedeu a mala de coiro ou de folha de Flandres, quando não o volumoso e mais cómodo guarda-fatos, com espelho ao alto, de ver o corpo inteiro e o ajuste dos sapatos.
Também na cozinha, ao antigo "cambeleiro" - um tronco de carvalho ou castanho, de galhos compridos e hirtos, onde se penduravam as panelas de barro ou de ferro - sucederam os pregos ou cabides que seguram os tachos de alumínio ou de esmalte, alinhados nas prateleiras. O cântaro de barro ou de lata é que tem o mesmo lugar no fundo da cantareira, enquanto não fôr substituído pela torneira de água encanada. É lá que vai cada um buscar a água para se lavar de manhã, na bacia comum, que isto de lavatório ou quarto de banho é luxo de fidalgos, em casas grandes. Banho? Salvo raras excepções, só os garotos ou rapazes, nos açudes dos ribeiros, passado o S. João, mais por desporto ou para pescar, que por exigência intrínseca de higiene. Por banho entende o escalda-pés a quem estiver engripado, ou aqueles minutos de águas sulfúricas contra o reumatismo. (...)».
Em 1966, nessa terra (na minha e nas outras) ainda não havia água canalizada em casa. Isso mesmo diz-nos o autor «O cântaro de barro ou de lata é que tem o mesmo lugar no fundo da cantareira, enquanto não fôr substituído pela torneira de água encanada». A cantareira tira o seu nome ao cântaro, sendo o móvel onde são colocados esses cântaros de barro ou de lata.

cantareira

Cantareira
Por cima, levava loiças, em baixo havia um espaço de arrumações e, no meio, à altura das mãos da dona de casa, lá estava a larga e espaçosa prateleira a albergar os cântaros.
Quando a água começou a entrar pelas casas dentro, lá se foram as cantareiras e as idas à fonte e tudo se resumiu a uma torneira...isto, na cozinha. 
Ainda é possível observar que «É lá que vai cada um buscar a água para se lavar de manhã, na bacia comum, que isto de lavatório ou quarto de banho é luxo de fidalgos, em casas grandes». Isto, diz o autor. Mas penso que a coisa pode estar um tanto romanceada, porque os lavatórios não eram só luxo de fidalgos, em casas grandes. Os lavatório era uma peça que havia em muitas casas. Pelo menos, em Forninhos!

lavatório
Lavatório
Este está completo, tem o jarro para a água limpa, a bacia e o balde que recolhia a água da bacia, depois de utilizada na higiene das pessoas. Tem ainda a saboneteira que era outro acessório deste conjunto.
A esta peça espantosa de antanho sucedeu-lhe a casa de banho equipada com três torneiras (lavatório, bidé e chuveiro/torneira da banheira) e ainda o autoclismo.

30 comentários:

  1. Que linda volta ao passado e pelo visto, nem tão passado assim! Adoro os cântaros. Lindo o lavatório! Gostei de ver! bjs, ótimo FEVEREIRO! chica

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    1. Pois...estes instrumentos domésticos não são da antiguidade, são do nosso tempo! Deviam ser preservados, porque fazem parte da nossa etnografia.
      Bjs**

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  2. Adoro os teus pots que me fazem recordar a vida de antanho ou ficar a conhecer.

    Concordo contigo quanto aos lavatórios. Havia-os em casa dos meus avós, não sendo fidalgos os meus avós maternos.

    Beijinhos.

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    1. Também os havia nas casas dos meus avós que eram uns simples lavradores!
      Mas nas aldeias "não é de bom-tom" contestar o que os autores de monografias locais escrevem e é por isso que a nossa história anda tão mal contada!
      Beijinhos.

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  3. Olá, Paula!
    Muito interessante esse percurso até chegar à torneira.
    Lembro desses lavatórios em casa dos meus avós e, por acaso, um deles veio parar à minha casa.
    Boa semana!
    Beijo

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    1. Foi uma caminhada heróica: do cântaro à torneira da água, tal como da candeia ao interruptor das lâmpadas eléctricas ou do lume ao fogão a gás...
      Boa semana tb!

