Como estamos em plena época das vindimas e dos tralhões, e porque muitas coisas mudaram sem se perceber, trago-vos mais umas coisitas nossas que começam a desaparecer. Tenho para mim, que se mostrarmos as nossas coisas e ao falarmos delas, não as deixamos cair no esquecimento:

Canastro
Cesto quadrangular, largo e alto, feito em verga e vime ou fasquias entretecidas. A origem da cestaria no nosso país, remonta pelo menos à cultura castreja. Devido ao aparecimento do plástico, o canastro que no passado era indispensável para o transporte das uvas, espigas de milho, merendas, "cozido para o vivo" (nabos) , transformou-se hoje num objecto de decoração nas gerações mais novas.

Rodilha
As rodilhas eram utilizadas pelas mulheres para transportar à cabeça grandes pesos como o cesto/canastro de uvas e outras colheitas agrícolas; os molhos de lenha e de erva; as bacias de roupa que iam lavar ao rio, ribeiro, poças e nos tanques; os cântaros de água, etc. e tal. As rodilhas eram feitas na hora pelas suas utilizadoras, usando os seus lenços de cabeça, sendo ainda utilizada por gente mais antiga.

Custilo, Costilo ou Costelo
Armadilha de apanhar pássaros, feita de arame com uma mola. Tal como a fisga, os custilos também deixaram boas recordações e marcaram a infância de muita garotada. Em Setembro era a altura dos rapazitos irem aos tralhões, sós, ou, em grupos. Recordo apanharem as "agudes" (formigas com asas) junto ao alambique para servir de isco ao tralhão, também conhecido por taralhão, fura-figos, papa-moscas, tarrascas, etc..., e pela manhã armavam os custilos nas propriedades para apanhar os pássaros.
Hoje, poucos serão os miúdos que brincam com as fisgas e custilos.