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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cruzeiro de N. Senhora de Fátima


No dia que tiramos esta foto percebemos que um corte na vegetação dava-lhe mais visibilidade, mas que este não é um cruzeiro abandonado e que tem algum significado pelo menos para quem o decora. Este pequeno cruzeiro foi edificado nos anos 40, no tempo do Sr. Pe. Albano, segundo o maior número de informações, em homenagem aos povos da freguesia de Sezures e Esmolfe e tem afixada desde 1995 uma lápide com a seguinte inscrição "EM HOMENAGEM AOS POVOS DA FREGUESIA DE SEZURES E ESMOLFE SUA FIDELIDADE AO VOTO E À DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DOS VERDES. 5.6.1995".
Os doutos autores da monografia de Forninhos publicaram uma fotografia deste monumento legendada, sua pag. 144, infelizmente intitulado "Alminhas da Avenida Principal",  embora tenha a forma característicia das Alminhas, é um Cruzeiro. Será que a inscrição aposta nada quer dizer?
E eu, por acaso, sempre pensei que o Cruzeiro de N. Senhora de Fátima fosse construído ainda antes de haver em Forninhos placas toponímicas, em que a "Avenida" era simplesmente «a Estrada», aliás ainda hoje é a Estrada. Onde é que vem a procissão? - Vem na Estrada. 
Recorrendo a uma frase já usada neste blog, são os nascidos e criados em Forninhos que estão errados ou são "os do livro" que estão certos? Se calhar é a lei da vida das palavras...

Foto: XicoAlmeida.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Os Aerogramas


Não sei se alguém se lembra ou ouviu falar dos aerogramas militares editados pelo MNF (Movimento Nacional Feminino) e com o apoio da TAP (Transportadora Aérea Nacional) enviados aos e pelos soldados portugueses no Ultramar, mas neste pedaço de papel fino e desdobrável se escreveu os horrores da guerra colonial e foram, talvez, o meio de comunicação mais importante entre os militares e suas famílias, através deles se aquietavam ou desassossegavam corações. Era uma carta de saudade, de desabafos, de esperança, de despedida. Era uma carta de amor. O aerograma foi escrito e lido à mesa do rico e do pobre. Eram oferecidos aos soldados portugueses que estavam na Guerra, para comunicarem com os seus entes queridos, sem custos (Portaria 18545, de 23 de Junho de 1961). Na aldeia de Forninhos eram comprados na Venda dos Sr. José Bernardo. O seu custo avulso era de $30 (três tostões). Aos civis era distribuído na cor azul e aos militares na cor amarela. 
Para além das letras, muitas vezes esborratadas pelas inevitáveis lágrimas, neles eram inscritos poemas e desenhos.
Leiam uma mensagem curta, mas expressiva dum soldado, que veio a ser meu pai, para a sua mana Taia:


Estima-se que em 13 anos de guerra colonial 200 milhões de aerogramas tenham sido recebidos e enviados.
Outra forma de comunicação foram as céleres mensagens de Natal e Ano Novo que eram transmitidas pela televisão. Como naquele tempo a maior parte das famílias ainda não tinha televisor, era no Café e Vendas da aldeia ou na Casa do Padre que as pessoas iam ver ou ouvir os soldados. Aqueles momentos eram como um oásis no meio do drama! 
Contam que de Forninhos ainda apareceu na TV o meu primo Tónio 'Xispas'.

Um aerograma alusivo ao Natal
Lembro que sem os aerogramas a comunicação com as namoradas e familiares teria sido muito mais difícil! 

domingo, 22 de junho de 2014

Manjerico - a planta dos Santos Populares

Em Portugal, o manjerico está associado às festas de Santo António e de São João, realizadas em 13 de Junho e 24 de Junho, respectivamente. Segundo a tradição os rapazes compram um manjerico em vaso, para oferecer à namorada. O vaso tem espetada uma bandeira de papel com uma quadra popular, por vezes brejeira.


Mas refiro-me a esta plantinha aromática, cujo parente mais próximo é o manjericão, só porque os manjericos ainda são uma presença, todos os anos em Forninhos.
Por ser um excelente repelente de insectos muitas vezes era exposto próximo de janelas e sacadas também para esse fim.
Precisa de muita luz, mas estando exposto ao sol tem de estar bem regado. A tradição popular tem uma frase indicativa da sua rega - "É regar e pôr ao luar"Para manter a humidade, nas horas de maior calor, deve-se colocar um prato com água debaixo do vaso e diz-se que retirar a água à noite ajuda a prolongar a vida da planta. Mas esta planta é anual, pelo que é difícil manter de um ano para o outro, por mais cuidados que se tenha.
A sua propagação faz-se por sementes, na Primavera. Se queremos plantar os nossos próprios manjericos no ano seguinte devemos guardar algumas sementes.
Para produzir aquele efeito de tufo redondo tão apreciado convém juntar várias plantas.