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  4. Sou do tempo da cantareira...para ir à fonte!
    Sou do tempo do "moringue" (em Angola) para manter a água fresca!
    Não sou do tempo do lavatório mas por aqui...há dois a pedirem "restauro"!!!
    Foi muito bom recordar!
    Um belo texto e boas imagens...boa semana!!!

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    1. Melhorou a qualidade de vida, mas o certo é que hoje gostaríamos de ter mais coisas que foram desaparecendo e às quais só hoje damos valor, pelas recordações que nos trazem.
      Quanto ao "moringue" o Dicionário Priberam acabou de dizer-me que é uma vasilha de barro para conservar a água fresca.
      Curioso, que falei com pessoas que até são do tempo de ir à fonte com os cântaros de lata, mas contam que em casa a água para beber ficava na bilha de barro, pois a bebida mantinha-se numa boa temperatura (fresca q.b.).

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  5. Paula, muito bonito o seu post! Bem apresentado e é importante saber dos costumes antigos... Peças bonitas!!
    Uma boa semana...
    Muita paz e abraços.

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    1. Eu até ler o extracto (que reproduzo) sequer fazia ideia do que era uma cantareira, Anete! Ainda conheci o cambeiro ou "cambeleiro" e o lavatório, mas não me lembro de ver ou de ouvir falar desta bonita peça do mobiliário de antanho - a cantareira! Sei que as havia em casa de alguns forninhenses, só que ambas as imagens tirei-as da "net".
      Um abraço.

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  6. Recuo aos anos sessenta, ainda miudo, subindo a pequena distancia sob a forma de ladeira entre a casa de meus pais e avos Ana e Francisco. Como se fosse hoje!
    Na cozinha e mesmo ao fundo encostada a parede, no lado esquerdo la estava a cantareira tal como aqui descrita. Tachos e panelas, coisas do dia a dia, pois ornamentos nao iam alem da cestinha de ovos. Por debaixo repousavam os cantaros e cantarinhas de lata comprados em feiras dos arredores e a latoeiros que ali iam aparecendo. Os de barro estavam ao lado e em pe, tapados por grandes rolhas de cortica ou madeira, esses eram de agua limpa para cozinhar e beber. Tal precedendo ficava a masseira para amassar o pao e por debaixo guardar azeites, cozinhados fritos, queijo e chourica que se ia comendo na merenda.
    Ao centro a pilheira, sempre com boa lareira, gracas a Deus, que teve mais tarde um pequeno forno de tijolos, embutido na parede para assados, pao e biscoitos.
    Subindo dois degraus para a sala e no pequeno corredor que a antecedia, estava o quarto deles. Pequeno, certo, mas arrumado e arejado.
    Cama de ferro secular encostada a parede lateral e pintada de dois em dois anos da mesma cor azul. Por cima dela um grande crucifixo com Cristo de latao que guardo comigo e do lado oposto a mesinha de cabeceira.
    Por detras a janela que dava para a rua com a latada e galinheiro que a pareciam suportar. A janela tinha aquelas portadas de madeira, tal como o forro do quarto e numa dessas portadas, a do lado direito, pois o sol nascia de cima, dos lados de Trancoso, ficava dependurado o espelho num prego.
    Quais roupeiros...
    Lembro que no meio da janela estava sempre imaculado o lavatorio e a toalha de linho. Tudo pintado de branco, desde o jarro cheio com agua da cantareira, ate o penico guardado por debaixo da cama.
    Na tarde de sabado, o meu avo, ia ao barbeiro, tio Pirolas, escanhoar a barba e aparar o bigode para no domingo e depois de lavado numa grande bacia, no quarto e porta trancada, se aperaltar. Acertar a gravata de colarinho engomado ,mais uma penteadela e depois e antes de sair para a missa, ainda passar as maos em concha no lavatorio, refrescar o rosto e partir, talvez com a alma mais lavada...

