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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Bodas de Prata

O Tónio e a Lurdes vão comemorar, no próximo dia 19 de Dezembro, 25 anos de casados, uma vida, de momentos bons e menos bons, de horas boas e horas difíceis, de companheirismo, de cumplicidade e logicamente de muito amor, com duas filhas maravilhosas. Espero que vivam mais, muito mais, de 25 anos juntos... que cheguem às bodas de ouro.


Nos últimos 25 anos, muitos foram os forninhenses que saíram da sua terra, o que provocou um certo despovoamento de jovens da aldeia, sendo a principal razão a falta de trabalho para a população mais jovem.
O Tónio e a Lurdes também saíram de Forninhos, mas tomaram a decisão de voltarem e se fixarem na sua terra natal, são hoje um dos poucos casais jovens de Forninhos.
Deixo aqui também publicamente os meus Parabéns por esta decisão, bem como a todos os outros casais jovens que o fizeram e que residem em Forninhos com as suas famílias.

Felicidades!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Turismo Rural

Forninhos apostou no Turismo Rural!
Desde já, aproveito para dar os meus parabéns aos autores desta iniciativa, que tenham força, coragem e orgulho, para continuarem sempre em frente, que possam dar a conhecer e fazer crescer a nossa terra, dando orgulho às nossas gentes.
Como filha da terra não posso deixar de dar a minha humilde opinião, acerca de um pequeno pormenor, que é o seguinte:
Penso que seria benéfico dar a conhecer os nossos produtos regionais, pois, estão pouco divulgados...falta uma lojinha para o comércio dos mesmos, desde o bolo de azeite, requeijão, queijo, presunto, morcelas, farinheiras, chouriças, torresmos, marmelada, compotas, míscaros, vinho, azeite...No meu entender, seria uma mais valia, tanto para os visitantes, como para o bem da nossa terra!
Mas...não sei se é possível, pois também não sei muito bem como funcionam certas burocracias!!!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Fonte da Lameira

Pode dizer-se que é um dos sítios mais emblemáticos da aldeia de Forninhos e quase todos devem ter uma recordação que lhe esteja associada – as minhas são muitas! Novos e graúdos por ali já partilharam horas de alegria e de confraternização, tenho a certeza.
A fonte já lá está há muitos anos, mas a cobertura e os melhoramentos do espaço de  lazer envolvente foi construído, salvo erro, na década de 80. E, o que ali temos hoje é uma fonte/tanque público descaracterizada, mas mais do que apontar culpados (talvez todos nós o sejamos, porque com o nosso silêncio somos cúmplices), é imperioso que no futuro não se assista impavidamente à destruição de mais um lugar da nossa História.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ecopontos Florestais


Através do nosso Colaborador Ed Santos tive conhecimento que vai ser instalada na zona industrial de Viseu, um centro de biomassa florestal, para recolha de resíduos florestais de vários concelhos, incluindo o de Aguiar da Beira, cujo funcionamento está previsto para o ano 2012.
Seria importante as Juntas de Freguesias começarem por criar ecopontos florestais nas respectivas freguesias e informar, sensibilizar os seus municípes para o propósito de recolher e encaminhar para destino adequado a biomassa florestal da região (restos de limpeza da floresta, como restos de madeiras, troncos, cascas, folhas, ramos, etc). Ao mesmo tempo, alertando-os para a facilidade de assim evitarem multas pela falta de limpeza da floresta.
Eu vejo a instalação dos ecopontos florestais com muita utilidade, pois, os resíduos resultantes das podas das árvores ou da limpeza dos matos não precisariam de ser queimados fora da época dos fogos florestais.
Pela sua importância e pela dimensão da nossa freguesia, penso que não só a colocação de mais ecopontos na povoação é essencial, mas também a instalação de ecopontos florestais devem ser solicitados às entidades competentes.

"Putigas"

Não é uma flor, chama-se "Putigas" e é comestivel. Comi algumas quando era miúda e ainda hoje o farei caso as encontre.

Já não me lembro quando florescem, nem sequer sei se ainda existem. Lembro-me que as havia no "Castelo", será que ainda por lá nascem?

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Míscaros ou Cogumelos?

A Augustinha e a Lídia na apanha dos míscaros...Que saudades!

Ultimamente tenho visto na TV alguns programas sobre a apanha de cogumelos, como um negócio em expansão, com informação sobre o perigo de desaparecimento da espécie já que muitos são colhidos precocemente e onde alertavam também para a diferença entre os venenosos, já que nem todos são comestíveis. Ora, para nós forninhenses penso que todos desde muito novos sabemos diferenciá-los. Da nossa mesa apenas fazem parte os míscaros (cogumelos amarelos), um arrozinho malandro com míscaros…hum até me faz crescer água na boca, e os tortulhos, entre os tons brancos e castanhos, que são também um autêntico petisco.
A par das caminhadas da natureza porque não organizar também no nosso concelho um passeio micológico, terminando com uma almoçarada de míscaros e castanhas à sobremesa? Tenho a certeza que a adesão de participantes seria fantástica para uma actividade que já tem dado os primeiros passos em muitos concelhos do país.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pedra sobre Pedra

Adoro pedras, fascinam-me as suas formas, as suas cores, a sua textura. Tenho algumas pequeninas guardadas, algumas apanhadas no campo, os chamados seixos, tenho algumas da praia e da beira-rio.
Mas falando em preservar: até as casas antigas mesmo aquelas pequeninas com imensos anos, deveriam ser preservadas, só que acontece que a alguns proprietários não lhes resta outra alternativa e com a evolução dos tempos leva a que se deitem abaixo, por vezes para no mesmo sítio nascer grandes “aberrações”!