Mito
Segundo a tradição popular, para sentir o aroma do manjerico deve tocar-se no manjerico com a palma da mão e cheirar a mão, porque cheirar directamente seca a planta (verdade ou mito a escolha é sua).

Grafia Correcta
Manjerico ou Mangerico? 
A forma correcta é manjerico com "j". No entanto, antes do acordo ortográfico de 1945, a grafia correcta obrigava a escrever com "g".

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A Profissão de Fé ou a Comunhão Solene


Esta fotografia ficou aqui perdida no computador. É de uma festa ou celebração da catequese, chamada de Profissão de Fé ou a Comunhão Solene e que ocorre sensivelmente por volta dos 10 ou 11 anos das crianças, pré-adolescentes. 
Pretende ser uma confirmação própria, livre e individual de cada cristão face aos compromissos antes assumidos pelos pais e pelos padrinhos aquando do Sacramento do Baptismo. 
Por regra, em Portugal, realiza-se no dia do Corpo de Deus, mas eu fiz a minha Profissão de Fé, no dia 18 de Julho, Dia da Padroeira de Forninhos, Santa Marinha, com o Sr. Pe. Barranha e entre outras coisas recordo-me do refrão de um cântico:

Compromissos tomei no Baptismo
Mas foram outros por mim a falar
Hoje quero aqui livremente
Os meus Votos aqui renovar.

Ultimamente acho que, por haver poucas crianças, realizava-se apenas de 2 em 2 anos e significa a festa do sexto ano de catequese, mas durante muitas décadas, todos os anos, este era um dia especial para as crianças, catequistas, famílias e toda a comunidade forninhense...todos a seu modo participavam na festa.


*****
Nota: A foto de um dia inesquecível, de certeza...este, foi cortesia da Darcília Gonçalves.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Lameira: «um bico-de-obra»


A 29 de Abril anunciou a Junta de Freguesia de Forninhos no que presumo ser agora a sua página oficial: "retomaram as obras no largo da lameira". Confirmo! Eu estava lá e sei que recomeçou no dia 25 de Abril (feriado nacional) o arranjo «dum bico» do largo da Lameira, já que a área envolvente cumpre há alguns meses a função principal: está pelo menos transitável.
Qual a razão porque continuam por acabar 2 ou 3 dezenas de metros? 
Encontraram petróleo? Ou moedas como parece que já aconteceu?
Palavra que não sei, mas chegou o tempo de falar...
Aguardei até agora, porque até ver não queria interferir nas orientações do executivo autárquico, apenas sugeri em Março último a plantação de mais oliveiras, por ser a melhor época para plantar árvores, mas acho que está mais que na hora de acabar este bico-de-obra e de a Junta de Freguesia de Forninhos aproveitar a conclusão para homenagear uma pessoa que viveu cerca de 50 anos em Forninhos - Sr. José Bernardo. Esta figura marcante da nossa terra que já mereceu da nossa parte uma homenagem (quem desejar saber mais é só clicar no azul; vale para a página da jf) e por parte da Casa do Concelho de Aguiar da Beira também, a meu ver, merece mais que um post e uma placa quase invisível e elegível. Merecia para o futuro, um busto, em bronze, implantado entre as oliveiras e, assim, bem no centro da aldeia e junto à sua casa comercial, incluindo a de morada de família. Quem o sugere não sou só eu, mas outros nascidos e criados na zona da Lameira.
Não faltam ideias e há outras, com certeza, mas basta de tanta inércia e o que se exige é tão só melhor acção por parte de quem tem responsabilidades ao nível autárquico. O próprio programa do edil eleito falava em acompanhamento das obras de requalificação do Largo da Lameira, mas claro nunca se conhecendo o projecto e prazos até é fácil cumprir!


Eu sei que todos já sentem que esta é a obra da "Santa Engrácia"; iniciaram-se as obras há 11 meses, no dia 16 de Julho de 2013!!! e que muito serviço está mal feito...mas falarei de tudo quando totalmente pronta. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Do quintal do sr. João

Já no rescaldo da festa da Senhora dos Verdes, encontramos nos arredores da aldeia o nosso bom amigo João Albuquerque que tanto tem acarinhado este espaço desde o seu início, ele que com tantos anos de cidade tem uma ternura imensa pela sua/nossa terra, mas o que mais o apaixona são as árvores.
Fez o convite: "passai lá pelo quintal e podeis ver como está bonito, tirais as fotos que quiserdes e colocais lá no blog e com este calor, sempre descansais um pouco debaixo da latada e conversamos um pouco".
Claro que aceitamos e guiados por este anfitrião de excelência, aqui deixamos uma pequena amostra de uma tarde bem passada:

Cerejeira

Cerejas e Uvas

Kiwis
Amoras

Groselhas
Figos Lampos
Abrunhos
Morangos
Já no resguardo da sombra, ainda comentava que era uma pena a groselha estar pequena pois teríamos sido presenteados com um belo refresco...tudo isto enquanto um pequeno rádio lançava melodias, dizia que era para afugentar a passarada, principalmente os estorninhos que lhe comiam as cerejas e ficava mais bonito que os espantalhos. Cá para mim, acho que os chamava ainda mais...
Bem haja, João!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Espírito Santo 2014, a procissão e os devotos


No dia do Espírito Santo, os primeiros sinais começam com as chegadas dos devotos, que antes de rumarem para a Capela de invocação da advogada dos frutos e das sementeiras - Senhora dos Verdes - cerca de um quilómetro, a subir, fazem a romaria religiosa à volta da igreja matriz, na povoação de Forninhos.


Sobre as nossas festas, volto a dizer que dantes a religião vivia muito dos ciclos produtivos e um dos mais fortes e marcantes momentos deste fenómeno é a procissão de ladaínhas: a rezar e pedir que Nossa Senhora dos Verdes e todos os santos e santas livrem as culturas da desgraça das pragas, sendo que alguns devotos oferecem sempre raminhos de flores a Nossa Senhora, em paga duma promessa antiga.



Procissão de Forninhos rumo à S. dos Verdes





Depois das paróquias cumprirem o Voto começa a missa que festeja o Espírito Santo na Senhora dos Verdes de Forninhos.

Bem hajam os que aqui vieram!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A romaria de Nossa Senhora dos Verdes

Dia 9 de Junho (segunda-feira) realiza-se mais uma romaria à Nossa Senhora dos Verdes em Forninhos.

"O Quadro do Milagre"

Diz a lenda que o nome, Senhora dos Verdes, vem de quando na Era de 1720 uma terrível praga de gafanhotos assolou as culturas, pondo em causa o sustento da região e por tal, recorreram os povos ao patrocínio da Nossa Senhora das Neves -querendo dizer que já existia uma capela com invocação à Senhora das Neves - e a praga teve fim e os campos reverdejaram, levando a dar-se à Senhora o título «dos Verdes». A lenda foi já publicada a 11 de Novembro 2009 aqui e o ex-voto representa essa calamidade, de uma comunidade que vê as searas todas destruídas pelos bichos e só o apelo solidário dos moradores circunvizinhos consegue travar. Desde essa época até hoje vêm em romaria à Senhora dos Verdes as populações limítrofes e de outras aldeias mais afastadas, todos os anos na sétima segunda-feira a contar da Páscoa, calhando este ano dia 9 de Junho. Em 1758 ao responder ao inquérito do Governo do Marquês de Pombal, o padre da aldeia de Forninhos já se lhe referia "São obrigados à Capela de Nossa Senhora dos Verdes várias procissões em alguns dias do ano principalmente nos dias Santos do Espírito Santo.".
Registo que a monografia de Forninhos, 2013, referencia também a procissão assim: "..., uma das maiores manifestações de fé exibidas pelas gentes de Forninhos está patente na festa que se realiza anualmente em honra de Nossa Senhora dos Verdes. Este culto Mariano surge, por volta de 1720, quando o povo confrontado com uma praga de insetos que devastou os campos e os seus cultivos dirigiu as suas preces para a Virgem Maria, que intercedeu às súplicas dos seus devotos salvando-lhes as culturas. Desde então, realiza-se uma procissão solene e Forninhos veste-se de gala para homenagear a Virgem pelo milagre. O cortejo parte do centro da aldeia em direcção à ermida que se eleva num local isolado rodeado de uma paisagem florestal conferindo-lhe uma ambiência única, propícia ao culto da virgem.". (sublinhado nosso).
De Forninhos nunca um "cortejo" partiu ou parte do centro da aldeia, mas sim da igreja matriz! Só se esta gente considera que a matriz é o centro da aldeia! Já não digo nada...
No entanto, merece destaque a interpretação que fizeram do ex-voto (pág. 129):
"Na pintura, o elemento cromático predominante é o verde representado nos montes e no campo agrícola a ser contornado pela procissão que se dirige para uma pequena capela onde aparece a figura da Virgem envolta numa nuvem. A procissão surge diferenciada pela multiplicidade de cores representadas nas vestes dos elementos que nela participam. Encontra-se a predominância do branco, porventura uma irmandade que encabeça o cortejo empunhando uma bandeira processional vermelha. A meio, e como se houvesse uma clara intenção de marcar uma divisória na procissão, surge uma cruz processional e imediatamente atrás aparecem misturados elementos do povo com o pároco que leva nas mãos um livro aberto. A terminar a procissão desponta um grupo de mulheres envoltas numa capa negra. Este grupo é uma representação bastante curiosa porque nos permite ter uma ideia como era uma procissão à época, isto porque, enquanto algumas mulheres conversam descontraidamente, outras permanecem em oração. Mas dentro do grupo representado, destaca-se uma figura feminina distinta das demais, portadora de um vestido verde e uma bengala, insinuando uma idade mais avançada, apoiando o queixo na sua mão esquerda numa clara atitude de contemplação.". (sublinhado nosso).
Fico muito feliz quando vejo descrições reais. Talvez seja o melhor texto visto na obra. Pena mesmo "aquela" do cortejo partir do centro da aldeia em direcção à ermida!