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    1. Xico, os teus comentários são autênticos posts e nem sei bem o que responder...
      Vou "pegar" na masseira, que acho que o autor se esqueceu de referir, pois essa era também uma peça do mobiliário de antanho, que foi desaparecendo com a chegada do pão das padarias ou com a modificação das cozinhas antigas. Nas cozinhas modernas não se vê a masseira, se ainda a têm fica cá em baixo, na loja, despensa ou garagem! Bem...digo isto, mas até vi recentemente, em Forninhos, uma masseira dentro de uma cozinha espaçosa e bem moderna e achei que ficava ali muito bem.

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    2. Pois. A masseira dava para tudo!
      Se a cantareira guardava tachos, panelas e cantaros, esta alem do se destino de trabalhar a massa do pao, era o porta moedas da casa.
      Bocados disto e daquilo ali se guardavam, tipo frigorifico e despensa actuais.
      Apete isto ou aquilo, vai a masseira.
      Onde guardo isto, na masseira...
      Temos de falar nela com profundidade.

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  7. Boa tarde, sou portador de um lavatório que é uma autentica relíquia, está trato e bem apresentável, sou admirador das peças antigas que guardo com estimação.
    AG

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    1. Dantes, eu não admirava "velharias", mas hoje também sou admiradora de peças antigas.Não tenho um lavatório, mas tenho um jarro, de lata, que transformei em objecto de decoração. É muito giro ;-)

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  8. «É lá que vai cada um buscar a água para se lavar de manhã, na bacia comum, que isto de lavatório ou quarto de banho é luxo de fidalgos, em casas grandes». Nem os fidalgos o tinham! É coisa de tempos modernos um quarto de banho como hoje é conhecido. Casinha no fundo do quintal... até na cidade do Porto em casa de família burguesa em boa construção de cantaria com frente para a rua era usada uma banheira, e o dito lavatório. Pelo que conheço, nem os palácios tinham quarto de banho. Vamos viver com a nossa humildade ancestral, e vamos deixar-nos de tristes vergonhas pelo nosso passado comum.
    Um abraço.

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    1. O autor terminou o livro em 1966 e penso que no "capítulo" dedicado aos "instrumentos domésticos" romanceou mesmo a coisa, pois acho que bem sabia que nas habitações antigas, mesmo as feitas em cantaria - consideradas casas grandes ou de abastados - tinham poucas condições de conforto, nomeadamente, a falta de quarto de banho.
      Na década de 70/80 é que nas nossas aldeias se iniciou um novo ciclo no modo de viver das pessoas, já havia água, electricidade e dinheiro para fazer casa nova, com casa de banho!
      Mas eu acho o livro «Penaverde, Sua Vila e Termo» bom e não contesto a maior parte do que o autor escreve, muita coisa lá vou buscar para os meus 'post's'; está seguramente uns bons furos à frente do de «Forninhos» que sequer faz menção aos instrumentos domésticos de antanho.
      Gosto muito das suas opiniões, Francisco.
      Um abraço.

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  9. Boa noite Paula, uma pérola este seu "post"!
    O texto do Pe. Luís, magnifico!
    E para quem como eu até aos treze anos conviveu com a útil cantareira e o lavatório (no quarto dos pais;)) muito semelhante a esse da foto, não pode ter deixado de ficar no mínimo agradecida por trazido à memoria tão úteis "utensílios domésticos" ou peças!
    Adorei ver e neste caso até sorri;))! Tempos difíceis, mas por um lado mais saudáveis a vários níveis!
    Fica prometido que daqui a uns tempos vou fotografar as mimosas da Lagoa Azul!
    Quanto ao vídeo vamos ver se daqui a pouco fica visível;))!
    Beijinhos e obrigada.
    Ailime

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    1. O caso do lavatório e quarto de banho precisava ser reparado, mas mesmo assim é magnifico o texto do Pe. Luís sem dúvida!
      A frase "Tempos difíceis..." ouço-a muitas vezes nesse sentido de mais saudáveis e felizes e fico com a ideia que tal nem tem a ver com a falta de água, falta de moeda, etc.., mas com a saudade e carinho pela terra de há 50 anos e de respeito por quantos nos precederam, com os seus defeitos e virtudes, mais estas que aqueles, claro!
      Um abraço amigo.