É pena que as gerações vindouras não fiquem com a noção de como eram essas habitações. Casas pequeninas que abrigaram n´outros tempos grandes famílias forninhenses, as chamadas casas “pobres” feitas de pedra de granito miúdas que, a meu ver, são um encanto quando as vejo pelos montes ou nas ruas da nossa povoação.
Mesmo em relação ao antigo povoado de S. Pedro existiam construções feitas de pedra de granito. Entretanto, foram sendo destruídas, dizem que, pelas crianças que pastoreavam os rebanhos por ali e que brincando se entretinham a estragar essas habitações?!! Mas é de lamentar a falta de interesse das autoridades que assim deixaram perder um património tão importante. É certo que não se trata de uma Conímbriga, mas nem só nas villas romanas viviam os romanos e outros povos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Arquitectura da Escola Primária

Mais uma foto a fazer recordar outros tempos. Recordações de um tempo em que os meninos jogavam ao berlinde e à bola e as meninas à macaca e saltavam à corda. Recordações de tempos felizes e inocentes onde não havia playstations, onde as crianças se contentavam com muito menos do que os tempos de hoje lhe oferecem.
E de repente ao fazer este post voltei às carteiras da escola e às primeiras experiências de socialização, no meu tempo não havia jardins infantis e entrava-se para a escola sem qualquer conhecimento do que isso representava.
Sou de opinião que este edifício tem um papel cultural na memória colectiva de todos - ainda hoje quando entramos na Associação nos lembramos de peripécias que passamos naquelas Salas e recordamos tanta coisa...tantos momentos ali vividos - que devia ser conservado, mantendo a sua originalidade arquitectónica e devia fazer-se do espaço, um espaço com memórias e com a história da escola.

sábado, 14 de novembro de 2009

A Árvore do Terreiro da Senhora dos Verdes

Esta é mais uma fotografia que retirei do meu albúm e que decidi publicá-la aqui neste espaço, pois tirar fotografias e colocá-las num blog chama-se informar e muitas vezes recordar.  
Sabemos que Forninhos hoje tem alguns ecologistas, mas o certo é que todos os anos são abatidas árvores, outras acabam por tombar naturalmente como foi o caso desta. Por vezes falam no abate de árvores apenas por hipocrisia, pois todos os anos no Cepo de Natal é ver troncos e mais troncos a arder e depois há sempre aqueles que quando nada encontram para criticar deliciam-se com este tipo de fenómenos.


Espero que todos gostem de voltar a ver a árvore da Sra. dos Verdes.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Memórias: Antiga Equipa de Futebol de 11

(fotografia retirada do albúm de memórias do guarda-redes: Samuel Cavaca)

Talvez a nossa aldeia seja hoje uma das mais pequenas no número de habitantes, mas houve tempos que era uma aldeia onde reinava a mocidade.
Era no terreiro da N. Sra. dos Verdes que esta equipa jogava e onde toda a aldeia e simpatizantes os acompanhava. Os testemunhos dos elementos desta equipa são vários, mas todos são unânimes em dizer que as tardes de Domingo eram uma animação. De facto Forninhos é uma aldeia pequena, mas penso que o segredo do sucesso estava na amizade e união entre todos e na enorme vontade de fazer mais e melhor.
Um bem-haja a todos os que ao longo destes anos contribuíram para desenvolver as iniciativas que promovem a cultura e o desporto na nossa aldeia e (se me permitem uma última análise), fomentam o convívio e a amizade entre todos.
Legenda:
Em cima/pé: Samuel Cavaca; António Cavaca; António Pina; Adelino Ferreira; Zé Coelho; Adelino "S. Pedro"
Em baixo: Alfredo Rebelo; José Pina; Tónio "Xispas"; Adriano Rebelo; Luís (mudo)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A lenda da Senhora dos Verdes

Ex-voto = consequência de um voto
"Milagre" sucedido nos campos da região

Cada vez que nos aproximamos para olhar o Quadro do Milagre, quase sempre ouvimos alguém contar a história/lenda de que em tempos, nos campos da região, houve uma praga de gafanhotos que comiam os campos. O quadro tem a seguinte inscrição:
"MILAGRE QVE FES N.S. DOS VERDES EM AS SEARAS DESTRVIDAS DOS BICHOS E FAZENDO HVA MVI DEVOTA PROCIÇAM OS MORADORES CIRCVM VEZINHOS, FOI NOSSA SENHORA SERVIDA QVE SE APLACASSE ESTA PRAGA. ERA DE 1720.".