MILAGRE QVE FES N.S. DOS VERDES EM AS SEARAS DESTRUVIDAS DOS BICHOS E FAZENDO HVA MVI DEVOTA PROCIÇAM OS MORADORES CIRCVM VEZINHOS, FOI NOSSA SENHORA SERVIDA QVE SE APLACASSE ESTA PRAGA. ERA DE 1720. Assim indica a legenda.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Esparregado de favas

Favas me fartam... Favas me matam!

De tão tenras, quase parece migar caldo verde...

Eu, que como quase todas as crianças e adolescentes detestava-mos favas, fomos por "obrigação" aprendendo a gostar delas, por imposição e promessas, pois havia que poupar e aprender a gostar. Agora adoro, ainda por cima à moda antiga .
Rápido crescem com pouco trabalho e há que dar vazão a tantas das mais diversas formas de as cozinhar, até que como reza o ditado: "as pulgas vêm com as favas e vão com as uvas...".
Pedi-lhe e como de costume, lá me fez a vontade. No quintal  frente à casa, lá estavam elas, precoces e tenrinhas, nem era preciso tirar o fio.
- Hoje vais-te regalar e matar saudades. Disse-me ela.
Já não larguei a cozinha e fui memorizando atentamente como ela fazia, sem balança para pesar e coisas para medir. Tudo estava na cabeça, pois era fácil, dizia. Para ela....
Cortou-as, as vagens, em pequenos pedaços e colocou a cozer em água e sal. Deixou as favas a escorrer e guardou parte da água da cozedura.
Depois e tudo a gosto e saber, refogou cebola e um dente de alho em azeite da casa e cortou um bom bocado de chouriça caseira e ao qual juntou pedaços de carne de porco da barriga, entremeada.
Foi mexendo volta e meia, e apenas pelo cheiro, deu para perceber que ela percebia da coisa, nem precisava provar. Estava no ponto!
Havia que juntar as favas já bem escorridas e foi o que fez, acrescentando um pouco da água da fervura guardada.
A seguir a farinha triga, deitada com calma e carinho, sem pressa alguma, afinal o almoço ainda estava dentro da hora, mas não podia deixar de mexer volta e meia, acrescentando mais um pouquito de água, a necessária e quase no fim, o toque de génio, um pingo de vinagre de vinho, avô do que estava na jarra de vinho e que iria acompanhar este manjar.
Dois minutos depois e estava pronto.
Nem dei conta de que antes já tinha fritado uns torresmos para acompanhar.
E que dizer?
Mais ou menos assim as comi em casa de minha mãe, passados tantos anos e juro, nunca me souberam tão bem.
"Foram favas contadas"!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Os Cata-Ventos

Os cata-ventos datam do tempos do romanos. Primeiramente, nas torres e nos castelos simulavam a forma de uma bandeira, mas nos campanários dos edifícios eclesiásticos chegou a ser a figura do galo a forma corrente e servia para lembrar a vigilância do clero.
Houve também razões simbólicas para adoptar a figura do galo. A cruz colocava-se sobre uma bola para simbolizar a redenção do mundo por Cristo e o galo colocava-se por cima da cruz, como recordação do arrependimento de S. Pedro.
Por ocasião das comemorações dos centenários, também as escolas primárias tinham, no cimo das chaminés, cata-ventos com imagens alusivas à região onde se localizavam. 
Em Forninhos, encontramos um antigo exemplar desta "máquina" utilizada para identificar de que lado soprava o vento...está de baixo...está do lado da serra...e pelo lado do vento sabia-se que tempo iria estar!
Em desuso, feito em ferro, com uma corneta, o exemplar da imagem ocupa o cimo da chaminé duma casa. 


Alguns adágios, dos muitos, que envolvem o vento:

- De Espanha nem bom vento nem bom casamento.
- Vento suão, sinal de trovão.
- Vento da Serra por água espera.
- Quem semeia ventos colhe tempestades.
- Palavras leva-os o vento.
- O que o vento traz, o vento leva.
- Quem foi ao vento perdeu o assento.
- Amigo do bom tempo muda-se com o vento.