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    2. Leu-me a alma, Paula!
      Sim, o carinho pela terra e o amor dos meus avós maternos, apesar de, graças a Deus, ainda ter os meus pais!
      Um beijinho e bom fim de semana.
      Ailime

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  10. Estas coisas foram marcas em muitas casas e indispensaveis pela sua utilidade diaria.
    A cantareira deu lugar a ornamento valioso depois de recuperado, sobressaindo em lugar de relevo, baptizada de reliquia, agora sem ponta de poeira. Elegante!
    O lavatorio recuperado na sua dignidade, quer no interior da casa quer no jardim ou pateo, regala a vista com as mais lindas flores em socalco, desde a bacia ate ao jarro por debaixo.
    Num canto soalheiro do pateo de casa da minha mae, la se encontra um carregadinho de cravinhos e cravetas, uma mistura de branco e vermelho.
    Ate os cantaros de barro antigos e outros de lata, servem de barriga emprestada para a maioria e diversidade de plantas e flores, agora regadas pelas torneiras que tais substituiram.
    Parecem dizer que estao reformados e agora a modernice que os cuide e venere.Chegou a vez da primavera deles...
    Acho que merecem!

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    1. Falas aqui que a tua mãe embeleza o seu lavatório com cravinhos e cravetas (aquele que nesse tempo não era só dos fidalgos). O embelezamento dos lavatórios e a sua recuperação ainda são uma realidade, já as cantareiras, Xico...será que por lá alguém ainda tem uma, sem (ou com) poeira?

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    2. As modernices de uns anos para ca, trouxeram os deuses gregos de cimento. As pias no quintal ou jardim sob a forma de fontes, com figuras de gesso. Novo riquismo, penso eu. Ainda hoje estes adornos obsoletos, cadavericos e envergonhados, se mostram envergonhados perdida a ostentacao, basta olhar como eles definhados ainda figuram ao caminho do cemiterio...
      Desculpa, nao resistir a estas ironias, no respeito de quem fez com louvor, mas filhos e netos ali chafurdarem mentalidades modernas...
      Desculpem leitores, coisas minhas e ignorantes.
      As cantareiras ainda existem, tenho essa certeza e lamento que um almanaque tal nao tenha diferenciado. Merecia relevo por, permitam que digam aos doutos,
      Porventura, o circulo familiar de uma aldeia, aqui comecava.
      Aqui se falava em verdade e mentiras, em paz ou arrenegados.
      A calmaria porventura desejada, vinha de um cantaro de agua fria...
      Lavatorios, o meu falecido pai, ali se lavava com ele dentro do quarto, sem ser fidalgo.

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    3. Mas olha que eu gosto de ver cemitérios e jardins históricos decorados com aquelas esculturas bem antigas e até gostava de ver, pelo reconhecimento do seu trabalho, o busto do "médico do povo", por exemplo, em frente à casa que foi sua morada e que tal qual a cantareira sequer é referido (e merecia) no "Forninhos, terra dos nossos avós", se bem que é por isso mesmo que é um almanaque, um livrinho que tem umas quantas informações úteis e umas fotografias (sobretudo fotografias!).

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  11. Este año como cada año, nuestro tren parara en alguna estación, depende de cada uno de nosotros dejar ir a la tristezas, miedos, frustraciones, malos momentos, desamor. Agradece a cada uno de ellos.. su compañía y sus enseñanzas, aunque hayan sido dolorosas, déjalos ir, déjalos bajar de este tren. Deseo que en esta parada, a tu tren suban miles de bendiciones, sueños alcanzables, amor, abundancia, fuerza y determinación para seguir tu viaje.
    Hoy en mi vagón quedaran puestos desocupados y espero te sientes a mi lado para compartir junt@s este nuevo viaje. FELIZ NUEVO COMIENZO EN ESTE AÑO 2015!!!