Os lavradores da terra desesperados com a situação fizeram uma promessa a Nossa Senhora para afastar a praga dos campos, o que veio a acontecer. E, como agradecimento, os lavradores todos os anos lhe faziam uma romaria em sua honra, em que as ofertas eram sempre os melhores produtos que colhiam da terra.

Lenda:

"Certo dia, uns caminhantes detiveram-se para matar a sede numa fonte. Enquanto bebiam, repararam numa bonita imagem de Nossa Senhora, como colocada ali ao lado.
Acordaram em procurar a Igreja da povoação para a deixar, pois de lá devia ser. Assim fizeram. Não sendo de lá, concordou o Pároco em que o melhor seria guardá-la até que aparecesse o dono.
Misteriosamente, a imagem desapareceu, voltando a ser encontrada meses mais tarde na mesma fonte, mas desta vez com vísivel milagre, por ser Agosto e estar rodeada de neve.
O povo interpretou a vontade da Senhora em estar naquele local, erigindo uma Capela com a invocação à Nossa Senhora das Neves.
Séculos mais tarde, uma terrível praga de gafanhotos assolou as culturas, pondo em causa o sustento da região.
O povo invocou a Nossa Senhora das Neves, a praga teve fim, e os campos reverdejaram.
Em razão do sucedido, como agradecimento, mudaram o título da invocação para Nossa Senhora dos Verdes."

Há quem conte esta lenda, mas em vez da fonte, seria um ribeiro, quem sabe o ribeiro que corre nos lameiros da parte de baixo da Capela???!!

Talvez as pessoas mais antigas nos possam legar outras lendas, seria assim importante falar com essas pessoas.
Eu quando fôr a Forninhos tentarei junto das mesmas saber mais histórias, lendas e mitos desta nossa aldeia, de modo a poder enriquecer este espaço e para que todos nos possamos orgulhar do mesmo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

1977-AGO-15 - A Mudança

Não há aldeia ou povoação que não tenha uma festa. No 15 de Agosto são muitos os filhos da terra que regressam às origens e por 1 dia colocam de lado as divergências e todos convivem. Este é o registo de 1977, o primeiro ano em que os andores passaram a ser transportados por tractores, mas "a tradição já não é o que era", pelo menos em alguns casos. Vejamos:

Andor de Santa Rita: desde 1977 que fez parte da Procissão, mas entretanto a imagem foi roubada e este andor foi substituído pelo de Santa Teresinha.

Mais... O S. Mártir Sebastião que em tempos foi tão bem "representado" pelo Zé Teodósio (Jr), hoje simplesmente não existe, assim, como os 3 pastorinhos de Fátima...perdeu-se, assim, parte deste património humano religioso!


O andor da N. Sra. dos Verdes, com os "anjinhos", onde mais tarde se passou à cor verde, vestidos e coroas verdes. No entanto, saliento a presença da cruzada, que actualmente voltou a fazer parte da procissão do 15 de Agosto. Quando se diz: "antigamente ía cruzada" é verdade. Aqui fica esse registo, com a presença das catequistas a acompanhar a cruzada. Uma tradição que voltou. Parece-me é que os lenços das meninas já não fazem parte do traje.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Procissão, Ano 1976-AGO-15

Há quem diga que para compreender o presente é preciso primeiro conhecer o passado. Ciente desta premissa, o objectivo deste blog é dar a conhecer a todos os forninhenses (naturais, residentes, não residentes, aos que sentem Forninhos no coração, que sentem esta aldeia como sua, todos no geral) esta aldeia da beira, desde a publicação de fotos antigas que relatem a aldeia de Forninhos de antigamente, documentos antigos e também dar destaque ao nosso património, desde:

Arqueológico e Religioso: Castro, Pontes, Igreja, Capela, Cruzeiros, Alminhas
Arquitectónico: Casas, ex-escola primária (por exemplo)
Social e Lazer: Associação, Junta de Freguesia, Centro Social e Paroquial, Cemitério, Campo de Futebol
Turístico: Turismo Rural, Miradouro, Moínhos, Ruas emblemáticas
Humano: Irmandade
Lendas, Mitos e Tradições: por exemplo, Lenda da Moura Encantada e outros mitos e tradições
Gastronomia
Ditados, Modos e Modismos etc e tal ...
No fundo é tentar através deste cantinho no mundo virtual, conhecer melhor as nossas raízes, a nossa cultura, as nossas referências, de modo a que fique registado para que as futuras gerações de forninhenses possam conhecer o passado, a história da sua terra - Forninhos.

(Procissão de 15-AGO-1976)

Então, começo precisamente pelo ano de 1976. Como podem ver, nesse ano de 1976 os andores eram carregados pelas pessoas e não pelos tractores, como é habitual hoje. O andor da N.Sra. de Fátima era carregado pelas raparigas e posteriormente, aquando da introdução dos tractores, passou a ser acompanhado pelos 3 pastorinhos de Fátima e levava apenas como enfeite a azinheira, que até há bem pouco tempo existia (e acho que ainda existe) na Serra de S. Pedro. Até à data, a N. Sra. de Fátima sempre fez parte da Procissão do 15 de Agosto.

Algumas pessoas da fotografia são fáceis de reconhecer.