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sábado, 9 de abril de 2016

Cruzeiro do Porto (Forninhos)

Apesar de ser um dos mais bonitos cruzeiros da freguesia de Forninhos não foi este cruzeiro objecto de um rigoroso e monográfico estudo. A monografia de Forninhos, a terra dos nossos avós descreve este cruzeiro como "Cruzeiro/Alminhas do Porto" e  diz-nos que data do séc. XIX/XX (fonte??). 
É óbvio que não são umas alminhas, assim como se desconhece a sua exacta cronologia.


Estilisticamente, o cruzeiro distingue-se em partes distintas: a base quadrangular, a coluna com três cavidades e a secção onde assenta a cruz com as extremidades decoradas com flores tipo rosas.





Já muito diluído, as cavidades aparentam ter restos de ocre avermelhado; a ser ocre este cruzeiro deve ser muito mais antigo, mas os mais velhos só se lembram aqui recitar o responso final aos defuntos dos Valagotes, seguindo depois em "acompanhamento" para a igreja. 


No século XX a base do cruzeiro foi elevada e adaptada ao suporte/coluna do cruzeiro e ao coroamento deste, em cruz. Este trabalho em cimento já devia estar corrigido há muito...e à volta do mesmo não devia haver vegetação alguma, mas como duvido que mandem cortar a vegetação, que coloquem então o baseamento no local original. 


Pág. 138, da monografia de Forninhos: Cronologia - séc. XIX-XX. "Cruzeiro/Alminhas em granito de perfil esguio emoldurado sobre um pedestal de secção quadrangular. A parte superior é composta por um pedestal onde repousa uma cruz de secção losangular e a terminação dos braços sugere uma decoração vegetalista."
Toda a razão, apresenta uma decoração vegetalista, mas não é só na terminação dos braços!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

CAMINHOS BASTARDOS

Deixado para trás, por motivos políticos, demorou o caminho dos Moncões quase uma eternidade a ter a dignidade merecida. Condigno, agora se apresenta com saneamento e alcatroado, mas creio que os moradores do alto da Estrecada, pelo menos um casal, jamais irá esquecer o motivo de tal abandono.

Caminho dos Moncões
Recordo vagamente os Regedores de Freguesia e os "terrores" de quando aparecia intempestivamente a Guarda, tempos da "Velha Senhora", mas quem diria que tantos anos depois, os filhos ou mal nascidos da terra trariam tanta vingança...
Nunca Forninhos teve gentes tão vaidosas no proveito do seu ego; jamais se enganou tanta gente, analfabeta ou semi de tal; jamais houve tantas festas; jamais se humilhou de forma sórdida quem tinha uma visão diferente.
Mas a verdade vem, tal como o azeite, sempre ao de cima e os favores aos poucos vão-se descobrindo.
Mas vejamos as actas...


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No dia 27 de Setembro de 2015, o Presidente da Assembleia, Ricardo Guerra, começou a reunião a apresentar uma moção que intitulou "PELA RESOLUÇÃO DE OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO E DE ACESSO A FORNINHOS" que resumiu em 3 pontos (clique na imagem para melhor entendimento) e após lida (a moção) foi levada à votação e foi aprovada por unanimidade, tendo sido ainda decidido dar conhecimento ao executivo da Câmara Municipal e deputados da Assembleia Municipal de Aguiar da Beira.


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Sobre esta moção o senhor Presidente da Câmara reconheceu a sua legitimidade e o direito que as pessoas têm de se manifestarem e a forma de o fazerem. Lamentou, no entanto, que o senhor Presidente da Assembleia de Freguesia de Forninhos, não se tenha lembrado destas situações, quando era Presidente da Junta de Freguesia de Forninhos!!!
Mais...e porventura a melhor!

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Sobre esta situação o senhor Presidente da Câmara deu conhecimento de uma carta que recebeu do advogado representante de duas senhoras, em que diz ter tido conhecimento por parte do senhor Presidente da Junta de Freguesia, que é pretensão do Município de Aguiar da Beira alargar e alcatroar o caminho, anexando parte do prédio de que são proprietárias, opondo-se terminantemente à ocupação e invasão do referido prédio!
A resposta ao advogado foi que o Município não pretende nem tenciona ocupar o terreno em causa, por não ser necessário.
Não é necessário, mas se fosse?
Há uns anos atrás houve pessoas, forninhenses, mais que duas, que ofereceram património para alargar o caminho da Pardameda; outras...estranhamente...nada querem oferecer à freguesia!
Sendo que no entanto, a senhora Presidente da Junta de Freguesia de Forninhos sobre a carta enviada pelo advogado, disse ter tido uma conversa com as senhoras, mas nunca lhes disse que o caminho dos Moncões iria ser alargado nem que iria ser necessário ocupar o terreno "nunca lhes disse que o caminho iria ser alargado.".
Que senhor Presidente de Junta de Freguesia terá informado aquelas senhoras duma pretensão que nunca existiu?
Quem andou a enganar quem?
Quem mentiu a quem!
pág. 2 da Acta de 27 de Setembro de 2015

A Sra. Presidente informou ainda da intenção de uma dessas Sras., Sra. Isabel Matos Santos adquirir uma pequena parte de terreno que está junto à habitação que adquiriu recentemente.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Seiva é Vida!