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    1. Bem haja Victoria, mas nao leve a mal.
      O caminho da nossa terra e tal desbravar, muitos anos vindo desbravando, sabe Deus como, acerca de coisas reais, vividas e a viver, cada qual nas suas convicoes respeitosas.
      Se quiser, embarque...

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  12. Cantareira. Uma viajou de Vieira de Leiria para Forninhos levada pelos meus pais. Esteve muitos anos na cozinha a lenha hoje garagem do jeep do Ismael. Mas em Forninhos já as havia. Em casa do meu avô Ismael e avó Emilia existia uma em castanho, a parte de baixo , com o restauro da casa, pelo meu tio Elisio, foi para a fogueira mas a parte de cima, ou seja o armário ainda existe, está transformada em armário de ferramentas.
    Juntamente com a cantareira que os meus pais trouxeram da Vieira, veio também um armário que se não me engano, chamava-se de guarda-comidas. Um armário que se pendurava na parede, altura da cabeça de um adulto, medidas 60x60x50, mais um menos e com uma só porta frontal revestida de rede mosqueira. Veio também um utensílio, que agora não me lembra o nome, mas também muito usual na Vieira, que era composto por várias ripas de madeiras atravessadas umas nas outras onde na sua união levava um grampo que servia para pendurar tachos, frigideiras e vários utensílios da cozinha.
    Na cantareira em Forninhos, meus avós usavam cântaros de chapa, mas na Vieira, eram utilizadas bilhas de barro. Meus avós também utilizavam o lavatório tradicional da altura (ainda existe) e também tinham na cozinha a lenha a maceira que servia para muita coisa. Quer cântaros, bilhas de agua, lavatórios, potes, funis, francelas, litros e até alguns bacios (penicos) tenho alguns exemplares e alguns nunca foram usados.

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    1. Henrique, esse armário de que falas, revestido de rede mosqueira, fez-me lembrar um que existe numa parede do "Café Coelho", onde guardam o pão, queijo, etc...e a última parte do teu comentário faz-me falar de algo bem diferente. Enquanto nós admiramos e guardamos com estimação peças antigas, em Forninhos, tentam vender à população (em geral) aparelhos e instrumentos "HidroLinfa"!!! E o grave é que não sei se é em nome do progresso ou de outros interesses porventura obscuros!!!
      Quanto à cantareira obrigada pelo que nos contas.
      Um abraço.

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  13. (Este post não me chegou!!)
    Curioso que nunca tinha visto uma cantareira. Lembro-me bem dos cântaros, que no Alentejo se chamavam talhas, e não me recordo de vê-las alguma vez num móvel... Já o lavatório é exactamente como deles me lembro no Alentejo, e todas as casas o tinham.
    Gostei de ler as palavras extraídas do livro do Pe. Ferreira de Lemos, mas palavras talvez um pouco exageradas, as pessoas não tomariam realmente banho todos os dias, mas lavavam-se, geralmente uma vez por semana tomariam o seu banho. Pelo menos onde eu vivi em miúda, porque era campo, porque quem vivesse nas aldeias e vilas, embora sem água canalizada, teria melhores condições.
    Gostei muito das fotos! Peças muito bonitas.
    xx

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    1. O Pe. Lemos se calhar quis deixar escrito que naquele tempo entendia-se por "banho" os tais minutos de águas sulfúricas contra o reumatismo, escalda-pés a quem estivesse engripado e os banhos no rio. Digo eu! Ainda assim acho que quanto à higiene exagerou, sim, se bem que quanto à limpeza do couro cabeludo, ainda conheci velhotas em Forninhos que diziam nunca ter lavado a cabeça/cabelos!
      Quanto à cantareira, só quando fiz o post, baseado no extracto do livro do Pe., é que vi que a cantareira era um móvel bem giro :-))

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