Pelo caminho dos Moncões e de acesso à Estracada, atentos à degradação causada pela colocação do saneamento por parte do Município e indiferentes à aragem fria, capaz de nos enregelar os ossos, a seiva que das videiras brotava, resultante do corte das vides (ramos), despertou em nós uma observação bem mais atenta, sim, porque afinal esta seiva que, não é mais que o equivalente ao sangue dos animais, é Vida - é o líquido que circula por toda a planta para alimentar as suas células.
De regresso a Lisboa trouxemos as imagens e soubemos que iniciou-se esta semana, por iniciativa da Câmara Municipal de Aguiar da Beira, a requalificação do caminho dos Moncões. Terminado o Inverno, é norma regressar aos arranjos dos caminhos rurais da aldeia. Desta vez um longo troço do caminho dos Moncões.
Não sei se estão no caminho certo...mas pelo menos a Câmara agiu "em conformidade com os interesses e na defesa de todos os forninhenses", parafraseando o constante no Ponto 3, Período antes da ordem do dia, da Acta n.º 10 da Reunião da Assembleia de Freguesia de Forninhos realizada em 27 de Setembro de 2015, de uma moção que o Sr. Presidente da Assembleia, Sr. Ricardo Jorge da Costa Guerra intitulou "PELA RESOLUÇÃO DE OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO E DE ACESSO A FORNINHOS".


Agora há que esperar que o clico de rejuvenescimento se conclua, de modo a que as folhas de Verão e os frutos de Outono continuem a gratificar quem tão bem cuida das videiras.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Domingo de Ramos 2016

Devido ao despovoamento galopante já não há muita gente, mas para que se possa mais tarde recordar, trago imagens do Domingo de Ramos- 2016- que pode apreciar, se lhe interessar.



Saiu-se do Domingo de Ramos e entrou-se na Semana Santa que culminou com as cerimónias de Sexta-Feira Santa (falo de Forninhos), dia de abstinência (não comer carne) e dia em que os sinos se calaram a partir das 15h00 (hora da morte de Cristo). No Sábado da Aleluia os mais velhos ainda recordam que os sinos deviam repicar às 10 horas da manhã, mas... só repicaram no Domingo da Ressurreição: Domingo de Páscoa. Se calhar até faz mais sentido, se Cristo ressuscitou no Domingo, porque é que os sinos hão-de repicar no Sábado?
Hoje, Segunda-Feira, foi dia da visita pascal, também chamado dia de tirar o folar.

Continuação de Boa Páscoa a todos os visitantes, pois dizem que se estende até ao próximo domingo, denominado dia da Pascoela.

domingo, 13 de março de 2016

Bôla de Carne, também se faz em Forninhos

Já divulgamos os bolos de azeite na tradição da Páscoa de Forninhos , mas a bôla feita a partir da mesma massa, recheada de carne do fumeiro, em formas rectangulares ou redondas também se faz em Forninhos.


No ano passado, a minha mãe, além da chouriça e presunto, incluiu pedaços de bacon, mas também há quem ponha carne de frango.


Por cima da carne estica-se outra parte da massa



Também eu fiz a minha parte...


É hora de levá-las ao forno e esperar que cozam...


Prontas...arrumam-se para que arrefeçam e depois se provar.

sábado, 5 de março de 2016

Raízes...

Anos 60 do Século XX, anos complicados! O início da Guerra do Ultramar condicionou a vida da nossa gente, nos anos da Guerra Ultramarina a freguesia de Forninhos chorou pelos seus rapazes, choro de morte, de aflição...Mas o pulsar das populações não parou. Durante este período mantinham-se as tradições e as crianças iam à escola e à catequese; os casamentos e nascimentos aconteciam e até houve Missa Nova na Terra.
«Sim, Forninhos vive num ambiente festivo de nobreza e engrandecimento.», como escreveu Ilídio Guerra Marques no convite feito a todos os Forninhenses disseminados pelas mais distantes partes do mundo.
«Há um murmúrio alegre que desce pelas quebradas dos montes! Há um balbuciar de preces nos lábios puros e inocentes das crianças! Há lágrimas que sulcam rostos encarquilhados de velhinhas! Há um ressoar de cânticos que se eleva sublime no Céu! Algo, enfim, de supremo e grandioso enche todos os corações e os une numa amizade santa e verdadeira.».
Desta época aqui ficam umas fotos e a seguir um poema recordação dedicado à nossa Terra para ajudar-vos a recordar com mais saudade e maior devoção essa Aldeia que trazeis no coração e que foi e continua a ser Berço de todos nós.
Leia que vale a pena.


convivas, 13 Agosto de 1967


Recordações de Gente nossa, alegrias e tragédias...